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A Aneel instaurou em abril o processo que pode tirar das mãos da Enel a operação de São Paulo, mas ainda é longo o trâmite. A companhia tem prazo de defesa, a agência analisa e recomenda ou não a caducidade ao ministério de Minas e Energia, que é quem toma a decisão final. Apesar da antipatia generalizada que a Enel tem encontrado em Brasília, o desfecho é tanto técnico quanto político. 
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Equatorial e Iberdrola acreditam que um processo de venda pode ainda ser a preferência do poder público, pois interromper a concessão ensejaria uma operação emergencial de terceiro ou intervenção para manter o serviço de distribuição de energia em funcionamento até uma relicitação. 
O que as interessadas querem é uma renovação de concessão para a Enel condicionada à venda, e elas também já têm tramitado em Brasília com essa proposta, disseram as fontes. A concessão em São Paulo vai até 2028. A avaliação é que, se uma delas tiver alinhavado um acordo com os italianos, o pleito poderia ganhar força.
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Os grupos não descartam, segundo fontes, uma aquisição da operação completa. No Ceará, a concessão da Enel vence em dois anos e companhia tenta fazer a renovação antecipada para eventualmente vender o negócio, apurou o Pipeline. Em 2022, a Enel chegou a fazer um processo formal, mas depois acabou suspendendo o plano de desinvestimento.
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Arquivo
No Rio, a companhia obteve, no ano passado, recomendação da Aneel de renovação de concessão por mais 30 anos, que foi questionada pelo Ministério Público. 
Procurada, a Enel afirmou que segue interessada na renovação em São Paulo, descartando que queira vender os ativos no país. Diz a nota ao Pipeline: “A Enel reafirma o interesse na renovação da concessão em São Paulo e nega especulações sobre negociações envolvendo a troca de controle da distribuidora. A companhia reforça seu compromisso de longo prazo com o Brasil, país que é e sempre foi estratégico para a Enel, um dos maiores grupos econômicos de energia do mundo."
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A Equatorial afirmou que “está sempre atenta às oportunidades em suas áreas de atuação, mas não comenta sobre possibilidades específicas de negócios ou aquisições". A companhia acaba de se tornar acionista de referência da Sabesp, mas tem fôlego para um M&amp;A relevante em energia, apurou o Pipeline. 
A espanhola Iberdrola atua no Brasil por meio da Neoenergia, que disse que "não comenta rumores de mercado".  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/S65D5kR6joZB8IOOEvkzm_9_wLY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/5/L/kve8QkSrAeqUxVneJWrQ/italia-sede-enel-roma.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 21:30:37 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Final da Copa movimenta US$ 4 bi no Polymarket</title>  <atom:subtitle>Mercado preditivo mostra seleção francesa como favorita do torneio, mas Espanha sobe</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/final-da-copa-movimenta-us-4-bi-no-polymarket.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/final-da-copa-movimenta-us-4-bi-no-polymarket.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/wj89O5VB3ckTCmLFm3ULmirpEt8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/d/D/W5W6INQBAIrGbD6boALw/u-goppxlsc6c-kylian-mbappe-7250181-1920.jpg" /><br /> ]]>    O volume de apostas na final da Copa do Mundo passou a marca de US$ 4 bilhões na plataforma Polymarket nesta segunda-feira. A título de comparação, a final masculina de Wimbledon soma US$ 15 milhões e a decisão do Fed em julho sobre juros, US$ 41 milhões. 
Há 10 dias, França e Argentina tinham o mesmo patamar de probabilidade para saírem vencedores — mas, desde então, a seleção de Kylian Mbappé disparou. Só hoje, subiu 16% na plataforma. Agora, França tem 33% das apostas, Argentina está com 17% assim como a Espanha que, após ganhar de Portugal, ultrapassou a Inglaterra, que tem 15%. 
Antes da Copa, o banco Goldman Sachs apontou a Espanha como favorita. A soma na plataforma envolvendo a final é ainda maior, considerando outras probabilidades, como continentes que estarão na final ou jogador que vai marcar gol na partida. 
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Em março deste ano, a Aegea recebeu aporte de R$ 1,2 bilhão de seus principais acionistas - grupo Equipav, GIC e Itaúsa - para financiar a expansão das operações e os investimentos previstos nos contratos de concessão. “Mas qualquer nova operação vai precisar de aporte de capital adicional dos acionistas para não impactar a alavancagem financeira da companhia”, reforça Pires.
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Com a alavancagem em 3,78 vezes a dívida líquida/Ebitda, perto do limite estabelecido em emissões de dívida, de 4 vezes, o foco da Aegea agora é na desalavancagem. “Queremos reduzir a alavancagem para o patamar próximo do que estava em setembro de 2025, em torno de 3 vezes, e achamos que isso é factível nos próximos 12 meses”, afirmou Pires.
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Divulgação
Apesar do recente rebaixamento do rating pela Fitch para 'B+' diante da perspectiva de manutenção de uma alavancagem financeira acima de 4 vezes, a Aegea não vê um problema de liquidez, tendo R$ 13,6 bilhões no caixa, e prazo médio de vencimento da dívida de 7,5 anos.
Para reduzir a alavancagem, a empresa conta com o aumento de receitas com a maturação de algumas concessões e avalia a possibilidade de recomprar algumas dívidas. “Até o momento, a gente não avaliou de maneira profunda o benefício de recomprar dívida, mas é um tema que a gente discute internamente”, diz o CFO.
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Do portfólio total, 80% dos ativos da Aegea ainda estão em processo de maturação. A companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), que tem como sócios a Perfin e a Kinea, já gera resultados "expressivos", segundo o executivo. A Aegea prevê um capex entre R$ 6 bilhões a R$7 bilhões nos próximos dois anos. “Devemos continuar viabilizando um crescimento de dois dígitos nos próximos anos”, disse Pires. 
Para este ano, estão previstos leilões e concessões de saneamento que devem demandar R$ 34 bilhões em investimentos. Entre eles, estão as PPPs de Goiás – que deve ter outro leilão após o fracasso da primeira tentativa –, Rondônia e São Paulo.
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Depois dos ajustes contábeis feitos no balanço, Pires afirma que todas as reavaliações já foram feitas e não devem impactar os próximos trimestres. “Temos hoje um nível conservador de provisionamento para perdas com atrasos de pagamento, o maior do mercado”, afirma. 
Sobre os planos para realizar uma oferta inicial de ações (IPO), que chegou a ser cogitado para 2026, Pires avalia que o mercado agora não está adequado para isso em função das incertezas geopolíticas e a volatilidade do período eleitoral. “Precisa ter uma janela adequada e faz mais sentido em 2027”, diz. 
A empresa está presente em 893 municípios, de 15 estados diferentes, atendendo 39 milhões de pessoas com serviços de água e esgoto.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/bNHS6MNVfLBOAO8dz8DK79zDOZk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/O/A/i6AegFT8Sazhc27Gd0qQ/aegea-3.jpg" medium="image"/>   <media:description>Tanque da Aegea: plano para desalavancar</media:description>   <media:credit>Divulgação</media:credit>  <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:09:17 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Interesse de brasileiros faz Kanoa ampliar captação para search funds</title>  <atom:subtitle>Gestora notou mudança no perfil de alocadores, com demanda de family office local</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/interesse-de-brasileiros-faz-kanoa-ampliar-captacao-para-search-funds.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/interesse-de-brasileiros-faz-kanoa-ampliar-captacao-para-search-funds.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/bR9D79cAlgsc3iQKvCFBG_YtqAg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/Q/P/XAnTmvRNGG0JIdfhx5hQ/whatsapp-image-2026-07-02-at-17.30.28.jpeg" /><br /> ]]>    O mercado brasileiro de search funds — estratégia em que empreendedores levantam recursos para comprar e assumir pequenas e médias empresas — começa a ganhar um novo perfil de investidores. Depois de nascer sustentado principalmente por capital estrangeiro, o segmento passa a atrair family offices brasileiros, movimento que levou a gestora Kanoa a ampliar o tamanho de seu primeiro fundo.
Criada por Guilherme Bonifácio, cofundador do iFood, Gustavo Vaz, fundador da EmCasa, e José Dias, ex-presidente do Burger King para a América Latina, a Kanoa pretendia captar R$ 150 milhões. A demanda levou o fundo a R$ 175 milhões e a meta agora é encerrar a captação em até R$ 200 milhões. 
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"O search fund começa a deixar de ser um tema de nicho para entrar no radar dos alocadores brasileiros, uma classe no portfólio das famílias", diz Vaz. "Nas conversas, começamos a ouvir frases como 'tenho um amigo que investe', 'já ouvi falar', 'já investi nisso', o que é uma mudança em relação há um ano."
A estratégia da Kanoa é investir inicialmente em 20 search funds — acima dos 15 previstos originalmente — para chegar a cerca de 12 aquisições de empresas brasileiras. Até agora, os sete searchers apoiados pela gestora analisaram mais de 10 mil companhias e têm três negociações em fase final de diligência. As primeiras aquisições devem ser concluídas ainda neste ano.
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Divulgação
A tese ganhou espaço local justamente enquanto o mercado tradicional de private equity atravessa um período de retração. Os gestores argumentam que o segmento ocupa uma faixa pouco explorada pelos fundos maiores: empresas lucrativas, normalmente familiares, avaliadas entre R$ 40 milhões e R$ 100 milhões, pequenas demais para despertar interesse de grandes compradores estratégicos, mas maduras o suficiente para gerar caixa desde o primeiro dia.
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A Kanoa busca aquisições a múltiplos próximos de quatro vezes o Ebitda, utilizando parte relevante do próprio fluxo de caixa da empresa para financiar a operação. Em muitos casos, a venda tem a ver com sucessão. "O empreendedor passou 20 ou 30 anos construindo o negócio, gera caixa, mas quer se aposentar. O search fund resolve esse problema ao mesmo tempo em que realiza o sonho de alguém que quer se tornar CEO pela primeira vez", diz Bonifácio.
O modelo funciona em duas etapas. Primeiro, a gestora financia empreendedores (normalmente ex-executivos ou profissionais formados em MBAs internacionais) para que passem cerca de dois anos procurando uma empresa para adquirir. Depois da escolha, o fundo aporta o capital necessário para a compra, enquanto o empreendedor assume o comando da companhia como CEO.
Dessa forma, viabiliza que um executivo tenha seu próprio negócio sem ter que tirar uma ideia nova do papel. "No mundo das startups há muitas variáveis fora do controle do empreendedor. No search fund, o controle está muito mais na execução. Você aplica liderança, vendas, marketing, gestão. É um empreendedorismo muito mais próximo das suas raízes", afirma Dias.
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Embora o mercado brasileiro ainda seja pequeno — com cerca de 30 aquisições realizadas desde o surgimento da classe no país — os gestores afirmam que os primeiros resultados começam a aparecer. Nos últimos 12 meses ocorreram quatro desinvestimentos com retornos superiores a 40% ao ano, além da distribuição recorrente de dividendos pelas empresas adquiridas. 
"Ainda é uma classe jovem, mas já houve liquidez suficiente para devolver todo o capital investido historicamente, reforçando que a saída é mais tangível do que muitos imaginam", diz Bonifácio.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/bR9D79cAlgsc3iQKvCFBG_YtqAg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/Q/P/XAnTmvRNGG0JIdfhx5hQ/whatsapp-image-2026-07-02-at-17.30.28.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 18:05:50 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Os Pênaltis e a Economia</title>  <atom:subtitle>Nelson Rodrigues dizia que a penalidade máxima do futebol é "a forma mais dramática da solidão"</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/day-off/noticia/os-penaltis-e-a-economia.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/day-off/noticia/os-penaltis-e-a-economia.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/urqY2uRWXbgAAXPZlbupaFBa6no=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/s/Z/ZqpnqJTDOwNUCiNV6v7A/begench-begenjov-soccer-10335589.jpg" /><br /> ]]>    Poucos momentos no esporte concentram tanta tensão quanto uma cobrança de pênalti em uma final de Copa do Mundo. O estádio silencia. As arquibancadas parecem prender a respiração. O goleiro se movimenta sobre a linha tentando parecer maior do que realmente é. O cobrador ajeita a bola com serenidade quase teatral. Naquele instante, o futebol deixa de ser apenas esporte. Torna-se psicologia, probabilidade, teoria dos jogos e drama humano condensados em onze metros.
Nelson Rodrigues dizia que o pênalti é "a forma mais dramática da solidão". Talvez acrescentasse que, em uma final de Copa do Mundo, certos pênaltis carregam tamanho peso nacional que deveriam ser cobrados pelo próprio Presidente da República. A imagem é exagerada, mas revela uma verdade profunda e marcante. Em poucos segundos, um único jogador pode carregar o destino emocional de milhões de pessoas, como ocorreu entre Brasil e Itália em 1994 ou na final entre Argentina e França em 2022.
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Por trás desse drama existe uma elegante lógica econômica. A cobrança de pênalti é um dos exemplos mais didáticos usados na Teoria dos Jogos. Goleiro e atacante tomam decisões simultâneas sem conhecer a escolha do adversário. Cada um precisa antecipar não apenas a ação do outro, mas também aquilo que o outro acredita que ele próprio fará. Surge um raciocínio em espiral: "eu penso que ele pensa que eu penso". Foi justamente esse tipo de interação estratégica que John Nash formalizou em seu conceito de equilíbrio.
A consequência é surpreendente. A melhor estratégia não consiste em escolher sempre o canto preferido, mas em tornar-se deliberadamente imprevisível. Em Economia, diz-se que jogadores racionais utilizam estratégias mistas: alternam probabilisticamente suas decisões para impedir que o adversário descubra um padrão explorável. Quem se torna previsível perde sua vantagem.
Essa previsão teórica foi confirmada por Pierre-André Chiappori, Steven Levitt e Timothy Groseclose em um estudo clássico publicado na American Economic Review. Analisando milhares de cobranças profissionais, os autores mostraram que goleiros e cobradores alternam sistematicamente suas escolhas de forma compatível com o equilíbrio de Nash. O grande cobrador, em certo sentido, precisa "enganar" o goleiro o tempo todo, transformando a própria imprevisibilidade em vantagem competitiva.
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Os números mostram que essa batalha psicológica produz efeitos concretos. Estudos indicam que a equipe que cobra primeiro vence aproximadamente 60% das disputas por pênaltis. A vantagem não decorre de maior qualidade técnica, mas da pressão psicológica imposta ao adversário, que frequentemente passa a cobrar sempre em desvantagem no placar.
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Outro resultado fascinante foi obtido por Michael Bar-Eli e seus colaboradores. Eles demonstraram que goleiros sofrem do chamado "viés de ação". Mesmo quando permanecer no centro do gol aumentaria suas chances de defesa, a maioria prefere saltar para um dos lados. A explicação é profundamente humana: um goleiro que leva um gol parado parece passivo; um goleiro que voa para um canto transmite a sensação de ter feito tudo o que podia. Muitas vezes, a necessidade de parecer agir fala mais alto do que a estratégia estatisticamente ótima.
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Pesquisas envolvendo centenas de cobranças em Copas do Mundo e Eurocopas mostram que a pressão também altera o desempenho. Quando o adversário converte a cobrança anterior, a probabilidade de acerto do próximo jogador diminui significativamente. A técnica permanece a mesma; o contexto psicológico muda completamente. A Economia Comportamental chama esse fenômeno de dependência do contexto: decisões aparentemente idênticas produzem resultados diferentes quando os incentivos e a pressão emocional se alteram.
As estatísticas mostram que cerca de 75% dos pênaltis profissionais terminam em gol, sugerindo uma vantagem matemática para o atacante. Mas o futebol jamais foi um experimento de laboratório. Memória, ansiedade, confiança, fadiga e o peso da responsabilidade interferem continuamente nas decisões. É justamente essa interação entre racionalidade e emoção que torna o pênalti um objeto tão interessante para economistas e psicólogos.
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A história das Copas oferece exemplos inesquecíveis. Em 1994, Roberto Baggio, um dos melhores  jogadores italianos de  todos os  tempos e um craque indiscutível, caminhou lentamente até a marca do pênalti. Bastava converter para manter viva a esperança italiana. O chute passou por cima do travessão e, naquele instante, o Brasil conquistou o tetracampeonato. Doze anos depois, na final de 2006, Zinedine Zidane escolheu uma solução oposta diante de Gianluigi Buffon: uma cavadinha que contrariava toda expectativa. Não era apenas talento. Era uma aposta estratégica na surpresa, exatamente como prevê a teoria dos jogos.
Hoje, as principais seleções utilizam bancos de dados, vídeos e inteligência artificial para estudar cobranças de pênalti. Analistas identificam padrões de chute, preferências por determinados cantos, comportamento sob pressão e tendências em partidas decisivas. O pênalti transformou-se em um laboratório onde Economia, Estatística, Psicologia e Ciência de Dados trabalham lado a lado. Mesmo assim, permanece um limite que nenhuma tecnologia conseguiu superar. Os algoritmos calculam probabilidades; não eliminam a incerteza. Eles ajudam a escolher a melhor estratégia, mas não conseguem cobrar o pênalti.
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Talvez seja essa a maior lição econômica escondida na marca da cal. A Economia raramente oferece certezas. Ela identifica incentivos, estima probabilidades e explica como indivíduos reagem quando precisam decidir em ambiente de risco. 
O pênalti reúne todos esses elementos em sua forma mais pura: informação incompleta, interação estratégica, pressão psicológica e consequências extraordinariamente elevadas para uma única decisão. Quando o árbitro apita, toda essa ciência se concentra em um único instante. O goleiro tenta antecipar o improvável. O cobrador procura permanecer imprevisível. Ambos sabem que a estratégia ótima depende justamente de não revelar suas intenções. Então a bola parte. 
Se entra, um país inteiro explode em alegria. Se não entra, instala-se o silêncio dos derrotados. Quatro anos depois, porém, a Copa do Mundo renova as esperanças, cria novos heróis e oferece novas histórias. 
A teoria dos jogos explica por que determinadas estratégias aumentam as chances de vitória. O futebol, por sua vez, lembra que, mesmo quando compreendemos todas as probabilidades, sempre haverá espaço para a coragem, para o medo e para a imprevisibilidade que fazem do comportamento humano — e das Copas do Mundo — um espetáculo tão fascinante.
*Giacomo Balbinotto Neto é professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFRGS  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/urqY2uRWXbgAAXPZlbupaFBa6no=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/s/Z/ZqpnqJTDOwNUCiNV6v7A/begench-begenjov-soccer-10335589.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Sun, 05 Jul 2026 10:09:10 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>O Oráculo e o Algoritmo: a nova chamada de margem da governança</title>  <atom:subtitle>Mercados preditivos podem antecipar Fatos Relevantes e desafiar os deveres fiduciários dos administradores</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/o-oraculo-e-o-algoritmo-a-nova-chamada-de-margem-da-governanca.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/o-oraculo-e-o-algoritmo-a-nova-chamada-de-margem-da-governanca.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/57t02RgLem8Yp88olLvWMjeWGu4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/f/U/z6yLvWTPS7PsRoMi57Cw/whatsapp-image-2026-06-13-at-13.22.30.jpeg" /><br /> ]]>    No mercado de capitais de 2026, a "sabedoria das multidões" deixou de ser um conceito abstrato de sociologia para se tornar um ativo com liquidez em tempo real. Os mercados preditivos, plataformas onde se aposta financeiramente no desfecho de eventos reais,  migraram para o centro da estratégia de risco corporativo. Longe de serem meros cassinos digitais, essas plataformas podem atuar como instrumentos legítimos de hedge, permitindo que agentes econômicos se protejam contra a volatilidade de eventos binários. Para o administrador de companhias abertas, contudo, o desafio não reside na utilidade da ferramenta, mas na sua vulnerabilidade a fraudes e no conflito com os deveres fiduciários.
O mercado de capitais sempre foi uma máquina de processar informações. Contudo, agora estamos diante de um “oráculo monetizado”. Afinal, se um contrato binário antecipa uma disputa societária ou o colapso de um M&amp;A, o mercado está exercendo sua função de precificação que também pode ser um alerta. O problema surge quando o sinal de fumaça digital não é fruto de análise, mas de vazamento ou manipulação de informações. No jogo das expectativas, a linha que separa o hedge eficiente da prática não equitativa tornou-se perigosamente tênue.
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O risco é iminente e com grande potencial para sanções severas. A natureza digital, descentralizada ou offshore das plataformas de predição não serve de escudo para o uso de informações privilegiadas, pois a fraude é punível independentemente do ecossistema em que se manifesta. Seja no mercado de capitais tradicional ou em mercados preditivos, o comportamento baseado em informação confidencial, não pública e materialmente relevante desvirtua a lógica da eficiência econômica.
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Provado o nexo entre o acesso à informação e a negociação, não importa se o ganho ocorreu via ações ou contratos binários de eventos; a prática configura uma vantagem indevida e uma afronta à equidade. Para o julgador (seja em âmbito judicial ou administrativo) o lucro obtido através do "oráculo monetizado" terá o mesmo peso do ganho ilícito em bolsa, consolidando o entendimento de que a proteção ao sigilo e o dever de lealdade acompanham a informação, não apenas o ativo.
A regulação brasileira já emitiu seus sinais de alerta. Além da Resolução CMN nº 5.298/2026, que restringiu o escopo de derivativos sobre eventos sociais e políticos no país, a própria CVM, em suas orientações mais recentes (como no Ofício Circular CVM/SEP de 2026), reforçou o rigor sobre o uso de dados de cenários políticos e pesquisas de opinião. O regulador é claro: o acesso antecipado a resultados de pesquisas ou fatos políticos com potencial de influenciar cotações, antes de sua ampla divulgação, pode configurar vantagem indevida e prática não equitativa. No mundo dos mercados preditivos, onde o fato político é o próprio ativo negociado, esse alerta ganha contornos relevantes e deveria estar no topo das prioridades dos administradores.
Neste contexto, o administrador enfrenta dupla novidade: na velocidade de troca de informações e no cumprimento de seus deveres fiduciários. Já não basta “apenas” monitorar os terminais tradicionais; é preciso entender o que o "sentimento das massas" está precificando. Uma discrepância súbita entre a realidade interna e a aposta externa é, muitas vezes, o primeiro indicador de que o sigilo da companhia sofreu um dumping involuntário ou que a percepção do mercado está sendo instrumentalizada de forma fraudulenta.
Ana Paula Reis é sócia do BMA Advogados
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Ignorar a sinalização desses mercados é como pilotar um jato sem radar: o administrador pode estar com o plano de voo correto, mas o mercado já precifica a queda de pressão. Para a alta administração, o monitoramento dessas plataformas tornou-se uma nova métrica de risco. Para sobreviver a esse "curto-circuito" informativo, três procedimentos são imediatos:
Blindagem Ética e Normativa: Atualizar as políticas de negociação para proibir que pessoas vinculadas utilizem mercados de eventos para arbitrar informações da própria companhia ou de cenários políticos sensíveis aos quais tenham acesso privilegiado.
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Monitoramento de Fraudes e Ruídos: Tratar essas plataformas como radares. Se o mercado aposta subitamente a respeito de um fato ainda sigiloso, deve-se investigar a ocorrência de vazamento, oscilação ou eventual tentativa de manipulação de preços dos ativos negociados.
Transparência Preventiva: Em um mundo onde o palpite é monetizado, a comunicação passiva morreu. A companhia deve ser a fonte primária das informações sobre seus negócios para evitar que o algoritmo precifique algum boato ou fraude.
O futuro pode ser randômico, mas a responsabilidade jurídica permanece determinável e previsível. No mercado de capitais, a governança robusta constitui o único hedge genuíno contra a volatilidade das percepções externas e os riscos reputacionais. Para os administradores, a lição é objetiva: quem não lida com as expectativas, mesmo que alheias e infundadas, pode ser liquidado pela realidade.
*Ana Paula Reis é sócia de Societário e M&amp;A do BMA Advogados  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/57t02RgLem8Yp88olLvWMjeWGu4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/f/U/z6yLvWTPS7PsRoMi57Cw/whatsapp-image-2026-06-13-at-13.22.30.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Sun, 05 Jul 2026 10:00:37 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Os conselhos estão preparados para decidir o futuro das empresas?</title>  <atom:subtitle>Velocidade das transformações tecnológicas está redefinindo o papel da governança corporativa, escreve Anna Zarzur, acionista da Eztec</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/os-conselhos-estao-preparados-para-decidir-o-futuro-das-empresas.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/os-conselhos-estao-preparados-para-decidir-o-futuro-das-empresas.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/NC51Da_wPikCUvGtSM7gr8sEQgM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/R/S/8gGBwYRlGJjSfpr69ZMw/anna-zarzur-conselheira-de-empresas-fundadora-do-grupo-wood-e-acionista-da-eztec.jpeg" /><br /> ]]>    Durante quase 15 dias na China, tive a oportunidade de visitar empresas, centros de inovação e participar de encontros com empresários, executivos e especialistas que estão ajudando a construir uma das maiores transformações econômicas da história recente.
Entre discussões sobre inteligência artificial, infraestrutura, mobilidade, energia e desenvolvimento tecnológico, um aspecto chamou particularmente minha atenção: a velocidade com que temas ligados ao futuro já fazem parte das decisões do presente.
Em muitos dos ambientes que visitei, inteligência artificial não era tratada como tendência. Era estratégia. Infraestrutura digital não aparecia como uma oportunidade futura. Era investimento em curso. Expansão internacional, desenvolvimento tecnológico e ganho de produtividade faziam parte das discussões centrais dos negócios.
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Isso me levou a refletir sobre uma questão que vai além da China: a transformação dos negócios também está transformando o papel dos conselhos de administração. Historicamente, esses órgãos foram estruturados para supervisionar a gestão, acompanhar riscos, apoiar decisões estratégicas e contribuir para a perenidade das organizações. Essas funções continuam fundamentais.
No entanto, a velocidade das transformações econômicas, tecnológicas e sociais exige uma ampliação desse papel. Em um ambiente cada vez mais complexo, não basta apenas proteger valor. É preciso ajudar a construir o futuro.
A própria evolução da economia global ajuda a compreender esse movimento. Nas últimas quatro décadas, a China protagonizou uma das maiores transformações econômicas da história moderna. Segundo dados do Banco Mundial, mais de 800 milhões de pessoas saíram da pobreza desde o início das reformas econômicas implementadas no fim da década de 1970.
Anna Zarzur, conselheira de empresas, fundadora do Grupo Wood e acionista da Eztec
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Hoje, o país é a segunda maior economia do mundo, responde por aproximadamente 30% da produção manufatureira global e investe cerca de 2,6% do Produto Interno Bruto em pesquisa e desenvolvimento.
Esse ambiente contribuiu para o surgimento de empresas como Huawei, Alibaba, Tencent e BYD, organizações que disputam liderança global em setores estratégicos e que exigem estruturas de governança capazes de discutir inovação, expansão internacional, transformação tecnológica e competitividade de longo prazo.
Não por acaso, temas relacionados ao futuro ocupam espaço central em muitas das discussões empresariais que acompanhei durante a viagem.
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O Brasil possui uma trajetória diferente. Nossa história econômica foi marcada por inflação elevada, mudanças monetárias, crises econômicas, volatilidade cambial, juros historicamente altos e um ambiente regulatório complexo.
Esse contexto ajudou a formar lideranças resilientes e organizações preparadas para lidar com incertezas. Como consequência, muitos conselhos desenvolveram elevada capacidade de gestão de riscos, proteção patrimonial, conformidade regulatória e sustentabilidade financeira.
Nenhum dos dois modelos é melhor ou pior. Ambos refletem os desafios enfrentados pelas organizações em seus respectivos ambientes.
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A questão é que o futuro exigirá competências adicionais. Inteligência artificial, transição energética, mudanças demográficas, digitalização e novas dinâmicas de consumo estão transformando setores inteiros da economia em uma velocidade sem precedentes. Diante desse cenário, a capacidade de antecipar tendências torna-se tão importante quanto a capacidade de administrar riscos.
Essa transformação também provoca uma reflexão sobre a composição dos próprios conselhos. Durante décadas, muitas empresas foram assessoradas por profissionais com formações semelhantes, experiências parecidas e trajetórias construídas em contextos próximos.
Esse modelo contribuiu para a construção de grandes organizações, mas pode limitar a capacidade de interpretar mudanças que surgem fora dos círculos tradicionais de decisão.
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Empresas que atuam em mercados cada vez mais diversos tendem a se beneficiar de ambientes decisórios igualmente diversos. Diferentes gerações, experiências profissionais complementares, vivências internacionais e repertórios variados ampliam a qualidade do debate e fortalecem a capacidade de adaptação das organizações.
Essa não é mais uma questão de representatividade, mas estratégica. A principal mudança que vejo está na figura do conselheiro. Durante muito tempo, experiência acumulada e capacidade de supervisão foram atributos suficientes para exercer essa função. Hoje, continuam relevantes, mas já não parecem bastar.
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O conselheiro do futuro precisará compreender tecnologia, inteligência artificial, comportamento do consumidor, transformações sociais, novos modelos de negócio e os impactos que essas mudanças terão sobre os setores em que atua.
Sua atuação vai além da participação em reuniões e da análise de indicadores. Será necessário manter proximidade com a realidade dos negócios, compreender clientes, acompanhar tendências, observar movimentos de mercado e desenvolver um aprendizado contínuo.
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Afinal, as decisões mais importantes para uma organização raramente dizem respeito apenas ao presente. Em muitos casos, elas envolvem movimentos que ainda estão se formando e impactos que só serão percebidos anos depois.
Vi essa transformação de perto em diferentes momentos da minha trajetória empresarial. Quando a empresa da minha família se tornou uma sociedade anônima e o negócio passou a operar em uma escala maior, percebemos que determinados desafios exigiam conhecimentos, experiências e perspectivas que já não estavam dentro de casa.
Crescer deixou de ser apenas uma questão de aumentar receitas ou operações. Passou a significar ampliar repertórios, incorporar novas visões e construir estruturas capazes de apoiar decisões cada vez mais complexas.
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Por isso, acredito que a discussão não esteja apenas no futuro das empresas, mas também no futuro dos próprios conselheiros. Em um ambiente marcado por inteligência artificial, transformações tecnológicas aceleradas e novos modelos de negócio, experiência continuará sendo um ativo valioso, mas já não será suficiente por si só.
O conselheiro do futuro precisará combinar conhecimento acumulado com aprendizado contínuo, capacidade de adaptação e proximidade com a realidade dos negócios.
Sua principal responsabilidade não será apenas proteger o patrimônio construído no passado, mas ajudar as organizações a interpretar mudanças, antecipar oportunidades e tomar decisões que garantam sua relevância nas próximas décadas.
*Anna Zarzur é conselheira de empresas, fundadora do Grupo Wood e acionista da Eztec  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/NC51Da_wPikCUvGtSM7gr8sEQgM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/R/S/8gGBwYRlGJjSfpr69ZMw/anna-zarzur-conselheira-de-empresas-fundadora-do-grupo-wood-e-acionista-da-eztec.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Sun, 05 Jul 2026 09:01:00 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>M&amp;A do M&amp;A: CorpServices compra B2R Capital </title>  <atom:subtitle>Plataforma de serviços financeiros para empresas agrega assessoria e produção de laudos</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/manda-do-manda-corpservices-compra-b2r-capital.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/manda-do-manda-corpservices-compra-b2r-capital.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/8izYThIB-sLKWG264WKoAUfmUQs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/O/c/yoDbyXQJuVQETyABfr1w/b2r-corpservices.jpeg" /><br /> ]]>    A CorpServices, empresa que oferece serviços de backoffice corporativo, está adquirindo a B2R Capital, que assessora fusões e aquisições e faz laudos de avaliação para empresas e fundos. É a oitava aquisição da CorpServices. 
“Estamos adicionando sócios muito experientes como Ricardo Bahiana e Bruno Jucá, fundadores da B2R, além de uma complementariedade de soluções”, diz Ricardo Nunes, CEO da compradora.  
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Ex-Oracle, Nunes fundou a companhia há oito anos, com um grupo de investidores institucionais de Cingapura. A proposta é replicar no mercado brasileiro a estratégia feita no sudeste asiático, com uma serviços financeiros corporativos em uma única plataforma para atender principalmente o middle market -  companhias com faturamento de até R$ 1 bilhão.
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Hoje a CorpServices atende mais de cinco mil clientes e oferece serviços que vão desde a parte tributária, fiscal e contábil. A consultoria deve alcançar um faturamento de R$ 180 milhões neste ano, já considerando a aquisição da B2R. A nova adquirida tem cerca de 150 clientes ativos, incluindo gestoras e administradoras como BTG Pactual, Vinci, Singulare, Atmos, Vortx e Leste, e grupos  Petlove, Petz, Rede D’Or, Dasa e Inspira, para quem produz laudos, cálculos de valuation, stock option e impairment. 
Em assessoria de M&amp;A, a B2R Capital atuou em transações como a aquisição do grupo BWS pela gestora Leste, reunindo escolas de formação médica. “A  integração com a CorpServices vai nos permitir expandir a base de clientes, seja através do cross-selling ou do uso de tecnologia”, diz Bahiana.
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A CorpServices tem investido em inteligência artificial para automatizar serviços burocráticos do backoffice, permitindo atender mais clientes e aumentar a produtividade. “Com isso, nossa receita por número de funcionários aumentou 20%”, diz Nunes.
A firma mira pelo menos mais três aquisições neste ano, o que poderia elevar o faturamento para R$ 270 milhões. Segundo o fundador, a companhia quer expansão geográfica e em portfólio de serviços. Nesse ritmo, ele avalia buscar recursos com novos acionistas, por meio de uma rodada de equity - até aqui, a CorpServices tem financiado as aquisições com recursos próprios, dos sócios e crédito bancário.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/8izYThIB-sLKWG264WKoAUfmUQs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/O/c/yoDbyXQJuVQETyABfr1w/b2r-corpservices.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:52:07 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>ISA Energia prepara follow-on de R$ 650 milhões</title>  <atom:subtitle>Empresa contratou o BTG pactual para coordenar a oferta primária</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/isa-energia-prepara-follow-on-de-r-650-milhoes.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/isa-energia-prepara-follow-on-de-r-650-milhoes.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/8pqPo1PkuWg7Mw19D_uJP0Hedcs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/v/Z/tOmT1FRBCpWfuP5NS9Sg/isa-energia.webp" /><br /> ]]>    A ISA Energia (ISAE4), líder em transmissão, prepara uma oferta pública de ações preferenciais de cerca de R$ 650 milhões. A operação será primária, ou seja, com recursos para o caixa da companhia, e destinada exclusivamente a investidores profissionais, com mais de R$ 10 milhões em investimentos.
A ISA Capital, acionista controladora da companhia, manifestou a intenção de subscrever, no máximo, fatia equivalente a sua participação na companhia de 35,81% do capital. O BTG Pactual será o coordenador da oferta. 
Em março deste ano, a ISA fez um acordo com a Axia (antiga Eletrobras) para descruzar participações societárias. A Axia transferiu para a ISA sua participação na IE Madeira, o linhão de transmissão que liga as hidrelétricas Jirau e Santo Antônio para a região Sudeste. Por sua vez, a Axia passou a ser a única dona da IE Garanhuns, interligação elétrica que sai de Pernambuco para Alagoas e Paraíba, recebendo ainda no acerto R$ 1,17 bilhão da antiga sócia.
A ação acumula alta de 10,56% no ano, até ontem, e de 34% em 12 meses. 
Em acordo com ISA, Axia sai do Madeira e leva troco de R$ 1,17 bi
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ISA Energia prepara oferta primária de R$ 650 milhões
Divulgação  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/8pqPo1PkuWg7Mw19D_uJP0Hedcs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/v/Z/tOmT1FRBCpWfuP5NS9Sg/isa-energia.webp" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:06:30 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>O próximo capítulo do embate de acionistas na Oncoclínicas</title>  <atom:subtitle>Parecer da área técnica CVM não encerra disputa da Latache com Goldman Sachs e Centaurus</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/o-proximo-capitulo-do-embate-de-acionistas-na-oncoclinicas.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/o-proximo-capitulo-do-embate-de-acionistas-na-oncoclinicas.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/_Le7t9XSgpR6LCcP_4SPgsY1JkI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/1/W/XeZxwIQAqK2gkyAkMeCA/080426oncoclinicas6.jpg" /><br /> ]]>    O parecer técnico da CVM contra uma oferta de aquisição (OPA) na Oncoclínicas nem de longe encerra a batalha entre Goldman Sachs e Centaurus, de um lado, e Latache e mais alguns minoritários, de outro. Um não comemorou a vitória ainda e nem o outro amargou a derrota, apurou o Pipeline. 
Se ganharam na decisão técnica, os americanos temem uma decisão política na autarquia quando o tema subir para o colegiado – algo na linha do que aconteceu com Ambipar, que contrapôs as duas áreas. Eles argumentam que o debate estaria em torno de diligência ou não em divulgação de informações, o que, mesmo em caso de falha no detalhamento do acionista, não ensejaria OPA, como não houve acionista entrante. 
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Já do lado da Latache, a crítica é que a área técnica levou um ano para avaliar o processo, dobro do tempo de análise do caso Ambipar, e que pode ter havido conflito de interesse de um dos superintendentes, por vínculo anterior com a outra parte. 
Recapitulando o imbróglio: a Latache comprou ações da Oncoclínicas com a tese jurídica de que os americanos dispararam OPA quando o Goldman repassou ações à Centaurus - dado que o fundo era um acionista oculto seria classificado como novo na sociedade, marcando mudança no bloco de controle. Goldman e Centaurus argumentam que coinvestiram desde o início e apenas individualizaram as posições, sem configurar alteração de proprietários. 
A diretora da CVM Marina Copola já se declarou impedida de votar no tema no colegiado, apurou o Pipeline, por ter atuado em caso no Yazbek Advogados, que assessora os americanos junto com Mattos Filho. Quando o colegiado decidir, ainda caberá recurso, para qualquer lado. E também cabe arbitragem. 
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A gestora já comprou a participação de cerca de 30,8% do empresário Gilberto Bomeny e agora está adquirindo a fatia de cerca de 48% detida pelo fundo LWTC Fundo de Investimento Imobiliário, gerido pela Leste, em operação que avaliou o ativo em R$ 1,4 bilhão. O pagamento da primeira parte da transação com a Leste será feito por meio da subscrição da oferta de R$ 450 milhões que o fundo LWTC está fazendo.
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O World Trade Center foi fundado em 1995 e é uma das mais de 320 torres de negócios com marca registrada pela World Trade Center Association. O complexo inclui o hotel Sheraton, que possui 296 quartos e continuará sendo operado pela marca que pertence à Marriott International. O complexo conta ainda com o shopping D&amp;D, o centro de eventos WTC Events Center e a torre corporativa WTC Business Tower, com mais de 20 mil m² de escritórios.
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Procurados, o BTG não comentou o assunto e a Leste não retornou ao pedido de entrevista até a publicação desta reportagem, que poderá ser atualizada para inclusão de posicionamento.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/BTGcbtOjgPDz5mhBaLolZrkgq1U=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/z/W/64dJZnTLauxWnGMBIAAQ/wtc-2.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 02 Jul 2026 20:19:52 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Americana Tilt compra fintech Blipay e entra no Brasil</title>  <atom:subtitle>Transação marca a primeira saída de empresa do portfólio da SRM Ventures</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/americana-tilt-compra-fintech-bliplay-e-entra-no-brasil.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/americana-tilt-compra-fintech-bliplay-e-entra-no-brasil.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/O40TYZUg_4PGNQghU722y9FNGwo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/2/r/xuKw0aTD6L0Jkn6hg16w/blipay.webp" /><br /> ]]>    A americana Tilt, ex-Empower Finance, comprou a fintech brasileira Blipay, focada na antecipação de salário. Com a aquisição, o Brasil passa a ser o quinto mercado da Tilt no mundo.
A venda da Blipay é o primeiro desinvestimento da gestora SRM Ventures e a empresa ainda contava com o investimento do fundo alemão Flash Ventures. A transação incorpora seis milhões de usuários registrados da Blipay ao ecossistema global da Tilt, que já opera nos Estados Unidos, México, Filipinas e Índia.
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Fundada em 2021, a Blipay usa dados obtidos via open banking e desembolsos através de Pix para estender a oferta de crédito a usuários que são mal atendidos por bancos tradicionais. "A Tilt era a parceira que buscávamos, pois eles já fizeram exatamente isso em grande escala em mercados como o nosso”, diz Felipe Ziliotti, cofundador e CEO da Blipay, que vai seguir na companhia.
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A Tilt vê potencial de crescimento no Brasil, um mercado em que 21 milhões de pessoas adultas estão fora do sistema bancário, segundo dados do Banco Central. "Estamos trazendo nossa infraestrutura global e todo o conhecimento adquirido no México, nas Filipinas e na Índia para um dos mercados de crédito mais promissores do mundo, construindo a partir de uma base sólida com a Blipay”, afirma Warren Hogarth, cofundador e CEO da Tilt.
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Hogarth é ex-sócio da Sequoia Capital e lidera a companhia desde a fundação, em São Francisco, em 2016. A empresa usa fluxo de caixa em tempo real e modelos baseados em Inteligência Artificial para oferecer crédito a indivíduos com score de crédito baixo, que não estão no radar dos bancos. 
Além de linhas de crédito, a Tilt oferece cartões de crédito sem garantia através de parceiros, adiantamentos sem juros e ferramentas de finanças pessoais como poupança automática, monitoramento de pontuação e controle de gastos para ajudar os usuários na gestão financeira.
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Com a venda, a SRM Ventures - braço de venture capital da SRM Asset - passa a ter 12 fintechs na carteira e pretende chegar a 16 até o fim do ano, dentro de um fundo de R$ 500 milhões. As fintechs somam R$ 2 bilhões em originação acumulada, com expectativa de alcançar R$ 3 bilhões até o fim de 2026. 
No caso da Blipay, a SRM investiu em 2023, quando estava em estágio inicial. Em 2025, a gestora apoiou a estruturação de um FIDC )para a empresa ter um veículo próprio para levantar recursos para financiar as operações. 
“Nosso modelo de investimento envolve três estágios. No primeiro a startup se pluga a nossa plataforma e acessa os recursos dentro dos nossos fundos e fica com a receita do crédito e em troca temos o direito de ficar com uma fatia minoritária do equity. A segunda é o apoio para a criação de um veículo proprietário para ela se financiar e a terceira é a saída do investimento”, diz Marcos Mansur, sócio-fundador do grupo SRM.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/O40TYZUg_4PGNQghU722y9FNGwo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/2/r/xuKw0aTD6L0Jkn6hg16w/blipay.webp" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 02 Jul 2026 18:48:03 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Advent enfim monta posição em Natura e vai entrar no conselho </title>  <atom:subtitle>Entre posição direta e derivativos, fundo chegou a 8%</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/advent-enfim-monta-posicao-em-natura-e-vai-indicar-conselheiro.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/advent-enfim-monta-posicao-em-natura-e-vai-indicar-conselheiro.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/sCWPn5JCPmFHq8ov1x-LHhCPb3Y=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2024/L/B/HCvPFdTSAFvrglZbBaMA/050218natura60.jpg" /><br /> ]]>    A Advent enfim conseguiu montar uma posição em Natura. O fundo de private equity anunciou um acordo de governança com os controladores da companhia em março, em que se comprometia a comprar de 8% a 10% das ações, mas estabeleceu um preço médio de R$ 9,75 como condição. 
Os papéis passaram a subir, rompendo esse patamar justamente pela futura chegada da gestora. O fôlego acabou no último mês, quando a ação despencou 14%, abrindo a brecha que a Advent esperava. A ação hoje é negociada a R$ 8,25. 
O paradoxo do 'efeito Advent' na Natura
Por meio do fundo Lotus,  detém agora 6,6% do capital da Natura e tem ainda operações de derivativos que correspondem à exposição econômica de 1,4%, somando 8%. A intenção da Advent é indicar um ou dois conselheiros - e a expectativa dos investidores é que a gestora ajude a pôr fim na longa reestruturação da companhia e a recoloque em patamar lucrativo. 
A gestora escocesa Baillie Gifford também passou de 5% do capital da companhia na última semana. 
Natura vem passando por longa reestruturação 
Valor  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/sCWPn5JCPmFHq8ov1x-LHhCPb3Y=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2024/L/B/HCvPFdTSAFvrglZbBaMA/050218natura60.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 02 Jul 2026 14:46:32 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Fundador da Fazenda Futuro e Do Bem agora quer encarar Monster e RedBull </title>  <atom:subtitle>Após revés em proteína vegetal, Marcos Leta funda a Paz Energy de olho no público esportista</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/fundador-da-fazenda-futuro-e-do-bem-agora-quer-encarar-monster-e-redbull.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/fundador-da-fazenda-futuro-e-do-bem-agora-quer-encarar-monster-e-redbull.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/BFFXg1dxjn4mckpZWsQtq8l8VT0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/7/T/Up7n0fRsA8qlyCmub1fg/marcos-leta.png" /><br /> ]]>    Depois de vender a Do Bem para a Ambev e rever as ambições da Fazenda Futuro, Marcos Leta aposta em uma nova categoria para voltar a desafiar gigantes da indústria de bebidas. A marca de energético Paz Energy quer tirar um naco do mercado  dominado hoje por Monster e Red Bull e chegar a R$ 1 bilhão em faturamento em cinco anos.
A empresa começou a operar em outubro com sete versões de energéticos e pretende ampliar o portfólio para 21 SKUs até o primeiro trimestre de 2027. Em vez de disputar pelo preço, a estratégia é competir no segmento premium, apostando em sabores como mate, guaraná, manga e melancia e em uma fórmula sem açúcar que combina cafeína de diferentes fontes, vitaminas, minerais e taurina.
“Existe uma cadeira vaga para uma marca com ingredientes melhores e novos sabores de energéticos no Brasil”, diz Leta ao Pipeline.
Marcos Leta fundou a Paz Energy depois de criar a Sucos do Bem e a Fazenda Futuro
Divulgação
A Paz é a terceira empreitada do carioca com Alfredo Strechinsky. A dupla fundou a Do Bem em 2009 e vendeu sete anos depois. Em 2019, lançaram a Fazenda Futuro, uma das pioneiras em carnes vegetais no Brasil. A empresa cresceu rapidamente, atraiu fundos, mas acabou afetada pela desaceleração global da categoria e passou por um reposicionamento nos últimos anos. Foi justamente durante esse período, em 2023, que Leta começou a desenhar a Paz.
A categoria de energéticos movimenta cerca de R$ 8 bilhões por ano no Brasil. Com o ritmo médio de crescimento, Leta estima que esse mercado alcance R$ 11 bilhões nos próximos cinco anos. "É a categoria de bebidas que mais cresce no mundo", diz. 
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Mas o desafio é considerável, uma vez que o mercado brasileiro hoje é liderado por marcas globais consolidadas. A Monster, distribuída pela Coca-Cola, tem vantagem na capilaridade da operação da companhia. A Red Bull mantém sua força em décadas de investimento em marketing esportivo. Entre as nacionais, a Baly ganhou espaço com preços mais baixos, e TNT e Flying Horse completam a lista dos principais concorrentes.
Leta aposta menos na comunicação tradicional da categoria e mais na construção da marca no ponto de venda. O Sudeste é naturalmente o foco inicial por responder por 70% do consumo de energéticos no país. A Paz já está em redes como St. Marche, Mambo, Carrefour, Zona Sul, Casa Santa Luzia e Pague Menos, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, e começou a instalar refrigeradores próprios em algumas lojas. O próximo passo é Minas Gerais. 
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Em vez de associar o produto à adrenalina e ao excesso de estímulos, a Paz procura transmitir equilíbrio e bem-estar, razão do nome. O público prioritário são praticantes de corrida, ciclismo e outros esportes amadores. A comunicação segue essa lógica: o site e os perfis nas redes sociais permanecem fechados, numa tentativa de criar curiosidade em torno da marca e concentrar os investimentos na experiência no varejo e em comunidades esportivas.
"A Monster e a Red Bull gritam o dia inteiro. A gente prefere ser uma marca que as pessoas descobrem", afirma Leta. A Paz quer estar em seis mil pontos de venda até o fim de agosto. 
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"Paz" também se refere à fase do empreendedor, gato escaldado. Leta diz que conduz a Paz Energy “com mais calma e consistência” do que nos negócios anteriores. Aos 43, ele diz que aprendeu a agir com mais maturidade na condução da gestão e menos ansiedade para conseguir se diferenciar das gigantes.
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Antes de ser vendida para a Ambev, a Sucos do Bem enfrentou uma crise de narrativa que arranhou a reputação da marca. Em 2014, uma reportagem da revista Exame revelou que a empresa, que dizia fomentar pequenos produtores - com a laranja da fazenda do Seu Francisco - utilizava matéria-prima de grandes corporações. O Conar abriu investigação, mas a marca diz que conseguiu comprovar ao órgão que a cadeia incluía também pessoas físicas produtoras.
Já a Fazenda Futuro foi uma das vítimas do lema para empresas de tecnologia do início da década: o crescimento a qualquer custo. Turbinada por rodadas de investimentos com Monashees e BTG Pactual, a companhia correu para surfar a onda da novidade da carne vegetal, forçando Leta a tomar decisões “que nem sempre eram tão vantajosas” do ponto de vista de negócio nas negociações com varejistas. Em 2024, os sócios recompraram as ações dos investidores e abandonaram a estratégia de crescimento global, priorizando o mercado brasileiro.
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Desta vez, quer seguir seu próprio ritmo. “Vamos focar em fazer um bom produto. Demora mais tempo? Muito mais, mas os pilares vêm mais fortes”, diz Leta, que descarta uma rodada com fundos para a Paz Energy neste momento.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/BFFXg1dxjn4mckpZWsQtq8l8VT0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/7/T/Up7n0fRsA8qlyCmub1fg/marcos-leta.png" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 02 Jul 2026 10:05:09 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Sueca Boliden quer fatia da Votorantim na mineradora Nexa</title>  <atom:subtitle>Grupo brasileiro pode vender 68,6% que detém na companhia à multinacional</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/sueca-boliden-quer-fatia-da-votorantim-na-mineradora-nexa.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/sueca-boliden-quer-fatia-da-votorantim-na-mineradora-nexa.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/IFEGD_dzQB5sPbJH6cUjb2nUvAQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/h/V/v5MM8CSDANKvlEwA2Gxw/mina-da-nexa-resources-rep-nexa.avif" /><br /> ]]>    Mina da Nexa Resources: valor de mercado de US$ 1,62 bilhão
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A sueca Boliden, que atua em mineração e fundição e é uma das maiores do ramo da Europa, abordou o grupo Votorantim, interessada em adquirir o controle da Nexa Resources, apurou o Pipeline. As conversas estão avançando. 
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O grupo brasileiro tem 68,6% na mineradora, fatia avaliada hoje em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,7 bilhões), considerando o valor de mercado de US$ 1,62 bilhão da Nexa na Nyse.
A Nexa é uma das seis maiores produtoras globais de zinco, metal essencial na transição energética, e também produz cobre, chumbo, prata e ouro. A empresa conta com oito operações no Brasil e Peru, sendo três refinarias e cinco minas, incluindo a maior mina subterrânea de zinco no Peru (Cerro Lindo) e a maior refinaria de zinco das Américas (Cajamarquilla). 
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A venda pode compor a estratégia do grupo Votorantim de reduzir a exposição a commodities metálicas, negócio com preços mais voláteis. Em janeiro, a chinesa Chalco e a anglo-australiana Rio Tinto compraram o controle da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que também pertencia ao grupo. A transação foi de R$ 4,7 bilhões por 68,6% da CBA.
Procurados sobre a Nexa, o grupo Votorantim não comentou e a Boliden não deu retorno.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/IFEGD_dzQB5sPbJH6cUjb2nUvAQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/h/V/v5MM8CSDANKvlEwA2Gxw/mina-da-nexa-resources-rep-nexa.avif" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 02 Jul 2026 10:00:12 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Enjoei faz primeira troca de comando com egresso da OLX </title>  <atom:subtitle>Fundador Tiê Lima deixa cargo de CEO depois de 17 anos e vai para o conselho</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/enjoei-faz-primeira-troca-de-comando-com-egresso-da-olx.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/enjoei-faz-primeira-troca-de-comando-com-egresso-da-olx.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/Gwz81oJHbcyUb1-vrFmQR2dAAfI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/o/z/plAE3DQAmIHiBV2Ndvkg/enjoei11bx-ana-20e-20ti-c3-aa.jpg" /><br /> ]]>    O Enjoei fez sua primeira troca de comando desde a fundação, em 2009. Tiê Lima, cofundador e CEO da empresa há 17 anos,  vai deixar o cargo em setembro para assumir a presidência do conselho de administração, posto hoje ocupado pela também cofundadora Ana Luiza McLaren – ela permanece com assento no board e com a vice-presidência executiva da companhia.
Na vaga de CEO, entra Marcos Leite, executivo com 14 anos de OLX, onde era Chief Revenue Officer (CRO) desde 2024. No grupo, ele foi responsável pela fusão entre Bomnegocio e Grupo Zap. A posse de Leite está prevista para acontecer em 9 de setembro.
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O Enjoei afirma que a sucessão vem para assegurar a continuidade planejada do negócio da companhia, “evidenciando maturidade da companhia em transição gradual e colaborativa”, diz em nota.  
A missão do novo CEO é revigorar um negócio que vem penando desde o IPO, em 2020, quando chegou a ser avaliado em R$ 2 bilhões. Desde então, as ações acumulam queda de mais de 90%, com a companhia avaliada em cerca de R$ 220 milhões. 
Nos últimos anos, a companhia vem se desfazendo de ativos e ajustando o negócio para aumentar as margens. No primeiro trimestre de 2026, a companhia reportou receita líquida consolidada de R$ 62,6 milhões, alta de 3,1% sobre o mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado foi negativo, de R$ 3,3 milhões, revertendo o resultado positivo de R$ 1,5 milhão no mesmo trimestre do ano passado. O caixa encerrou o trimestre em R$ 190 milhões.
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Germano Lüders/Divulgação
Em maio, o Enjoei anunciou o encerramento da plataforma Elo7, adquirida pela empresa em 2023 por R$ 26 milhões. A decisão, comunicada sem aviso prévio, enfureceu a comunidade de 80 mil vendedores de produtos artesanais que dependiam da plataforma para as vendas. A companhia culpou a ascensão de outros marketplaces, como Mercado Livre, Shopee e Amazon, pela concorrência no setor.
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No ano passado, a Enjoei vendeu as operações do brechó online Cresci e Perdi por R$ 36 milhões, cuja fatia de 25% havia sido comprada em dezembro de 2023. Enquanto promove esses cortes, a Enjoei vem apostando em lojas físicas para crescer o brechó online. A companhia possui nove unidades espalhadas pelo Brasil, com perspectiva de mais três até o fim do ano via franquias.
Atualmente, a empresa tem dois milhões de compradores ativos e 1,3 milhão de vendedores cadastrados na plataforma, segundo o último balanço.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/Gwz81oJHbcyUb1-vrFmQR2dAAfI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/o/z/plAE3DQAmIHiBV2Ndvkg/enjoei11bx-ana-20e-20ti-c3-aa.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 01 Jul 2026 22:46:57 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Grupo argentino compra a Warren, fintech brasileira de ex-XP</title>  <atom:subtitle>Cocos Capital entra no país com a aquisição, parte da estratégia de consolidação regional</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/grupo-argentino-compra-a-warren-fintech-brasileira-de-ex-xp.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/grupo-argentino-compra-a-warren-fintech-brasileira-de-ex-xp.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/DNZUZD614jRmE0O6pNnXzjKSuz0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/4/o/A00qFZQ6Sc0KgDAX7QYQ/whatsapp-image-2026-07-01-at-17.44.04.jpeg" /><br /> ]]>    A argentina Cocos Capital está desembarcando no Brasil com a compra de ativos da Warren, numa operação que marca a primeira expansão internacional da plataforma financeira, apurou o Pipeline. A aquisição, submetida aos reguladores, vai incluir a infraestrutura da antiga corretora Renascença, hoje Warren Rena, além das operações de gestão de recursos e mercado de capitais da Warren. 
A Warren foi criada em 2017 por dois ex-XP, Marcelo Maisonnave e Tito Gusmão, que seguia na gestão. Com mais de R$ 20 bilhões sob custódia, a fintech fez algumas rodadas com fundos de venture capital desde o início da operação, mas vinha buscando um sócio estratégico desde o ano passado.  
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A tratativa acabou se desenrolando em venda total, cuja cifra é mantida em sigilo. Segundo fontes próximas à operação, o pagamento será feito com uma combinação de dinheiro e ações da Cocos Capital, o que fará com que os principais investidores institucionais da Warren — entre eles a Kaszek Ventures — se tornem acionistas da plataforma argentina. Os fundadores da companhia devem seguir em uma iniciativa independente de tecnologia e distribuição.
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A aquisição faz parte da estratégia de consolidação regional da Cocos, disse uma fonte, que vê o mercado brasileiro como chave para ganhar escala. Com essa incorporação e a recente compra do Banco Voii, na Argentina, a Cocos deve superar US$ 100 milhões em receita anual até o fim de 2026 e administrar mais de US$ 4 bilhões em ativos.
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Fundada em 2021, a Cocos Capital tem mais de dois milhões de clientes na Argentina e encerrou 2025 com receita de US$ 49,7 milhões e Ebitda ajustado de US$ 25 milhões. A companhia nunca captou recursos externos, sendo financiada pelos fundadores — os empresários Nicolás Mindlin e Ariel Sbdar, respectivamente chairman e CEO — e geração de caixa própria.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/DNZUZD614jRmE0O6pNnXzjKSuz0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/4/o/A00qFZQ6Sc0KgDAX7QYQ/whatsapp-image-2026-07-01-at-17.44.04.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 01 Jul 2026 22:00:02 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Ozempic no Mercado Livre pode enxugar receita das farmácias</title>  <atom:subtitle>Venda de GLP-1 começa em plataforma no México, mas analistas veem endosso para mudanças regulatórias no longo prazo no país</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/ozempic-no-mercado-livre-pode-enxugar-receita-das-farmacias.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/ozempic-no-mercado-livre-pode-enxugar-receita-das-farmacias.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/fxOnIn04r8Yczeu0D0Hed-ok904=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2024/r/Z/BAaWVHT2GeBjYnMF34NA/ozempic.jpg" /><br /> ]]>    A Novo Nordisk abriu uma loja oficial no Mercado Livre do México para vender medicamentos sujeitos a prescrição, incluindo Ozempic, Wegovy e Rybelsus. A operação funciona no modelo de marketplace, com exigência de receita médica, logística licenciada e rastreabilidade dos produtos.
Para o Itaú BBA, a operação reforça a credibilidade da plataforma como canal de distribuição farmacêutica e aumenta o risco competitivo de médio prazo para as redes de farmácias brasileiras. Embora a regulamentação brasileira impeça, por ora, a replicação do modelo mexicano, o endosso de uma das maiores farmacêuticas do mundo ao Mercado Livre pode estimular outros laboratórios a seguir o mesmo caminho caso as regras evoluam.
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O Mercado Livre já opera um piloto de vendas de medicamentos isentos de prescrição (OTC) no Brasil, enquanto o iFood vem ampliando sua presença no segmento e já atingiu o equivalente a 25% do tamanho da operação digital da RaiaDrogasil - mas, neste caso, distribuindo para as farmácias, e não driblando-as. O Meli comprou uma pequena farmácia física na capital paulista no ano passado. 
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Mas os analistas do time de consumo - Rodrigo Gastim, Vinícius Pretto e Victor Rogatis - veem justamente a RD como a empresa mais exposta a esse movimento de migração para plataforma digital, sobretudo em São Paulo, onde o Mercado Livre concentra seu projeto-piloto. Para o BBA, ainda que não haja mudança no curto prazo, o maior potencial está na categoria de GLP-1, que combina alto tíquete, compras recorrentes e maior fidelização dos pacientes. O banco estima que esse mercado pode movimentar R$ 61 bilhões no Brasil até 2030.
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“Para o Meli, o setor farmacêutico é relevante para o ecossistema, mas não chega a ser transformacional para o seu GMV. Para as farmácias brasileiras, no entanto, o aval da Novo Nordisk torna o risco competitivo de médio prazo mais verossímil, ainda que o cronograma e a magnitude permaneçam incertos”, resumem.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/fxOnIn04r8Yczeu0D0Hed-ok904=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2024/r/Z/BAaWVHT2GeBjYnMF34NA/ozempic.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:09:28 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Açúcar amargo: Citi revê preços para São Martinho e Jalles Machado</title>  <atom:subtitle>Analistas projetam precificação mais fraca de açúcar e etanol nos próximos trimestres</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/acucar-amargo-citi-reve-precos-para-sao-martinho-e-jalles-machado.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/acucar-amargo-citi-reve-precos-para-sao-martinho-e-jalles-machado.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/OgBXf627Sbons6LUJBHbeU77pi4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/v/F/qCJyuYSkApBiXMAHsu7g/webtechexperts-sugarcane-5388614.jpg" /><br /> ]]>    O Citi reduziu os preços-alvo das ações da São Martinho e da Jalles Machado após atualizar seus modelos com os resultados do último trimestre da safra 2025/26, mantendo recomendação neutra para os dois papéis. O banco cortou o target da São Martinho de R$ 16,50 para R$ 16 por ação e o da Jalles de R$ 3 para R$ 2,50.
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A leitura é de que o setor continuará pressionado por preços fracos de açúcar e etanol nos próximos trimestres. Segundo o Citi, a recente queda nas cotações do etanol, impulsionada pelo avanço da moagem de cana, e o atraso na elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina reduzem as perspectivas para o segmento. Mesmo que a mudança na mistura seja implementada em breve, o banco avalia que o efeito sobre os preços será limitado.
Na visão do Citi, o principal gatilho positivo para as ações seria uma recuperação mais forte do açúcar, cenário que poderia ser favorecido por maior direcionamento da cana para a produção de etanol no Brasil e por impactos de um eventual El Niño intenso. Até lá, porém, o banco vê geração de caixa pouco atrativa diante dos investimentos em expansão e dos juros elevados.
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A São Martinho vale R$ 5,3 bilhões em bolsa e acumula queda de 8% em 12 meses. No último trimestre, a companhia aumentou o lucro em 64% na comparação anual, mas a queda foi de 59% em relação ao trimestre anterior. A Jalles Machado é avaliada em R$ 680 milhões, com queda de 41% no mesmo período. No trimestre, o Ebitda caiu quase 12%, com prejuízo de R$ 51 milhões. 
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Pixabay  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/OgBXf627Sbons6LUJBHbeU77pi4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/v/F/qCJyuYSkApBiXMAHsu7g/webtechexperts-sugarcane-5388614.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 01 Jul 2026 16:43:03 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Depois da Simple Organic, um hub de beleza e um app de paquera</title>  <atom:subtitle>Empreendedora Patrícia Lima quer emplacar marcas brasileiras no exterior, inspirada em K-beauty</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/depois-da-simple-organic-um-hub-de-beleza-e-um-app-de-paquera.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/depois-da-simple-organic-um-hub-de-beleza-e-um-app-de-paquera.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/LSjIOMKksgRT5poHMp6kggJHbps=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/W/P/UXuxNQTpu1agUc2mIMkA/patricia-lima-da-simple-organic.jpeg" /><br /> ]]>    Inspirada na ascensão global das marcas coreanas de beleza, conhecidas como K-beauty, a empreendedora Patricia Lima quer criar uma vitrine internacional para os cosméticos brasileiros. Fundadora da Simple Organic, que foi vendida à Hypera, ela lança nesta quarta-feira a B-Beauty &amp; Wellness, que ambiciona ser o hub das marcas nacionais do setor no exterior.
O plano da B-Beauty é colocar os nomes brasileiros de skin care e cabelos em feiras internacionais, fashion weeks, mesas-redondas e outros eventos em cidades como Nova York, Paris, Londres e Copenhague. O objetivo é reunir 200 marcas brasileiras nativas digitais, com faturamento entre R$ 20 milhões e R$ 300 milhões, ao longo de 24 meses.
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“Nunca vi um movimento de brasileiras de cosméticos lá fora, porque o nosso empreendedor está sempre muito focado no mercado interno, que é muito competitivo”, diz Lima. A empresária está investindo R$ 3 milhões do próprio bolso para lançar o projeto, que tem como sócia minoritária a especialista em marketing Ana Azevedo, que trabalhou por cinco anos na Simple Organic.
Lima quer atuar de forma coletiva na representação global das marcas, em um modelo semelhante ao de uma associação setorial. Marcas coreanas (K-beauty), japonesas (J-beauty) e francesas já têm ganhado espaço nas prateleiras de redes de varejo pelo mundo, impulsionadas por embalagens e fórmulas cada vez mais sofisticadas. 
O Brasil vive movimento semelhante, com uma nova geração de empresas de cosméticos surgindo nas mais diversas categorias. Desde a pandemia, nomes como Sallve e Océane conquistaram espaço nas prateleiras, enquanto marcas de influenciadoras, como a WePink, já miram o primeiro R$ 1 bilhão de faturamento com poucos anos de vida. 
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Ao contrário das concorrentes internacionais, porém, as brasileiras ainda têm pouca relevância no mercado global. “A beleza brasileira é desejada, mas a indústria não surfa isso de forma coletiva”, diz a empresária, que transformou a Simple Organic em um dos principais cases entre as marcas nativas digitais de cosméticos. “Temos que nos juntar para ganhar força.”
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Divulgação
A marca de maquiagens Herô, do maquiador Helder Rodrigues, a GE Beauty, da influenciadora Camila Coutinho, e a Juicy Rio, de Isabela Gaidys, são exemplos de empresas que poderiam integrar a B-Beauty, diz Lima. A B-Beauty pode ajudar a entender exigências regulatórias, como adaptação de embalagens e fórmulas às regras de sustentabilidade da União Europeia.
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Com um acordo de não competição de quatro anos firmado com a Hypera — da qual se desligou totalmente em novembro —, a empreendedora diz que pretende continuar no mercado de beleza por outros caminhos, mas já prepara um novo negócio que deve ajudar a financiar os investimentos na B-Beauty. Nos próximos meses, ela pretende lançar o Gentte, aplicativo de relacionamentos voltado ao público brasileiro que quer disputar espaço com Tinder e Bumble.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/LSjIOMKksgRT5poHMp6kggJHbps=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/W/P/UXuxNQTpu1agUc2mIMkA/patricia-lima-da-simple-organic.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 01 Jul 2026 10:00:15 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Climate Ventures e Sitawi se unem em fundo para justiça climática</title>  <atom:subtitle>Veículo oferece capital concessional para preencher lacuna financeira do mercado socioambiental</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/climate-ventures-e-sitawi-se-unem-em-fundo-para-justica-climatica.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/climate-ventures-e-sitawi-se-unem-em-fundo-para-justica-climatica.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/889F_mVeTWysUGq2ucU3e4GDf5A=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/c/l/DfJBJ5QwWD2PEgkQtdsQ/98223138-bv-20amaz-c3-94nia-20no-20mato-20grosso-20-20imagens-20do-20cristalino-20jungle-20lodge-20hotel-20de-20selva-20na-20floresta.jpg" /><br /> ]]>    O think tank Climate Ventures e a organização sem fins lucrativos Sitawi iniciaram a captação de um fundo voltado a impulsionar empresas que promovam a justiça climática. Batizado de Rotativo Comunitário para Justiça Climática, o veículo pretende levantar R$ 10 milhões junto a fundações filantrópicas para financiar micro, pequenas e médias empresas de bioeconomia em territórios de alta relevância ambiental.
Os recursos serão destinados exclusivamente a negócios como cooperativas de produtores em comunidades quilombolas e ribeirinhas. Segundo mapeamento da Climate Ventures, existem hoje 689 empreendimentos de bioeconomia no país aptos a receber esse tipo de investimento.
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O fundo usará capital concessional, modalidade de crédito com juros intencionalmente abaixo dos praticados pelo mercado. As taxas ficarão entre zero e o IPCA, permitindo que comunidades tenham acesso a financiamento barato e construam histórico de crédito antes de recorrer ao sistema financeiro tradicional.
A proposta busca preencher uma lacuna identificada pela Climate Ventures. Embora existam mais de R$ 1 bilhão em veículos de investimento com retorno comercial voltados para esse público — como FIPs, FIAs e FIDCs —, há apenas cerca de R$ 147 milhões em capital concessional disponível. Os recursos filantrópicos, que não exigem retorno financeiro, somam aproximadamente R$ 491 milhões.
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Arquivo 
"Nós identificamos que o dinheiro não está chegando a quem mais precisa", afirma Daniel Contrucci, cofundador e co-CEO da Climate Ventures. "Existe uma ausência de capital concessional no mercado."
Com a captação aberta, o fundo busca investidores-âncora, principalmente fundações filantrópicas brasileiras e estrangeiras e agências de cooperação internacional. Segundo Contrucci, mais de 100 potenciais investidores já foram mapeados.
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O veículo terá uma estrutura de governança em dois níveis. Os investidores definirão os territórios que receberão os recursos, enquanto as próprias comunidades decidirão como distribuí-los entre os negócios locais.
Segundo Beatriz Pires, gerente de investimento de impacto da Sitawi, esse modelo aproxima financiadores e beneficiários, reduz a inadimplência e permite reciclar o capital. "Essas cooperativas de produtores têm diversos sócios, então qualquer dificuldade financeira pode afetar famílias e uma comunidade inteira. Existe responsabilidade com esse tipo de recurso", diz. Hoje, a carteira da Sitawi voltada a esse público registra inadimplência de apenas 0,5%.
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A lógica do fundo é justamente transformar doações em um instrumento permanente de crédito. Em vez de se esgotarem após o primeiro aporte, os recursos retornam ao veículo a cada pagamento e podem ser emprestados novamente. Pelas projeções da Climate Ventures e da Sitawi, um fundo de R$ 10 milhões nesse formato pode multiplicar seu impacto em até oito vezes.
"Pode ter um impacto muito grande sobre o Brasil", afirma Ude Lottfi, diretor de operações da Climate Ventures.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/889F_mVeTWysUGq2ucU3e4GDf5A=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/c/l/DfJBJ5QwWD2PEgkQtdsQ/98223138-bv-20amaz-c3-94nia-20no-20mato-20grosso-20-20imagens-20do-20cristalino-20jungle-20lodge-20hotel-20de-20selva-20na-20floresta.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 01 Jul 2026 09:01:03 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Potenciais compradores avaliam pendência da CSN no porto de Itaguaí</title>  <atom:subtitle>Companhia obteve extensão de prazo de concessão em contrapartida a investimentos, que não foram executados</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/potenciais-compradores-avaliam-pendencia-da-csn-no-porto-de-itaguai.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/potenciais-compradores-avaliam-pendencia-da-csn-no-porto-de-itaguai.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/eM0uaC-627zu9LNy1HYYClVBiFM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/f/5/r94DBLQ1qajBjSf6610g/whatsapp-image-2026-06-30-at-19.50.11.jpeg" /><br /> ]]>    Potenciais interessados em ativos de infraestrutura da CSN têm revisitado um antigo impasse regulatório envolvendo o terminal de granéis sólidos Tecar, no porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro. Eles avaliam se a obrigação de investimentos assumida pela companhia e ainda não cumprida pode ser herdada por um eventual comprador, inclusive com eventuais penalidades ou mudança do prazo de concessão.
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A prorrogação do contrato de arrendamento até 2047 foi concedida em 2015 mediante a promessa de investimentos da CSN, para elevar a capacidade do Tecar a 60 milhões de toneladas anuais até agosto de 2019. As obras, estimadas à época em mais de R$ 2 bilhões, não foram executadas. Em documentos enviados ao governo, a própria CSN classificou posteriormente o cronograma como inexequível.
Terminal no porto de Itajaí, no RJ, está entre ativos à venda
Divulgação/Arquivo
O tema gerou dois processos sancionadores na Agência Nacional de Transportes Aquaviários. No primeiro, antes do vencimento do prazo, a multa foi anulada por ter sido aplicada prematuramente. No segundo, instaurado após o prazo, a agência concluiu que a empresa não poderia ser responsabilizada porque dependia de aprovações regulatórias e da autorização da então Companhia Docas para iniciar as obras. Procurada, a CSN não comentou. 
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Outro ativo de infraestrde utura que a companhia colocou à venda é a Tora, negócio adquirido no ano passado e que ainda não foi quitado, marcando uma guinada na estratégica do grupo de Benjamin Steinbruch para tentar desalavancar sua operação. A CSN negocia ainda a venda da divisão de cimentos, considerada a transação com maior potencial para mudar de patamar, de forma mais relevante, a alavancagem do grupo.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/eM0uaC-627zu9LNy1HYYClVBiFM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/f/5/r94DBLQ1qajBjSf6610g/whatsapp-image-2026-06-30-at-19.50.11.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 01 Jul 2026 04:39:38 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Banco Safra está entre os interessados em ativos do Digimais </title>  <atom:subtitle>Venda depende de empréstimo do FGC; banco teria cerca de R$ 7 bi de depósitos com exposição ao fundo</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/banco-safra-esta-entre-os-interessados-em-ativos-do-digimais.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/banco-safra-esta-entre-os-interessados-em-ativos-do-digimais.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/em0l3K8ePipqwRtb7A6HbY_KIbU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/K/2/oysB5nSBeJLJWacAWlJQ/whatsapp-image-2025-08-25-at-18.42.11.jpeg" /><br /> ]]>    Não foi só o BTG Pactual quem se apresentou para o processo competitivo pelos ativos do Digimais. Ao todo seis bancos acessaram o data room e, entre os mais interessados, está o Banco Safra, apurou o Pipeline.
O BTG chegou a anunciar, em abril, um acordo preliminar para participar do processo de venda do Digimais como “stalking horse”, ou seja, teria o direito de cobrir a proposta feita por outro competidor. Mas, após a Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal para apurar fraude contábil envolvendo fundos ligados ao banco, o apetite de André Esteves diminuiu.
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Para BTG, Safra ou qualquer outro candidato, uma proposta efetiva de compra depende da disponibilidade do FGC em arcar com parte da conta. Hoje, o passivo do Digimais com cobertura do fundo garantidor gira em torno de R$ 7 bilhões. 
Na venda, o interessado em adquirir o Digimais deve apresentar uma proposta com deságio em relação a esse passivo e a diferença seria dada por um empréstimo do FGC. Para o fundo, a vantagem desse tipo de transação é que caberia a ele um desmebolso menor do que no caso de liquidação do banco de Edir Macedo. 
Digimais: porposta de venda do banco depende de empréstimo do FGC
Bruno Miranda/Folhapress
Os bancos que acessaram o data room estão interessados no crédito tributário que a operação deve gerar, que poderia chegar a cerca de R$ 3 bilhões. Em dezembro, o banco tinha um passivo de R$ 9,2 bilhões, sendo R$ 8,5 bilhões em depósitos. O banco tinha mais de R$ 2 bilhões no caixa, após aporte dos acionistas, disse um fonte próxima ao assunto.
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A data de abertura do certame para ver qual banco fez a maior proposta ainda não foi marcada porque depende da finalização do processo de auditoria no Digimais pelo FGC.
Procurado, o Safra não retornou ao pedido de entrevista até a publicação desta reportagem, que poderá ser atualizada para inclusão de posicionamento. O Digimais não comentou o assunto.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/em0l3K8ePipqwRtb7A6HbY_KIbU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/K/2/oysB5nSBeJLJWacAWlJQ/whatsapp-image-2025-08-25-at-18.42.11.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 30 Jun 2026 22:05:59 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Base Exchange troca CEO e prevê estreia da bolsa do Rio em 2027</title>  <atom:subtitle>Francisco Gurgel, fundador da Flowa, assume operação na reta final de autorizações regulatórias</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/base-exchange-troca-ceo-e-preve-estreia-da-bolsa-do-rio-em-2027.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/base-exchange-troca-ceo-e-preve-estreia-da-bolsa-do-rio-em-2027.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/NsImSSrA0EF1U3OB2w9KWz0tLAM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/V/9/B2Fbs2RiWq3jMvc8fGWA/whatsapp-image-2026-06-30-at-16.47.06.jpeg" /><br /> ]]>    A futura concorrente da B3 está trocando de comando. Um dos fundadores da operação da Flowa Technologies e Base Exchange, Francisco Gurgel assumirá a presidência executiva, substituindo Claudio Pracownik, que passa a integrar o conselho de administração e está de mudança para Dubai. 
A sucessão marca o fim de um ciclo de pouco mais de dois anos em que Pracownik ficou responsável por estruturar a governança da empresa e conduzir a interlocução com reguladores e investidores. Agora, a companhia se prepara para iniciar o processo de integração das corretoras e mira colocar a nova bolsa em operação no segundo semestre de 2027.
"A missão não acabou. Eu só mudei de cadeira", diz Pracownik. “Sempre falei que era muito difícil me tirar desse projeto no Brasil, mas o que surgiu foi uma oportunidade no exterior, que é transformacional para mim do ponto de vista profissional e pessoal, mas continuo absolutamente vinculado ao longo prazo da Base no conselho e liderando um projeto voltado a mercados emergentes que mantém vínculos com o Mubadala, principal acionista da Base”, complementa. A empresa que vai coordenar nos Emirados tem o fundo soberano como cliente. 
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No Brasil, a principal tarefa de Gurgel é conduzir a companhia pela etapa final da aprovação regulatória. Ainda neste segundo semestre, a Base pretende divulgar um plano de prontidão operacional, que servirá como roteiro para que corretoras, bancos e demais participantes do mercado iniciem a conexão aos sistemas da nova bolsa com pelo menos um ano de antecedência do lançamento.
O plano incluirá um novo portal para participantes, documentação regulatória, workshops técnicos, cronograma de homologação e um ambiente de certificação para testes. A empresa calcula que uma corretora leve entre nove e dezoito meses para concluir toda a integração tecnológica, razão pela qual pretende iniciar formalmente esse processo antes mesmo da autorização definitiva dos reguladores. "Queremos deixar todas as informações necessárias disponíveis para que o mercado esteja preparado quando vier a autorização”, diz Gurgel.
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A companhia aguarda a convocação do Banco Central para a etapa de testes da clearing, considerada a última fase do processo regulatório. Em paralelo, o processo na CVM já passou pelos testes técnicos e aguarda deliberação do colegiado, que poderá aprovar a bolsa isoladamente ou em conjunto com a autorização do Banco Central. A expectativa é que, cumpridas essas etapas, a nova bolsa esteja pronta para estrear no segundo semestre de 2027. 
Gurgel evita cravar datas para a autorização, mas diz que as sinalizações recebidas do Banco Central indicam que o processo está próximo da fase de testes. Ele avalia que, mais do que obter as licenças, a principal vantagem competitiva da Base já está construída. Durante os últimos 15 anos, enquanto brigava por mudanças regulatórias que permitissem o surgimento de concorrentes da B3, a companhia desenvolveu a Flowa Technologies, empresa que fornece infraestrutura de negociação eletrônica para praticamente todo o mercado brasileiro.
Hoje, segundo a empresa, praticamente todas as corretoras do país utilizam algum serviço da Flowa, assim como mais de 400 gestoras de recursos. Cerca de 8% de todo o volume negociado em ações na B3 passa diariamente pela infraestrutura tecnológica da empresa. "Construímos uma bolsa de trás para frente", define Gurgel. "No resto do mundo, o desafio costuma ser atrair clientes depois que a bolsa recebe autorização para operar. Nós fizemos o contrário: passamos anos construindo o ecossistema de corretoras, gestores e tecnologia. Quando a Base entrar em operação, ela já nasce conectada a esse mercado."
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Segundo o executivo, toda a tecnologia de negociação e da clearing foi desenvolvida internamente, o que deve permitir à companhia responder mais rapidamente às demandas de clientes e reguladores. A empresa diz não ver risco financeiro caso o cronograma regulatório se estenda, porque a Flowa gera caixa e o acionista controlador é capitalizado. 
“Diferentemente de potenciais concorrentes, que dependem de novas rodadas de captação para sustentar a operação, a Base tem fôlego do acionista”, ressalta Pracownick. Embora reconheçam iniciativas como 5X, CSD BR e CERC, os executivos afirmam que a Base mantém o plano de ser focada no mercado de ações em seu lançamento. No longo prazo, pode explorar segmentos como derivativos, registro e mercado de balcão.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/NsImSSrA0EF1U3OB2w9KWz0tLAM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/V/9/B2Fbs2RiWq3jMvc8fGWA/whatsapp-image-2026-06-30-at-16.47.06.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 30 Jun 2026 21:21:58 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Guipa quer fazer das motos uma rede de monitoramento e mídia </title>  <atom:subtitle>Startup tem investidores anjo como Carlos Fonseca, da Galápagos, e João Phillip, da Neooh</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/guipa-quer-fazer-das-motos-uma-rede-de-monitoramento-e-midia.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/guipa-quer-fazer-das-motos-uma-rede-de-monitoramento-e-midia.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/tOfvlOCrB63w9pZoCKbbGhICB40=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/i/A/OHg8p5T6WaM6iVXi1SCg/whatsapp-image-2026-06-30-at-21.42.09-2.jpeg" /><br /> ]]>    Em vez de instalar postes, sensores ou câmeras para atuar como player de cidades inteligentes, a startup Guipa aposta na infraestrutura que já circula pelas ruas: as motos de entrega. A empresa acaba de captar R$ 7,5 milhões em uma rodada pré-seed com investidores anjo dos setores de tecnologia, mídia e mercado financeiro, entre eles Carlos Fonseca, fundador da Galápagos Capital, e João Phillip, cofundador da Neooh.
Fundada por Pablo Rojas e Guilherme Kauark, a companhia equipa motocicletas elétricas com painéis digitais, câmeras capazes de reconhecer placas de veículos (LPR) e sistemas embarcados conectados. A ideia é fazer desses veículos uma plataforma móvel para coleta de dados urbanos, publicidade geolocalizada e monitoramento operacional.
Vammo levanta R$ 75 mi para triplicar motos elétricas em São Paulo
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A empresa fechou um convênio com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) para compartilhar dados captados por sua rede de câmeras, que pode complementar a cobertura de regiões onde não há equipamentos fixos de monitoramento.
Guipa aposta em tese multi receita para frota de veículos
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A lógica do negócio é criar diferentes fontes de receita sobre uma mesma frota. De um lado, as telas instaladas nas motos funcionam como inventário de mídia para campanhas geolocalizadas e ações de retail media. Do outro, as câmeras e sensores geram informações que podem ser usadas por empresas de logística e por órgãos públicos para monitoramento e inteligência operacional.
Mottu bate R$ 1 bilhão com 100 mil motos e entra em crédito
A estrutura ainda é enxuta, com frota de 180 motos, mas a startup projeta faturar R$ 20 milhões neste ano e chegar a R$ 60 milhões em 2027. Para acelerar o plano, pretende levantar uma segunda rodada de investimentos, desta vez de R$ 20 milhões, destinada principalmente à expansão da frota e da operação para outras cidades brasileiras. 
Outro componente do modelo, segundo os fundadores, é o incentivo aos entregadores: os condutores parceiros podem obter renda adicional ao operar as motos equipadas com a tecnologia da Guipa.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/tOfvlOCrB63w9pZoCKbbGhICB40=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/i/A/OHg8p5T6WaM6iVXi1SCg/whatsapp-image-2026-06-30-at-21.42.09-2.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:30:09 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Kikos compra GuruPass de olho em tecnologia </title>  <atom:subtitle>Fundadores da startup, os irmãos Felipe e Thiago Souza integram o grupo de Kiko Bonventi</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/kikos-compra-gurupass-de-olho-em-tecnologia.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/kikos-compra-gurupass-de-olho-em-tecnologia.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/fuIQIsPLbwDnxhvrS75osQdu6aQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/v/x/ex9zpKQAAxhVrE9mabLg/whatsapp-image-2026-06-29-at-18.34.32.jpeg" /><br /> ]]>    Depois de quatro décadas vendendo equipamentos para academias, a Kikos quer avançar também em tecnologia e serviços e, para isso, acaba de fechar a aquisição da startup Gurupass. A plataforma reúne cerca de cinco mil academias e 100 mil usuários cadastrados. Os fundadores da GuruPass, os jovens irmãos Felipe e Thiago Souza, permanecerão no negócio e passam a integrar a diretoria do grupo Kikos. 
A operação envolveu pagamento em dinheiro e troca de ações, com a compra da participação dos investidores anjo da startup: a butique financeira Estáter (fundada pelos pais da dupla, Pércio e Eleonora de Souza), a aceleradora Nébula e um scout fund da a16z. O valor da transação não foi divulgado, mas a Kikos, que alcançou R$ 1 bilhão em vendas no ano passado, quer se posicionar como consolidadora no segmento fitness. 
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Criada em 2023, a GuruPass nasceu como uma alternativa ao modelo de benefícios corporativos da Wellhub (antiga Gympass), oferecendo acesso a academias diretamente para consumidores. Hoje, reúne mais de 180 modalidades esportivas e opera em todo o país, com maior concentração em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
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A Kikos jé era uma acionista minoritária da GuruPass, num aproximação que aconteceu em 2024, quando os fundadores começaram a conversar com fundos de venture capital, mas acabaram optando por um estratégico. Segundo Felipe Souza, as conversas evoluíram para uma integração maior ao longo do último ano por um alinhamento de ideias.
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"A Gurupass ainda tinha muito espaço para crescer sozinha, mas o que nos atraiu foi a convergência de visão com a Kikos. Em um mercado de gigantes, faz sentido estar ao lado de um player grande", afirma. "Como o mercado fitness cresceu muito nos últimos cinco anos, deve passar por uma consolidação. E quem conseguir atravessar esse ciclo vai precisar de tecnologia e gestão."
A ideia é transformar a GuruPass no braço de tecnologia da Kikos. Além de continuar operando como marketplace independente para academias, a startup passará a desenvolver soluções para a própria fabricante e sua rede de clientes. Entre os projetos estão softwares de gestão, integração de dados e um wearable próprio, batizado de Guru Band, que monitora indicadores como sono, calorias e esforço físico.
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"Desde o início, pensamos a plataforma para reduzir a fricção entre usuário e academia e criar ferramentas que também ajudassem os parceiros na gestão do negócio", diz Thiago Souza, que fica à frente de tecnologia enquanto o irmão toca estratégia. 
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A companhia de Kiko Bonventi também deu início a uma expansão internacional, começando pelo México e de olho em outros mercados da América Latina, e quer se apoiar em tecnologia agregada. Segundo os empreendedores, a prioridade agora é integrar as operações e mapear as oportunidades, sem descartar aquisições de outros ativos de tecnologia ou serviços adicionais ligados ao mercado fitness.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/fuIQIsPLbwDnxhvrS75osQdu6aQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/v/x/ex9zpKQAAxhVrE9mabLg/whatsapp-image-2026-06-29-at-18.34.32.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 30 Jun 2026 09:15:09 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Quando a bola rola, a fábrica da Braziline acelera</title>  <atom:subtitle>Do humor político às torcidas, empresa de licenciados tem 40 anos com clubes como Corinthians e Flamengo</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/quando-a-bola-rola-a-fabrica-da-braziline-acelera.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/quando-a-bola-rola-a-fabrica-da-braziline-acelera.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/60J_Oi2kKh8VqWSFsbs49T5ituk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/E/C/M5bAj5RBGKYDD0rzRQqg/whatsapp-image-2026-06-29-at-20.01.49.jpeg" /><br /> ]]>    O avanço da Seleção Brasileira na Copa do Mundo deve ajudar a impulsionar as vendas da Braziline, fabricante de produtos licenciados de futebol. A companhia projeta crescer cerca de 40% neste ano, alavancada pelas coleções temáticas ligadas ao torneio e pela entrada do Corinthians em seu portfólio.
Em períodos de campeonato mundial, o número de lançamentos da empresa costuma saltar de cerca de 800 para até mil produtos, entre coleções de clubes, linhas inspiradas na seleção brasileira e edições especiais. A expectativa é produzir cerca de três milhões de camisetas ao longo do ano. 
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Fundada em 1985 em Petrópolis, a Braziline nasceu como uma pequena estamparia familiar. Na época, vendia camisetas com frases em português, em contraposição às marcas inspiradas na cultura americana que dominavam o segmento. O negócio ganhou tração ao misturar humor e crítica social em estampas que comentavam temas do noticiário e do cotidiano brasileiro. 
A aproximação com o futebol aconteceu no início dos anos 1990. Uma camiseta temática do Flamengo teve vendas acima do esperado e despertou o interesse dos fundadores pelo potencial comercial das torcidas. Em 1996, a empresa assinou seu primeiro contrato de licenciamento com o clube carioca.
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"O mercado praticamente não existia. Os clubes tinham departamentos de comunicação, mas ainda não havia uma estrutura de marketing como existe hoje", afirma Carlo Mossi, diretor da Braziline.
Naquele momento, o licenciamento era visto com desconfiança por patrocinadores e fornecedores de material esportivo. A aposta da Braziline foi desenvolver uma categoria própria: produtos casuais que utilizavam as marcas dos clubes sem competir diretamente com as camisas oficiais de jogo. A estratégia ajudou a ampliar o consumo de artigos ligados ao futebol e, segundo a empresa, contribuiu para consolidar uma nova fonte de receita para os times.
Linha Copa: marcas Zico e Flamengo compõem licenças da Braziline
Divulgação
Trinta anos depois, a companhia mantém contratos com nove clubes brasileiros, cinco internacionais, a NBA e os ex-jogadores Zico e Júnior. O Flamengo segue como principal parceria, em uma relação iniciada há quase três décadas sem interrupções. A entrada do Corinthians neste ano reforça a posição da empresa no mercado. Com o novo contrato, a Braziline passa a trabalhar com produtos das duas maiores torcidas do país, ampliando seu alcance nacional.
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A empresa tem investido na aproximação entre esporte e moda, uma tendência que ganha força em mercados mais maduros. Para comandar a estratégia, contratou seu primeiro diretor de fora da família. Segundo Diego Francisco, a ideia é ampliar o uso dos produtos para além dos dias de jogo, com coleções casuais e peças voltadas ao lifestyle dos torcedores. Nas novas gerações, se a camisa é bonita, pode ser até de time internacional para o qual nunca se torceu.
Na operação industrial, a companhia emprega 470 pessoas e ocupa uma área de seis mil metros quadrados em Petrópolis. A fábrica concentra etapas como corte, estamparia, bordado, costura, acabamento e logística. A empresa prepara uma expansão física da unidade e a renovação de equipamentos.
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Outro projeto estratégico é a implantação de um modelo de produção sob demanda. O sistema permitirá lançar produtos em menor escala e com mais rapidez, reduzindo riscos de estoque e facilitando testes em mercados regionais ou entre torcidas com menor volume de vendas.
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A aposta é tornar a operação mais flexível em um setor altamente dependente do desempenho dos clubes em campo. Afinal, no futebol, uma conquista pode multiplicar a demanda em poucos dias — e uma má fase pode produzir o efeito contrário.
A lição foi aprendida ao longo de décadas acompanhando as oscilações das torcidas. Em 2024, por exemplo, a empresa registrou uma demanda acima do esperado por produtos ligados ao Botafogo, impulsionada pelo desempenho do clube. A Braziline distribui suas coleções para cerca de quatro mil pontos de venda no país.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/60J_Oi2kKh8VqWSFsbs49T5ituk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/E/C/M5bAj5RBGKYDD0rzRQqg/whatsapp-image-2026-06-29-at-20.01.49.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 30 Jun 2026 09:00:18 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Paris é uma festa brasileira </title>  <atom:subtitle>Camisa da seleção volta a povoar ruas europeias, que comemoraram vitória de virada</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/day-off/noticia/paris-e-uma-festa-brasileira.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/day-off/noticia/paris-e-uma-festa-brasileira.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/OWXkf4gcC82wytVg0Gvda0FSkLI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/C/v/Jg6UsNRbG2Jna4GIhpHw/whatsapp-image-2026-06-29-at-20.34.10.jpeg" /><br /> ]]>    Circular por ruas de capitais europeias como Madri e Paris nas últimas semanas significa esbarrar em um sem-número de camisas da seleção brasileira vestindo não brasileiros, ou os que migraram e voltaram a exibir com o orgulho a marca por aí, aparentemente bastante fortalecida pela nova versão da camisa azul (com listras pretas e traços mais atuais).
Nos cafés e bares da capital francesa, a partida contra o Japão na estreia de rodadas de 16 avos de Copa do Mundo era a única programação exibida nos aparelhos de televisão ligados a partir das 19h do horário local – favorecida por vir após a jornada de trabalho da maioria dos franceses e imigrantes da cidade. Da Champs-Élysées às escadarias de Montmartre, o traje reapareceu onde estava sumido há anos. 
No olhar para o país visto ora como cult, ora como exótico, talvez contribua o fato de que muitos atletas do atual elenco sejam mais conhecidos nesse continente do que na torcida brasileira: dos 26 convocados, 17 jogam em clubes da Europa. 
O próximo jogo, no domingo, será contra um rival a ser definido nesta terça-feira na partida entre Costa do Marfim e a Noruega, do gigante Haaland e da torcida viking que tem dado show na arquibancada. A torcida do Brasil também já mostrou seu engajamento, colorindo o jogo de amarelo ou até quando não se trata exatamente da nossa seleção: os brasileiros quem promoveram a patamar de celebridade o goleiro de Cabo Verde, lotando suas redes sociais. 
Mas Vozinha, ou Josimar, já é ele mesmo uma homenagem ao Brasil, por receber o nome do lateral-direito do Botafogo e da seleção brasileira de 1986, ano de nascimento do homônimo do país africano.
Camisa azul com listras pretas na campanha em novo uniforme
Divulgação  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/OWXkf4gcC82wytVg0Gvda0FSkLI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/C/v/Jg6UsNRbG2Jna4GIhpHw/whatsapp-image-2026-06-29-at-20.34.10.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 30 Jun 2026 00:18:38 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Zanchetta compra Ceratti e reforça portfólio com embutidos</title>  <atom:subtitle>Grupo americano Homel vendeu marca após nove anos de operação</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/zanchetta-compra-ceratti-e-reforca-portfolio-com-embutidos.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/zanchetta-compra-ceratti-e-reforca-portfolio-com-embutidos.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/xF2c8BTpffe1dW4H5nyglPgV9e8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/X/M/aBhm4oSlmyc1qE3ZRMhA/whatsapp-image-2026-06-30-at-21.42.09.jpeg" /><br /> ]]>    A Zanchetta Alimentos, uma das maiores processadoras de carne do Brasil, adquiriu a operação do grupo americano Hormel no país, dono da marca Ceratti. Com a transação, a Ceratti passa a mãos brasileiras. 
A Hormel entrou no Brasil em 2017, com aquisição da Cidade do Sol, dona original da marca de embutidos Ceratti, por US$ 104 milhões - os imigrantes italianos Ceratti fundaram a companhia na zona sul de São Paulo. Agora, o valor da venda para a Zanchetta não foi revelado.
O grupo comprador tem sede em Boituva, no interior de São Paulo, e é dono das marcas Alliz, Mondelli e FrangoOeste e atua na operação de criação de aves, produção de ovos férteis e venda de carne in natura. Com a aquisição, a empresa amplia seu portfólio de embutidos com a marca Ceratti.
Com aquisição da Ceratti, Zanchetta reforça portfólio de embutidos
Divulgação
As subsidiárias do grupo Hormel no Brasil fabricam e comercializam mais de 100 produtos em 15 diferentes categorias, incluindo charcutaria e embutidos da marca Ceratti, além da linha de frangos. Além dos produtos da marca Ceratti, também atua na revenda de produtos importados, como Castrolanda e outros.  
"A Ceratti é uma marca com história, alta qualidade e amplo portfólio. Tem uma conexão genuína com o paladar do brasileiro, especialmente dos paulistanos. Essa aquisição vai além da entrada em uma nova categoria, é também sobre preservar valores", diz José Carlos Zanchetta, diretor presidente do grupo Zanchetta.
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 A aquisição também fortalece a presença do grupo Zanchetta no mercado B2C .A Ceratti tem ampliado a atuação também no foodservice e registrou crescimento acima de 30% no canal em 2025 em relação ao ano anterior. O setor passou a representar mais de 18% do faturamento total da companhia. A transação contou com a assessoria financeira do Banco Santander.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/xF2c8BTpffe1dW4H5nyglPgV9e8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/X/M/aBhm4oSlmyc1qE3ZRMhA/whatsapp-image-2026-06-30-at-21.42.09.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Mon, 29 Jun 2026 15:32:15 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Dona do Melagrião, Catarinense aposta em suplementos para dobrar receita</title>  <atom:subtitle>Farmacêutica quer chegar a R$ 1 bilhão em faturamento com impulso da marca Fontívia</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/dona-do-melagriao-catarinense-aposta-em-suplementos-para-dobrar-receita.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/dona-do-melagriao-catarinense-aposta-em-suplementos-para-dobrar-receita.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/kfqRvh81fwOw-VnMqwtYou8i3Oc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/X/8/yBkcwOTYe3cMKB9sAZmA/fontivia.png" /><br /> ]]>    Depois de oito décadas vendendo medicamentos populares como o xarope Melagrião e os fitoterápicos Figatil e Elixir Paregórico, a farmacêutica Catarinense quer aproveitar a onda da suplementação nutricional para dobrar de tamanho. A empresa familiar fundada em Joinville criou a Fontívia, aposta que deve ajudar a companhia a alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2030 — o dobro da receita registrada no ano passado.
A nova marca estreia com 14 produtos, entre shakes proteicos e suplementos encapsulados, e  mira um público diferente daquele mais tradicional da companhia. Em vez das farmácias, a estratégia passa por nutricionistas, nutrólogos e lojas especializadas, segmento que deve responder por cerca de R$ 200 milhões da receita projetada.
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Para o CEO Alexandre Bornschein, representante da quarta geração da família fundadora, o movimento é uma evolução natural do negócio, numa categoria em que a companhia já tinha um naco relevante. "A Catarinense trabalha com saúde há 80 anos. Começamos pelos medicamentos, mas atuamos com suplementação há mais de quatro décadas", afirma o CEO, referindo-se a itens como ômega 3, levedura de cerveja e betacaroteno. 
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Mas, com a Fontívia, a companhia passa a disputar o segmento premium de suplementação, com foco em longevidade, performance física, saúde feminina, beleza e vitalidade. A aposta acompanha uma mudança de comportamento do consumidor, que deve ser o driver da próxima década.
"As pessoas estão procurando cada vez menos tratamento e cada vez mais prevenção. A pandemia acelerou essa percepção de que saúde passa por alimentação, atividade física e qualidade de vida", diz o CEO. Hoje, a Catarinense reúne mais de 500 SKUs.
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Bornschein assumiu o comando da empresa em 2021, substituindo o irmão Adriano Bornschein, que deixou a gestão para ingressar na política. Além da farmacêutica, o empresário também lidera a AB Plast, fabricante de embalagens controlada pela família que atende clientes como O Boticário, Natura, L'Oréal e Johnson &amp; Johnson.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/kfqRvh81fwOw-VnMqwtYou8i3Oc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/X/8/yBkcwOTYe3cMKB9sAZmA/fontivia.png" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Mon, 29 Jun 2026 10:00:17 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Ex-Alvarez &amp; Marsal abre butique diante da demanda em reestruturações </title>  <atom:subtitle>Exon Partners, de Otávio França, tem seis mandatos em seis meses de operação no middle market</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/ex-alvarez-and-marsal-abre-butique-diante-da-demanda-em-reestruturacoes.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/ex-alvarez-and-marsal-abre-butique-diante-da-demanda-em-reestruturacoes.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/PCVqfHa5ppLIxGIr6EwFG4xzGjc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/x/X/y4Lw95QSyBQ20kVAcDFQ/otavio-franca-2.jpg" /><br /> ]]>    A enxurrada de reestruturações de empresas no Brasil está longe de acabar — num ciclo que começou na Lava-Jato, passou pela pandemia e agora se prolonga com juros altos, Otávio França decidiu sair da Alvarez &amp; Marsal para criar sua própria butique.
A Exon Partners foi estruturada no fim do ano passado para atuar em assessoria estratégica e financeira, com foco em reestruturação, e tem hoje seis mandatos ativos que somam cerca de R$ 4 bilhões em valor de transações. 
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Segundo França, a Exon atua tanto para devedores quanto para credores, o que ele considera um diferencial num mercado em que muitas firmas acabam se especializando em um lado da mesa. Dos mandatos atuais, dois são de reestruturação de devedores, dois de assessoria a credores, um de special situations e um de M&amp;A envolvendo a compra de uma empresa em dificuldade financeira.
“O mercado continua muito aquecido. A combinação de empresas que já vinham sofrendo desde a pandemia com juros elevados por mais tempo ainda vai gerar muita reestruturação”, diz o executivo. 
Otávio França é fundador da Exon Partners
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No caso do agro, por exemplo, o problema combina margens apertadas, quebras de safra, necessidade de capital de giro e custo financeiro alto. Em energia, ele vê uma onda de M&amp;A e reestruturações em holdings, principalmente depois dos problemas ligados ao curtailment. Já na incorporação imobiliária, a luz amarela está nas empresas médias com obras paradas, dívida correndo e dificuldade de entrega.
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A tese da Exon é atuar justamente nesse middle market, com empresas que precisam de uma entrega sofisticada, mas podem não ser o alvo natural das grandes plataformas globais e bancos. Nos últimos anos, as grandes companhias têm optado por processos de recuperação extrajudicial, mas isso tende a ser mais difícil para as menores empresas, que recorrem à RJ por uma base pulverizada de credores ou por não serem prioritárias nas conversas com bancos. 
RE e RJ abrem espaço para M&amp;As. “Há uma tendência de empresas em dificuldade passarem por troca de controle. Bancos e credores querem reciclar capital, e vai haver espaço para quem souber conduzir esse processo”, diz.
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França começou a carreira na Odebrecht, onde trabalhou na estruturação de projetos de equity e depois foi CFO de áreas de energia e properties. Passou pelo Grupo Bauminas e depois ingressou na Alvarez &amp; Marsal por seis anos.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/PCVqfHa5ppLIxGIr6EwFG4xzGjc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/x/X/y4Lw95QSyBQ20kVAcDFQ/otavio-franca-2.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Mon, 29 Jun 2026 09:30:10 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Justiça suspende venda de fatia da Oi na V.tal ao BTG</title>  <atom:subtitle>Transação de R$ 4,5 bilhões está travada com decisão a favor dos credores</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/justica-suspende-venda-de-fatia-da-oi-na-vtal-ao-btg.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/justica-suspende-venda-de-fatia-da-oi-na-vtal-ao-btg.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/IADVkZYVDjoNwNDEFIcw_O0H4es=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/o/b/vBO1GORZuszO2F1AOjaw/escritorio-da-v-tal-empresa-de-telecomunicacoes-div.png" /><br /> ]]>    A Oi comunicou ao mercado neste domingo que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) suspendeu a homologação da venda da fatia da tele na V.tal ao BTG Pactual, uma transação avaliada em R$ 4,5 bilhões.
A suspensão é uma vitória dos credores internacionais UMB Bank, SC Lowy Primary Investments e Pimco. O trio se opôs à transação e recorreu ao TJRJ para barrá-la, contestando a decisão do juízo da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que havia homologado a proposta do consórcio liderado pelo BTG, que inclui também a BGC Fibra, como vencedora do leilão da participação da Oi na V.tal. 
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Em análise preliminar, a Justiça afirma que os R$ 4,5 bilhões ofertados pelo BTG equivalem a menos de 40% do preço mínimo previsto no edital de venda da V.tal, que havia estipulado o valor de R$ 12,3 bilhões, “insuficiente para a aquisição do bem mais valioso do Grupo Oi”, diz a decisão.
Com o efeito suspensivo agora concedido pelo TJRJ, a transação da Oi está temporariamente travada. A decisão foi proferida no último dia 26 pelo desembargador relator da 1ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, Augusto Alves Moreira Júnior.
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A suspensão é mais um capítulo em uma disputa que se arrasta há meses. Em abril, o mesmo grupo de credores havia recorrido à Justiça de falências de Nova York para tentar obrigar a Oi a cumprir o plano de recuperação judicial homologado nos EUA, alegando que a venda violava condições contratuais — entre elas, o preço mínimo e direitos de veto previstos em contratos regidos pela lei americana. A proposta do BTG teria ficado abaixo desse piso e foi rejeitada por mais de 90% dos detentores dos títulos.
Em fevereiro, a tele ajuizou ação de responsabilidade contra a Pimco, a SC Lowy e a Ashmore na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, acusando os fundos de exercerem poder de controle ou influência de forma abusiva, em benefício próprio e em detrimento da companhia e dos demais credores. A Oi pediu o bloqueio dos créditos concursais e extraconcursais dos três fundos, a suspensão de seus direitos políticos e indenização por danos.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/IADVkZYVDjoNwNDEFIcw_O0H4es=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/o/b/vBO1GORZuszO2F1AOjaw/escritorio-da-v-tal-empresa-de-telecomunicacoes-div.png" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Sun, 28 Jun 2026 21:26:58 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>O que é um vencedor?</title>  <atom:subtitle>A Copa do Mundo de 2026 oferece um laboratório em tempo real para repensar os arquétipos de vencedores e perdedores</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/day-off/noticia/o-que-e-um-vencedor.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/day-off/noticia/o-que-e-um-vencedor.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/FZd_lHd9gJPPXspgpYie9-vmLgM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/b/x/AboaJyTBmLcZvLXL6VoQ/maressa-andrioli-4072.jpg" /><br /> ]]>    Voltemos a um texto icônico do século 20. Primo Levi, que saiu com vida de Auschwitz, abre É isto um homem? com uma pergunta que não é retórica. Ele interroga se aquilo que viu nos campos de concentração ainda merece o nome de humano — e a pergunta funciona nos dois sentidos: quem foi reduzido a nada ainda é humano? E quem reduziu o outro a nada, o que é? A brutalidade extrema não era apenas crueldade: era um modelo de vitória. 
Oitenta anos depois, esse modelo não desapareceu. Ele se sofisticou. E ganhou megafone. Destruir o inimigo, matar bandido, encontrar uma solução final, “once and for all”. Desumanizar até que não reste nada. Quem sabe destruir uma civilização inteira em uma noite. Ou pouco a pouco, ao longo de décadas de ocupações, estratagemas, “negociações” sob chantagem e pirataria.
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Esse primeiro modelo de vencedor dispensa apresentações: é aquele que elimina, que sequestra, que pilha recursos e domina pessoas. Tanto na geopolítica global quanto nas políticas domésticas (públicas e empresariais), vemos alianças que não se constroem, mas se compram, com dinheiro e manipulação. E depois se vendem. O problema é que esse é um modelo de curto prazo. E que devora a si mesmo no longo.
Mas há um segundo imaginário de Vencedor que vem surgindo por aí, e que podemos escutar pelas frestas. Será que estamos repensando nossos arquétipos do que seria vencedor e perdedor?
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A Copa do Mundo de 2026 nos oferece um laboratório em tempo real. Nesta edição, o fair play é critério oficial de desempate para definir quem avança de fase. Parece um detalhe, mas isso revela um “mental shift”. A Fifa, quase sem querer, institucionalizou uma intuição ética antiga: a forma como se joga importa tanto quanto o placar. E desafio maior: como vencer num esporte coletivo na era do individualismo competitivo de contratos milionários?
Para construir um time de verdade, ou seja, uma engrenagem que funciona articulada, e que tenha a coragem de sustentar a pressão e vencer, a Seleção Brasileira voltou a ter uma psicóloga. O mental deixou de ser frescura ou fraqueza e passou a ser fator determinante. Danilo fala de psicanálise em entrevistas. Ele e Neymar assumem publicamente suas terapias. Vini Jr. faz gols e manda flores, muitas flores. Ou seja, um outro tipo de masculinidade vem à tona hoje em dia. Estamos longe do perfil das festas com muitas garotas e muitas drogas, ambas meros objetos de fruição. E mais longe ainda do macho esportista violento que bate e até mata a mulher. 
Maria Homem, psicanalista, passa a assinar coluna mensal no Pipeline a partir de 15 de março de 2026 (15/3/2026)
Divulgação/Maressa Andrioli
Roland Garros também nos mostrou esse novo modelo. Gaël Monfils, tenista francês encerrando mais de duas décadas no circuito ATP, soltou a pérola: “Prá ser honesto, meu sonho não é nem vencer”. Não joga para vencer torneio, mas porque ama jogar. Não lhe interessa ser o maior ou o melhor. Mas sim ter uma família maravilhosa e envelhecer bem (aliás, ele fez uma das mais belas declarações públicas de amor a uma mulher. Cena histórica). O estar bem é a real vitória. Monfils é amado na França e agora fora dela, gênio carismático das quadras.
Nosso João Fonseca, de 19 anos, seguiu na mesma linha depois do histórico jogo contra Djokovic. O entrevistador: Como você conseguiu seguir acreditando na vitória, depois de ter perdido os dois primeiros sets? Não pensei em vencer, “eu só joguei”.
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Há uma sequência psíquica aqui que não é trivial: primeiro vem o desejo de jogar, depois vem a vitória. Quando a ordem se inverte – quando a vitória precede e sufoca o jogo – algo essencial se perde. O atleta vira máquina, o empresário vira predador. O político vira vendedor (de poder e princípios).
Afinal, o vencedor que elimina o outro elimina também a si mesmo. Não há mais troca, economia, turismo, civilizações vivas. Há apenas o silêncio depois da destruição — que não é vitória. É solidão com troféu. (Tema que aliás serve para uma próxima coluna sobre o tecnofeudalismo, que já está construindo bunkers-prisões ao redor do mundo.)
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Será que a gente vai descobrir o prazer do jogo mais de igual a igual? Porque o jogo exige o outro. Não um outro aniquilado: um outro presente, vivo, capaz de render uma boa partida.
Quem não consegue jogar não aprendeu a existir sem se apoiar na fantasia onipotente de ser o maior, o mais evoluído, o superior. Ou, termo patético, o supremo. O único detalhe é que o supremacista ainda não descobriu que isso é só passar recibo: precisa que o outro seja menos para se sentir mais.
“O vencedor do futuro não será aquele que mais aniquilou. Será o que souber criar condições para que o jogo continue”
O vencedor do futuro não será aquele que mais aniquilou. Será o que souber criar condições para que o jogo continue. O líder de um novo tempo será o que entender o poder não como acumulação, mas como capacidade de gerar encontro. As civilizações que sobreviveram não foram as que obliteraram tudo ao redor, foram as que souberam trocar, hibridizar, absorver sem destruir.
Primo Levi perguntou, diante do horror, se o que viu ainda merecia o nome de humano. A pergunta continua aberta — e não apenas para os casos extremos. Ela se faz a cada quadra de tênis, campo de futebol, empreendimento, cada anúncio de destruição tratado como estatística de negócio.
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Vencer bem é mais difícil do que vencer. Exige suportar a presença do outro, sua resistência, sua diferença irredutível. E sustentar o ecossistema total, de seres e coisas, vivo.
A vitória que interessa está chegando. E cada vez mais gente está escutando esse ruído.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/FZd_lHd9gJPPXspgpYie9-vmLgM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/b/x/AboaJyTBmLcZvLXL6VoQ/maressa-andrioli-4072.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Sun, 28 Jun 2026 14:00:10 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Brasil: o destruidor de consensos</title>  <atom:subtitle>"Em economias mais estáveis, consensos amadurecem ao longo de décadas. No Brasil, eles são perecíveis"</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/brasil-o-destruidor-de-consensos.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/brasil-o-destruidor-de-consensos.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/U94NEajk4c9SREpEopFLyrqcnvc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2022/p/x/QFABvDR9y31eUqqPa5jQ/250122hurb21.jpg" /><br /> ]]>    Em 1963, o psicólogo Robert Rosenthal conduziu um experimento que se tornaria um clássico da psicologia social. Estudantes receberam ratos de laboratório para treiná-los em labirintos. A alguns deles foi dito que seus animais pertenciam a uma linhagem especialmente inteligente. Aos demais, que seus ratos eram pouco aptos para a tarefa. A classificação era inteiramente fictícia. Os animais haviam sido distribuídos aleatoriamente e não existia qualquer diferença relevante entre eles.
Ainda assim, ao final do experimento, os ratos classificados como inteligentes apresentaram desempenho superior. Seus treinadores demonstravam mais paciência diante dos erros, dedicavam mais tempo ao treinamento e interpretavam fracassos como acidentes temporários. Rosenthal mostrou que expectativas influenciam comportamentos, mas revelou algo ainda mais profundo. Antes de compreender a realidade, nós a classificamos. Criamos categorias para reduzir a complexidade do mundo e, depois, passamos a interpretar os fatos a partir delas.
Décadas depois, o jornalista e escritor Malcolm Gladwell explorou um mecanismo semelhante em The Tipping Point. O livro descreve como ideias, comportamentos e interpretações raramente se difundem de forma linear. Primeiro surgem como hipóteses, depois tornam-se narrativas e, ao atingirem um ponto crítico, transformam-se em consenso. A pergunta que permanece em aberto é o que acontece quando a realidade muda mais rapidamente do que os consensos construídos para explicá-la.
Talvez poucas economias respondam melhor a essa pergunta do que o Brasil. Costumamos definir o capitalismo brasileiro pela volatilidade, mas essa talvez seja apenas sua manifestação mais visível. O fenômeno realmente distintivo é a frequência com que o país muda de regime econômico. Desde a estabilização monetária promovida pelo Plano Real, em 1994, atravessamos uma sequência incomum de transformações estruturais. A hiperinflação deu lugar à estabilidade monetária. A ascensão da China impulsionou um ciclo extraordinário de commodities, crédito e investimento. Vieram a expansão do papel do Estado, a política dos campeões nacionais, a maior recessão da história recente, a desalavancagem corporativa, a queda da Selic para 2% ao ano, o maior processo de financial deepening do mercado de capitais brasileiro e, poucos anos depois, o retorno de um dos maiores custos reais de capital do mundo.
Em pouco mais de três décadas, o Brasil experimentou mudanças de regime que economias desenvolvidas frequentemente levam gerações para vivenciar. Cada uma reorganizou incentivos, alterou o custo de capital, redefiniu a disponibilidade de crédito e mudou a forma como empresas, setores e ativos eram avaliados. Mais importante do que isso, cada uma produziu um novo consenso e reduziu o poder explicativo do consenso anterior.
Os últimos anos condensam esse processo de forma quase didática. Entre 2020 e 2021, o Brasil viveu talvez o maior processo de financial deepening de sua história recente. Só em 2021, 46 empresas fizeram IPO na B3 e movimentaram R$ 65,6 bilhões. A Selic chegou a 2% ao ano e alimentou a percepção de que o país havia finalmente superado seu histórico problema de custo de capital. O consenso era o da abundância de liquidez, da expansão financiada por equity e de um mercado de capitais estruturalmente mais profundo.
Poucos anos depois, o regime havia mudado. A Selic retornou para 15% ao ano e o Brasil voltou a figurar entre os países com os maiores juros reais do mundo. Em 2025, foram registrados 977 processos de recuperação judicial, envolvendo 2.466 empresas, o maior número da série histórica. As recuperações extrajudiciais também ganharam escala. Em 2024, esse instrumento movimentou R$ 37,4 bilhões em dívidas renegociadas, envolvendo 50 empresas e representando alta de 385% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias permaneceu próximo de 50% da renda acumulada em doze meses, enquanto quase oito em cada dez famílias brasileiras declaravam possuir algum tipo de dívida. O consenso da abundância de capital deu lugar ao consenso da escassez.
*Pedro Thompson é sócio-fundador da Tuesday Capital
Leo Pinheiro/Valor
Esses números contam uma história mais interessante do que qualquer opinião. Em poucos anos, o Brasil saiu da discussão sobre múltiplos, crescimento e expansão para uma agenda centrada em liquidez, desalavancagem, geração de caixa e sobrevivência. Poucas empresas mudaram tão rapidamente quanto as histórias que contávamos sobre elas. O que mudou, de maneira muito mais profunda, foi o ambiente em que operavam.
É tentador concluir que os fundamentos mudaram. Em muitos casos, mudaram mesmo. O ponto mais interessante, porém, é que fundamentos e consensos não se movem de forma independente. Mudanças de regime alteram a realidade objetiva, enquanto nossas classificações determinam a velocidade com que conseguimos reconhecer essa nova realidade. O que parecia uma vantagem competitiva estrutural pode revelar-se dependente de um determinado regime de crédito. O que parecia um setor condenado pode voltar a prosperar quando os incentivos mudam. Frequentemente acreditamos estar observando mudanças nas empresas quando, na realidade, estamos observando mudanças no labirinto em que elas operam.
É nesse ponto que Rosenthal volta a ser útil. Seu experimento ocorreu em um ambiente controlado. Os ratos permaneceram os mesmos durante todo o teste. O capitalismo brasileiro funciona de forma diferente. Aqui, o labirinto muda continuamente. E, quando o labirinto muda, nossas classificações envelhecem.
Talvez essa seja a característica mais singular do capitalismo brasileiro. Em economias mais estáveis, consensos amadurecem ao longo de décadas. No Brasil, eles são perecíveis. Não porque sejam necessariamente equivocados, mas porque o ambiente econômico muda antes que possam ser plenamente testados. A pergunta relevante, portanto, não é apenas se os fundamentos destroem os consensos ou se os consensos alteram nossa leitura dos fundamentos. Provavelmente os dois processos acontecem ao mesmo tempo.
A principal lição dos últimos trinta anos talvez seja esta. Em uma economia construída sobre sucessivas mudanças de regime, nenhuma narrativa deveria ser tratada como permanente. O verdadeiro risco não está em construir consensos. Está em esquecer que, no Brasil, todo consenso nasce com prazo de validade.
*Pedro Thompson é sócio-fundador da Tuesday Capital  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/U94NEajk4c9SREpEopFLyrqcnvc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2022/p/x/QFABvDR9y31eUqqPa5jQ/250122hurb21.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Sun, 28 Jun 2026 10:29:09 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Maybe later: o paradoxo da geração mais preparada, mas sem pressa </title>  <atom:subtitle>Tecnologia e informação mostra que só o acesso não substitui ambição ou senso de urgência, escreve Vanessa Gordilho</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/maybe-later-o-paradoxo-da-geracao-mais-preparada-mas-sem-pressa.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/maybe-later-o-paradoxo-da-geracao-mais-preparada-mas-sem-pressa.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/xZYTv-UJU-9IEhJZvKA7pPyiwtw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/l/3/Ae0bL4SuerqYkZgQPviw/nile-new-year-background-620397.jpg" /><br /> ]]>    Uma pesquisa global recente da Deloitte trouxe um dado que ficou na minha cabeça. Mais da metade da Geração Z afirma estar adiando decisões importantes da vida adulta — casar, ter filhos, comprar um imóvel, empreender, assumir compromissos de longo prazo — por insegurança financeira e incerteza em relação ao futuro. À primeira vista, o dado parece preocupante. Estamos falando da geração que cresceu com mais acesso à informação, ao conhecimento e à tecnologia do que qualquer outra na história, ferramentas fundamentais para que se tomem decisões bem fundamentadas. Como explicar essa contradição?
Ao aprofundar a leitura, no entanto, encontrei algo que me fez refletir de outro ângulo. A Deloitte chama essa geração de “maybe later”, mas não porque não tenha ambição. Pelo contrário: a pesquisa mostra jovens investindo fortemente em aprendizado, desenvolvimento de habilidades e adaptação às transformações do mercado. 
Eu gosto de trabalhar. E você?
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O ponto não parece ser falta de vontade de crescer, e sim que muitos não acreditam que este seja o momento certo para dar determinados passos. E foi aí que o tema ficou ainda mais interessante, porque talvez a pergunta não seja por quê essa geração está adiando decisões, mas o que acontece com uma sociedade quando cada vez mais pessoas sentem que precisam adiar a construção de sua independência, do seu patrimônio e dos seus projetos de longo prazo.
Acesso nunca foi suficiente
"Os grandes projetos estão ficando para depois?"
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Durante décadas, o grande debate girou em torno de acesso — à educação, à informação, à tecnologia. E avançamos enormemente nessas frentes. Hoje, um celular conectado oferece mais conhecimento do que gerações inteiras tiveram ao longo da vida. A inteligência artificial ampliou ainda mais essa realidade. Mas talvez estejamos descobrindo algo desconfortável: acesso nunca foi suficiente. Estamos entrando em uma era em que o conhecimento será cada vez mais abundante e o diferencial competitivo passará a ser, cada vez mais, o que fazemos com ele.
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Quando escrevi recentemente que gosto de trabalhar, muitas pessoas imaginaram que eu estava defendendo jornadas longas ou uma cultura de sacrifício. Não era esse o ponto. O que eu defendia eram os valores que o trabalho ajuda a desenvolver: disciplina, responsabilidade, perseverança, capacidade de lidar com um "não" e de continuar quando os resultados demoram a aparecer. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de liderar milhares de profissionais, e a verdade é que não reconheço o estereótipo que muitas vezes se cria sobre a Geração Z. Vejo jovens curiosos, querendo crescer, buscando aprendizado numa velocidade impressionante. O que existe de diferente talvez não seja a ambição, e sim a forma como ela se manifesta.
Sou uma entusiasta da inteligência artificial e uso essas ferramentas todos os dias. Estou convencida de que elas transformarão profundamente a forma como trabalhamos. Mas a IA não criará ambição. Não criará coragem. Não criará a disposição de trabalhar durante anos para conquistar algo que ainda não existe. Ela ampliará as capacidades de quem já possui essa energia, e é justamente aí que está meu ponto. 
Gordilho: "IA não criará ambição"
Valor
Ao longo da minha vida profissional, conheci inúmeras pessoas que construíram trajetórias extraordinárias sem grandes privilégios. O que elas tinham em comum raramente era inteligência acima da média. Era uma convicção quase teimosa de que era possível construir algo maior: independência financeira, um negócio, um patrimônio, uma vida melhor do que aquela que encontraram. E todas essas coisas - e até famílias - têm algo em comum: nenhum deles é construído apenas com acesso à informação, tecnologia ou boas intenções. 
Todas exigem disciplina, persistência, capacidade de adiar recompensas e disposição para continuar mesmo quando os resultados demoram a aparecer. Por isso, a expressão “maybe later” ficou na minha cabeça pela pergunta que ela provoca em todos nós: se os grandes projetos da vida estão ficando para depois, estamos apenas reorganizando prioridades ou estamos correndo o risco de adiar, junto com elas, a construção do nosso próprio futuro? Ferramentas podem acelerar caminhos. Mas continuam sendo a disciplina, a coragem e a perseverança que transformam potencial em realidade.
*Vanessa Gordilho é vice-presidente executiva de varejo da Vibra  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/xZYTv-UJU-9IEhJZvKA7pPyiwtw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/l/3/Ae0bL4SuerqYkZgQPviw/nile-new-year-background-620397.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Sun, 28 Jun 2026 10:20:12 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>A tributação da atividade securitária: o drama do ativo garantidor </title>  <atom:subtitle>STF vai retomar o julgamento sobre incidência de PIS/Cofins sobre as receitas financeiras oriundas das aplicações das reservas técnicas das seguradoras</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/a-tributacao-da-atividade-secundaria-o-drama-do-ativo-garantidor.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/a-tributacao-da-atividade-secundaria-o-drama-do-ativo-garantidor.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/oR4zCLxsX0G26wa4e6Jkkm7a2ok=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/e/v/uq7eyvTd6CoBaydyk1wA/280426luizgustavobichara16.jpg" /><br /> ]]>    Jean-Baptiste Colbert, Ministro das Finanças de Luís XIV, ensinou que “a arte da tributação consiste em depenar o ganso de modo a obter a maior quantidade de penas com o mínimo possível de assobios”. A voracidade arrecadatória do Governo Federal (que incapaz de cortar gastos e racionalizar a despesa pública, só conhece o caminho do ajuste fiscal pela tributação) impõe que o ganso assobie.
Em breve o STF retomará o julgamento (Tema 1309) da questão da incidência de PIS/COFINS sobre as receitas financeiras oriundas das aplicações das reservas técnicas das seguradoras. O placar conta com um voto favorável ao mercado segurador, proferido pelo relator, Ministro Luiz Fux.
A controvérsia envolve o conceito constitucional de receita bruta, já definido pelo STF como a receita operacional decorrente das atividades empresariais típicas da empresa. A questão central, portanto, consiste em saber se os rendimentos das reservas técnicas decorrem efetivamente da atividade empresarial típica das seguradoras. A resposta obviamente é negativa.
As reservas técnicas não representam investimento voluntário realizado com finalidade lucrativa. Constituem obrigação regulatória destinada a assegurar a solvência das seguradoras e o pagamento das indenizações, benefícios e resgates futuros. A aplicação financeira não constitui, portanto, atividade econômica autônoma, mas instrumento de preservação do valor econômico de recursos afetados ao próprio cumprimento dos contratos de seguro. Em um país que tem um dos maiores juros reais do mundo, a rentabilidade dessas reservas não representa riqueza nova para a seguradora, mas serve para recompor a inflação, preservar o equilíbrio atuarial e manter a solvência exigida pelo próprio Estado.
Por isso a tentativa do Fisco de tributar esses valores é, para além de inconstitucional, lamentável.  Ao equiparar a gestão compulsória das reservas técnicas à intermediação financeira, confunde-se a administração prudencial de passivos com o rentismo. As seguradoras, insista-se no axioma, administram ativos para garantir obrigações futuras decorrentes dos riscos assumidos. Seu produto econômico continua sendo a cobertura securitária, e não a obtenção de receitas financeiras.
Há, ainda, um aspecto macroeconômico frequentemente negligenciado. Os ativos garantidores não permanecem parados em caixa. Ao contrário, fazem das seguradoras e entidades abertas de previdência alguns dos maiores investidores institucionais do país. A carteira é majoritariamente alocada em títulos públicos federais, mas também pode alcançar, nos limites da regulação prudencial, fundos de investimento, letras financeiras, CDBs, debêntures, CRIs, CRAs, FIDCs e outros instrumentos de financiamento público e privado.
Luiz Gustavo Bichara, advogado tributarista, é fundador do Bichara Advogados
Rogério Vieira/Valor
Portanto, quando a seguradora aplica reservas técnicas em títulos do Tesouro Nacional, ela financia o Estado. Quando aplica em debêntures, CRIs, CRAs, letras financeiras ou fundos, contribui para o crédito privado, o financiamento imobiliário, o agronegócio, a infraestrutura e o mercado de capitais. Em outras palavras, a reserva técnica cumpre dupla função econômica: protege os segurados e, simultaneamente, fornece poupança estável para a economia brasileira.
A análise da Dívida Pública Federal demonstra que as seguradoras detêm 3,7% desse estoque, isso sem considerar as exposições indiretas por fundos e a parcela associada à previdência. A tributação dos rendimentos das reservas obrigatórias, portanto, não reduz apenas o resultado das seguradoras; diminui o retorno líquido de capital regulatoriamente vinculado à solvência e hoje aplicado em ativos que irrigam o Tesouro e o setor produtivo.
Assim, a incidência pretendida produz efeitos que transcendem o setor securitário. Ao reduzir a rentabilidade líquida das reservas obrigatórias, o carregamento das provisões técnicas é encarecido e cria-se pressão sobre o preço dos seguros. Ao mesmo tempo, subtrai-se eficiência de uma das principais fontes de poupança institucional do país, com impacto sobre o financiamento público e privado de longo prazo.
Surge, assim, uma evidente incoerência institucional. O mesmo Estado que, por meio da SUSEP e do Conselho Monetário Nacional, exige reservas robustas, investimentos prudenciais e aderência entre ativos e passivos, não deveria, pela via tributária, reduzir justamente a rentabilidade dos instrumentos que viabilizam essa proteção. A política tributária passa a atuar em sentido oposto aos objetivos da  regulatória, numa típica esquizofrenia de políticas públicas.
Embora não haja leitura constitucional mais compatível com o sistema do que a não incidência do PIS e da COFINS sobre essas receitas, o debate transcende a arrecadação. O que está em jogo é a definição da verdadeira natureza econômica da atividade securitária e a preservação de um dos principais mecanismos de formação de poupança de longo prazo e de financiamento da economia brasileira.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/oR4zCLxsX0G26wa4e6Jkkm7a2ok=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/e/v/uq7eyvTd6CoBaydyk1wA/280426luizgustavobichara16.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Sun, 28 Jun 2026 10:06:09 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>SLC e Bom Futuro reivindicam direito de preferência na Radar</title>  <atom:subtitle>Grupo exerceu direito de preferência por 41,2 mil hectares de terras no Mato Grosso</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/slc-desbanca-bom-futuro-e-leva-terras-da-radar-por-r-185-bi.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/slc-desbanca-bom-futuro-e-leva-terras-da-radar-por-r-185-bi.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/SOttPHhcjW25N9HHWFjOoLyksMA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/m/R/oV6QsOQ7e6geOlgOxBoA/radar-cosan.webp" /><br /> ]]>    A SLC Agrícola comunicou ao mercado nesta sexta pela manhã que exerceu o direito de preferência para a aquisição de 41,2 mil hectares de terras do grupo Radar, no Mato Grosso, desbancando a oferta feita em junho pela Bom Futuro pelas terras sob propriedade da controlada da Cosan. Acontece que a Bom Futuro também afirma ter direito de preferência. 
Logo após o comunicado da SLC, a Bom Futuro disse que, “na condição de arrendatária”, está exercendo o “legítimo direito de preferência” dos imóveis, diz a empresa em nota, o que lhe daria a vantagem na operação. Ambas companhias oferecem R$ 1,85 bilhão pela operação, que agora está em um impasse.
No acordo oferecido pela SLC, um sinal de R$ 700 milhões vai ser pago em até cinco dias úteis, e o valor restante deve ser realizado até 30 de outubro. A transação foi realizada no modelo de “porteira fechada”, o que inclui a aquisição de galpões, maquinário e todos os ativos presentes nas terras.
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As terras vendidas compõem um portfolio de imóveis rurais chamado de “Bloco Mato Grosso”. São aproximadamente 28,8 mil hectares agricultáveis que permitem o plantio de segunda safra de soja, milho e algodão em 100% do terreno. A SLC já opera em 17,6 mil hectares do terreno.
A operação vai dar um alívio para a Cosan, que vem tentando reduzir a alavancagem do grupo de Ometto. O naco da controlada é de R$ 586 milhões. A Cosan também deu início ao processo de venda da Rumo. 
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Cosan recebe propostas para venda de participação na Rumo
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Divulgação  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/SOttPHhcjW25N9HHWFjOoLyksMA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/m/R/oV6QsOQ7e6geOlgOxBoA/radar-cosan.webp" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Fri, 26 Jun 2026 19:02:47 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Bradesco faz nova proposta para comprar fatia da Mover na Motiva</title>  <atom:subtitle>Venda é parte do plano de recuperação judicial do grupo aprovado ano passado</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/bradesco-faz-nova-proposta-para-comprar-fatia-da-mover-na-motiva.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/bradesco-faz-nova-proposta-para-comprar-fatia-da-mover-na-motiva.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/QvP0TGDz1uKOFoHPZ9meNezJ3rM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2024/A/C/SMvgX1REi2iSdzwETZSg/banco-de-imagem-fotos-viaquatro-ccr-mobilidade-credito-crovis-ferreira-digna-imagem.jpg" /><br /> ]]>    O Bradesco BBI fez nova oferta pela fatia total que o grupo Mover detém na Motiva (antiga CCR), de 14,86%. A Motiva tem um valor de mercado hoje de R$ 29,4 bilhões, o que daria um valor de 4,4 bilhões à fatia.
Mas isso não significa que o banco vai desembolsar essa quantia. A transação é parte do acordo feito no plano de recuperação judicial da Mover, que previa a venda de suas ações na Motiva para pagar a dívida de R$ 3,2 bilhões com o Bradesco. O banco tinha as ações da Motiva em alienação fiduciária.
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Cróvis Ferreira/Digna Imagem/Arquivo
A Mover não informou qual o valor que o Bradesco está oferecendo para fazer esse acerto e ficar com as ações da Motiva. Mas o plano de RJ previa que a empresa teria o direito de receber de volta cerca de R$ 500 milhões da venda dessa participação na Motiva. 
A Motiva opera rodovias, aeroportos e transporte ferroviário. Entre as concessões estão as rodovias Autoban, RioSP, Rodoanel, SP Vias, e as linhas de trem metropolitano 5, 8, 9 além da Linha Amarela do metrô na cidade de São Paulo.
Procurada, a Mover não comentou.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/QvP0TGDz1uKOFoHPZ9meNezJ3rM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2024/A/C/SMvgX1REi2iSdzwETZSg/banco-de-imagem-fotos-viaquatro-ccr-mobilidade-credito-crovis-ferreira-digna-imagem.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 25 Jun 2026 19:35:21 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Crise dos chips de memória chega à Apple</title>  <atom:subtitle>Fabricante do iPhone anunciou aumento generalizado de preços em seus produtos em todo o mundo, culpando a alta demanda por processadores no mercado</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/crise-dos-chips-de-memoria-chega-a-apple.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/crise-dos-chips-de-memoria-chega-a-apple.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/QAZ-MIMwrkzhlMcMDOcl9xNpkJ4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/0/o/NenkXxTq6pZ2TxF9KR8w/apple-inc-508812-1280.jpg" /><br /> ]]>    A Apple anunciou nesta quinta-feira um aumento generalizado nos preços de todos os seus produtos no mundo, inclusive no Brasil. A companhia atribui a alta diretamente à crise dos chips de memória, um problema que vem afetando a indústria de tecnologia desde o início do ano com a alta demanda por processadores para atender ao mercado de inteligência artificial.
Quase todo o portfólio de produtos da Apple registrou aumento nos preços de cerca de 15%, incluindo iPads e Macs. Itens com menor relevância no faturamento também sofreram reajuste, como fones de ouvido, caixas de som e aparelhos de TV. O iPhone, cujos novos modelos devem ser anunciados em setembro e são a principal fonte de vendas da companhia, não foram impactados.
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A alta chegou até ao novo MacBook Neo, o laptop de entrada abastecido com chip do iPhone – saiu de R$ 7,2 mil R$ 8,5 mil no modelo mais básico. Lançado em março, o computador foi tido como um sucesso de vendas pelo preço baixo e processador de alta potência, tornando-se uma dor de cabeça para fabricantes que dominavam esse segmento de entrada, como Dell, Acer e Google. 
“A rápida expansão dos data centers de IA gerou um aumento extraordinário na demanda por memória e armazenamento. Nunca vimos o preço de um componente subir tanto e tão rapidamente”, declarou a Apple em comunicado nesta quinta.
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Matias Cruz/Pixabay
O aumento é um sinal de alerta para toda a indústria de tecnologia. A Apple é conhecida por ter maior poder de barganha dentro da cadeia global de suprimentos para dispositivos, conhecida por poucos repasses de preços para o consumidor – durante a pandemia, a empresa passou praticamente ilesa à crise dos chips, com maior impacto sobre a indústria automotiva. Agora, diz que a alta é “inevitável”.
A crise dos chips de memória, peça essencial para qualquer tipo de eletrônico, vem afetando a indústria de tecnologia desde janeiro. Fabricantes desses processadores como a Micron, SK Hynix e Samsung têm priorizado atender os pedidos de grandes players da indústria de IA, como a Nvidia e empresas de data centers, e têm deixado outros clientes de lado, causando um efeito cascata sobre outras companhias.
Para o analista Dan Ives, da consultoria WedBush, a saída das companhias é a diversificação da cadeia de suprimentos. Segundo ele, quem pode ser a salvação é a Intel, com quem a Apple firmou um contrato recentemente para a produção doméstica de chips nos EUA. “Essa parceria é uma iniciativa estratégica para projetar e fabricar chips nos EUA, com a Apple buscando diversificar sua base de fabricação e ampliar sua capacidade de produção de chips”, diz Ives em comunicado a investidores.
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Também nesta quinta, a Microsoft aumentou os preços dos consoles de videogame Xbox, a terceira alta em pouco mais de um ano. A companhia atribui também à crise nos chips de memória.
As ações da Apple caíram mais de 6% após o anúncio, enquanto a Microsoft caía 5% na Nasdaq. Alphabet e Meta, duas grandes consumidoras de chips de memória, caíram 1%. Já a Dell, rival da Apple em computadores, caiu 6,5%.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/QAZ-MIMwrkzhlMcMDOcl9xNpkJ4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/0/o/NenkXxTq6pZ2TxF9KR8w/apple-inc-508812-1280.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 25 Jun 2026 19:28:54 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Braskem entra com medida de proteção e vai buscar recuperação extrajudicial</title>  <atom:subtitle>Empresa entrou com pedido de proteção contra execução de dívidas por 60 dias enquanto busca acordo com credores</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/braskem-entra-com-medida-de-protecao-e-vai-buscar-recuperacao-extrajudicial.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/braskem-entra-com-medida-de-protecao-e-vai-buscar-recuperacao-extrajudicial.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/hbn8n_8HhQg6fiB1_CULDZWkLoU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2022/M/e/txto5vRBmdIGFuuQhMGw/23emp-100-brask-b1-img01.jpg" /><br /> ]]>    A Braskem entrou com pedido de proteção contra execução de dívidas pelo prazo de 60 dias. A companhia vai buscar dentro desse prazo um acordo com os credores para entrar com um processo de recuperação extrajudicial. Em paralelo, a petroquímica iniciou ainda um processo na Câmara Wind de Mediação. 
O pedido de suspensão de cobrança de dívida envolve apenas os credores financeiros. A empresa já tinha sinalizado que não teria condições de pagar US$ 150 milhões em juros de títulos emitidos no exterior que vencem em julho e agosto e tentava uma negociação com os bondholders para reestruturar toda a dívida, que somava, em março, US$ 12 bilhões, sem considerar o endividamento da Braskem Idesa.
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Na proposta aos bondholders, a Braskem buscava um alongamento do prazo da dívida por cinco anos, com redução nas taxas de 2 pontos percentuais e postergação de pagamento de parte dos cupons.
Os bondholders não aceitaram os termos da proposta e pedem que a empresa aumente a remuneração dos títulos para aceitarem uma renegociação do pagamento. Além disso, os bondholders pedem maior comprometimentos dos acionistas, inclusive da Petrobras.
A Braskem não aceitou os termos impostos pelos bondholders e agora deve voltar à mesa para tentarem uma solução consensual e avalia entrar com medida protetiva no exterior.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/hbn8n_8HhQg6fiB1_CULDZWkLoU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2022/M/e/txto5vRBmdIGFuuQhMGw/23emp-100-brask-b1-img01.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 25 Jun 2026 13:18:31 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Zeom quer fazer o Pix render em dólar </title>  <atom:subtitle>Fintech capta com Fabric, Plug and Play e Tritemius para plataforma global de investimentos</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/zeom-quer-fazer-o-pix-render-em-dolar.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/zeom-quer-fazer-o-pix-render-em-dolar.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/DT9RhChGjRU-f3-wWJPDsGc4_8s=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/g/F/M6E2rgTEiBbOYvI4rRkQ/whatsapp-image-2026-06-22-at-16.46.44.jpeg" /><br /> ]]>    A plataforma de investimentos globais Zeom, fundada por brasileiros em Londres, está iniciando suas operações após uma rodada pré-seed de R$ 15 milhões liderado pela Fabric Ventures – especializada em fintechs, blockchain e ativos digitais. Tem ainda participação da Plug and Play e do fundo espanhol Tritemius.
A wealthtech é voltada para usuários brasileiros e permite a conversão de recursos em reais para uma conta global de forma instantânea via Pix, com acesso a ativos internacionais, como títulos de renda fixa, ETFs, ações e ouro por meio de um único aplicativo.
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"Há uma oportunidade relevante de ampliar as estratégias de diversificação, o que passa pela democratização do acesso a investimentos globais, permitindo que mais pessoas possam proteger seu poder de compra em moeda forte com oportunidades internacionais de forma simples, segura e transparente", diz Rafael Pereira, um dos fundadores da Zeom.
Junto com os sócios André Bastos, Bruno Maia e Roberto Ono Filho, a Zeom usa infraestrutura baseada em blockchain e ferramentas de inteligência artificial para apoiar o planejamento financeiro dos usuários. Os aportes mínimos na plataforma são de R$ 50.
Rafael Pereira, que fundou a wealthtech Zeom para dar acesso ao mercado internacional para investidores brasileiros
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“A Zeom reúne um time com experiência financeira e tecnológica e a América Latina combina população cada vez mais digitalizada, alta adoção de pagamentos instantâneos e uma demanda crescente por diversificação patrimonial", diz Anil Hansjee, sócio da Fabric Ventures.
Os recursos da rodada serão usados para a expansão da operação e o desenvolvimento da plataforma. A fintech – que operava em fase de testes com centenas de clientes, segundo a empresa – espera alcançar 50 mil usuários até o fim do ano.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/DT9RhChGjRU-f3-wWJPDsGc4_8s=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/g/F/M6E2rgTEiBbOYvI4rRkQ/whatsapp-image-2026-06-22-at-16.46.44.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:00:11 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>No combo de DNA com IA, Biofy contrata Vinci para atrair investidores</title>  <atom:subtitle>Healthtech projeta R$ 40 milhões de receita em 2027, acelerada por Nasdaq, Nvidia e Oracle</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/no-combo-de-dna-com-ia-biofy-contrata-vinci-para-atrair-investidores.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/no-combo-de-dna-com-ia-biofy-contrata-vinci-para-atrair-investidores.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/TgUiHUWJR5hz3Otav8qKEfB5yqs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/j/t/heCWJ0S0uIGF8gFc3rkw/biofy-paulo-perez-biofy.jpeg" /><br /> ]]>    A Biofy, healthtech brasileira que usa inteligência artificial e sequenciamento genético para acelerar o diagnóstico de infecções bacterianas resistentes a antibióticos, contratou a área de corporate advisory da Vinci Compass para estruturar sua expansão internacional, com foco inicial nos Estados Unidos, e a próxima rodada de investimentos para financiar esse plano.
A companhia está concluindo uma rodada seed de R$ 10 milhões e já prepara uma captação mais robusta na sequência, que poderá superar US$ 30 milhões, essa coordenada pela Vinci. A expectativa é atrair investidores estratégicos do setor de saúde para apoiar a entrada no mercado americano e acelerar a expansão comercial.
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Fundada pelo engenheiro Paulo Perez, a Biofy desenvolveu uma tecnologia que substitui exames tradicionais baseados em cultura bacteriana – que levam dias para um resultado muitas vezes inconclusivo – por análises de DNA associadas a modelos de IA, com resposta em 15 minutos e a indicação (ou contraindicação) de antibióticos em até quatro horas.
“Isso é inédito no mundo e permite iniciar o tratamento com o medicamento correto, na hora correta”, afirma Perez, que tem como alvo as bactérias multirresistentes. Ele já tem entre os seus clientes o Hospital Dante Pazzanese, em São Paulo, e o Hospital Sagrada Família, no Triângulo Mineiro, com duas mil análises já processadas na fase comercial, iniciada em janeiro.
Paulo Perez, da Biofy, que usa DNA de bactérias para diagnosticar infecções em até quatro horas e indicar antibiótico adequado
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Segundo o empreendedor, a expansão internacional se tornou prioridade após a empresa ser selecionada para os programas de aceleração de Nvidia, Oracle e Nasdaq, este último com vistas a um IPO no futuro. A Biofy também iniciou o processo de patenteamento nos Estados Unidos e negocia a obtenção de aprovações regulatórias para ampliar sua atuação no país.
A empresa mantém sua operação principal em Uberlândia, com modelo que permite atender clientes remotamente. Os laboratórios realizam o sequenciamento localmente e enviam os dados para processamento na nuvem. Dos Estados Unidos, a ideia da Biofy é ganhar o mundo.
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Recentemente, a healthtech lançou um portal epidemiológico para monitoramento de mutações, resistência bacteriana e incidência por região geográfica. Nos próximos meses, a ampliará a plataforma para diagnósticos de fungos e, posteriormente, de vírus.
A Biofy projeta faturamento entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões em 2027, ainda com a maior parte das receitas concentrada no mercado brasileiro, mas Perez prevê um “crescimento exponencial” com a operação comercial nos Estados Unidos. Além da expansão comercial, a Vinci prepara o terreno para a próxima rodada.	
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“Estamos olhando fundos que ajudem nos Estados Unidos, empresas que ajudem a ganhar comercial do setor e VCs bem relacionados com healthtechs", explica Felipe Bittencourt, sócio e global head de corporate advisory da Vinci. “O maior foco é trazer gente que vá fazer a empresa explodir nos Estados Unidos, mas também no Brasil.”  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/TgUiHUWJR5hz3Otav8qKEfB5yqs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/j/t/heCWJ0S0uIGF8gFc3rkw/biofy-paulo-perez-biofy.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 25 Jun 2026 10:30:10 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Com BlackRock e Siemens, Brasol busca R$ 1 bi em FII solar</title>  <atom:subtitle>Gestora negocia distribuição após levantar mais de R$ 500 mi para aluguel de fazendas fotovoltaicas</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/com-blackrock-e-siemens-brasol-busca-r-1-bi-em-fii-solar.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/com-blackrock-e-siemens-brasol-busca-r-1-bi-em-fii-solar.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/zfCUM1abUzSzwQoEGqTEh9Dupgc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/O/w/5zTWoAR0ylnsv2L0Jb8g/cio-da-brasol-invest-carlos-eduardo-bacha.jpeg" /><br /> ]]>    Depois de levantar R$ 550 milhões em seu primeiro ano de operação, a Brasol Invest, gestora da empresa de transição energética Brasol, quer levantar mais até R$ 1 bilhão com dois novos fundos imobiliários que, no lugar de galpões logísticos, escritórios ou shopping centers, têm usinas solares. A Brasol tem BlackRock e Siemens entre seus principais acionistas. 
A estratégia dos FIIs de tijolo consiste em adquirir ativos performados – ou seja, já construídos e com contratos de locação de 10 a 20 anos já ativos de longo prazo – e distribuir aos cotistas a receita de aluguel corrigida pelo IPCA. O primeiro fundo, formado há 17 meses, tem rendimento anualizado de 13%, segundo a asset, com inquilinos como Ambev e Pague Menos.
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“O fundo está exposto ao risco de crédito das contrapartes, mas são carteiras pulverizadas por clientes sólidos ou grandes consórcios. Além disso, energia é um produto altamente fungível, ou seja, se um contrato acaba ou é rescindido, é facilmente direcionado a outro player”, diz o CIO Carlos Eduardo Bacha, que chegou à Brasol em 2023 para estruturar a gestora. 
Segundo ele, há negociações avançadas para escolha do distribuidor dos novos fundos, com aplicação mínima de R$ 10 mil e para investidores qualificados. Os dois portfólios anteriores foram comercializados pela EQI Investimentos e pela Fami Capital, da XP, somando cerca de 12 mil cotistas, a maior parte pessoas físicas atraídas também pela isenção de imposto de renda.
CIO da Brasil Invest, Carlos Eduardo Bacha
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A estratégia de não concentrar todos ativos em um fundo maior é aproveitar oportunidades de diferentes momentos do mercado. As novas carteiras devem contar com cotas sêniores e subordinadas como camada adicional de proteção ao investidor.
“Diante das turbulências eleitorais e externas, incluindo a guerra no Irã, entendemos que este é um momento favorável para produtos de prazo mais curto e com algum tipo de proteção estrutural”, explica o ex-Pátria e Gávea, que defende o produto como uma alternativa aos papéis de dívida corporativa após inúmeros pedidos de recuperação judicial e extrajudicial.
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A gestora vê uma oportunidade de consolidação no mercado de geração distribuída, impulsionada por mudanças regulatórias. “Muitos empreendedores construíram usinas sob as regras antigas de isenção de encargos de uso da rede, que se tornaram economicamente inviáveis e os proprietários estão buscando vender esses ativos.”
Segundo Bacha, a especialização operacional da Brasol é um diferencial competitivo. “Como fazemos parte do ecossistema da Brasol, temos acesso a oportunidades 100% proprietárias. Esse canal nos dá uma vantagem competitiva muito forte, porque não precisamos disputar ativos no mercado”, afirmou.
Atualmente, os fundos da gestora somam 114 MWp distribuídos em dez Estados. Já a Brasol possui aproximadamente 300 MWp de ativos próprios em operação, além de negócios em subestações privadas e armazenamento de energia com baterias.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/zfCUM1abUzSzwQoEGqTEh9Dupgc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/O/w/5zTWoAR0ylnsv2L0Jb8g/cio-da-brasol-invest-carlos-eduardo-bacha.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 25 Jun 2026 09:01:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Com venda ao Cencosud, St Marche avança para aprovar plano de RJ</title>  <atom:subtitle>Grupo tem R$ 534 milhões em dívida e venda da operação saiu a múltiplo de 0,5 vez a receita</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/com-venda-ao-cenconsud-st-marche-avanca-para-aprovar-plano-de-rj.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/com-venda-ao-cenconsud-st-marche-avanca-para-aprovar-plano-de-rj.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/_Y2AXDSGCiWhI_xRsYjwjnzb1B8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/6/3/AGo6vsRjSpd24Eney8Wg/st-marche.jpg" /><br /> ]]>    O grupo chileno Cencosud anunciou hoje a compra da rede da rede  St Marche e do empório Santa Maria, detidos pelo grupo Hortus. A conclusão da operação está sujeita ao fim do processo de recuperação judicial do grupo, ajuizada nesta quarta-feira. A empresa já está em conversas avançadas com credores sobre o plano de recuperação, que vai incluir todas as marcas.
A Hortus chegou a anunciar o fim do processo de recuperação extrajudicial em outubro passado e tentou a renegociação da dívida com clientes financeiros. Mas, segundo a empresa, a medida foi insuficiente para fazer frente a todas as obrigações até que fosse concretizado a venda do St Marche e houve ainda uma suspensão pelo Tribunal de Justiça de São Paulo da homologação do plano de RE. 
Agora, o pedido feito judicialmente com a assessoria do escritório TWK abrange todos os stakeholders, incluindo os fornecedores. Esse caminho traz mais segurança para a venda dos ativos da companhia para a Cencosud, que vê a operação como estratégica para crescer no Brasil. No acordo, a Cencosud ainda se comprometeu a apoiar o fornecimento de produtos para permitir a manutenção das atividades das lojas do St Marche. A venda foi assessorada pela Vinci Compass.
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O múltiplo da operação ficou próximo de 0,5 vez a receita, apurou o Pipeline. Em 2025, o St Marche fechou com um faturamento de R$ 1 bilhão. Segundo analistas do Itaú, a companhia encerrou março com receita de US$ 185 milhões (R$ 962  milhões) acumulada em 12 meses. 
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A Hortus busca novo financiamento para garantir o suprimento de produtos e a manutenção das operações. Na RE, obteve R$ 90 milhões de um empréstimo DIP com o BTG e o acionista L Catertton. Alguns detentores dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) também participaram de financiamento para a empresa e trocaram seus papéis por debêntures. Essas dívidas terão prioridade no pagamento com a venda para o Cencosud.
A empresa diz ter apoio de parte relevante dos credores para aprovação do plano de recuperação, que prevê o pagamento dos credores trabalhistas em até 30 dias da data de fechamento da transação ou 12 meses após a homologação do plano, com o volume limitado a R$ 160 mil.
Os credores sem garantia e fornecedores receberão em até 180 dias da homologação até o limite de R$ 5 mil. Do restante, 25% serão pagos em três parcelas anuais a partir de 2031, corrigidos pela taxa de 2,75% mais CDI. 
O credor que der crédito, poderá receber 43% desse saldo em até 60 dias da homologação corrigidos pelo IPCA. Esse credor ainda poderá receber os 75% restantes em uma única parcela  calculada pelo valor presente da dívida remanescente. Os credores fornecedores que concordarem em não suspender os serviços serão pagos à vista após 60 dias da venda ao Cencosud.
O gupo Hortus conta com 32 lojas St. Marche, um empório Santa Maria, um centro de distribuição e um  escritório central e empregam 2,1 mil colaboradores.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/_Y2AXDSGCiWhI_xRsYjwjnzb1B8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/6/3/AGo6vsRjSpd24Eney8Wg/st-marche.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 18:35:15 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Com Broadfield, IW Melcheds mira transações cross-border</title>  <atom:subtitle>Firma de advocacia inglesa e escritório brasileiro se associam para plataforma global</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/com-broadfield-iw-melcheds-mira-transacoes-cross-border.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/com-broadfield-iw-melcheds-mira-transacoes-cross-border.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/3Fv7YGU-0A8DivZtD68rTTdNxEg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/j/q/gcph4YQJGB8B1ebRtVSA/foto-iw-melcheds-socios.jpeg" /><br /> ]]>    A Broadfield, firma global de advocacia formada pela união da inglesa BDB Pitmans e a subsidiária do grupo Alvarez &amp; Marsal SHP Legal Services, está iniciando suas atividades em São Paulo em associação com o escritório brasileiro IW Melcheds.
É a primeira expansão da empresa na América Latina. Com isso, o escritório brasileiro passa a integrar uma estrutura internacional com presença nos Estados Unidos, Reino Unido e Ásia, ampliando capacidade para operações transfronteiriças, mas mantendo a autonomia local.  
"A Broadfield vai atender clientes com interesses no Brasil e na América Latina, e nossos clientes brasileiros terão acesso à plataforma global para internacionalização ou comércio exterior”, diz Ricardo Inglez de Souza, co-diretor e sócio do IWMelcheds. "Hoje temas como a guerra tarifária e a designação das organizações criminosas do Brasil como terroristas mudaram o ambiente de negócios, impactando os contratos e compliance de empresas brasileiras”.
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Divulgação
A firma brasileira atua em áreas como direito empresarial, fusões e aquisições, private equity, compliance, tributário e contencioso. Nos últimos 12 meses, atuou  em transações que somam mais de R$ 8 bilhões, sendo 40% delas cross-border - como a internacionalização da Oakberry, a reestruturação da Méliuz como tesouraria de bitcoin, e a entrada da CEEC, subsidiária da estatal chinesa China Energy, em energia solar no Brasil.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/3Fv7YGU-0A8DivZtD68rTTdNxEg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/j/q/gcph4YQJGB8B1ebRtVSA/foto-iw-melcheds-socios.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:01:43 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Na mira da PF, administradora ID tem carteira de Master, Ambipar e Digimais</title>  <atom:subtitle>Com R$ 55 bilhões sob custódia, firma tem sócio alvo da Operação Miragem e Encilhamento</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/na-mira-da-pf-administradora-id-tem-carteira-de-master-ambipar-e-digimais.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/na-mira-da-pf-administradora-id-tem-carteira-de-master-ambipar-e-digimais.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/21Mo20xblhGFlmEik8zitYUExl4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/z/q/fmRqRcQfiCKv0UKU2HFA/policia-federal.jfif" /><br /> ]]>    Rodrigo Balassiano, sócio da ID DTVM, foi um dos alvos da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira para investigar supostas fraudes envolvendo fundos ligados ao banco Digimais. Não é a primeira vez que o executivo aparece em uma apuração da PF: ele também foi investigado na Operação Encilhamento, que investigou prejuízos causados a institutos municipais de previdência entre 2014 e 2018.
A ID, que tem R$ 55 bilhões sob custódia, administra cinco fundos ligados ao Banco Master, além de já ter atuado em estruturas relacionadas ao Digimais e à Ambipar.
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Balassiano, diretor-executivo da ID, foi investigado na Operação Encilhamento quando trabalhava na Intra Investimentos. Na época, era responsável pela avaliação de risco das operações do fundo INX Barcelona, que causou perdas a regimes próprios de previdência de 10 municípios em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Santa Catarina e Amapá.
Segundo a ID, o processo envolvendo Balassiano foi extinto em 2020. Outro sócio da administradora, José Roberto Giancoli, também foi alvo da Operação Miragem ontem.
No caso do Digimais, a Polícia Federal investiga fundos administrados pela ID que teriam registrado superavaliações de ativos de baixa qualidade, permitindo ao banco inflar artificialmente seu patrimônio e ampliar a emissão de CDBs. Um dos casos sob análise é o FIDC Hermon, cujo patrimônio teria sido reavaliado de R$ 71 milhões para R$ 741 milhões após investimentos em direitos ligados a precatórios da Vale.
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A ID afirma que atua apenas como administradora fiduciária e não participa da gestão dos recursos. Entre os fundos transferidos pelo Banco Master para a casa estão os FIDCs Blumenau, Binvest, Simulti e Sight, além do Binvest FIC Multimercado. Segundo a empresa, esses veículos representam cerca de 0,9% dos 557 fundos sob sua administração.
A administradora também esteve à frente do Fênix FIDC NP, ligado a empresas do grupo do controlador da Ambipar, Tercio Borlenghi. O fundo, segundo a ID, foi encerrado.
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Divulgação
A ID CTVM  surgiu com a venda da corretora pela BR Partners para a holding financeira Bekoa, que tem Balassiano como sócio, em 2018. Após a aprovação do Banco Central em 2020, ela passou a operar oficialmente com o nome de ID CTVM.
Atualização: A BI Invest, que não é objeto da reportagem, enviou nota ressaltando que o Binvest FIDC "não é objeto de qualquer investigação administrativa, regulatória ou criminal", não possui vínculo societário ou econômico com a ID CTVM ou com o Banco Master, e que a relação existente limita-se à contratação da administradora fiduciária.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/21Mo20xblhGFlmEik8zitYUExl4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/z/q/fmRqRcQfiCKv0UKU2HFA/policia-federal.jfif" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:34:43 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>IA ameaça metade da massa salarial formal do país</title>  <atom:subtitle>Com base em dados do Ministério do Trabalho, Driva e Caravela estimam que até 10 milhões de vagas podem ser automatizadas</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/ia-ameaca-metade-da-massa-salarial-formal-do-pais.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/ia-ameaca-metade-da-massa-salarial-formal-do-pais.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/ZTZVO7q-84t4s4ZePFxTRLZi8DE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/6/B/D5nDqPTliVgYVIJ3NX5w/pexels-keremkaplan-30212582.jpg" /><br /> ]]>    A inteligência artificial deve atingir primeiro os empregos mais bem pagos do mercado formal brasileiro, em que a exposição à tecnologia está concentrada numa fatia desproporcional – do meio para cima da pirâmide – da massa salarial, contrariando o senso comum de que a automação teria impacto maior sobre as funções de menor qualificação.
Estudo da startup de dados Driva com a Caravela Capital, com informações de 46 milhões de trabalhadores cadastrados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, mostra que as profissões classificadas na faixa de alta e média exposição à IA representam aproximadamente um terço dos vínculos formais do país.
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No entanto, os empregos com médio ou alto risco de extinção pela tecnologia concentram 47% da massa salarial de R$ 156 bilhões mensais, sendo R$ 50 bilhões na faixa mais alta de exposição, que inclui tarefas cognitivas como leitura, escrita, programação e análise de dados, mais facilmente executadas pela tecnologia autônoma.
A base de dados foi cruzada com a da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), usando a metodologia do artigo acadêmico “GPTs are GPTs”, publicado na revista Science. O paper é uma das principais referências do mundo científico sobre o potencial de impacto dos grandes modelos de linguagem no mercado de trabalho.
Ocupações que processam informações como contabilidade, TI, economistas, administração, mídia, marketing, publicidade, comunicação, vendas, telemarketing, seguros e finanças concentram índices de exposição acima de 63%, enquanto funções mais manuais, como construção, manutenção e operação de máquinas, estão abaixo de 20%.
Contabilidade, TI e administração estão entre atividades com maior exposição
Pexels/Kerem Kaplan
A exposição à IA também cresce conforme a escolaridade. Trabalhadores com ensino superior apresentam exposição média de 42% enquanto profissionais com mestrado e doutorado têm índice de 46% e 45%, respectivamente, e os com ensino médio ficaram em 17%. Nas faixas com ensino fundamental para baixo, as taxas são inferiores a 10%.
A faixa etária de 25 a 44 anos, considerada o núcleo mais produtivo da força de trabalho, aparece como a mais suscetível às transformações provocadas pela tecnologia, com score médio de exposição de 20% para a faixa de 35 a 44 anos e de 23% para profissionais de 25 a 34. As mulheres apresentam exposição ligeiramente superior à dos homens: 27% contra 16%.
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“Os dados mostram onde o impacto vai ser mais intenso. Mas dado sem decisão é só estatística”, avalia o CEO e fundador da Driva, Patrick Francisco, CEO e fundador, para quem os dados mostram que a transformação não será binária, mas gradual e distribuída, exigindo respostas proporcionais em requalificação, redesenho de funções e políticas públicas.
No recorte geográfico, o Distrito Federal lidera em exposição, impulsionado pela forte concentração de atividades administrativas, burocráticas e de serviços, com São Paulo, Piauí, Rio, Ceará, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Paraíba e Minas na sequência. Os municípios mais vulneráveis são Barueri, Florianópolis, Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, Jaguariúna, Osasco e a capital paulista.
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A Driva estima que, em um cenário mais agressivo, até 10 milhões de posições (22%) poderiam ser automatizadas total ou parcialmente pela inteligência artificial generativa. No cenário mais conservador, 8,4 milhões de posições (18%) podem ser eliminadas.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/ZTZVO7q-84t4s4ZePFxTRLZi8DE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/6/B/D5nDqPTliVgYVIJ3NX5w/pexels-keremkaplan-30212582.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 09:00:10 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Na venda da Farm, devagar com o andor</title>  <atom:subtitle>Morgan Stanley ligou modo turbo no mandato, mas Jatahy põe condições para aprovar qualquer negócio</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/na-venda-da-farm-devagar-com-o-andor.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/na-venda-da-farm-devagar-com-o-andor.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/AOOwKKnC8EZ7CO5SwToBBVwyCGg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/F/y/IMAoNgR3a39PB5me5y8Q/foto02emp-201-varejo-b4.jpg" /><br /> ]]>    Contratado pela Azzas, o banco Morgan Stanley ligou o modo turbo no mandato de venda da Farm — e animou o mercado. Mas numa reunião de conselho que ocorreu nesta terça-feira, Roberto Jatahy jogou um banho de água fria em quem acha que isso é para já. Segundo fontes, o tema não estava na pauta, mas Jatahy foi categórico com conselheiros: só assina venda de Farm se isso for feito no âmbito de uma renegociação societária mais ampla, que acabe com seu impasse com Alexandre Birman.     
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Reprodução  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/AOOwKKnC8EZ7CO5SwToBBVwyCGg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/F/y/IMAoNgR3a39PB5me5y8Q/foto02emp-201-varejo-b4.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 23 Jun 2026 21:02:27 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Prefeitura e Estado de São Paulo respondem por maior parte do consignado do Digimais</title>  <atom:subtitle>Banco tinha, em dezembro, R$ 688 milhões nesse tipo de crédito, 40% da carteira</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/prefeitura-e-estado-de-sao-paulo-respondem-por-maior-parte-do-consignado-do-digimais.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/prefeitura-e-estado-de-sao-paulo-respondem-por-maior-parte-do-consignado-do-digimais.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/em0l3K8ePipqwRtb7A6HbY_KIbU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/K/2/oysB5nSBeJLJWacAWlJQ/whatsapp-image-2025-08-25-at-18.42.11.jpeg" /><br /> ]]>    A prefeitura de São Paulo e o governo do estado respondem pela maior parte da carteira de crédito consignado do banco Digimais, de Edir Macedo, conforme dados de dezembro. A carteira toda somava R$ 688 milhões e representava 40,09% do portfólio de crédito total da instituição financeira no fim do ano.
Da exposição total no produto, a prefeitura de Ricardo Nunes respondia por 60% e o governo de Tarcísio de Freitas por 25%, segundo documento do banco.
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Ao todo, o banco Digimais opera com 69 convênios públicos no crédito consignado em todo o país, mas os demais convênios com entes públicos representam apenas 5% das operações do banco do bispo da igreja Universal. O banco ainda tinha uma fatia de 10% em operações de consignado com o trabalhador privado. 
Edir Macedo: crédito consignado respondia por 40% da carteira do Digimais
Bruno Miranda/Folhapress
A carteira de crédito consignado abrange desde empréstimos para trabalhadores públicos e privados a operações com cartão benefício. A taxa média cobrada nessas operações era de 2,52% ao ano, com prazo médio de 53 meses.
A Polícia Federal deflagrou uma operação, nesta quarta-feira, envolvendo pessoas ligadas ao banco como parte de investigação por suspeita de fraude contábil. A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 670 milhões contra investigados.
Procurados, a Secretaria Municipal de Gestão da Prefeitura de São Paulo informou que o Banco Digimais consta do rol de instituições financeiras consignatárias, dentre 57 cadastradas na prefeitura. No caso do Digimais, o banco por menos de 3% das consignações em folha de pagamento dos servidores públicos municipais, informou.
O governo de São Paulo esclarece que a atuação de instituições no sistema estadual de consignações ocorre por meio de credenciamento público e que, atualmente, há mais de uma centena de instituições habilitadas para este serviço no Estado. 
Nesse modelo, não há contratação direta, convênio ou seleção discricionária por parte do governo. As instituições interessadas devem atender a requisitos objetivos de habilitação jurídica, regularidade fiscal e conformidade regulatória. No âmbito desse sistema, está o Digimais, que, na época do contrato,  atendeu todos os requisitos para ser credenciado, inclusive junto ao Banco Central. O banco representava 1,57% do total de operações realizadas pelo governo nessa modalidade em maio.
O governo diz que mantém acompanhamento contínuo do tema e está estudando medidas cautelares -- há inclusive um processo aberto com essa finalidade -- com foco na regularidade das operações, na proteção dos usuários e na integridade do sistema.
O Digimais não retornou ao pedido de entrevista.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/em0l3K8ePipqwRtb7A6HbY_KIbU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/K/2/oysB5nSBeJLJWacAWlJQ/whatsapp-image-2025-08-25-at-18.42.11.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 23 Jun 2026 19:15:51 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Família Hering quer a marca de volta e contrata BR Partners para negociar com Azzas</title>  <atom:subtitle>Assessor financeiro já fez uma primeira abordagem ao board da companhia, apurou o Pipeline</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/familia-hering-quer-a-marca-de-volta-e-contrata-br-partners-para-negociar-com-azzas.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/familia-hering-quer-a-marca-de-volta-e-contrata-br-partners-para-negociar-com-azzas.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/wlwKTxCkuPjeXj45PAtcwtKozF0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2021/u/P/HOjNEcTZAzEZTC89Kb9Q/92481908-hering.-20foto-20divulga-c3-a7-c3-a3o.jpg" /><br /> ]]>    Um grupo de acionistas da Azzas, que representa cerca de 11% do capital da companhia e é capitaneado pela família Hering, quer tornar a marca de moda básica independente de novo. A família contratou o banco BR Partners para a interlocução com a Azzas e o banco já fez uma primeira abordagem ao conselho e assessores financeiros da companhia, apurou o Pipeline. 
O grupo está disposto a uma proposta para compra da marca ou por um arranjo em que, numa cisão das marcas, fiquem com maior posição na Hering. Neste caso, seria por meio de troca dos papéis proporcionais nas demais, sem afetar os demais minoritários, disseram as fontes. 
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A Hering virou um pepino para a Azzas, que não conseguiu tirar sinergias da marca e nem expandi-la como planejava. A marca perdeu prestígio e rentabilidade e vem passando por reestruturação estratégica. No primeiro trimestre, o conjunto de Hering, Hering Kids, Hering Sports, Hering Shoes e Hering Intimates registrou queda de 19% na receita. 
A então Arezzo&amp;Co fez uma proposta para comprar à Hering da família fundadora em 2021. A família não gostou da abordagem considerada hostil de Birman à época e, ao fim daquele ano, vendeu o negócio para a concorrente Grupo Soma. Mas com a fusão de Arezzo&amp;Co e Grupo Soma, em 2024, a marca passou a compor uma nova vertical com mudanças de gestão e operação.  
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Em 2021, a Soma avaliou a Hering em R$ 5,1 bilhões. Hoje, todo o grupo Azzas vale R$ 4 bilhões em bolsa. Na nova abordagem, a família ainda não apresentou uma proposta, mas disse ao board que está trabalhando nisso. 
Procurada, a Azzas disse que não comenta especulações de mercado e afirma que a Hering não está à venda. 
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Divulgação/Agência O Globo  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/wlwKTxCkuPjeXj45PAtcwtKozF0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2021/u/P/HOjNEcTZAzEZTC89Kb9Q/92481908-hering.-20foto-20divulga-c3-a7-c3-a3o.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 23 Jun 2026 18:06:29 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Heineken leva brasileiro Rafael Oliveira para ser CEO</title>  <atom:subtitle>Executivo vem da JDE Peet's, das marcas Café Pilão e L’Or, tendo embolsado cerca de US$ 38 milhões</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/heineken-leva-brasileiro-rafael-oliveira-para-ser-ceo.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/heineken-leva-brasileiro-rafael-oliveira-para-ser-ceo.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/gC1L17GGtXp4O3mdU6eejw1hJjE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/8/z/1cpRMnRAAMEAiCx8M0mg/beer-1763122-1280.jpg" /><br /> ]]>    A Heineken escolheu o brasileiro Rafael Oliveira para ser o novo CEO do grupo, tornando-se o primeiro nome vindo de fora da holding holandesa de cervejas. Oliveira deve assumir a companhia em 1º de outubro em um contrato de quatro anos. O nome vai ser submetido à aprovação da assembleia de investidores planejada para agosto. 
Rafael Oliveira era o CEO da JDE Peet’s, multinacional holandesa de cafés e chás, conhecida pelas marcas Café Pilão e L’Or. O grupo foi adquirido pela americana de refrigerantes Keurig Dr. Pepper’s em abril em uma transação de US$ 18 bilhões. Com a venda de ações decorrida da aquisição, estima-se que o brasileiro pode ter embolsado o montante de US$ 38 milhões.
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“Estou confiante que vamos acelerar o crescimento, impulsionar a produtividade e preparar a Heineken para o futuro, conquistando o coração dos consumidores em todo o mundo”, afirma Rafael Oliveira em comunicado desta terça-feira. 
Antes da JDE Peet's, entre 2014 e 2024, Olvieira foi executivo da Kraft Heinz em vários cargos pelo mundo, chegando a assumir a cadeira de presidente de mercados internacionais e supervisionando um portfólio de US$ 7 bilhões pela Europa, África, Ásia e América Latina. 
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Além da experiência no setor de bens de consumo, o brasileiro também tem histórico no setor financeiro: foi do Goldman Sachs, onde atuou como diretor executivo de mercados emergentes na Ásia, baseado em Hong Kong, e, no Brasil, passou pelo Banco Icatu e Banco BBA Creditanstalt.
O grupo Heineken diz que fez uma “busca global rigorosa” por um novo CEO, definindo enfim pelo brasileiro em escolha unânime do conselho por sua “estratégica única de visão, expertise operacional e perspicácia financeira, qualidades que fazem dele um CEO excepcionalmente equilibrado e versátil para conduzir a Heineken pelas oportunidades e desafios do setor de bebidas”. 
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A escolha acontece após a saída abrupta do CEO anterior, Dolf van den Brink, que em maio encerrou um período de seis anos à frente da Heineken. Em junho, acionistas do grupo cervejeiro pediam um nome de fora para o comando da companhia, que tem enfrentado dificuldades de impôr o plano Heineken 2030, com a meta de enxugar postos de trabalho, aumentar as vendas em meio à disputa com a AB Inbev e eliminar produtos com menor desempenho do portfólio.
As ações da Heineken subiram mais de 3% na bolsa de Amsterdam após o anúncio desta terça-feira, o maior nível desde março.
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Divulgação/Heineken  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/gC1L17GGtXp4O3mdU6eejw1hJjE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/8/z/1cpRMnRAAMEAiCx8M0mg/beer-1763122-1280.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 23 Jun 2026 17:31:10 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Alex Szapiro deixa o comando do Softbank na América Latina</title>  <atom:subtitle>Direção regional segue com Juan Franck e, no Brasil, Rodrigo Costa é promovido</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/alex-szapiro-deixa-o-comando-do-softbank-na-america-latina.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/alex-szapiro-deixa-o-comando-do-softbank-na-america-latina.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/AS5VeUHRPyzxkS4fJqtd1dvwLJ4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2021/s/A/Bd7YFpSpiIVjgSqdmh0w/szapiro.jpg" /><br /> ]]>    Alex Szapiro está deixando o comando da operação latino-americana do Softbank, após cinco anos à frente do fundo de investimento japonês. A liderança do Softbank na região vai continuar com Juan Franck, que até então dividia o comando com Szapiro. O sócio brasileiro Rodrigo Costa, que atuava na equipe, torna-se responsável pelo Brasil. 
O país corresponde por 70% do portfólio de mais de 70 empresas ativas do fundo de late stage na região. O portfólio inclui nomes como Wellhub, QuintoAndar, Loft, Petlove, Creditas, Rappi e Loggi.
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“Foi uma decisão pessoal minha que tomei com muita tranquilidade”, diz Szapiro, sem detalhes. Em maio, durante a Brazil Week, em Nova York, a decisão foi comunicada a Alex Clavel, co-CEO do Softbank ao lado de Masayoshi Son, o lendário fundador do banco responsável por tornar a firma japonesa em um dos principais fundos de investimento do mundo.
Szapiro vai permanecer no cargo de diretor até o final de agosto, quando deve dar lugar a outros sócios da firma nos 10 conselhos que ele participa de investidas da casa. Depois, segue como sócio, mas sem função executiva. 
Alex Szapiro deixa cargo de codiretor do Softbank na América Latina
Valor
A carreira do executivo inclui passagem por big techs em tempos de efervescência no mercado de tecnologia: entrou na Apple em 2007, meses depois de lançado o primeiro iPhone, e, de 2012 a 2021, chefiou o time da Amazon no país, onde impulsionou o recém-criado negócio de computação em nuvem e lançou o e-commerce na região. 
No Softbank, viveu da euforia com as megarrodadas durante a pandemia, a ressaca no inverno das startups e, agora, a corrida da inteligência artificial. Szapiro está de olho na tecnologia que diz ser a base para “um momento extraordinário” do mercado.
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“Tenho namorado muita coisa, mas não quero ser promíscuo”, brinca Szapiro sobre as áreas que lhe têm brilhado os olhos e que podem compor sua próxima etapa de carreira. “É provável que eu volte a empreender ou operar um negócio.” 
Para o Softbank, a saída de Szapiro não deve representar uma ruptura. Depois de alocar mais de US$ 8 bilhões em 100 negócios na região entre 2021 e 2026, o fundo agora se dedica a preparar os negócios mais maduros para realizar IPOs e encontrar outras saídas. Segundo a firma, cerca de 15 empresas investidas estão prontas para um IPO, aguardando apenas uma janela de mercado.
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Szapiro se dedicou principalmente a colocar as investidas nos trilhos. Quando chegou à firma, poucas empresas do portfólio conseguiam se sustentar sem levantar novas rodadas de investimento, um sintoma dos tempos de um mercado tomado pela mentalidade do “crescer a qualquer custo”. Hoje, segundo o Softbank, cerca de 99% do portfólio ativo é sustentável – o percentual desconsidera write-offs como a Trela e Frubana, que encerraram a operação nos últimos anos, por exemplo.
O fundador Masa tem olhado projetos bem mais ambiciosos no mundo da IA, como o mega plano de data centers na França ou o aporte na OpenAI. A América Latina se tornou uma estratégia modesta para a firma nos últimos anos.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/AS5VeUHRPyzxkS4fJqtd1dvwLJ4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2021/s/A/Bd7YFpSpiIVjgSqdmh0w/szapiro.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 23 Jun 2026 16:00:10 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Como o banco Digimais se conecta à teia do Master</title>  <atom:subtitle>BTG e Nubank chegaram a avaliar aquisição de negócio controlado por bispo Edir Macedo</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/como-o-banco-digimais-se-conecta-a-teia-do-master.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/como-o-banco-digimais-se-conecta-a-teia-do-master.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/6xQyF6WRVKiwzll5Exxyojxks7A=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/c/G/KjtnvcRcKdJnTV3UBsuQ/112088140.jpg" /><br /> ]]>    A Polícia Federal bloqueou R$ 670 milhões de pessoas ligadas ao banco Digimais, numa operação que investiga fraude e pode desembocar em intervenção do negócio controlado pelo bispo Edir Macedo. 
Há mais de dois anos, o Banco Central acompanha de perto o Digimais, fazendo exigências de governança e aumento de capital, e também pressionando para venda de controle. Uma venda até aconteceu: mas quem comprou foi Mauricio Quadrado, ao deixar a sociedade com Daniel Vorcaro no Banco Master.
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A aquisição do Digimais era a alternativa de Quadrado para seguir banqueiro depois que o Master passou a ser escrutinado pelo mercado. Em novembro de 2025, o BC vetou a transferência de controle. 
Desde então, o próprio BC promoveu tentativas de repasse do Digimais a grupos mais saudáveis, mas as tratativas não avançaram com Nubank ou BTG Pactual. Ambos tinham interesse nos créditos tributários e, para a fintech, representaria a licença bancária. Mas o risco reputacional pesou mais. 
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Reprodução
Ainda em 2025, como revelou o Pipeline à época, até o fundador e controlador da Ambipar, Tércio Borlenghi Jr. – com estreitas relações com o Master, mas sem qualquer histórico no setor financeiro –, chegou a sondar o Digimais. Havia interesse de Vorcaro em usar as então infladas ações da Ambipar como moeda de pagamento na aquisição do banco. 
Em semelhança ao Master, o Digimais se apoiou nas plataformas de varejo para captar via CDBs e títulos com pessoas físicas, oferecendo taxas altas em papéis garantidos pelo FGC. A trajetória de um banco não está diretamente conectada à do outro: o Digimais já tinha problemas antes de o Master aparecer. Mas acabou influenciando a complexidade do problema e com personagens comuns.
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Um dos primeiros relatos de fraude no Digimais foi feito em um processo da gestora Yards. Em duelo na Justiça pelo fundo EXP 1, a gestora diz que títulos cedidos pelo banco em créditos da Fictor (que tentou comprar o Master), da Reag (gestora de fundos também alvo da PF e que estruturava fundos para Master e Vorcaro) e do próprio Master não tinham lastro, levando a uma perda de quase R$ 600 milhões. 
Curiosamente, o Master também tinha conexão com igreja, em laços históricos com a Igreja Batista da Lagoinha. O cunhado de Vorcaro, também preso, era pastor. Macedo também tem conexões políticas, dada a relação estreita com a bancada da Bíblia - mas o Digimais, tocado por seu genro e sem atividade direta do bispo, tinha influência política limitada, segundo fonte, sem a rede montada por Vorcaro. 
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Neste ano, para afastar a família do comando e a conexão com a igreja, o Digimais contratou Aldemir Bendine como presidente. O ex-CEO do Banco do Brasil também foi alvo de operação da PF no passado e chegou a ser preso.
Segundo a PF, as investigações do Digimais foram feitas a partir de relatórios do próprio BC que apontam que os investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares.
Os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/6xQyF6WRVKiwzll5Exxyojxks7A=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/c/G/KjtnvcRcKdJnTV3UBsuQ/112088140.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 23 Jun 2026 12:16:29 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>IG4 pode desembolsar R$ 2 bi por créditos da Raízen</title>  <atom:subtitle>Gestora quer controle alinhado com Shell: "não acreditamos em turnaround de corporation", diz Paulo Mattos</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/ig4-pode-desembolsar-r-2-bi-por-creditos-da-raizen.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/ig4-pode-desembolsar-r-2-bi-por-creditos-da-raizen.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/3qehSITQV-wH3R_XwWWZZKEbOho=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2024/P/Y/MidMeyQHW2bQ9ZR90Rog/180424paulomattos008.jpg" /><br /> ]]>    Diante da competição com outras gestoras para gerir a reestruturação da Raízen, a IG4 Capital está disposta a desembolsar em dinheiro o montante total que mira em créditos da companhia. A gestora quer ter 50% mais uma ação da Raízen, o que significaria comprar cerca de 62% dos créditos que serão convertidos em equity no plano de recuperação extrajudicial. 
“Queremos ser a 3G do special situation e focar em poucos e grandes deals”, diz Paulo Mattos, chairman e CIO da IG4 Capital, ao Pipeline. “Hoje temos equipe e recursos para fazer isso, mesmo tendo assumido a Braskem.”
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Raízen entrega mais de 80% da empresa aos credores no plano
Há seis meses a IG4 vem avaliando a Raízen e já montou um célula interna com um time dedicado ao tema. O plano de recuperação judicial da Raízen estabelece a conversão de 45% da dívida em equity, entregando 80% da empresa aos credores. A firma avalia que o desembolso é um diferencial em relação ao interesse de outras casas que atuam como advisor ou barriga de aluguel para os bancos. “Podemos comprar todos os créditos, mas há outras opções para os credores”, diz ele. 
Considerando o preço da ação em bolsa, de R$ 0,42, a compra de 50,1% da Raízen seria equivalente a um desembolso de R$ 2,2 bilhões - um volume que teria desconto sobre tela. Os recursos para esse pagamento viriam do terceiro fundo da casa e de coinvestidores. Mas a IG4 também propôs pagamento via derivativos de swap ou por meio de cotas de um fundo que vai gerir. 
"Temos capital para fazer essa operação, o que outras gestoras não têm", diz Mattos
Valor
A oferta da IG4 é válida até a conversão da dívida em equity, o que está previsto para acontecer até março de 2027. Até lá, a firma espera ter reunido apoio e acordo com diferentes clusters de credores. 
A gestora teve uma primeira rodada de conversa com os detentores de dívida local e internacional e deve voltar à mesa com alguns deles a partir desta semana para discutir, por exemplo, o desconto no caso de pagamento em dinheiro. As conversas estão mais avançadas com os bancos locais, que já fizeram negócio com a IG4 em Braskem e Iguá Saneamento, mas a companhia também se aproximou da Moelis, que representa alguns bondholders. 
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Diferentemente da abordagem de outras gestoras, que topam dividir a gestão da Raízen ou focar em açúcar e álcool ou distribuição de combustíveis, a IG4 acredita que a Raízen precisa ter um investidor de referência, olhando o negócio como um todo. “Não acreditamos em turnaround de corporation”, diz Mattos. “A Raízen precisa de um novo dono.”
A IG4 chegou a apresentar a proposta a Shell, que é assessorada pela Lazad, mas não está negociando com a multinacional no momento. “A Shell hoje está focada no plano de recuperação extrajudicial. Mas queremos desenvolver o desenho de turnaround da Raízen em parceria com a Shell”, afirma Hélio Novaes, CEO da IG4. "Não somos um casa de abordagem hostil."
A IG4 quer seguir com o mesmo plano de recuperação extrajudicial aprovado pelos credores, que prevê a separação da Raízen Combustível e divisão de açúcar e álcool. A primeira, ativo mais valioso, pode ser colocado à venda. Mas os executivos ressaltam que seria preciso um venda com cautela, que analise que ativos podem recolocar a companhia de pé. 
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Um dos focos da estratégia para recuperar a receita da Raízen seria melhorar a produtividade por terra, na área de produção de açúcar e álcool, por meio do investimento em tecnologia. Mattos compara que o número da Raízen está abaixo de concorrentes - como a Atvos, que já passou por reestruturação. 
Nos últimos dias, circularam no mercado rumores de que o BTG Pactual seria o player por trás da proposta da IG4, com um acionista indireto da casa. Mattos rechaça essa versão, que atribui ao interesse de concorrentes de tumultuarem o processo e causar ruídos com os credores que a firma tem abordado. 
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"O banco é investidor de um continuation fund, gerido por nós, que fez investimento na Opy Health. O fundo tem dinheiro do BTG e tem dinheiro da IG4, sem ingerência do banco", afirma. "Eles também são credores da IG4 e investidores dos nossos fundos, assim como XP, Safra, Bradesco também sao. Temos relações comerciais com os bancos, mas nunca em participação acionária no grupo, o que criaria uma série de conflitos. Há um ruído sobre isso que, na nossa visão, está vindo de concorrentes que querem desqualificar a proposta da IG4".  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/3qehSITQV-wH3R_XwWWZZKEbOho=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2024/P/Y/MidMeyQHW2bQ9ZR90Rog/180424paulomattos008.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 23 Jun 2026 08:02:05 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Com Huck entre os sócios, Future Climate busca até R$ 50 milhões</title>  <atom:subtitle>Climatech, que mira receita de R$ 100 mi em 2030, tem novos co-CEOs e fundador Fábio Galindo vai para o conselho</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/com-huck-entre-os-socios-future-climate-busca-ate-r-50-milhoes.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/com-huck-entre-os-socios-future-climate-busca-ate-r-50-milhoes.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/57ZCbxbInj-sGNaYDqmFE2ILunw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/D/A/xjgIAOTLioCwk8WvaEPw/future-climate.jpeg" /><br /> ]]>    A Future Climate, plataforma de negócios climáticos que tem Carol Paiffer e Luciano Huck como sócios, está buscando entre R$ 30 milhões e R$ 50 milhões em nova rodada de investimentos, que espera fechar até o fim do ano.
A plataforma também negocia R$ 300 milhões em project finance para restauração da Mata Atlântica. “Vamos buscar com institucionais, que pode ser tanto em equity da companhia quanto projetos específicos via SPEs”, diz João Pedro Fernandes, novo co-CEO da Future Climate junto com Laura Albuquerque. O executivo tem passagens por Pátria, Falconi e BRF.
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Fábio Galindo segue como principal acionista, mas vai para o conselho, que conta com participação do cientista Carlos Nobre. “João Pedro e Laura participaram diretamente da construção da Future Climate e representam a combinação de liderança, capacidade de execução e visão estratégica para conduzir a companhia na próxima etapa de crescimento”, afirma o fundador.
A nova fase é voltada à ampliação dos projetos em implantação, expansão internacional e aceleração da monetização dos ativos ambientais. Fundada, em 2021, a Future Climate supera 100 milhões de créditos de carbono sob gestão e estrutura mais de 30 projetos de infraestrutura verde no país – da conservação florestal à restauração ecológica, ativos de energia renovável e uso sustentável da terra.
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A empresa firmou PPPs com Amazonas e Maranhão para conservação e desenvolvimento do mercado de créditos de carbono. “A diversificação é pilar estratégico do nosso negócio, que engloba finanças climáticas, mercados de carbono, soluções baseadas na natureza e infraestrutura ambiental”, diz Albuquerque, que atuou no Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) e na rede Brasil do Pacto Global da ONU. 
A Future Climate tem hoje um pipeline potencial de 40 mil hectares para restauro de áreas degradas por pastagens nos próximos 15 anos, sendo 10 mil hectares já mapeados e com carta de intenção para desenvolvimento dos projetos na Mata Atlântica, para os quais a empresa está buscando financiamento.
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“Há um potencial de geração de mais de 12 milhões de créditos de carbono considerando só o pipeline dos projetos de restauro de área degradadas”, diz Albuquerque. Após a criação da joint venture Originals com a americana Pachama neste ano, liderada por Thiago Othero, a Future Climate dá início à expansão internacional, começando pelo México.
Após atingir o break-even, em 2024, a Future Climate prevê encerrar 2026 com receita pouco acima de R$ 25 milhões e meta de R$ 100 milhões em 2030. Apesar da queda dos preços dos créditos de carbono no mercado voluntário, ela afirma que os investidores têm pago prêmio para projetos de alta qualidade e nível de integridade atestados.
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A executiva vê um movimento muito positivo para essa agenda após a COP-30, realizada no Brasil no ano passado. Fernandes destaca que, além de investidores financeiros, a nova rodada deve atrair empresas interessadas na compra efetiva dos créditos de carbono. “Alguns investidores têm mostrado o interesse em receber o pagamento em crédito de carbono e não em capital”, disse.
A Future Climate atende empresas como Mercado Livre, Shopify, Mercedes-Benz, Netflix e Nubank, entre outras organizações que utilizam soluções climáticas e ambientais como parte de suas estratégias de transição para uma economia de baixo carbono.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/57ZCbxbInj-sGNaYDqmFE2ILunw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/D/A/xjgIAOTLioCwk8WvaEPw/future-climate.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:42:37 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Search fund Nosara compra Telecardio, de diagnósticos remotos</title>  <atom:subtitle>Transação com empresa de laudos que fatura R$ 50 milhões foi assessorada pela BM Partners</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/search-fund-nosara-compra-telecardio-de-diagnosticos-remotos.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/search-fund-nosara-compra-telecardio-de-diagnosticos-remotos.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/Xyjcu-FaSPRsGUNrEHRsKwZbXts=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/p/S/IfdhjNTOADDwqI40V2OA/gigiisprod-electrocardiogram-6821777-1920.jpg" /><br /> ]]>    O search fund Nosara Capital concluiu a aquisição da empresa de telediagnóstico médico Telecardio, que emite laudos à distância para clínicas, hospitais, ambulatórios e empresas em geral, fundada em 1993 por um grupo de médicos a partir do eletrocardiograma portátil com uma tecnologia israelense.
Atualmente, a empresa também realiza exames de eletroencefalograma, holter, Mapa, espirometria e teste ergométrico, tendo quadruplicado sua receita entre 2021 e 2025, para cerca de R$ 50 milhões, com expansão da base de clientes apenas com o próprio caixa.
KYR Capital aumenta aposta em search funds
Search fund filtra 1,3 mil empresas e compra locadora de empilhadeiras
A venda teve início em 2021, quando os acionistas avaliavam alternativas para financiar a expansão da companhia por meio da entrada de um investidor minoritário. Ao longo dos anos, diferentes possibilidades foram analisadas, incluindo a venda de participação minoritária, a entrada de investidores financeiros e estratégicos e uma eventual transação de controle.
A estrutura escolhida foi a de search fund, modelo no qual investidores apoiam gestores dedicados à aquisição e ao desenvolvimento de uma única empresa. A assessoria financeira da transação foi conduzida pela BM Partners.
Search funds completam 10 anos de buscas com primeiras grandes saídas
O valor do negócio não foi divulgado, mas os múltiplos do setor giram em torno de sete vezes o Ebitda. Procurados pela reportagem, os sócios do fundo e da adquirida não quiseram comentar.
Eletrocardiograma Telecárdio Telecardio; saúde; coração
Pixabay  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/Xyjcu-FaSPRsGUNrEHRsKwZbXts=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/p/S/IfdhjNTOADDwqI40V2OA/gigiisprod-electrocardiogram-6821777-1920.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:30:11 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>País tem 869 parques de diversão e 70 a caminho. Só falta investidor </title>  <atom:subtitle>Crédito caro e menor apetite de risco de fundos no setor desafiam expansão</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/pais-tem-869-parques-de-diversao-e-70-a-caminho-so-falta-investidor.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/pais-tem-869-parques-de-diversao-e-70-a-caminho-so-falta-investidor.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/L952S1JklAiMOjPzn_0uP-9B6lo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/T/z/eRqgdCSASmFnw1Un8lyQ/cacau-park-divulga-perspectiva.jpg" /><br /> ]]>    Enquanto os holofotes estão voltados para o Cacau Park, o megaprojeto de R$ 2 bilhões da Cacau Show em Itu, a realidade do mercado de parques de diversão é bem mais econômica. 
O país tem 869 parques e atrações turísticas, de diferentes tipos e em diferentes desempenhos financeiros, e há hoje outros 70 em desenvolvimento no país, com investimentos anunciados de R$ 7,1 bilhões. O número impressiona, mas a realidade é que apenas 22% desses projetos estão em estágio avançado de implantação e quase um quarto ainda não tem financiamento totalmente equacionado.
Os dados fazem parte do Panorama Setorial 2026, levantamento encomendado pelo Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat) e pela Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (Adibra),  e ajudam a explicar por que executivos do setor já enxergam uma nova fase para a indústria — menos marcada por inaugurações e mais por profissionalização, disputa por talentos e consolidação.
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“Parte desses projetos deve ser absorvida por grupos com maior capacidade de execução ao longo do caminho”, Marina Agibert, CEO da consultoria Sparky, especializada no setor. O crédito ficou mais escasso e mais caro, e o retorno exigido pelos investidores subiu – experiências como Hopi Hari e Wet'n Wild, que resultaram em prejuízos milionários para fundos de pensão, deixaram suas marcas. 
Segundo Agibert, a exigência de retornos gira em torno de 22% ao ano e pode chegar a 40% nos projetos considerados mais arriscados. “Não é um ciclo movido por crédito barato. É capital de operador, com tese de longo prazo.”
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Há público, mais precisamente 143 milhões de pessoas no ano passado, ante 137 milhões em 2024, e os operadores projetam crescimento de 22% nas receitas neste ano, depois de uma alta de 13% em 2025, para R$ 9,5 bilhões. Apesar disso, 32% deles reportaram queda na margem Ebitda, enquanto 49% informaram estabilidade de um ano para o outro. A sondagem não menciona prejuízos.
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Além do funding, um dos gargalos é a falta de mão de obra qualificada. A folha de pagamento é o maior custo do setor: 38%. A disponibilidade de profissionais recebeu nota média de apenas 2,4 numa escala de 1 a 5 dada pelos próprios operadores. “Uma onda só vira indústria quando a formação acompanhar a velocidade da expansão”, diz Agibert.
A preocupação ganha peso justamente porque os novos investimentos estão elevando o grau de sofisticação do setor. Operações familiares, historicamente predominantes nos parques brasileiros, passaram a incorporar sistemas de análise de dados, CRM, inteligência comercial, gestão de receita e monitoramento operacional em tempo real.
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Outro traço da nova geração de projetos é a integração crescente entre entretenimento e hospitalidade. Quase metade dos empreendimentos em desenvolvimento já combina atrações e hospedagem, aproximando os parques de uma lógica cada vez mais ligada a turismo e real estate.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/L952S1JklAiMOjPzn_0uP-9B6lo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/T/z/eRqgdCSASmFnw1Un8lyQ/cacau-park-divulga-perspectiva.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Sun, 21 Jun 2026 10:00:32 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Distress, curtailment e risco de M&amp;A em renováveis</title>  <atom:subtitle>Tiago Figueiró escreve sobre o que o investidor precisa pôr na conta ao comprar um ativo de energia sujeito a cortes da ONS</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/distress-curtailment-e-risco-de-manda-em-renovaveis.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/distress-curtailment-e-risco-de-manda-em-renovaveis.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/6PgM7yEhujrjpGD8n_N2Cay_d5k=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/7/C/POtb0TTIa7TSR0j3Avuw/whatsapp-image-2026-06-18-at-15.04.24.jpeg" /><br /> ]]>    O Nordeste tornou-se o principal polo de expansão da geração eólica e solar do país, mas a velocidade da implantação dos projetos superou a capacidade de ampliação da rede de transmissão. O resultado é conhecido: cortes de geração, o curtailment, determinados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em frequência e intensidade crescentes desde 2023. O que era um risco operacional residual virou fator central de valuation, de estruturação e de alocação de riscos nas operações de fusões e aquisições do setor.
Nesse ambiente, a aquisição de projetos penalizados por restrições de escoamento desponta como tese de investimento da modalidade distressed asset: comprar ativos com desconto, apostando na normalização futura do sistema, hibridização de projetos e na evolução dos mecanismos de compensação. Para ativos precificados com base em fatores de capacidade historicamente elevados, a disfuncionalidade que derruba receita e deteriora índices financeiros é, para o investidor oportunístico, justamente a janela de entrada. O sucesso da estratégia, porém, depende de avaliar corretamente um conjunto de riscos sistêmicos, regulatórios e políticos, sobretudo diante da indefinição sobre aspectos essenciais do ressarcimento.
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O vetor estrutural do problema é a insuficiência da transmissão. Nesse sentido, avaliar um ativo afetado por curtailment pode exigir avaliar se obras de reforço e ampliação da transmissão a cargo de terceiros estão previstas, autorizadas ou licitadas, em que estágio se encontram, e qual o risco de atraso, judicialização ou relicitação. A análise não pode se limitar ao cronograma regulatório: licenciamento ambiental, desapropriações, dificuldades fundiárias, conflitos com direitos minerários e restrições da cadeia de suprimentos atrasam obras estruturantes com frequência. A pergunta relevante não é apenas quando a restrição será eliminada, mas também o impacto econômico caso ela persista além do previsto.
O risco regulatório é atualmente o mais sensível, e a recente Lei 15.269, de 2025 (conversão da Medida Provisória 1.304), embora tenha modernizado o marco do setor e criado, no novo artigo 1º-B da Lei 10.848, de 2004, um regime de compensação para cortes de usinas eólicas e solares, deixou em aberto alguns pontos decisivos. A regulamentação ainda está pendente, e com ela permanecem indefinidos o escopo dos eventos indenizáveis, a metodologia de cálculo da energia frustrada e a referência econômica da indenização.
Figueiró, do Souto Correa, é um dos principais advogados do país em M&amp;A de energia
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Quanto ao escopo, a lei distingue cortes por confiabilidade elétrica, indisponibilidade externa, limitações energéticas e sobreoferta, e essa segregação produz efeitos diretos sobre o direito ao ressarcimento. O artigo 1º, parágrafo 11, veda expressamente que se incluam no encargo os custos de cortes por sobreoferta e por desconformidade técnica do gerador, ao passo que a indisponibilidade externa e a confiabilidade elétrica compõem o escopo coberto. É precisamente na linha que separa essas categorias que reside a controvérsia sobre elegibilidade, e a evolução dos critérios operativos do ONS pode influenciar o universo de eventos compensáveis.
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Quanto à valoração, a lei atribuiu ao ONS a apuração dos montantes e à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) o cálculo dos ressarcimentos, com atualização pelo IPCA desde o evento até o pagamento, e reservou para custeio da compensação valores de ressarcimentos não liquidados por vendedores em contratos de reserva e na modalidade disponibilidade. Não fixou, contudo, o critério de valoração da energia não produzida: se o preço do contrato de longo prazo, o preço de liquidação das diferenças, o custo marginal de operação ou a receita fixa regulada. Pequenas variações metodológicas produzem impactos expressivos no valor presente dos créditos, e a definição de quem suportará, em última instância, esse custo carrega forte componente político: quanto maior o impacto tarifário, maior a resistência institucional a ampliar as hipóteses indenizáveis.
Há ainda um ponto que o investidor de distressed não pode ignorar. A adesão ao regime de ressarcimento administrativo, retroativo a setembro de 2023, está condicionada à assinatura de termo de compromisso que implica renúncia ao direito discutido em juízo e desistência de ações em curso. Cria-se um trade-off entre capturar o crédito retroativo pela via legal e preservar eventual tese judicial mais ampla, algo que a due diligence precisa mapear, sobretudo quando há contencioso herdado da empresa-alvo.
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A experiência internacional sugere que períodos prolongados de curtailment criam oportunidades para capital especializado. No Chile, a expansão solar no Atacama sem transmissão correspondente derrubou receitas e levou a renegociações de dívida; investidores passaram a adquirir ativos operacionais com desconto, combinando-os a baterias. A compra, pelo grupo norte-americano Glenfarne, de um portfólio de 588 MW solares e 1,61 GWh de armazenamento da Metlen (concluída em dezembro de 2025 por cerca de US$ 865 milhões) ilustra o racional de capturar valor com a futura mitigação dos cortes. No Texas, onde o congestionamento da rede levou ao curtailment de mais de 8 TWh em 2024, a resposta tem sido associar geração e baterias para deslocar energia no tempo e monetizar a volatilidade de preços.
A particularidade brasileira está justamente na indefinição regulatória, que amplia o potencial de valorização ao mesmo tempo que eleva o risco. Mas há um contraponto favorável: a Lei 15.269 conferiu base legal expressa ao armazenamento de energia, com competência regulatória da Aneel e incentivo fiscal a sistemas de baterias até 2030, reforçando a viabilidade das estratégias de hibridização que já estão acontecendo lá fora.
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Para o investidor, o recado é claro. Modelar cenários de redução dos cortes, examinar a fundo os dados do ONS, avaliar a elegibilidade dos eventos ao ressarcimento e mapear as obras de transmissão de que o ativo dependa são parte do jogo. No plano contratual, mecanismos de earn-out, ajustes de preço pós-fechamento, contas escrow e cláusulas vinculadas à evolução regulatória ajudam a distribuir a incerteza entre comprador e vendedor. A titularidade dos créditos regulatórios anteriores ao fechamento merece atenção específica.
O curtailment deixou de ser um contratempo operacional para se tornar um dos principais fatores de risco do setor de renováveis. Tanto quanto estimar a energia a ser efetivamente gerada, o investidor precisará estimar o montante daquela que pode deixar de ser produzida e, sobretudo, a probabilidade de que esse valor seja reconhecido e pago – ao final, o objetivo é não confirmar a máxima sempre repetida no setor elétrico brasileiro desde o racionamento de 2001: a energia mais cara é a que não é gerada.
*Tiago Kümmel Figueiró é sócio de M&amp;A e Energia do Souto Correa Advogados  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/6PgM7yEhujrjpGD8n_N2Cay_d5k=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/7/C/POtb0TTIa7TSR0j3Avuw/whatsapp-image-2026-06-18-at-15.04.24.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Sun, 21 Jun 2026 10:00:29 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Citi vê bancos brasileiros com tom mais defensivo</title>  <atom:subtitle>Em conferência com companhias brasileiras, analistas veem mudança de discurso</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/citi-ve-bancos-brasileiros-com-tom-mais-defensivo.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/citi-ve-bancos-brasileiros-com-tom-mais-defensivo.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/8Rqt7N3a7fxQ5lRXI4L-1yXkptY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/N/f/OP0w6JTh6FZbrNtozZ8g/citi-banco.jpeg" /><br /> ]]>    Após a conferência anual de equities com companhias brasileiras, o Citi observou que os grandes bancos adotaram um tom bem mais cauteloso do que nas edições anteriores. Diante de juros elevados e de um ambiente macroeconômico mais desafiador, as instituições financeiras têm priorizado qualidade dos ativos e rentabilidade ajustada ao risco, reduzindo o apetite por crescimento acelerado das carteiras de crédito, aponta o Citi em relatório nesta sexta-feira sobre a 18ª Citi Brazil Equity Conference. 
Na visão dos analistas, esse cenário favorece os bancos mais conservadores, como o Itaú Unibanco, que espera manter a inadimplência sob controle mesmo em um contexto mais adverso. O Bradesco também sinalizou uma estratégia focada em retornos ajustados ao risco, com crescimento gradual das receitas, enquanto o Santander Brasil trabalha com expansão da carteira de crédito em ritmo moderado, na faixa de um dígito médio.
Banco realizou a 18a Citi Brazil Equity Conference: 
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O Banco do Brasil aparece como o caso de maior incerteza para perspectivas de desempenho de balanço e da ação. Segundo o relatório, a instituição aguarda definições sobre um programa governamental voltado ao crédito rural, que estaria provocando um efeito de “risco moral” entre produtores e reduzindo a visibilidade sobre a qualidade futura da carteira.
Nos bancos de investimento, a avaliação é de maior resiliência. O BTG Pactual reiterou a expectativa de entregar retorno sobre patrimônio (ROE) superior a 25%, apoiado na diversificação de suas fontes de receita. Já o BR Partners afirmou manter uma forte demanda por operações de reestruturação de dívidas e segue perseguindo a meta de ROE acima de 20% neste ano, apesar da demora na conversão de alguns mandatos.
Os bancos digitais continuam apresentando crescimento acima da média do setor. O Inter projeta expansão próxima de 30% em segmentos-chave ao longo do ano e espera elevar sua margem financeira líquida (NIM) para cerca de 10% até o fim de 2026, embora ainda enfrente um custo de risco elevado no curto prazo. O Nubank, por sua vez, prevê melhora gradual da rentabilidade ajustada ao risco e vê potencial impacto positivo de uma eventual segunda fase do programa Desenrola. A fintech reforçou que segue avaliando uma atuação relevante no mercado americano, mas de forma disciplinada e gradual.
Para o Citi, a principal conclusão da conferência é que os bancos brasileiros continuam sólidos, mas operam sob uma lógica mais defensiva. Em vez de perseguir crescimento a qualquer custo, o setor está privilegiando preservação de rentabilidade e qualidade dos ativos. Os analistas veem instituições diversificadas como Itaú e BTG Pactual como as mais bem posicionadas para atravessar um ciclo de juros elevados.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/8Rqt7N3a7fxQ5lRXI4L-1yXkptY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/N/f/OP0w6JTh6FZbrNtozZ8g/citi-banco.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Fri, 19 Jun 2026 16:06:50 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Praya tenta surfar a onda da Corona, mas leva caldo em Saquarema</title>  <atom:subtitle>Com Pinheiro Neto, grupo Heineken tentou mandado de segurança contra restrições da prefeitura no campeonato mundial de surfe WSL</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/praya-tenta-surfar-a-onda-da-corona-mas-leva-caldo-em-saquarema.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/praya-tenta-surfar-a-onda-da-corona-mas-leva-caldo-em-saquarema.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/kYNYQSd87jMk3cEEai4a1Do4Vb4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/F/p/I42MToT86h0ToKBowE5w/whatsapp-image-2026-06-19-at-12.43.04.jpeg" /><br /> ]]>    A cerveja Praya, do grupo Heineken, não vai poder entrar na onda do maior campeonato de surfe desta vez. A marca, acostumada a fazer ativações na etapa brasileira do Word Surf League (WSL), em Saquarema, perdeu um apelo à Justiça nesta semana contra um decreto da prefeitura da cidade fluminense, que tornou a atuação de marcas mais restritiva. 
Acontece que a Corona Cero, da Ambev, é a patrocinadora oficial do evento e vinha se queixando de que a concorrente conseguia explorar o mesmo perímetro do evento por meio de casas de festas e ativações com influenciadores e surfistas famosos. Contra o chamado marketing de emboscada, a prefeitura aumentou a limitação para exposição de marcas concorrentes nas proximidades da orla, em prol dos patrocinadores oficiais. 
Assessorada pelo Pinheiro Neto, a Heineken tentou uma mandado de segurança contra o decreto da prefeitura, mas foi voto vencido. Procurada, a companhia não comentou até a publicação desta nota, que poderá ser atualizada para inclusão de posicionamento. 
O WSL em Saquarema teve início nesta sexta-feira e vai até o dia 27. 
Etapa brasileira do WSL teve início nesta sexta-feira
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A vertical de vale-alimentação e vale-refeição criada em 2020 tem participação de mercado em torno de 10% e usa IA para ampliar a carteira de PMEs, concentrando os esforços humanos nas grandes contas, segundo o CEO do iFood Benefícios, Arthur Freitas.
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“Cerca de 40% das vendas hoje passam por IA. Atingimos o breakeven em março, temos crescido dois dígitos e devemos continuar assim nos próximos anos” . A empresa espera acelerar o crescimento com a entrada em vigor das novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), como a abertura do arranjo de pagamentos, que visam tornar o segmento mais competitivo, disse o executivo em entrevista ao Pipeline. 
Hoje, grande parte do mercado opera em modelo fechado, em que as grandes empresas como Alelo, Ticket e Pluxee têm parcerias com grandes bancos e concentram quase todas as etapas da operação. A limitação das taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais (MDR)  e da taxa de intercâmbio deve inibir incentivos para a prática de rebate, ele acredita. “A competição passa a ser por melhor produto, serviço e atendimento.”
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Outros benefícios oferecidos pelo iFood são serviços de saúde, pet, cultura, educação, mobilidade, custos com home office, além de uma parceria para com o Wellhub. “As empresas estão buscando soluções tecnológicas mais eficientes e produtivas", diz Freitas.
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No ano passado, a empresa de benefícios chegou a negociar a compra da Alelo por R$ 5 bilhões, como antecipou o Valor. A esse respeito, o executivo não quis comentar e frisou que o foco no momento está no crescimento orgânico.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/a6Dj8xkbky2JImYY8vhkb5C7doc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/T/A/6hCEErS2uIz7tyIG3yCw/arthur-freitas-ceo-ifood-beneficios.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Fri, 19 Jun 2026 15:50:03 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Na era João Fonseca, dobra o número de prédios de luxo com quadra de tênis </title>  <atom:subtitle>Esporte preferido da Faria Lima virou diferencial em empreendimentos de alto padrão na capital paulista, mostra Brain</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/na-era-joao-fonseca-dobra-o-numero-de-predios-de-luxo-com-quadra-de-tenis.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/na-era-joao-fonseca-dobra-o-numero-de-predios-de-luxo-com-quadra-de-tenis.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/6LPkIBez4LVLGSr-MweF54M-bxI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2021/W/b/IUEK3ATWqDA2uJP2un7w/tennis-5782695.jpg" /><br /> ]]>    O aumento da popularidade do tênis como esporte e networking – atividade preferida da Faria Lima – fez das quadras para a prática um dos principais diferenciais dos lançamentos imobiliários de luxo em São Paulo. Mesmo em um primeiro semestre marcado por lançamentos represados pela suspensão de alvarás pelo TJ-SP, depois revogada pelo STF, seis dos 16 empreendimentos de luxo e superluxo que foram ao mercado em 2026 incluem uma quadra do tipo, segundo a Brain Inteligência Estratégica.
A consultoria classifica como luxo os imóveis entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões e superluxo aqueles acima de R$ 5 milhões. Em termos percentuais, o número deste ano mantém o patamar recorde alcançado no ano passado, quando 38% dos 65 empreendimentos incluíram área para tenistas recreativos ou de alta intensidade. 
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É mais que o dobro do que cinco anos atrás, quando essa participação era de apenas 14%, e com preferência ao saibro. “O tênis ainda é um esporte de elite, mas deixou de ser da ultra elite e virou espaço de negócios, como é o golfe para os americanos”, analisa Fábio Tadeu Araújo, CEO da Brain.
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Pixabay/IGfotojonas
O movimento veio antes mesmo do estouro do atleta João Fonseca nas quadras. Ele só se tornou profissional em fevereiro de 2024, então obviamente não é possível atribuir a Fonseca a quantidade de lançamentos imobiliários com a estrutura esportiva, mas certamente reforça o interesse no tema.
“Quando comparamos 2022 e 2023 com 2024 e 2025, houve uma mudança de patamar. O salto se deu em 2023, quando chegou a 30% dos lançamentos de luxo e superluxo. Não foi uma moda, esse aumento veio para ficar”, diz Araújo. 
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O valor do metro quadrado dos empreendimentos com quadra de tênis é 9% superior aos do luxo e superluxo sem o item, superando R$ 32 mil, segundo a Brain. “Existe uma dificuldade prática de achar terreno com capacidade para acomodar uma quadra, especialmente onde a alta renda vive. Isso tende a tornar esses projetos ainda mais atraentes no mercado de seminovos.”  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/6LPkIBez4LVLGSr-MweF54M-bxI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2021/W/b/IUEK3ATWqDA2uJP2un7w/tennis-5782695.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Fri, 19 Jun 2026 10:30:09 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Ademir Xavier volta ao Itaú BBA como co-head de M&amp;A </title>  <atom:subtitle>Executivo substitui Ubiratan Machado, que saiu do banco após 25 anos</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/ademir-xavier-volta-ao-itau-bba-como-co-head-de-manda.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/ademir-xavier-volta-ao-itau-bba-como-co-head-de-manda.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/lNwvzlc0nyDgb43Rh8_bW83JqvE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/V/L/4ffhAjQJWZBnWWJeYBAA/whatsapp-image-2026-06-18-at-17.46.12.jpeg" /><br /> ]]>    O Itaú BBA contratou o ex-CFO da Hotmart, Ademir Xavier, como co-head da área de fusões e aquisições. Ele substituiu Ubiratan Machado, conhecido no mercado como Bira, que deixou o banco em maio, após 25 anos na instituição. 
Xavier começa em julho e passa a dividir o comando da área com Flavio de Picciotto, que já estava no posto. Este é um retorno do executivo ao banco, onde trabalhou entre 2011 e 2020 e chegou a ser diretor-executivo do banco de investimento. Antes, trabalhou no J.P. Morgan e saiu do BBA para diretoria financeira da plataforma digital de conteúdo. 
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Seu currículo não se restringe ao mercado financeiro. Músico desde os 12 anos, o executivo participou como pianista na turnê Clube da Esquina, de Milton Nascimento. Xavier conheceu o músico por meio de um amigo de seu pai.
Sede do Itaú BBA em São Paulo: contratação em M&amp;A
Reprodução  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/lNwvzlc0nyDgb43Rh8_bW83JqvE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/V/L/4ffhAjQJWZBnWWJeYBAA/whatsapp-image-2026-06-18-at-17.46.12.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 18 Jun 2026 20:47:17 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>CSN ainda não pagou o que está vendendo </title>  <atom:subtitle>Entre ativos de infraestrutura que fazem parte do plano de desinvestimento está Tora, comprada no ano passado</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/csn-ainda-nao-pagou-o-que-esta-vendendo.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/csn-ainda-nao-pagou-o-que-esta-vendendo.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/OeuJ6oeKsRr0oBrgs0Yfn80ru5k=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2021/z/H/4aSBAsTva3iFvz6l94Qg/foto14emp-121-subcsn-b3.jpg" /><br /> ]]>    Entre os ativos de infraestrutura que colocou à venda, a CSN incluiu a companhia de logística Tora, comprada no ano passado. O grupo de Benjamin Steinbruch quer se desfazer do ativo antes mesmo de quitá-lo, como parte do plano de desalavancagem. Pelo acordo firmado em abril de 2025, os 70% da Tora foram negociados a R$ 742,5 milhões. No fechamento da operação, a CSN pagou R$ 300 milhões. 
Os demais R$ 442,5 milhões, corrigidos, seriam pagos em três parcelas anuais em 2026, 2027 e 2028. A primeira delas venceria no dia 1º de abril, mas a CSN ainda não teria quitado, segundo fontes com conhecimento do assunto. 
Ao Pipeline, a companhia diz que "não há nenhum descumprimento das condições de pagamento acordadas entre as partes para a compra da Tora, operadora logística de integração de modais", sem detalhar se houve quitação ou renegociação do prazo de abril.  
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Os mandatos da CSN
Benjamin Steinbruch, da CSN, está vendendo ativos para reduzir alavancagem
Ana Paula Paiva/Valor  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/OeuJ6oeKsRr0oBrgs0Yfn80ru5k=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2021/z/H/4aSBAsTva3iFvz6l94Qg/foto14emp-121-subcsn-b3.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 18 Jun 2026 20:15:30 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Sem propostas, Oi Soluções deve reduzir preço em novo leilão</title>  <atom:subtitle>Cinco empresas se habilitaram para participar mas nenhuma deu lance</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/sem-propostas-oi-solucoes-deve-reduzir-preco-em-novo-leilao.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/sem-propostas-oi-solucoes-deve-reduzir-preco-em-novo-leilao.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/xCT_UG0lvbBuIciDzNq7is-Mrwo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/u/r/vpJsBLRbqFjkmsD6diNg/19102017fachadas82.jpg" /><br /> ]]>    O leilão da Oi Soluções acabou sem nenhum lance, apurou o Pipeline. Cinco empresas tinham se habilitado para participar do certame: TIM, Claro, Sercomtel, Telefônica e Vtal. Mas nenhuma deu lance. 
A subsidiária da Oi oferece serviços de telecomunicação, conectividade e TI a grandes empresas e setor público. A Oi Soluções é o último negócio relevante da companhia no plano de desinvestimento, que visa pagar credores, e tinha cerca de 14 mil contratos, dos quais 60% com órgãos públicos e 40% com privados.
Na avaliação de um dos participantes do leilão, o preço mínimo estabelecido, de R$ 1,4 bilhão não era atrativo, considerando que a Oi tem perdido clientes nos últimos anos e que poderiam migrar para outras operadoras após o fim do contrato com a Oi Soluções.
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A Justiça deu prazo de cinco dias para a Oi e o administrador judicial se manifestarem. A Oi deve pedir ao juiz para designar uma nova data para o leilão com desconto de 50% do valor mínimo avaliado em R$ 1,4 bilhão, ou seja, R$ 700 milhões, conforme diz a lei para esses casos, apurou o Pipeline.
Procurada, a Oi não retornou ao pedido de entrevista até a publicação desta reportagem, que poderá ser atualizada para inclusão de posicionamento.
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Valor/Silvia Costanti  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/xCT_UG0lvbBuIciDzNq7is-Mrwo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/u/r/vpJsBLRbqFjkmsD6diNg/19102017fachadas82.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 19:38:52 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Telepatia AI levanta US$ 33 mi com a16z para ‘segundo cérebro’ de médicos</title>  <atom:subtitle>Companhia criou plataforma que sugere tratamentos e diagnósticos</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/telepatia-ai-levanta-us-33-mi-com-a16z-com-segundo-cerebro-para-medicos.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/telepatia-ai-levanta-us-33-mi-com-a16z-com-segundo-cerebro-para-medicos.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/ng4YmL1a0fDDfQtq0H86LWew7Go=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/t/4/AfA3fJRLqorrhbYDQGaQ/whatsapp-image-2026-06-17-at-17.54.37.jpeg" /><br /> ]]>    A morte do pai por uma interação medicamentosa que poderia ter sido evitada levou o jovem Nicolás Abad a mergulhar no mundo da saúde, pouco depois do lançamento público do ChatGPT. Menos de quatro anos depois, a startup que nasceu dessa obsessão de usar a IA para evitar mortes e avanço de doenças acaba de atrair um dos maiores investidores do Vale do Silício.
A Telepatia AI levantou US$ 33 milhões em uma rodada séria A liderada pela Andreessen Horowitz (a16z), elevando para US$ 42 milhões o total captado pela companhia desde sua fundação, no ano passado.
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Nascido na Colômbia, Abad se mudou para São Paulo, onde a startup desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial voltada para médicos, enfermeiros e hospitais. A proposta é funcionar como uma espécie de "segundo cérebro" para profissionais de saúde, acompanhando consultas em tempo real, gerando prontuários automaticamente, sugerindo diagnósticos, tratamentos e exames e alertando para potenciais inconsistências clínicas. A decisão final é do médico. 
“Estamos construindo o produto que poderia ter salvado meu pai como paciente e que ele teria adorado usar como médico”, disse Abad ao Pipeline.
Abad, da Telepatia AI: motivação pessoal para atuar em saúde
Divulgação
A história pessoal ajuda a explicar a ambição da empresa. Filho, neto e irmão de médicos, o empreendedor afirma ter identificado na saúde um problema estrutural de oferta. Na sua visão, a região enfrenta simultaneamente escassez de profissionais, desafios de qualidade assistencial e limitações de produtividade que ampliam a distância entre a demanda por atendimento e a capacidade dos sistemas de saúde.
A tese da Telepatia é que a inteligência artificial pode funcionar como um multiplicador dessa força de trabalho.
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A companhia começou oferecendo uma ferramenta de transcrição automática de consultas, mas expandiu a plataforma para incluir produtos como AI Doctor, AI Nurse e AI Auditor, integrados aos sistemas hospitalares e aos prontuários eletrônicos utilizados pelas instituições.
Segundo a empresa, os médicos utilizam a plataforma em média oito horas por dia e a adesão institucional supera 90%. A Telepatia afirma ainda ter elevado a aderência a protocolos clínicos de 84% para 99% e economizado, em média, 1,7 hora diária dos profissionais de saúde. “Necessidade gera adoção”, diz Abad.
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A empresa já opera em mais de 20 sistemas hospitalares na América Latina e afirma alcançar mais de 14 milhões de pacientes. Entre os clientes brasileiros está o Mater Dei. 
Mais de 70% dos recursos da rodada serão investidos no Brasil, principalmente em engenharia, produto e expansão comercial. A empresa desenvolve modelos próprios de reconhecimento de voz adaptados aos diferentes sotaques da região e pretende ampliar sua presença em mercados como México, Chile e Argentina. Hoje, cerca de metade da receita vem do Brasil. 
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A rodada também trouxe nomes conhecidos da tecnologia global para o cap table, incluindo Shyam Sankar, CTO da Palantir, David Vélez, fundador do Nubank, Simón Borrero, fundador do Rappi, e integrantes da família Slim, do México. 
O empreendedor sonha grande: sua ambição é que a Telepatia AI ajude um número tão relevante de pessoas a evitar uma morte precoce que lhe renda um prêmio Nobel de medicina.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/ng4YmL1a0fDDfQtq0H86LWew7Go=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/t/4/AfA3fJRLqorrhbYDQGaQ/whatsapp-image-2026-06-17-at-17.54.37.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 18:13:29 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Além da IG4, Mapa e Geribá sondaram credores da Raízen</title>  <atom:subtitle>Gestoras de reestruturação querem administrar créditos, mas quem entrar só assumirá empresa após conversão da dívida</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/alem-da-ig4-mapa-e-geriba-sondaram-credores-da-raizen.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/alem-da-ig4-mapa-e-geriba-sondaram-credores-da-raizen.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/sM5RpCGxQSv6enp1NQOZZ0H5iRY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/i/W/HDySHiSPKrGkA1RrgjSA/raizen.webp" /><br /> ]]>    A IG4 Capital não foi a única a abordar os credores de Raízen para assumir a gestão dos créditos e liderar o turnaround da empresa. Gestoras especializadas em reestruturação como Geribá e Mapa Capital também sondaram detentores da dívida, interessadas em participar da maior reestruturação extrajudicial do país, que envolve uma dívida de R$ 65 bilhões.
Elas não chegaram a fazer proposta formal, mas isso também não significa que estejam fora do páreo. O plano da IG4 é semelhante a que ela fez para a Braskem, buscando um acordo para assumir a maioria dos créditos (50% mais um) e fazer a reestruturação em nome deles, sem assumir o controle da Raízen.
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Um choque de gestão, no entanto, só poderá acontecer após o fechamento da transação com a conversão de 55% da dívida em equity, o que está previsto para ocorrer até março de 2027 de acordo com o plano da RE. Até lá, fica a atual gestão, sob supervisão do comitê de credores, com poder de veto em matérias como contratação de novas dívidas, venda de ativos e mudanças no C-level.
“Os credores, até o fechamento da transação, não poderão mudar a gestão”, disse uma fonte próxima à negociação. Outro ponto importante para quem assumir a companhia será o acordo com a Shell, que fará um aporte de R$ 3,5 bilhões e é dona da marca dos postos de combustíveis da Raízen. A acionista terá direito a três assentos no conselho, e quatro ficarão com os credores.
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A Shell hoje está focada na aprovação do plano de recuperação e não apoia nem é contrária à proposta da IG4, apurou o Pipeline. A empresa de situações especiais fez acordo semelhante quando assumiu os créditos dos bancos credores de Novonor (Itaú, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e BNDES) na Braskem.
No caso da Raízen, ainda não há consenso entre os bancos credores sobre a proposta da transferência dos créditos para a IG4, apurou o Pipeline. Os bancos junto com os bondholders, que detêm cerca de 40% da dívida, são os maiores credores, com o restante pulverizado em títulos locais. Os bondholders avaliam a proposta da IG4, mas não descartam ouvir outras gestoras.
Na avaliação de um credor local, o choque de gestão poderia ser feito por novo management da companhia, que será publica e controlada pelos credores via conselho. "Não vejo necessidade de entregar o controle a um terceiro para fazer este mesmo papel", disse.
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A Geribá também tem experiência na gestão de empresas para credores. Ela já assumiu as ações dos bancos dadas em garantia na Seacrest Petróleo e as dadas em garantia aos credores de Alliança Saúde e Dommo Energia (ex-OGX), que foi vendida para a PetroRio. Já a Mapa Capital assumiu o crédito dos bancos e passou a fazer a gestão da Casas Bahia.
No caso da Raízen, o plano prevê a segregação da operação de açúcar e álcool da parte de combustíveis, que deverá abrir um processo competitivo para o eventual investimento ou venda de ações, com o objetivo de reduzir a alavancagem da companhia e buscar alternativas de liquidez aos credores, que pode ser, inclusive, por meio de potencial oferta secundária de ações.
No plano, a Shell fará um aporte de R$ 3,5 bilhões e terá direito ao recebimento de ações ON da Raízen como um todo, enquanto os credores receberão ações ON e PN. Procuradas, Geribá e Mapa não comentaram o assunto.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/sM5RpCGxQSv6enp1NQOZZ0H5iRY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/i/W/HDySHiSPKrGkA1RrgjSA/raizen.webp" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 16:28:26 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Trace Finance faz uma das maiores rodadas série A de brasileiros </title>  <atom:subtitle>Fintech captou US$ 32 milhões em operação liderada pela CoinFund</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/trace-finance-faz-uma-das-maiores-rodadas-serie-a-de-brasileiros.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/trace-finance-faz-uma-das-maiores-rodadas-serie-a-de-brasileiros.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/W0zdOK3J84x3pgaWYHKBX66tD5I=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/Z/F/tv3CifRmeJ1EiqHmUOXg/whatsapp-image-2026-06-17-at-10.47.41.jpeg" /><br /> ]]>    A Trace Finance, fintech fundada por brasileiros, captou US$ 32 milhões em rodada liderada pela CoinFund para expandir sua infraestrutura de pagamentos transfronteiriços. A rodada contou com Coinbase Ventures, Haun Ventures, Valor Capital, Jump Capital e Paxos, entre outros.
É uma das maiores captações de série A de companhias de brasileiros. "É maior que a série A feita pelo Nubank", nota Bernardo Brites, CEO da Trace. Ele fundou a companhia com Rafael Luz, COO, e Leone Parise, CTO. O Nubank fez a série A em 2014, quando levantou US$ 14,3 milhões. 
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A empresa, sediada nos Estados Unidos, já processou mais de US$ 10 bilhões em volume transfronteiriço e é provedora dos maiores players globais de pagamentos com operações na América Latina, incluindo a Dlocal. O modelo da Trace é atuar como a perna americana de liquidação desses fluxos — uma instituição financeira regulada nos EUA com domínio dos dois lados do corredor.
O trio de fundadores da Trace, Parise, Brites e Luz: expandindo a equipe sênior
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"O mercado de pagamentos internacionais se transformou profundamente nos últimos anos. Os fluxos estão se tornando cada vez mais complexos, exigindo dos operadores profundo conhecimento regulatório e atuação através de estruturas reguladas locais", diz Brites.
A série A também atraiu investidores estratégicos como Chainlink Labs e SNZ Capital, além de nomes como Sean Neville, cofundador da Circle; Anatoly Yakovenko, cofundador da Solana Labs; e Ricardo Villela Marino, sócio e chairman do Itaú Unibanco. 
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Os recursos serão usados para ampliar a atuação regulada nos EUA, no Brasil, na América Latina e na região Ásia-Pacífico, e para desenvolver novos produtos de liquidação — inclusive com stablecoins. 
“Também vamos contratar profissionais experientes com carreira em bancos, queremos compor a equipe com pessoas que inspirem confiança, falem a linguagem de grandes clientes que almejamos, como Stripe, Mastercard e Visa”, diz o CEO. 
A Trace tem mais de 700 clientes atualmente, sendo 50 de grande porte. A rodada sucede o seed de 2022, liderado pela HOF Capital. O valuation não foi revelado, mas o CEO garante que foi "substancialmente maior" do que na última captação.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/W0zdOK3J84x3pgaWYHKBX66tD5I=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/Z/F/tv3CifRmeJ1EiqHmUOXg/whatsapp-image-2026-06-17-at-10.47.41.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 14:09:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Cosan pode vender nova fatia da Compass após quase R$ 600 mi com Radar</title>  <atom:subtitle>Holding tem outros desinvestimentos em vista como a participação na Rumo</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/cosan-pode-vender-nova-fatia-da-compass-apos-quase-r-600-mi-com-radar.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/cosan-pode-vender-nova-fatia-da-compass-apos-quase-r-600-mi-com-radar.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/SOttPHhcjW25N9HHWFjOoLyksMA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/m/R/oV6QsOQ7e6geOlgOxBoA/radar-cosan.webp" /><br /> ]]>    A Cosan vendeu 12% dos ativos da empresa de gestão de terras Radar, que vai lhe render R$ 586 milhões, relativos à participação da holding. O portfólio total vendido, de 41,2 mil hectares para soja, milho e algodão no Mato Grosso, foi negociado por R$ 1,85 bilhão.
A operação faz parte da estratégia de redução da alavancagem da Cosan, que encerrou o último trimestre em 3,3 vezes. Os acionistas avaliam vender mais ativos da Radar, que tinha patrimônio líquido de R$ 18 bilhões em março, além de participação na empresa de ferrovia Rumo, que está com processo na rua. 
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Raízen entrega mais de 80% da empresa aos credores no plano
A Cosan pode ainda vender mais um pedaço da Compass, após o período de lockup que termina em novembro, apurou o Pipeline. Depois de ter levantado R$ 3,2 bilhões com o IPO da companhia neste ano, a holding ainda detém uma participação de 76,18% na companhia.
Radar tem R$ 18 bilhões de patrimônio líquido
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Já em relação à Moove, especializada na produção, comercialização e distribuição de óleos lubrificantes, após a tentativa de IPO na Bolsa de Nova York em 2024, a avaliação é que a empresa ainda precisa se recuperar após o incêndio que atingiu sua fábrica de óleo no Rio.
Com a diluição esperada na Raízen após a reestruturação da dívida da joint venture com a Shell, a companhia de Rubens Ometto considera vender sua participação no ativo no futuro, como afirmou Marcelo Martins, CEO da holding em teleconferência com analistas no primeiro trimestre.
Procurada, a Cosan não comentou. Após a publicação da reportagem a Cosan informou "que não há, neste momento, qualquer estudo, avaliação ou tratativa envolvendo venda de participação na Compass."  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/SOttPHhcjW25N9HHWFjOoLyksMA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/m/R/oV6QsOQ7e6geOlgOxBoA/radar-cosan.webp" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:42:55 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Vixtra capta R$ 45 milhões para ampliar trade finance</title>  <atom:subtitle>Rodada foi liderada pela Valor Capital  e contou com a participação da Headline, NXTP, Actyus, Bluestone, Simma Capital, além de investidores-anjo</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/vixtra-capta-r-45-milhoes-para-ampliar-trade-finance.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/vixtra-capta-r-45-milhoes-para-ampliar-trade-finance.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/q99RLPXe-_5KIICIQ95d2BnE2SM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2022/L/R/iZPU5tTJKDpyAXGc34tQ/20221025-hor-vixtra.jpg" /><br /> ]]>    A Vixtra, fintech especializada no financiamento de importadores, captou R$ 45 milhões em uma série A liderada pela Valor Capital . A rodada ainda contou com a participação da Headline, NXTP, Actyus, Bluestone, Simma Capital, além de investidores-anjo.
Os recursos serão usados para ampliar as soluções e funding para comércio exterior e o lançamento de novas frentes como a construção de uma infraestrutura baseada em stablecoins, aplicada de forma integrada às operações de câmbio e crédito.
Vixtra dobra funding para financiar importadores
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Fundada em 2021, a Vixtra atua como um trade banking, oferecendo uma plataforma digital que integra serviços financeiros, de câmbio e soluções logísticas para importadores médios e pequenos, permitindo que eles paguem fornecedores a prazo e usem a própria carga em trânsito no navio como garantia para obter crédito em reais.
Leonardo Baltieri, Guilherme Rosenthal e Caio Gelfi são os fundadores da Vixtra
Divulgação  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/q99RLPXe-_5KIICIQ95d2BnE2SM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2022/L/R/iZPU5tTJKDpyAXGc34tQ/20221025-hor-vixtra.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:36:19 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Rodobens patrocina o Mirassol: ‘faça consórcio, não faça aposta’</title>  <atom:subtitle>Companhia quer emplacar estratégia de planejamento e disciplina financeira em contraposição às bets</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/rodobens-patrocina-o-mirassol-faca-consorcio-nao-faca-aposta.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/rodobens-patrocina-o-mirassol-faca-consorcio-nao-faca-aposta.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/Qie4IKeP7HIvBz0SZ90Eyv5b8mE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/M/4/Z8LZzhTlqGBE2suYuQnw/img-4352.jpeg" /><br /> ]]>    Três décadas depois de sua última incursão no futebol, a empresa de consórcios Rodobens volta a investir no esporte ao fechar patrocínio com o Mirassol, clube do interior paulista que alcançou a Série A do Campeonato Brasileiro.
Fundada pela família Verdi em São José do Rio Preto, a companhia já havia estampado sua marca na camisa do América de Rio Preto nos anos 1990. Agora, a Rodobens quer reforçar uma narrativa ligada à disciplina financeira, em contraposição ao domínio das casas de apostas no esporte.
A estratégia pode ser definida como uma versão do slogan pacifista da década de 60 para a era das bets: faça consórcio, não faça aposta. 
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“A ideia não é ser apenas um patrocinador que expõe a marca. Queremos trabalhar junto com o clube conceitos de planejamento, educação financeira e consumo consciente”, diz Rafael Dolabella, diretor de marketing e clientes da Rodobens.
Tradicionalmente associado à compra da casa própria ou do carro novo, o consórcio também passou a ser utilizado por empresas e investidores como instrumento de planejamento patrimonial e financiamento. “O tíquete médio de imóveis gira em torno de R$ 500 mil, mas já tivemos operações de R$ 30 milhões”, diz o CEO Flávio Ferraz. "Há clientes que utilizam o produto para reformar uma rede de drogarias, por exemplo. Em vez de recorrer a capital de giro, eles se planejam por meio do consórcio.”
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Plataformas como XP e BTG passaram a incluir o produto em estratégias de assessoria patrimonial, diz o CEO. Hoje, a Rodobens opera 42 concessionárias, conta com uma rede de mais de 5 mil agentes comissionados, está presente em mais de cinco mil municípios. Suas principais concorrentes independentes são Ademicon e Embracon.
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Divulgação  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/Qie4IKeP7HIvBz0SZ90Eyv5b8mE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/M/4/Z8LZzhTlqGBE2suYuQnw/img-4352.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 10:00:12 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Um novo prêmio de risco no Rio de Janeiro</title>  <atom:subtitle>Credores veem Judiciário carioca mais hostil em casos de reestruturações</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/um-novo-premio-de-risco-no-rio-de-janeiro.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/um-novo-premio-de-risco-no-rio-de-janeiro.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/G4x0EkYSHacbxMgQUmL_uBVYPh8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/9/P/lBSw3iRcymHWGv7UqprQ/pauloduarte-rio-4348017.jpg" /><br /> ]]>    Investidores de títulos de dívidas e algumas instituições financeiras têm considerado um novo indicador ao avaliar os riscos de perda de um tomador: se a sede ou a maior parte da operação da empresa acontece no Rio de Janeiro. Não se trata da violência do estado nem de seu histórico político.
“O TJ-RJ está se tornando território hostil para os credores, onde grandes empresas com advogados influentes conseguem decisões inéditas e inusitadas”, diz um gestor. Outros seis corroboram. “Empresto, mas vai ser mais caro.”
Entre as grandes recuperações judiciais recentes baseadas no Rio estão Americanas, Oi e Ambipar.  
No Rio, Judiciário assusta credores
Paulo Duarte/Pixabay  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/G4x0EkYSHacbxMgQUmL_uBVYPh8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/9/P/lBSw3iRcymHWGv7UqprQ/pauloduarte-rio-4348017.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 09:30:12 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Vêm aí os M&amp;As do curtailment</title>  <atom:subtitle>Gestoras de special situations veem onda de fusões e aquisições em energia renovável</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/vem-ai-os-mandas-do-curtailment.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/vem-ai-os-mandas-do-curtailment.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/UIlJrKEus7IttJnX65JBIrso_3U=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2024/d/D/z5p7fLS8uNc8QZNoNKhg/revista-sustentabilidade-pag-54-20e-2055-energia-20e-c3-b3lica.jpg" /><br /> ]]>    Gestoras de fundos de special situations estão vislumbrando uma onda de fusões e aquisições (M&amp;A) no setor de energia renovável provocadas pelo curtailment. Os cortes de geração de energia, definidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, têm gerado prejuízos bilionários às empresas, invertendo a lógica financeira para a maioria delas. 
A perspectiva vem do número de empresas do setor e bancos batendo à porta preocupados com seus créditos. Somente em 2025, o curtailment atingiu cerca de 20% de toda a energia eólica e solar, aponta a Volt Robotics, com perda de 4,2 mil MW médios. 
Geradoras de energia renovável têm impacto financeiro com cortes definidos pelo ONS
Divulgação  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/UIlJrKEus7IttJnX65JBIrso_3U=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2024/d/D/z5p7fLS8uNc8QZNoNKhg/revista-sustentabilidade-pag-54-20e-2055-energia-20e-c3-b3lica.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 09:00:34 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Na Azzas, a temperatura baixou mas o divórcio segue de pé</title>  <atom:subtitle>Alexandre Birman e Roberto Jatahy têm discutido alternativas por meio de seus assessores financeiros</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/na-azzas-a-temperatura-baixou-mas-o-divorcio-segue-de-pe.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/na-azzas-a-temperatura-baixou-mas-o-divorcio-segue-de-pe.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/KtgFmdX6A2fWaiVBIHCINAW7N4s=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/8/A/EsejWAS1eGKFuV8UECig/050224somaearezzo007.jpg" /><br /> ]]>    Depois de tempo quente com o embate societário e administrativo indo parar na Justiça e uma debandada de executivos, a temperatura baixou na Azzas — mas os principais acionistas, Alexandre Birman e Roberto Jatahy, seguem discutindo um caminho para se separarem. A expectativa é que ainda seja possível evitar uma arbitragem, num desfecho negocial. 
Birman e Jatahy têm consenso de que separação é único caminho
Valor
Desde a contratação de bancos — BTG por Birman, G5 que já estava com Jatahy, e Itaú BBA pela empresa e conselho —, as partes voltaram a avaliar diversas alternativas. Para duas pessoas envolvidas nessa trama desde o início, o processo vai ter que passar por uma cisão de ativos, mas tem a complexidade de definição de valor. 
“Não significa necessariamente partir a empresa em duas, mas um formato que viabilize a saída do Jatahy da Azzas com algumas marcas”, diz uma fonte. O caminho simples seria a venda das ações a Birman, mas não há consenso entre eles sobre preço e nem disponibilidade financeira pessoal para compra.
Em 12 meses, a ação acumula queda de 58%. No primeiro trimestre, o lucro caiu 67% na comparação anual. Procurados, Birman e Jatahy não comentaram. A Azzas diz que não comenta especulações de mercado.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/KtgFmdX6A2fWaiVBIHCINAW7N4s=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/8/A/EsejWAS1eGKFuV8UECig/050224somaearezzo007.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 00:10:31 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Hexagon quer ser o SEO no ChatGPT</title>  <atom:subtitle>Startup fundada por Ramon Silva capta com Pear VC para ajudar marcas a aparecerem nas respostas de plataformas de IA generativa</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/ele-vendeu-uma-startup-para-o-rappi-e-agora-aposta-no-seo-turbinado.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/ele-vendeu-uma-startup-para-o-rappi-e-agora-aposta-no-seo-turbinado.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/O124oggUQ2V0Avor14vyDDSezrU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/w/7/kEJ5dlSjG6kJdXy8wo1Q/ramon-silva-hexagon.jpeg" /><br /> ]]>    Depois de criar a Avocado, empresa de entregas rápidas que foi adquirida pelo Rappi e rebatizada como Rappi Turbo, o empreendedor Ramon Silva está estruturando uma nova operação. Ele acaba de levantar R$ 10 milhões com a Pear VC, fundo de venture capital que investiu em empresas como DoorDash, Cognition, Gusto e Vanta, para sua recém-criada Hexagon.
A Hexagon vai usar os recursos para desenvolver a tecnologia de GEO (Generative Engine Optimization) – que busca aumentar a presença de marcas nas respostas geradas por ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT. É semelhante ao trabalho realizado pelo SEO nos mecanismos de busca tradicionais, mas voltada para plataformas de IA generativa, ajudando marcas a serem compreendidas, referenciadas e incluídas nas respostas produzidas por esses sistemas.
Tako desafia unicórnio Enter em guerra da IA trabalhista
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“O foco foi construir uma solução robusta que resolva um problema que está surgindo agora e é fruto de uma tecnologia que já está no dia a dia das pessoas e das empresas”, diz o ex-aluno de Stanford. Entre os clientes da Hexagon estão Loft, Getnet, Buser, BTG Pactual e Tako. A empresa mantém equipes no Brasil e nos Estados Unidos e pretende ampliar sua base de clientes nos dois mercados. 
Criador da Avocado, que deu origem ao Rappi Turbo, Silva também fundou a Hexagon
Divulgação
Além do GEO, a companhia acompanha o desenvolvimento do chamado Agentic Commerce Protocol (ACP), tecnologia que permite a realização de compras diretamente em interfaces de IA generativa. Segundo a startup, ela já opera estratégias ligadas a essa frente nos Estados Unidos.
A Hexagon quer continuar investindo no desenvolvimento da plataforma e na expansão comercial, além de atuar na divulgação do uso de ferramentas de otimização voltadas para sistemas de inteligência artificial.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/O124oggUQ2V0Avor14vyDDSezrU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/w/7/kEJ5dlSjG6kJdXy8wo1Q/ramon-silva-hexagon.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 16 Jun 2026 10:56:38 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Perfin vira o segundo maior acionista de Copasa e quer mais em saneamento</title>  <atom:subtitle>Gestora tem cerca de 20% na companhia mineira após a oferta, atrás apenas da Equatorial, que tem 30%</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/perfin-vira-o-segundo-maior-acionista-de-copasa-e-quer-mais-em-saneamento.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/perfin-vira-o-segundo-maior-acionista-de-copasa-e-quer-mais-em-saneamento.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/RMCkT2vTBBGUxCZ-Ae_7SAbhr_M=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/7/F/p0CEWtRierjWGhy3yfcg/copasa.avif" /><br /> ]]>    Após atingir uma participação de 15,25% na Copasa antes da privatização, a Perfin ampliou a fatia para cerca de 20% após a oferta e se tornou o segundo maior acionista da empresa mineira de saneamento. Fica atrás da Equatorial, que será o acionista de referência, com 30%. A gestora vê espaço para aumentar os investimentos no setor de saneamento e avalia o lançamento de um terceiro fundo de infraestrutura no ano que vem.
Na Copasa, apesar de não fazer parte do acordo de acionistas, a Perfin pretende ter uma postura ativa, indicando membros para o conselho e comitês. “A gente se dá bem com a Equatorial, fomos sócios da empresa em um linha de transmissão”, diz Ralph Rosenberg, sócio-fundador e diretor de investimentos da Perfin.
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O aumento do investimento em Copasa foi possível após o fim do acordo celebrado em 2022 com a Aegea na Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). O trato estabelecia que elas, separadamente, não poderiam ter mais de 10% de outras grandes empresas de saneamento, mas terminou em 2024. A Aegea chegou a fazer uma oferta pela Copasa, mas depois que a empresa mineira estabeleceu um preço mínimo, acabou ficando de fora.
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A Copasa deve ser o veículo de investimento no estado de Minas Gerais. Mas há concessões em outras regiões que podem ser avaliadas. As novas concessões previstas para este ano devem demandar R$ 34 bilhões em investimentos -  entre elas, estão PPPs de São Paulo. 
Rosenberg diz que apoiaria a Copasa na disputa por novas concessões desde que não comprometa os investimentos para a universalização dos serviços. Já no Paraná, segue valendo o acordo com a Aegea para investirem por meio da Corsan na região Sul.
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Completando 10 anos de investimentos em infraestrutura desde que participou do leilão de transmissão com a Alupar, a Perfin diversificou a plataforma de investimentos, que conta ainda com ativos de rodovias e energia.
Em energia, a gestora vê um cenário mais difícil para investimento diante da incerteza de retornos com o curtailment, redução de geração de energia determinada pelo operador, e dos custos com a modulação - cobrança de acordo com a curva de consumo de energia. 
Ralph Rosenberg, da Perfin: "cenário para investimento em energia está mais difícil"
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Com a taxa da NTN-B chegando a bater 8,5%, o endividamento também passa a pesar no retorno desses projetos. “Com juros altos e enquanto não tiver uma resolução sobre o curtailment, fica difícil conseguir alocar”, diz Rosenberg. A gestora avalia, no entanto, participar do primeiro leilão de baterias para armazenamento de energia elétrica, previsto para o fim do ano, que deve ser concorrido. 
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Em rodovias, a Perfin também tem ativos por meio da plataforma EPR, uma parceria com a Equipav, grupo que é acionista majoritário da Aegea. A gestora está avaliando a agenda de leilões previstos para este ano. Só do governo federal, estão previstas 13 concessões, que devem demandar mais de R$ 85 bilhões em investimentos. 
A gestora fez ainda, no fim de 2025, um aporte de R$ 2 bilhões na Cosan. Com o segundo fundo de infraestrutura, de R$ 3,7 bilhões, já 90% alocado, a Perfin avalia um próximo veículo, de tamanho semelhante.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/RMCkT2vTBBGUxCZ-Ae_7SAbhr_M=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/7/F/p0CEWtRierjWGhy3yfcg/copasa.avif" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 16 Jun 2026 10:15:09 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>‘Juros são a faca no pescoço do Brasil’, diz Rubens Menin</title>  <atom:subtitle>Empresário, que é acionista do Atlético Mineiro, também fala da surpresa com Vorcaro e Banco Master</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/juros-sao-a-faca-no-pescoco-do-brasil-diz-rubens-menin.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/juros-sao-a-faca-no-pescoco-do-brasil-diz-rubens-menin.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/pnAiBh2Kyt9EdSrOztBLuKq9X7I=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/0/v/LMPGfNSeq0EspoACBtHg/230823conferenciaanualsantander043.jpg" /><br /> ]]>    A perspectiva de um ciclo menor de corte de juros, com a taxa Selic em patamar ainda elevado por mais tempo, deve resultar em novos impactos para empresas e consumidores – mesmo já tendo ocorrido uma leva de reestruturações corporativas e uma piora no endividamento das famílias. 
“Os juros são a faca no pescoço do Brasil”, diz o empresário Rubens Menin. “Estamos há cinco anos convivendo com juros muito elevados. O reflexo começou a aparecer agora e não vai melhorar, vai piorar porque a queda foi muito pequena.”
Ele avalia que o país ainda enfrentar mais dois anos de crédito caro. “É o consumidor ainda mais endividado, empresas investindo menos e crescimento mais lento. O juro está matando o nosso futuro”, diz Menin, reconhecendo que a guerra entre Israel e Irã foi o cisne negro que os Bancos Centrais não contavam para a inflação. 
De banco a incorporadora, Menin ocupa cadeiras de presidente de conselhos 
Valor 
Menin divide seu tempo na presidência de diferentes companhias em que é acionista controlador: é chairman do Banco Inter, da MRV&amp;Co, LOG, CNN Brasil e Rádio Itatiaia. No terceiro setor, fundou o Movimento Bem Maior. É também dono da Menin Wine Company e um dos maiores acionistas da Galo Holding, controladora da SAF do Atlético Mineiro – onde é conselheiro e já compartilhou a mesa com Daniel Vorcaro. 
Além de excluído do conselho do clube, Vorcaro foi diluído em um aporte recente de Menin e outros sócios. “Eu conheço o Daniel, mas não conheço demais, encontrei com ele umas quatro ou cinco vezes, como ele é sócio no Atlético, através de um fundo. Acho que eu e o Brasil inteiro fomos surpreendidos pela magnitude desse negócio”, diz ele. “Eu imaginava que o Master queria fazer operações de banco: pegar dinheiro e emprestar. Claramente não foi isso que foi feito. A ramificação para tudo me deixou assustado”, emenda Menin, referindo-se principalmente às conexões políticas. 
Por falar em Brasília... “A população não está satisfeita, os três poderes não estão bem avaliados. Temos que melhorar a política. Eu acho que o dia que a gente tiver um Congresso à altura, com mais pessoas de qualidade. Tem muito político hoje que está só olhando o umbigo.”
Em ano eleitoral, o empresário teme que uma constante polarização acabe desviando os debates e as decisões dos eleitores dos temas que deviam ser avaliados de fato. “A polarização tirou o racional da coisa e a gente ficou um pouco burro. As pessoas tinham partidos diferentes, ideologias diferentes, mas argumentavam, conversavam de forma harmoniosa”, diz. “Qualquer um que ganhar, nós temos que estar juntos, apoiar. O Brasil é tão bom, se a gente fizer o dever de casa, a gente arrebenta.”
Meses depois de completar seus 70 anos, Menin diz que ainda “não caiu a ficha” da idade. A agenda segue puxada: em uma mesma semana, passa por Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo para reuniões nas companhias. À noite, costuma reservar mais duas horas de trabalho, isolado em casa, para “botar a vida em dia”.
O que mudou nos últimos anos foi sua relação com a saúde. A leitura de “Outlive”, do médico Peter Attia, despertou maior interesse sobre manter uma longevidade saudável. Além da família, ele tem dado cada vez mais valor às amizades. “A vida é uma reflexão. Família é fundamental, mas eu gosto muito de amizade. Por exemplo, eu tenho uma turminha boa, que há anos a gente joga tênis, todo sábado. Cada ano a gente é mais lento, né? Mas na roda não pode falar de negócios. E gente chata também não entra.”
Full story in English: High rates are ‘a knife at Brazil’s throat,’ Rubens Menin says  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/pnAiBh2Kyt9EdSrOztBLuKq9X7I=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/0/v/LMPGfNSeq0EspoACBtHg/230823conferenciaanualsantander043.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 16 Jun 2026 09:00:13 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>CSN quer US$ 1 bi por ativos de infraestrutura</title>  <atom:subtitle>Lista inclui participação na MRS Logística e em terminais portuários, inclusive de granéis sólidos em Itaguaí</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/csn-busca-us-1-bi-por-ativos-de-infraestrutura.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/csn-busca-us-1-bi-por-ativos-de-infraestrutura.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/eaj8nAWdyerMyseNvkPVpGOvWKk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/V/8/w6ARkCTcCqFB01btiIFQ/043-trens-20da-20mrs.jpg" /><br /> ]]>    A CSN quer levantar US$ 1 bilhão com a venda de ativos de infraestrutura, apurou o Pipeline. As conversas com investidores estratégicos e financeiros são conduzidas por Bradesco BBI e Citi, como informou a coluna em fevereiro. Agora, o processo começou a avançar e o grupo sinalizou a potenciais interessados quanto está buscando. 
Os mandatos da CSN
Entre os ativos à venda estão a operação do terminal de granéis sólidos Tecar, no Porto de Itaguaí, entre Rio e Mangaratiba, e a participação na operadora ferroviária MRS Logística e na Tora, especializada na integração entre modais como rodovias e ferrovias. 
A venda de ativos de infraestrutura e na empresa de cimentos faz parte da estratégia da CSN para desalavancar a companhia e reduzir a dívida bruta de R$ 18 bilhões. Na CSN Cimentos, o processo está mais avançado e as propostas vinculantes devem ser enviadas até 7 de agosto, devendo movimentar entre R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões. Neste caso, é coordenado pelo Morgan Stanley.
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O banco americano também cortou o preço-alvo dos papéis de US$ 18 para US$ 13, vendo um risco potencial na expansão acelerada do crédito da fintech. "O Nubank parece ter pouca probabilidade de desacelerar sua trajetória de crescimento sem sacrificar monetização e rentabilidade, dada sua forte dependência do crédito, já que a receita média por cliente ativo (ARPAC, na sigla em inglês para o indicador) impulsionada por crédito agora representa cerca de 60% da ARPAC total", avalia o Citi.
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Dessa forma, o custo de risco do Nubank apresenta uma forte correlação com a dinâmica de crescimento da carteira de empréstimos (cerca de 90% na análise do Citi) e, além disso, a subordinação efetiva das exposições a cartão de crédito e empréstimos pessoais em relação aos empréstimos consignados privados aumenta a vulnerabilidade a um efeito de “crowding out” (deslocamento da capacidade de pagamento dos tomadores), impulsionado pela expansão do crédito consignado.
"As exposições a cartões de crédito e empréstimos pessoais estão, na prática, subordinadas ao crédito consignado privado — uma dinâmica pouco percebida pelo mercado e que consideramos um risco relevante para o Nubank. Essa hierarquia decorre de diferenças estruturais na prioridade de pagamento, perfil de risco e capacidade de recuperação de crédito", explica o Citi. "À medida que o crédito consignado continua crescendo, ele tende a reduzir a capacidade dos tomadores de honrarem outras dívidas, transferindo o estresse financeiro adicional para produtos sem garantia (unsecured). Esse efeito cria uma assimetria negativa para bancos com maior exposição a cartões de crédito, empréstimos pessoais e clientes de baixa renda, sendo o Nubank particularmente exposto".
O Citi reduziu as estimativas de lucro do Nubank em 9% e 15% para 2026 e 2027, respectivamente, para US$ 3,7 bilhões e US$ 4,4 bilhões, principalmente em função de um custo de risco mais elevado. Agora, estimam um ROE sustentável de longo prazo de 25% (ante 30% anteriormente), refletindo o que consideram menor capacidade de geração de resultados, perspectivas de crescimento mais desafiadoras e maior incerteza em relação à expansão internacional.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/rcL5eIqqzVDNcj-wUiBMIdxQOrY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/S/g/ebF58eR6A6fIqOIGjQpw/nubank-prospecto-ipo-header.png" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Mon, 15 Jun 2026 17:54:56 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Após um século no multimarcas, Trussardi investe em lojas próprias</title>  <atom:subtitle>Marca de luxo da Karsten quer aumentar experiência do cliente e presença onde a concorrência cresce</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/apos-um-seculo-no-multimarcas-trussardi-investe-em-lojas-proprias.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/apos-um-seculo-no-multimarcas-trussardi-investe-em-lojas-proprias.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/H9ZvZryfkvDaU3uLjVY2ax9daUU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/d/Y/SierPJQhKv9jstug23OA/trussardi-alvin-rauh-neto-socio-e-diretor-comercial-da-karsten-e-da-trussardi.jpg" /><br /> ]]>    A marca de roupas de cama e banho fundada em 1898 pelos imigrantes italianos Matheus e Cristina Trussardi está ampliando sua estratégia de expansão no varejo físico ao apostar em um formato tradicional, mas inédito em sua própria história: a abertura de lojas exclusivas da grife, que desde 2010 pertence à Karsten.
O modelo vinha sendo testado gradualmente, mas deve acelerar neste ano. A primeira loja Trussardi foi inaugurada em 2022 no bairro Itaim, em São Paulo, e a segunda só dois anos depois, no Batel, em Curitiba, derivando para a filial no City Center Outlet Premium, em Campo Largo, na mesma região.
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“Identificamos a necessidade de ter operações próprias em algumas cidades grandes onde o multimarca não oferece tantas opções e existem mais lojas das marcas concorrentes”, explica Alvin Rauh Neto, sócio e diretor comercial da Karsten. "O varejo monomarca proporciona a experiência completa da marca ao consumidor final." 
Em outubro passado, a rede abriu outra unidade na capital paulista, para pegar o movimento do Natal - mas só agora a unidade está finalizando uma reforma para a reinauguração nesta semana. No começo do mês, a marca também abriu as portas junto com o shopping de luxo Boa Vista Village, do complexo da JHSF, em Porto Feliz.
Rauh Neto, da Karsten: estratégia complementar no varejo monomarca
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“Queremos que cada loja seja um espaço de descoberta, onde o cliente possa explorar a marca com calma, contar com uma consultoria especializada e serviços personalizados. A presença do café e das referências italianas reforça esse convite para viver a Trussardi de forma mais completa”, diz Neto.
As cinco lojas são exclusivas para produtos Trussardi e administradas pela Karsten, mas há dois contratos em negociação avançada para a estreia em franquias: Brasília e Porto Alegre. "Ainda não definimos quantas lojas serão próprias ou franquias. Vamos avaliar as oportunidades", diz o executivo. O investimento para implantação ou adaptação de uma loja da marca gira em torno de R$ 1,5 milhão.
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A expansão por lojas próprias – ou franquias – ocorre sem abandonar o modelo de décadas de distribuição via varejistas especializados, que somam presença em mais de 500 multimarcas pelo país. Nem toda cidade terá demanda ou perfil para uma operação exclusiva, reconhece o executivo.
Loja da Trussardi no Boa Vista Village: agora são cinco em operação 
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Dentro dessa estratégia, a Trussardi desenvolveu nos últimos anos o Spazio, um modelo de store in store que reproduz a experiência da marca dentro das multimarcas, somando 65 espaços hoje – também em todos estados, principalmente nas cidades médias e pequenas do interior – e meta de encerrar o ano com 75 unidades.
Além da expansão no varejo, a Trussardi está retomando o negócio B2B, em que ela já foi forte no passado, fornecendo travesseiros, lençóis, protetores de colhão, roupões e toalhas para hotéis como o Copacabana Palace. “Ainda deve ter alguns itens da marca lá”, diz Neto. A operação foi interrompida no passado em função da estrutura fabril, mas agora volta ao playbook da empresa.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/H9ZvZryfkvDaU3uLjVY2ax9daUU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/d/Y/SierPJQhKv9jstug23OA/trussardi-alvin-rauh-neto-socio-e-diretor-comercial-da-karsten-e-da-trussardi.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Mon, 15 Jun 2026 10:00:32 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>A Copa de muitas nações: espelho de um mundo conectado</title>  <atom:subtitle>"No futebol e nos negócios, a vitória exige uma estratégia bem formulada, coragem para competir em alto nível e um time bem treinado e entrosado", escreve o CEO do Bank of America</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/day-off/noticia/a-copa-de-muitas-nacoes-espelho-de-um-mundo-conectado.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/day-off/noticia/a-copa-de-muitas-nacoes-espelho-de-um-mundo-conectado.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/-ztVF_lBsppHSA29jEzjUfUNzbE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2024/Y/A/qNcXxZRluT3iArXAbNvA/110324bankofamerica19.jpg" /><br /> ]]>    Poucos eventos me chamam tanto a atenção pela capacidade de reunir pessoas quanto uma Copa do Mundo. Durante algumas semanas, fronteiras parecem perder relevância, diferentes idiomas se misturam nas arquibancadas e bilhões de torcedores passam a compartilhar as mesmas emoções em torno do futebol. Trata-se de um fenômeno raro, capaz de conectar culturas, comunidades e gerações em uma escala verdadeiramente global.
"Fronteiras perdem relevância, idiomas se misturam e bilhões de torcedores compartilham emoções"
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A Copa do Mundo da FIFA 2026™ leva essa ideia ainda mais longe. É a primeira edição que está sendo realizada em três países, com 16 cidades-sede e um alto volume de jogos, seleções e torcedores circulando ao mesmo tempo. É esperada uma audiência de mais de seis bilhões de pessoas, o equivalente a três quartos da população mundial. Um formato que, por si só, já diz muito sobre o momento em que vivemos: um mundo mais integrado, mas também mais complexo.
Um evento dessa magnitude deixa de ser apenas um espetáculo esportivo para se tornar um poderoso motor de conexões econômicas, culturais e sociais. Um estudo conduzido pela FIFA e pela Organização Mundial do Comércio (OMC) estima que o torneio poderá movimentar US$ 80 bilhões na economia global, além de adicionar cerca de US$ 41 bilhões ao PIB mundial e criar aproximadamente 820 mil empregos. As receitas de transmissão devem atingir US$ 4,3 bilhões, crescimento de 26% em relação à Copa no Qatar em 2022, e as verbas de patrocínio podem superar US$ 2,7 bilhões, um novo recorde histórico. 
Como alguém que trabalha diariamente conectando empresas, investidores e oportunidades em diferentes partes do mundo, há algo de significativo em ver essa organização em torno de um objetivo comum, acompanhada por bilhões de pessoas. No futebol, mas também nos negócios, a vitória exige uma estratégia bem formulada, coragem para competir em alto nível e, acima de tudo, um time bem treinado e entrosado.
Eduardo Alcalay comanda o BofA no Brasil, banco que firmou parceria com a FIFA
Valor
Em 2024, o Bank of America firmou uma parceria com a FIFA que representa nossa crença na capacidade que o futebol tem de conectar comunidades e mercados. Nos lembra que colaboração, confiança e objetivos compartilhados continuam sendo forças capazes de mobilizar sociedades e gerar prosperidade. 
Como banco oficial da Copa, o papel do Bank of America é ser esse parceiro estratégico para nossos clientes nos mercados onde atuamos, planejando movimentos e construindo as pontes que conectam empresas e investidores às melhores oportunidades onde elas estiverem, combinando nossa expertise local com o alcance da nossa plataforma global. Estar nesse palco global é motivo de muito orgulho para nós, e um manifesto importante sobre o compromisso do Bank of America com mercados internacionais. 
*Eduardo Alcalay é o CEO do Bank of America no Brasil  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/-ztVF_lBsppHSA29jEzjUfUNzbE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2024/Y/A/qNcXxZRluT3iArXAbNvA/110324bankofamerica19.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Sun, 14 Jun 2026 10:00:15 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Por que incumbentes podem vencer a batalha de CX</title>  <atom:subtitle>Dados acumulados por décadas, antes subutilizados, tornam-se vantagem competitiva, escreve diretor do Vivo Ventures</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/por-que-incumbentes-podem-vencer-a-batalha-de-cx.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/por-que-incumbentes-podem-vencer-a-batalha-de-cx.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/JGrwtPvjoldbZbzEP-MrrA8ZKRk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/3/N/ts594dRXuManS4rY4xjA/whatsapp-image-2026-06-14-at-12.18.32.jpeg" /><br /> ]]>    Existe um padrão específico que aprendi a reconhecer em founders de startups vencedoras e que hoje é o primeiro filtro de qualquer avaliação que faço: o grau de obsessão pelo cliente. E, pela primeira vez, a tecnologia permite que essa obsessão, talvez antes restrita a poucos, seja aplicada em escala por empresas com milhões de consumidores na base.
Em março deste ano, Sarah Wang, da a16z, publicou um dos textos mais provocadores que li sobre o futuro de CX. O argumento central é de que a internet foi extraordinária para escala, mas destruiu a experiência do cliente no processo. Ou seja, quanto mais uma empresa cresce, menos atenção individual cada pessoa recebe.
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O atendimento virou centro de custo a ser minimizado, não relacionamento a ser aprofundado. A consequência é uma divisão estrutural entre dois tipos de negócio. O primeiro é o de companhias de alto alcance (pense em bancos, elétricas, telcos e varejistas) com dezenas de milhões de clientes, onde, segundo Wang, o cliente virou um número de ticket.
O segundo grupo é o de empresas de concierge (pense em hotéis de luxo, clínicas particulares e private banking), onde alguém conhece seu nome, suas preferências e antecipa suas necessidades. 
Para Trauer, os melhores founders têm comprometimento profundo em resolver o problema do cliente
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Wang foi certeira em apontar que o cuidado humano de qualidade não se multiplica. Só é viável para quem tem ARPU (Average Revenue per User) alto o suficiente para bancar o custo de um atendente treinado, contextualizado e engajado.
A tese da a16z é que IA colapsa esse custo. Ou seja, quando atenção de alta qualidade se torna abundante e quase gratuita, toda empresa de alto alcance pode se tornar um negócio de concierge. A pergunta então deixa de ser “podemos nos dar ao luxo de atenção individual?” e passa a ser “o que se torna possível quando o custo marginal de uma interação com o cliente se aproxima de zero?”
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Existe um fenômeno que se repete em toda indústria que passa por disrupção. A empresa dominante, com o tempo, começa a prestar menos atenção ao usuário final. É tipicamente um problema estrutural: executivos com pressão trimestral, processos de aprovação em múltiplas camadas, incentivos calibrados para defender o que já existe. O NPS começa a cair gradualmente e ninguém percebe até que o dano está feito. 
Os melhores founders que conheço têm em comum esse comprometimento profundo (quase desconfortável) em resolver o problema do cliente melhor do que qualquer outra pessoa naquele setor. Esse foco implacável é o que os torna ágeis, o que os faz iterar quando precisam, o que os mantêm focados quando o capital não está disponível.
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Incumbentes muitas vezes carecem dessa dedicação extrema porque executivos não têm o mesmo skin in the game que um founder tem. E é exatamente essa assimetria que cria as maiores oportunidades de investimento no mundo de venture capital.
De fato, muitas startups nativas vêm capturando o mercado que grandes empresas perderam ao tratar atendimento como custo. Mas eu enxergo a oportunidade de forma inversa. Acredito que, para líderes de mercado com distribuição real, essa pode ser a maior oportunidade de elevação de NPS da história.
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Uma startup de atendimento conversacional precisa construir do zero a confiança do cliente, o histórico de interações, o histórico de pagamentos, o contexto comportamental. Gigantes do setor com milhões de conexões, décadas de dados de comportamento (dúvidas, preferências), billing integrado etc, agora têm um diferencial.
Dados acumulados por décadas, antes subutilizados, tornam-se a maior vantagem competitiva do setor. A IA é o que faltava para convertê-los em atenção genuína e individualizada. Empresas maduras que perceberem isso primeiro não vão perder mercado para a startup, mas vão usar startups para se transformar, e chegar onde nenhuma startup conseguiria chegar sozinha.
*Phillip Trauer é diretor do Vivo Ventures e da Wayra Brasil  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/JGrwtPvjoldbZbzEP-MrrA8ZKRk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/3/N/ts594dRXuManS4rY4xjA/whatsapp-image-2026-06-14-at-12.18.32.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Sun, 14 Jun 2026 09:30:09 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Quanto o BTG Pactual ganhou no IPO da SpaceX</title>  <atom:subtitle>Banco foi único brasileiro no sindicato de 22 coordenadores da maior oferta de ações da história</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/quanto-o-btg-pactual-ganhou-no-ipo-da-spacex.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/quanto-o-btg-pactual-ganhou-no-ipo-da-spacex.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/IBDOTDVfUKtk5WQa85jfcKRLSWA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2025/h/1/gqL8H0ReiqCSGh3UKQ0A/whatsapp-image-2025-12-08-at-19.06.50.jpeg" /><br /> ]]>    Única instituição brasileira no sindicato de 22 bancos coordenadores do maior IPO da história, o BTG Pactual levou US$ 2,31 milhões de comissão na operação da SpaceX, correspondente a R$ 12 milhões. 
É o mesmo montante de 11 outros bancos do sindicato. A maior quantia foi para os coordenadores líderes, com Goldman Sachs e Morgan Stanley levando US$ 111,11 milhões cada (cerca de R$ 562 milhões), seguidos de BofA, Citi e J.P. Morgan, com US$ 83,33 milhões cada um. 
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No prospecto, a SpaceX previa pagar no máximo US$ 500 milhões em comissões, mas deixava claro que isso seria definido na data de precificação da oferta, o que aconteceu na última quinta-feira à noite. Satisfeito com o desempenho dos banqueiros ao captar os US$ 75 bilhões pretendidos, Elon Musk confirmou esse volume máximo de comissões e também US$ 55 milhões em ressarcimento de despesas do sindicato, com fatura total de US$ 555,56 milhões, conforme a atualização do documento na sexta-feira. 
Pode ser, no entanto, que a companhia nem chegue a fazer o desembolso dessa boleta, como já explicou o Pipeline. Os coordenadores podem exercer a opção do lote suplementar de ações (greenshoe) em até 30 dias desde a definição do preço por ação e, caso o façam, o valor das comissões será descontado dessa compra de papéis.  
A vantagem para os bancos desta opção é que o preço seria o definido no IPO, de US$ 135 por ação. Só no primeiro dia, o papel subiu 19%, fechando a US$ 160,95. 
BTG foi único banco brasileiro no sindicato de 22 coordenadores da SpaceX
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O papel SPCX34 movimentou R$ 145,4 milhões neste primeiro dia de negociação na B3.  Caso esse patamar se mantenha, vai figurar entre os BDRs mais negociados da bolsa brasileira. Em abril, o top 3 em volume médio diário foi ocupado pelo papel da mineradora de ouro Aura (AURA33, com R$ 148,9 milhões de ADTV, da JBS (JBSS32, com R$ 96,8 milhões) e da XP Inc (XPBR31, com R$ 90,6 milhões). Ja blue chips locais da B3, como Vale ou Petrobras, giram mais de bilhão por dia. 
Estreia da SpaceX mexe com regras de índices acionários
IPOs trilionários reforçam apostas na elite da IA
No IPO da SpaceX, meio bilhão de dólares em comissão para bancos
“A estreia do BDR da SpaceX no mesmo dia do IPO da companhia nos Estados Unidos mostra o papel da B3 em aproximar o investidor brasileiro das grandes empresas globais", diz Bianca Maria, gerente de Produtos de Equities da B3. "Nosso objetivo é ampliar o acesso à diversificação internacional, permitindo que brasileiros aproveitem essas oportunidades em reais, com valores acessíveis, por meio das corretoras locais e dentro da infraestrutura da bolsa brasileira.”
B3 é caminho para investidor local apostar na SpaceX
Aloisio Maurício/Agência O Globo  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/M9BKr2GHfwY_48dYVDLVka9x9ag=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/c/F/v8XLKBTfysjZUAKwgVoA/43248b4e-c40e-4416-91d9-395669823fe4.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Fri, 12 Jun 2026 22:03:41 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>IPOs trilionários reforçam apostas na elite da IA</title>  <atom:subtitle>Anthropic, OpenAI e SpaceX também atraem investimentos de quem quer garantir acesso à infraestrutura</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/ipos-trilionarios-reforcam-apostas-na-elite-da-ia.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/ipos-trilionarios-reforcam-apostas-na-elite-da-ia.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/OR6YEDElU-6iTuT_8uO2rBmqqD4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/s/b/opWawBSQKQyeIKMwfupw/anthropic.avif" /><br /> ]]>    A lista de IPOs trilionários, com Anthropic e OpenAI na sequência da SpaceX, avaliada em US$ 1,8 trilhão, não deve inflar de forma generalizada o valuation de startups de IA, mas pode trazer impacto se houver forte correção após as listagens.
Estudo do JP Morgan mostra que os preços dos mega IPOs da última década caíram, em média, 32% um ano após a listagem. A Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, chegou a cair 50% meses após a listagem e levou um ano para voltar a negociar nos níveis do IPO. Alibaba, dono da AliExpress, acumulou perda de 30% no ano após a estreia.
Estreia da SpaceX mexe com regras de índices acionários
No IPO da SpaceX, meio bilhão de dólares em comissão para bancos
A OpenAI, que tem a Microsoft como acionista, entrou com pedido para listagem nos Estados Unidos mirando um valor de mercado de US$ 1 trilhão. A Anthropic foi avaliada em US$ 965 bilhões na rodada série H realizada neste ano, que atraiu players de infraestrutura e fornecedores de IA como Amazon, Google, Microsoft, Samsung, SK Hynix e Micron.
Casos como o da fabricante de tênis Allbirds, cujas ações chegaram a subir 580% em abril, após o anúncio de que a companhia estaria pivotando para infraestrutura de IA podem sugerir que há uma bolha no mercado, explica o investidor-anjo Zuca Palladino, cofundador e sócio-diretor da operação norte-americana do grupo Woke.
Anthropic: Amazon, Google, Microsoft Azure e Samsung investiram na empresa
Bloomberg
“A empresa vendeu todo o estoque de calçados por US$ 39 milhões e mudou de nome para NewBirdAI, mas ela não fez qualquer movimento para mostrar uma estratégia concreta para o negócio”, o que resultou no derretimento das ações, ele conta.
Para Palladino, que tem negócios na economia criativa, o que está acontecendo do mercado é uma onda de FOMO, o “medo de ficar de fora”, em que os investidores entram na onda, mas depois os fundamentos prevalecem. 
Anthropic passa na frente da OpenAI em corrida à bolsa
“O sucesso dessas ofertas não vai criar um hype para investir em startups de IA. Vejo os investidores ainda muito seletivos”, diz o sócio-diretor da Valor Capital, Pablo Alencar, que descarta um aumento generalizado de valuations de empresas de IA como visto em 2021 com a indústria de venture capital, a começar pelo cenário de juros mais altos e medo de inflação devido à guerra no Irã.
Para Alencar, companhias como a SpaceX, Anthropic e OpenAI devem concentrar os investimentos porque, mais do que a tecnologia, eles têm como vantagem competitiva o acesso à infraestrutura – maior gargalo da indústria –, com energia, chips de última geração e armazenamento de dados em nuvens. Não à toa, a Alphabet, dona do Google, ficou com 7% da SpaceX antes do IPO.
Anthropic, do Claude, ultrapassa OpenAI e vira maior startup de IA
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A receita anual da Anthropic pulou de US$ 14 bilhões para US$ 47 bilhões entre fevereiro e maio. Focado em empresas, o Claude leva vantagem sobre os maiores provedores de nuvem – Microsoft Azure, Google Cloud Vertex e AWS Bedrock – por permitir operar com os três simultaneamente. Enquanto isso, a OpenAI, ganhou o varejo com o ChatGPT, mas é a empresa mais cara pelo PitchBook.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/OR6YEDElU-6iTuT_8uO2rBmqqD4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/s/b/opWawBSQKQyeIKMwfupw/anthropic.avif" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Fri, 12 Jun 2026 19:12:18 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Estreia da SpaceX mexe com regras de índices acionários </title>  <atom:subtitle>Nasdaq 100 e Russell 1000 flexibilizaram normas para abarcar ação, mas S&amp;P500 e Dow Jones não</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/estreia-da-spacex-mexe-com-regras-de-indices-acionarios.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/estreia-da-spacex-mexe-com-regras-de-indices-acionarios.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/SCW7nUPznxDnAlQg662ySlz7BE0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/w/6/IBc2IpRQq6fEqOTq0PuQ/458378036.jpg" /><br /> ]]>    A estreia das ações da SpaceX em Nova York nesta sexta-feira está provocando uma divisão entre os grandes provedores de índices: enquanto Nasdaq e Russell flexibilizaram suas regras para incluir a empresa de Elon Musk rapidamente, o S&amp;P Dow Jones Indices (responsável pelos dois principais índices acionários da Nyse) se recusou a fazer o mesmo. 
Os bancos responsáveis por movimentar até US$ 86 bilhões em papéis da SpaceX — US$ 75 bilhões já levantados e uma potencial adição de os coordenadores exercerem o greenshoe nos próximos 30 dias — têm interesse direto na inclusão rápida nos índices, que vai garantir liquidez e fluxo para os papéis e, potencialmente, alta de preços dada a demanda obrigatória de fundos passivos. 
SpaceX' fez hoje a maior estreia da história mundial em bolsa
Michael Nagle/Bloomberg
A Nasdaq reduziu o chamado período de “maturação” — janela tradicional de estabilização de preço e liquidez após um IPO — de três meses para apenas 15 dias úteis, regra válida para empresas cujo valor de mercado as coloque entre as 40 maiores do Nasdaq 100. Também eliminou o requisito mínimo de free float, a parcela das ações efetivamente negociável no mercado. A Russell passou a permitir a entrada de grandes IPOs após apenas cinco dias úteis.
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A resistência do S&amp;P priva a SpaceX de potenciais US$ 14 bilhões adicionais de fundos de índice atrelados ao S&amp;P 500. Apesar do gigantismo da operação, com valuation atual de US$ 1,75 trilhão, a SpaceX representaria apenas 0,1% do S&amp;P 500 caso fosse incluída, pondera o Financial Times.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/SCW7nUPznxDnAlQg662ySlz7BE0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/w/6/IBc2IpRQq6fEqOTq0PuQ/458378036.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Fri, 12 Jun 2026 15:53:38 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Casos de família: as brigas que podem corroer até 5% do PIB</title>  <atom:subtitle>Estimativa da Mardô Family House Integration é baseada em peso das fortunas na economia e histórico com 400 sobrenomes atendidos</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/casos-de-familia-as-brigas-que-podem-corroer-ate-5percent-do-pib.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/casos-de-familia-as-brigas-que-podem-corroer-ate-5percent-do-pib.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/SSFPqT6ZARE7EgrDYM5g33wTl00=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/C/O/IHTDpBTauVDh9HYvW9rw/mardo-marcia-dolores-ceo-mardo-family-house-integration.jpg" /><br /> ]]>    Tensões familiares, disputas silenciosas e sucessões malconduzidas podem estar custando à economia brasileira o equivalente a 3% a 5% do Produto Interno Bruto (PIB), calcula a Mardô Family House Integration, especializada em governança familiar e sucessão patrimonial que atende famílias de milionários e bilionários.
As contas do escritório usam como base em uma amostra de perdas potenciais de 100 famílias que são ou já foram atendidas, considerando que 65% do PIB brasileiro – ou R$ 8,25 trilhões de R$ 12,7 trilhões no ano passado – são fortunas passadas entre gerações. Assim, o potencial de destruição de riqueza por conflitos sucessórios representaria entre R$ 381 bilhões e R$ 635 bilhões.
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“Conflitos familiares geram depreciação patrimonial e problemas para a economia. Quando todos estão alinhados no sistema familiar, a contribuição econômica e social tende a ser muito maior”, diz Marcia Dolores, CEO da Mardô e psicóloga de formação que já aplicou a metodologia a mais de 400 famílias endinheiradas do país.
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Mardô mantém uma carteira de 20 a 30 famílias com mais de R$ 150 milhões em ativos atendidas anualmente, que hoje somam cerca de R$ 80 bilhões em patrimônio. Ela atua antes da contratação de advogados, gestores de patrimônio e multi family offices, sem substituir nenhum deles ou ocupar cadeira em conselhos de administração, mas ajudando a montar um conselho de família, com definições de papéis e expectativas.
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“Posso encontrar um perfil intraempreendedor que faz uma holding crescer muito. O objetivo é ajudar a sair do estágio de empresa familiar para se tornar uma família empresária e, depois, uma família investidora”, diz ela. 
A isonomia de informações entre as partes é inegociável, diz Dolores, que abriu mão de um cliente empresário que omitiu ter colocado as dívidas em nome dos herdeiros. “Aquilo contrariava tudo o que estávamos construindo", diz. A executiva também defende envolver os jovens muito antes da sucessão efetiva, mas sem expô-los a discussões financeiras complexas.
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Nadir quer levar copo americano para os... americanos
“Se existe uma geração de 10 ou 12 anos, eu a trago para a mesa. Isso não significa colocar uma criança para analisar uma DRE. Significa ajudá-la a entender seu papel na sucessão e evitar distorções sobre o que significa ser herdeiro”, explica, lembrando o preconceito que a expressão carrega. “Nem todo herdeiro precisa ser sucessor. Existe espaço para todos os perfis, até para o rentista consciente, que alguns chamariam de bon vivant.”
Uma das etapas do trabalho é a criação do protocolo familiar, documento registrado em cartório que formaliza os acordos construídos ao longo do percurso de alinhamento da família, com registro de valores – os morais e emocionais, não financeiros –, práticas e critérios que devem orientar a convivência e a relação com o patrimônio ao longo das gerações.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/SSFPqT6ZARE7EgrDYM5g33wTl00=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/C/O/IHTDpBTauVDh9HYvW9rw/mardo-marcia-dolores-ceo-mardo-family-house-integration.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Fri, 12 Jun 2026 09:50:36 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>No IPO da SpaceX, meio bilhão de dólares em comissão para bancos</title>  <atom:subtitle>A maior oferta de ações da história vai gerar o maior volume de receita para os coordenadores</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/no-ipo-da-spacex-bancos-podem-levar-ate-us-500-milhoes-em-comissoes.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/no-ipo-da-spacex-bancos-podem-levar-ate-us-500-milhoes-em-comissoes.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/eYCeCYBufJdvKYYMF2eoc6YcSsA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/c/i/Ui7naiTLK2T09VIvuRng/elon-musk-spacex-png.png" /><br /> ]]>    O maior IPO da história também deve pagar o maior volume de comissões para os bancos coordenadores. A SpaceX, de Elon Musk, precificou sua venda de ações nesta quinta-feira e, com demanda quatro vezes maior que a oferta, levantou os US$ 75 bilhões que pretendia. 
Conforme o prospecto, a previsão máxima de pagamento de taxas aos coordenadores é de US$ 500 milhões. Como os bancos estão entregando o volume que a companhia queria, devem levar o montante máximo. Mas, curiosamente, o documento mostra que isso não está definido de antemão. “As comissões e descontos serão determinadas pela companhia na precificação e serão aceitas pelos bancos conforme o acordo de coordenação”, afirma o prospecto. 
Os bancos têm uma opção de subscrição de até 5,5 milhões de ações pelo preço definido no IPO, que podem exercer em até 30 dias a partir de hoje. Caso desejem exercer, descontam o valor que lhes é devido, e a SpaceX não faz o desembolso.  
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Até agora, o recorde de comissões havia sido do IPO do Alibaba, em 2014, quando foram pagos US$ 300 milhões aos coordenadores, na oferta que levantou US$ 25 bilhões.  
Mas, em termos percentuais, Musk apertou os bancos. Meio bilhão de dólares representa uma taxa de 0,67%, bem abaixo da média das comissão pagas em mega ofertas, que costumam ficar entre 1% e 2%. No caso do Alibaba, foi de 1,2%. 
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Além disso, no caso da SpaceX, o sindicato é imenso: são 22 bancos, sendo os principais Goldman Sachs e Morgan Stanley, seguidos de Bank of America, Citi e J.P. Morgan (Jamie Dimon se envolveu  intensamente na operação). 
A ação da SpaceX saiu a US$ 135 cada, avaliando a companhia em US$ 1,75 trilhão.
Elon Musk SpaceX: empresa foi avaliada em US$ 1,75 trilhão
Jae C. Hong, File/AP  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/eYCeCYBufJdvKYYMF2eoc6YcSsA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/c/i/Ui7naiTLK2T09VIvuRng/elon-musk-spacex-png.png" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 11 Jun 2026 21:24:18 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Pílulas do Web Summit Rio: Claudinho, português para IA, agente autônomo artificial  </title>  <atom:subtitle>Numa edição com recorde de participantes, tudo girou em torno da inteligência artificial</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/pilulas-do-web-summit-rio-claudinho-portugues-para-ia-agente-autonomo-artificial.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/pilulas-do-web-summit-rio-claudinho-portugues-para-ia-agente-autonomo-artificial.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/dautJJtVCio94ujSVWXxGWUR0us=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/g/H/wKu4VtRWaW08hgYpjwHA/whatsapp-image-2026-06-10-at-22.48.56.jpeg" /><br /> ]]>    No Rio, recorde e Claudinho: a quarta edição do WebSummit Rio, que se encerrou nesta quinta-feira, bateu recorde de 40,3 mil participantes de mais de 100 países, 1,57 mil startups (alta de 12% sobre 2025) e 688 investidores, no Riocentro. Desde a estreia da versão carioca, em 2023, o evento acumulou mais de 130 mil participantes. IA e machine learning lideraram em representantes e tópicos – todo mundo quer saber como usar o “Claudinho”, apelido que o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, deu ao app da Anthropic.
Agente (artificial) de investimentos: Se áreas como saúde e jurídico já vêm sendo disruptadas por tecnologia de forma mais intensiva, uma das próximas indústrias a sentir o baque da inteligência artificial é a gestão de patrimônio, avalia Santiago Fossati, sócio da Kaszek. “Quem precisava de uma assessoria de investimentos vai conseguir facilmente montar um ótimo portfólio, conforme seu apetite de risco, usando IA, em serviços que estavam limitados a alta renda", diz. 
Saudades do marco da internet: A discussão sobre regulação para inteligência artificial no Brasil está sendo feita de forma opaca e sob risco político, afirma Ronaldo Lemos, membro do Oversight Board e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS). O instituto teve que recorrer à lei de acesso à informação para conseguir avaliar as contribuições que foram feitas pela sociedade e players na consulta pública, de forma distinta à transparência ocorrida no marco civil da internet. “Saudades daquele processo”, diz ele, que considera que o texto aprovado no Senado reflete mais necessidades e discussões europeias do que brasileiras. 
Português para IA: Para Lemos, o domínio do idioma - especialmente na formulação e interpretação - é fundamental para um bom aproveitamento de IA, o que torna a base educacional um gap no país. “No Brasil, só 10% dos brasileiros e brasileiras têm comando pleno da língua portuguesa. Considerando a possibilidade de que a IA vire uma ferramenta de trabalho mutio importante, que se incorpore no serviço público, na forma como a gente pesquisa, escreve, isso é muito grave”, destaca. "Estávamos até discutindo no ITS lançar um curso de português para IA. Não é só crescer o PIB, mas dar oportunidade para as pessoas e impedir que elas sejam afetadas por mais desigualdade.”
Hora certa: Para Eric Acher, da Monashees, a atual corrida da inteligência artificial é diferente dos ciclos tecnológicos anteriores porque acontece quando o Brasil já tem uma indústria de startups relativamente madura. Se a revolução da IA tivesse surgido há 20 anos, o país não teria empreendedores, investidores e talentos técnicos suficientes para capturá-la. O mercado local está em sua terceira onda: a primeira colocou o Brasil no mapa do venture capital; a segunda criou negócios locais além dos copycats; e a terceira, começando agora, deve produzir empresas brasileiras globais. 
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Web Summit  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/dautJJtVCio94ujSVWXxGWUR0us=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/g/H/wKu4VtRWaW08hgYpjwHA/whatsapp-image-2026-06-10-at-22.48.56.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 11 Jun 2026 20:03:57 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Para investidores, prêmio do Brasil em IA está em infraestrutura e aplicações </title>  <atom:subtitle>Fundos também veem um crescimento em modelos de startups com ambição global</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/para-investidores-premio-do-brasil-em-ia-esta-em-infraestrutura-e-aplicacoes.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/para-investidores-premio-do-brasil-em-ia-esta-em-infraestrutura-e-aplicacoes.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/DvwI8gewu5BzYuXNoYDOyzS-gHs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/L/b/EP5LysThSoMyFkHeViTg/whatsapp-image-2026-06-10-at-22.48.56-2.jpeg" /><br /> ]]>    Enquanto o Vale do Silício e a China disputam a corrida bilionária pelos modelos de inteligência artificial, investidores que apostam em startups brasileiras acreditam que o maior prêmio para o país está em outra parte da cadeia: infraestrutura e aplicações.
A região concentra cerca de um quarto das reservas globais de energia e possui parte relevante dos minerais usados em baterias, como lítio e cobre, o que tem levado firmas como a Kaszek a olharem negócios relacionados a data centers, por exemplo. “Também estamos vendo uma nova geração de empresas de IA, principalmente B2B, que não vendem apenas software, mas serviços completos”, disse Santiago Fossatti, sócio da Kaszek, em participação no Web Summit Rio. 
Para os investidores de estágio inicial, a principal vantagem competitiva não está na tecnologia em si, mas nas pessoas capazes de acompanhar a velocidade das mudanças. “Hoje, quando analisamos uma startup de IA, o mais importante é a qualidade do time técnico”, afirmou Gustavo Ahrends, sócio da Norte Ventures “A tecnologia evoluiu tanto nos últimos dois anos que precisamos garantir equipes que consigam acompanhar esse ritmo para não ficar para trás.”
Gabriel Farme, da Graphene: IA para ganhos de eficiência
Web Summit
Ahrends também observa uma mudança relevante no perfil dos empreendedores brasileiros. Se antes as startups nasciam com ambições regionais, mirando primeiro México ou América Latina, agora é cada vez mais comum encontrar fundadores construindo negócios globais desde o primeiro dia. “A IA tornou o mundo menor”, disse. “Os melhores talentos brasileiros estão trabalhando nas grandes empresas de IA nos Estados Unidos e muitos deles estão voltando para empreender.”
A discussão também passou pelo impacto da tecnologia no mercado de trabalho. Embora o temor de substituição em massa de profissionais seja frequente nos Estados Unidos, os investidores enxergam uma dinâmica diferente no Brasil. “Aqui a IA deve primeiro preencher vazios de produtividade antes de eliminar empregos”, afirmou Gabriel Farme, sócio da Graphene Ventures. “Temos muitas ineficiências que podem ser resolvidas com automação.”
Mesmo assim, os sinais de transformação já aparecem em áreas como atendimento ao cliente, vendas e backoffice. Segundo Ahrends, soluções capazes de automatizar integralmente operações de call center e funções repetitivas já apresentam resultados concretos dentro de grandes empresas “Estamos vendo casos em que departamentos conseguem reduzir entre 50% e 80% da força de trabalho necessária para executar determinadas funções”, afirmou.
Para Fossatti, o potencial de impacto ainda está longe de ser plenamente explorado. “Mesmo que o desenvolvimento da IA parasse hoje, ainda vimos apenas uma fração mínima do que a tecnologia atual é capaz de gerar de valor.”
Apesar do debate crescente sobre regulação, os investidores avaliam que o tema ainda está distante da realidade da maior parte das startups brasileiras. “A preocupação com segurança dos modelos está muito mais concentrada nos Estados Unidos”, disse Ahrends. “No Brasil, a discussão regulatória deve surgir principalmente dentro de setores específicos, como saúde e serviços financeiros.”
Se existe um consenso entre os investidores, é que a inteligência artificial não representa apenas uma nova tecnologia, mas uma mudança estrutural na forma como empresas serão construídas. “Os grandes vencedores da próxima geração estão sendo criados agora”, afirmou Fossatti.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/DvwI8gewu5BzYuXNoYDOyzS-gHs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/L/b/EP5LysThSoMyFkHeViTg/whatsapp-image-2026-06-10-at-22.48.56-2.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 11 Jun 2026 20:01:33 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Monte Capital entra em data centers com aquisição da Takoda </title>  <atom:subtitle>É a primeira aposta da gestora, conhecida por rodovias e portos, em infraestrutura digital</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/monte-capital-entra-em-data-centers-com-aquisicao-da-takoda.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/monte-capital-entra-em-data-centers-com-aquisicao-da-takoda.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/CF82QV8U05hJ0vypksHN4B0p_R4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/b/i/25CzxAS2ADNIPbEJLHAQ/whatsapp-image-2026-06-11-at-12.39.09.jpeg" /><br /> ]]>    Takoda, spin-off da Tivit, pertencia à Apax Partners
Divulgação
A Monte Capital, gestora de infraestrutura com cerca de R$ 2 bilhões em ativos sob gestão, assinou acordo para comprar integralmente a Takoda, empresa brasileira de data centers resultante de um spin-off da Tivit e que pertencia a fundos da Apax Partners. 
A gestora já tem histórico em rodovias, aeroportos, saneamento e portos, mas a Takoda será sua primeira vertical em infraestrutura digital. 
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A adquirida tem faturamento anual de R$ 240 milhões e capacidade instalada de 14 MW distribuída em quatro data centers no Brasil e na Colômbia. Com a chegada da Monte Capital, a companhia prevê investimentos iniciais de R$ 2 bilhões para expansão, com novos projetos em Sumaré, interior paulista, e no Rio de Janeiro — cada um com primeira fase de 16 MW, chegando a 96 MW e 64 MW, respectivamente.
O plano é desenvolver a empresa como plataforma voltada a hyperscalers e grandes corporações, com expansões orgânica e inorgânica no radar.
A Monte foi assessorada pelo Bradesco BBI, Mayer Brown e Veirano; Apax e Takoda tiveram assessoria de Itaú BBA, Citizens Capital Markets &amp; Advisory, Skadden e Mattos Filho.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/CF82QV8U05hJ0vypksHN4B0p_R4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/b/i/25CzxAS2ADNIPbEJLHAQ/whatsapp-image-2026-06-11-at-12.39.09.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 11 Jun 2026 15:22:25 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>HR tech de brasileiros atrai fundo que apostou em Google e Amazon</title>  <atom:subtitle>Kleiner Perkins investe US$ 40 milhões na Codejobs, que amplia atuação para desenvolvedores de Europa, Ásia e América Latina</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/hr-tech-de-brasileiros-atrai-fundo-que-apostou-em-google-e-amazon.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/hr-tech-de-brasileiros-atrai-fundo-que-apostou-em-google-e-amazon.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/OCzr2qDW9uicTaYa0h8szhxVfaM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/1/g/UfvmqKTWAAPjwwfGVpzw/jose-francisco-cofundador-e-claudio-vinicius-fundador-codejobs.jpeg" /><br /> ]]>    Fundada por brasileiros e registrada em Delaware, nos Estados Unidos, a Codejobs recebeu um aporte de US$ 40 milhões da Kleiner Perkins, gestora de venture capital conhecida do Vale do Silício e investidora dos estágios iniciais de empresas como Google, Amazon e Spotify.
A operação dará ao fundo uma participação de 48% na startup, que conecta profissionais de tecnologia a vagas em empresas estrangeiras, principalmente americanas. Os recursos serão destinados ao desenvolvimento de tecnologia, inteligência artificial e expansão internacional.
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A empresa pretende reforçar a atuação na Europa e na Ásia, além de ampliar sua presença em mercados emergentes da América Latina, como México, Colômbia e Argentina. A startup foi criada para atender uma demanda crescente de empresas americanas por desenvolvedores de níveis pleno e sênior para o trabalho remoto, que não demanda obtenção de visto.
“Existe uma dificuldade muito grande para contratar mão de obra qualificada e a América Latina acabou se tornando um grande canal para suprir essa demanda”, diz Cláudio Vinícius dos Santos, que fundou a Codejobs com José Francisco da Silva. Segundo ele, a plataforma conta atualmente com cerca de 58 mil usuários pagantes, dos quais 77% estão no Brasil.
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Divulgação
A Codejobs opera com um modelo baseado em assinaturas pagas pelos candidatos, com um plano de entrada de US$ 2,99 por 14 dias e uma assinatura mensal de US$ 4,99. Para empresas, os valores variam de acordo com o perfil da vaga e podem ficar entre US$ 750 e US$ 1,5 mil.
“Nosso modelo é diferente do recrutamento tradicional: o profissional paga para ter acesso às oportunidades, e nós não participamos financeiramente das contratações realizadas”, explica o fundador, que informa faturar US$ 195 mil por mês com 17 pessoas entre Brasil e Estados Unidos. Com o aporte, a meta é alcançar um milhão de usuários até o fim de 2027.
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A Kleiner Perkins passa a integrar o comitê que participa das decisões estratégicas. “Agora o foco é a execução do plano de crescimento. Já conquistamos muita coisa até aqui, mas acreditamos que podemos transformar a Codejobs em uma marca global”, afirma Santos.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/OCzr2qDW9uicTaYa0h8szhxVfaM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/1/g/UfvmqKTWAAPjwwfGVpzw/jose-francisco-cofundador-e-claudio-vinicius-fundador-codejobs.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 11 Jun 2026 14:16:36 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Engie busca R$ 2,6 bi no mercado em oferta de R$ 8,4 bi com Jirau</title>  <atom:subtitle>Empresa vai integralizar a participação do grupo de 40% na hidrelétrica</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/engie-busca-r-26-bi-no-mercado-em-oferta-de-r-84-bi-com-jirau.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/engie-busca-r-26-bi-no-mercado-em-oferta-de-r-84-bi-com-jirau.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/fJgafHRR7OKhl2S9lv69Br2kqZI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/q/F/AuNXBrTVKVrb4ycI6NtQ/engie.jpg" /><br /> ]]>    A Engie Brasil Energia deve buscar até R$ 2,6 bilhões no mercado para sua oferta de ações de R$ 8,4 bilhões, com expectativa de precificação no terceiro trimestre, apurou o Pipeline. A controladora, Engie Brasil Participações, poderá subscrever a oferta com a fatia de 40% que detém na usina hidrelétrica de Jirau, avaliada em R$ 5,7 bilhões.
A Engie afirma, em comunicado, que a integração da Jirau ao seu portfólio de ativos ampliará a sua capacidade de geração instalada mediante o recebimento de um ativo já em operação, sem a necessidade de financiamento ou endividamento adicional. Os acionistas da empresa pretendem, com isso, manter a fatia de 69% na companhia.
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A Jirau é uma companhia dedicada à geração e comercialização de energia, titular da concessão da Usina Hidrelétrica Jirau, localizada no rio Madeira, em Rondônia, com 50 unidades geradoras em operação e 3.750 MW de capacidade instalada.
O Santander e o Itaú BBA foram contratados como coordenadores da operação que ainda precisa ser aprovada em assembleia geral extraordinária (AGE) marcada para 2 de julho.
Engie : empresa vai integralizar participação de 40% em Jirau
Site da Engie  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/fJgafHRR7OKhl2S9lv69Br2kqZI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2023/q/F/AuNXBrTVKVrb4ycI6NtQ/engie.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Thu, 11 Jun 2026 13:40:01 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Unico acusa Serasa do maior roubo de dados biométricos do país</title>  <atom:subtitle>Controlada da Experian foi alvo de busca por perícia criminal nesta quarta-feira; empresa refuta acusações</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/unico-acusa-serasa-de-roubo-de-dados.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/unico-acusa-serasa-de-roubo-de-dados.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/8uo2cnBscDzxpUuYqgtLvpatc5s=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/7/2/6EoBnlRFe6CNmRstKGCA/serasa.png" /><br /> ]]>    A Serasa Experian foi alvo de busca e apreensão por peritos criminais nesta quarta-feira, em São Paulo, como parte de um processo de acusação de concorrência desleal movido pela Unico, apurou o Pipeline. Companhia especializada em identidade digital e biometria facial, a Unico abriu ações na esfera criminal e cível no que ela acredita ser o maior caso de roubo de dados biométricos do país. 
A busca foi autorizada em um processo que corre em segredo de justiça. A Unico acusa a Serasa e a controlada ClearSale de terem feito um suposto esquema com um intermediador que lhe prestava serviço, a Skill Tecnologia, para acessar indevidamente sua tecnologia de autenticação, alimentando suas próprias bases de dados e usando os resultados para disputar clientes no sistema financeiro. 
A Serasa nega que tenha cometido qualquer tipo de fraude.
A Skill tinha contrato com a Unico para usar o software de biometria facial exclusivamente em nome do Banco do Brasil, cliente da IDTech há anos. Mas, supostamente, a fornecedora também estaria redirecionando consultas da Serasa e da ClearSale por esse canal, para que prestassem serviço de identificação para sua própria carteira de clientes. 
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A Unico teria estranhado o crescimento de volume na demanda do BB e, quando consultou o banco, foi informada de que não havia um aumento correspondente. Ao mesmo tempo, a demanda de outros clientes do setor financeiro na base da Unico começou a cair. A princípio, a explicação seria que a Serasa estaria conseguindo competir de igual para igual num mercado em que historicamente encontrava dificuldades para ganhar participação - e vinha investindo, inclusive com aquisição. 
Clientes passaram a afirmar a Unico, segundo documentado, que a concorrente havia melhorado a qualidade do produto e oferecia preços muito menores, por isso muitos deles tinham começado a testar a alternativa. Uma dessas instituições financeiras, no entanto, estranhou que a equipe comercial da Serasa teria lhe afirmado que utilizava o sistema da Unico. 
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Reprodução/Serasa
Com as informações desencontradas, a Unico contratou uma perícia independente e, ao avançar nessa investigação, conseguiu um mandado de busca e apreensão na fornecedora Skill. Cruzando as demandas e dados, a Unico teria confirmado então que imagens capturadas em operações de outros bancos estavam trafegando por um canal que deveria ser exclusivo do Banco do Brasil. Num exemplo mais simples, há caso de uma foto facial de um concorrentista que foi tirada na própria agência, para uso naquele sistema, com a logomarca do banco A ao fundo. Essa imagem estava correndo na base de dados do banco B. 
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A perícia identificou ao menos 1,4 milhão de transações fraudulentas e bancos como Inter, BTG e Itaú confirmaram em inquérito policial que as consultas identificadas como irregulares partiam da Serasa e da ClearSale, segundo a ação. Os bancos não tinham conhecimento ou participação em irregularidades. 
Para a Unico, o número identificado no primeiro laudo é só um naco do que ela estima envolver consultas a dados de 22 milhões de brasileiros. Cada consulta concluída com sucesso ajuda a fortalecer a inteligência do sistema, o que torna complexo um processo para expurgar esse efeito de dados fraudados de uma base construída. 
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O suposto esquema teria como objetivo melhor o serviço de identificação da Serasa, aumentando a base de clientes. A Unico investiu algumas centenas de milhões em infraestrutura tecnológica ao longo de quase uma década, o que a levou à liderança nesse segmento - e a uma avaliação de US$ 2,6 bilhões em sua última rodada de captação com fundos. 
Unico foi avaliada em US$ 2,6 bi em rodada, com liderança de mercado em biometria
Reprodução
A Serasa teve origem como empresa de score de crédito, criada por bancos. Em 2007, o controle foi comprado pela britânica Experian, que passou a ser a única acionista em 2012, e a companhia avançou em novas frentes como datatech. A Experian é listada na bolsa de Londres, avaliada em 23 bilhões de libras (cerca de R$ 160 bilhões). 
Na ação, os advogados argumentam que houve concorrência desleal, exploração indevida de informações confidenciais e utilização de tecnologia obtida por meios fraudulentos.
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Procuradas pela reportagem, a Unico não comentou e a Serasa Experian afirmou, em nota, que "refuta veementemente a acusação feita contra si. Informa que o referido processo tramita em segredo de justiça e por isso ainda não teve acesso a ele para saber exatamente do que se trata". E complementa: "A empresa reforça que atua com estrita observância à legislação aplicável e que se manifestará oportunamente no processo, momento que esclarecerá tudo o que for necessário."  
O Pipeline não conseguiu contato com a Skill Tecnologia até o momento e essa reportagem poderá ser atualizada para inclusão de posicionamento.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/8uo2cnBscDzxpUuYqgtLvpatc5s=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/7/2/6EoBnlRFe6CNmRstKGCA/serasa.png" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 10 Jun 2026 23:49:23 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Ambipar está perto de fechar acordo com bondholders para aprovar plano</title>  <atom:subtitle>Empresa negocia entregar Ambipar Response para os credores externos</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/ambipar-esta-perto-de-fechar-acordo-com-bondholders-para-aprovar-plano.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/ambipar-esta-perto-de-fechar-acordo-com-bondholders-para-aprovar-plano.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/Z4hP7lrkDWGupgy1iUOq6QEZySo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/b/6/37Kn8MQce0yybsB076ZA/112584965-umadassedesdaambipar-fotoambipar.jpg" /><br /> ]]>    A Ambipar está perto de fechar um acordo com os detentores dos títulos emitidos no exterior para aprovar um novo plano de recuperação judicial, apurou o Pipeline. A companhia decidiu priorizar a negociação com esses investidores, que detém US$ 1,045 bilhão (R$ 5,4 bilhões na época do pedido de recuperação) do total da dívida de R$ 10,5 bilhões da Ambipar, em detrimento dos credores locais.
Com isso, ela já garantiria praticamente o quórum de 58% dos créditos, acima dos 50% mais um necessários para aprovar o plano de recuperação judicia na assembleia de credores. Há ainda a possibilidade de alguns bondholders votarem separado para garantir o quórum por cabeça.
Full story in English: Ambipar nears bondholder deal to advance debt restructuring
O caso Ambipar e os limites do Judiciário no mercado de capitais
O plano discutido com os bondholders, que altera aquele apresentado em janeiro pela companhia, envolve a entrega da Ambipar Response, negócio da companhia nos Estados Unidos e emissora dos bonds, a esses credores como garantia para a dívida detida por eles que será reestruturada. Serão emitidos novos papéis com prazo de nove anos, sendo dois de carência de pagamento de principal mais juros a uma taxa de 8% ao ano, mais 2% no vencimento (PIK), abaixo da taxa dos bonds atuais.
Houve a discussão de um aporte por parte do acionista controlador, o empresário Tércio Borlenghi Júnior, que não foi para frente. Os bondholders fizeram uma diligência na empresa diante do envolvimento de acionistas no caso do Banco Master.
Ambipar negocia transferir empresa nos EUA para bondholders
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A Ambipar ainda tem R$ 3 milhões em debêntures, emitidas pela Environmental ESG Participações e pela Ambipar Participações e Empreendimentos, e R$ 2 bilhões na mão de bancos, entre eles Sumitomo, Santander, Banco do Brasil, Deutsche Bank e Bradesco. Esses credores não participaram da discussão com os bondholders e devem contestar o novo plano na Justiça, segundo fontes próximas às discussões.
Uma nova proposta de pagamento para os bancos deve ser apresentada. O plano revelado em janeiro previa o pagamento aos bancos na forma de debêntures, limitado a R$ 1 bilhão. As debêntures teriam prazo de 132 meses a partir da data de emissão, com carência de 36 meses para início do pagamento do valor principal e de 24 meses para o pagamento de 100% do CDI.
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A Ambipar entrou com pedido de recuperação judicial em outubro do ano passado e em paralelo tem um processo de Chapter11, equivalente a RJ no Brasil, da Ambipar Response nos Estados Unidos. Os bancos têm questionado o processo nos Estados Unidos, uma vez que há uma recuperação judicial do grupo no Brasil. A tendência é que a empresa encerra o Chapter 11 e entre com um processo de Chapter 15 nos EUA, basicamente para reconhecer o plano apresentado no processo no  Brasil.
Procurada, a Ambipar não comentou. A empresa é assessorada pelos escritórios Salomão Advogados, Galdino Advogados e Simpson Thacher &amp; Bartlett e tem a Alvarez&amp;Marsal como assessor financeiro. Os bondholders são assessorados pelos escritórios Padis Advogados, Ferro Castro e Davis Polk, e pelo banco Houlihan Lokey. 
Matéria atualizada às 19h08 para incluir os detalhes dos novos papéis de dívida que serão emitidos para os bondholders.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/Z4hP7lrkDWGupgy1iUOq6QEZySo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/b/6/37Kn8MQce0yybsB076ZA/112584965-umadassedesdaambipar-fotoambipar.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 10 Jun 2026 20:12:05 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Tokenização leva derivativos de agro e energia para fora da bolsa</title>  <atom:subtitle>Executivos de Vox Capital e Justoken dizem que IA e blockchain podem criar novos mercados</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/tokenizacao-leva-derivativos-de-agro-e-energia-para-fora-da-bolsa.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/tokenizacao-leva-derivativos-de-agro-e-energia-para-fora-da-bolsa.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/_-k9m9iXYqUNAFDvqvz6XxREn00=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/e/i/SfrfL3TlmJssyX4DUjBg/55325254583-3504327238-k.jpg" /><br /> ]]>    A digitalização de ativos ligados a agro e energia pode criar novos mercados privados de negociação e crédito fora da infraestrutura tradicional, segundo Rafael Campos, sócio da Vox Capital, e Eduardo Novillo Astrada, cofundador e CEO da Justoken, empresa de infraestrutura blockchain focada em tokenização de ativos reais.
“O momento agora é de criar novos modelos de monetização para ativos reais e melhorar as estruturas de crédito usando esses ativos como garantia”, disse Astrada durante participação em painel sobre o playbook para investidores e fundadores de agro e energia durante o Web Summit Rio, nesta terça-feira.
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O executivo considera os mercados complementares, não excludentes, com a tokenização oferecendo garantias financeiras mais rápidas e acessíveis do que parte da estrutura tradicional. Segundo Astrada, o barter – operação em que produtores trocam produção futura por insumos e que representa cerca de 40% das transações do agro brasileiro – é um dos mercados com maior potencial de digitalização.
A Justoken nasceu como Agrotoken, plataforma voltada à tokenização de soja, milho e trigo, mas passou a expandir a atuação para ativos ligados a renováveis, térmicas, gás e óleo e gás. “O mercado foi nos levando naturalmente para outros ativos. Hoje somos uma infraestrutura de tokenização de ativos reais”, afirmou.
Eduardo Novillo Astrada, cofundador e CEO da Justoken, durante participação no Web Summit Rio 2026
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Para o executivo, a tokenização pode simplificar processos de crédito, rastreabilidade e negociação de ativos físicos hoje considerados pouco líquidos ou burocráticos. “Há processos que levavam 28 dias e agora conseguimos resolver em uma hora”, disse, citando operações realizadas em parceria com o Banco do Brasil.
Rafael Campos, sócio da Vox Capital, acredita que o Brasil pode ocupar posição relevante na aplicação prática de inteligência artificial em setores tradicionais da economia, mesmo sem disputar a liderança global no desenvolvimento dos grandes modelos de IA.
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“Enquanto Estados Unidos e China investem nas soluções fundamentais dessa nova tecnologia, o papel do empreendedorismo brasileiro é desenvolver usabilidades para que a IA impulsione os mercados que movem a economia nacional”, afirmou.
Segundo ele, agro, reservas ambientais, energia renovável e saúde representam algumas das principais vocações brasileiras para aplicação de IA. “Uma das maiores oportunidades que vemos está no cruzamento dessas vocações naturais do Brasil com inteligência artificial”, disse. “É a aplicação da IA em verticais que tocam o mundo real para o bem da sociedade.”
Rafael Campos, no painel "New Energy Summit - O playbook de investidores e fundadores para agro e energia" do Web Summit Rio 2026
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Campos citou startups da carteira da Vox para ilustrar a tese, como a Agrorobótica, voltada à análise de carbono e agro por IA; a Delfos, focada em eficiência operacional de turbinas eólicas; e a Phelcom, de diagnóstico oftalmológico com inteligência artificial. “Em vez de simplesmente ampliar o parque energético, muitas vezes você consegue ganhos enormes aumentando a eficiência das estruturas já existentes”, afirmou.
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Para Astrada, a digitalização de ativos físicos pode provocar uma transformação semelhante à ocorrida na indústria de turismo após a popularização da internet. “Quando hotéis e viagens foram digitalizados, a indústria cresceu sete vezes. Acho que algo parecido vai acontecer com ativos difíceis de comercializar, contabilizar e operar”, afirmou.
*O jornalista viajou a convite do Web Summit Rio  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/_-k9m9iXYqUNAFDvqvz6XxREn00=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/e/i/SfrfL3TlmJssyX4DUjBg/55325254583-3504327238-k.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 10 Jun 2026 12:56:02 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Na onda lawtech, Inspira capta com Cloud9 e Vivo para ser nova Harvey</title>  <atom:subtitle>Startup para grandes escritórios, bancos e departamentos jurídicos quer ampliar a plataforma</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/na-onda-legaltech-inspira-capta-com-vivo-para-ser-harvey-brasileira.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/na-onda-legaltech-inspira-capta-com-vivo-para-ser-harvey-brasileira.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/VaYt41UyUL6VEQinMirIW9MAyvE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/l/P/WSAbuZRwCKH02Irx1E5Q/ricardo-verhaeg-henrique-ferreira-caue-amaral-e-rafael-grimaldi-fundadores-da-inspira-que-esta-recebendo-r-15-mi-da-cloud9-e-vivo-ventures.jpeg" /><br /> ]]>    A plataforma jurídica Inspira acaba de captar R$ 15 milhões em uma rodada liderada pela Cloud9 Capital, com participação da Vivo Ventures, cujos recursos servirão para ampliar a plataforma e expandir sua carteira entre profissionais e organizações de diferentes portes.
O movimento acompanha a febre das legaltechs que transformou recentemente a Enter, do advogado de 25 anos Mateus Costa-Ribeiro, no primeiro unicórnio de IA da América Latina, avaliada em mais de US$ 10 bilhões. Em março, a americana Harvey e a sueca Legora levantaram US$ 200 milhões e US$ 550 milhões, avaliando-as em US$ 5,6 bilhões e US$ 11 bilhões, respectivamente.
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Fundada por advogados, a Inspira reúne no mesmo ambiente: pesquisa jurídica, consulta a bases de dados, gestão de conhecimento e execução de tarefas. A proposta com agentes de IA é reduzir a fragmentação provocada pelo uso de múltiplas ferramentas e permitir que profissionais integrem informações públicas e privadas em uma mesma interface.
“Quando fundamos a Inspira há quatro anos, partimos da convicção de que a tecnologia jurídica de alto padrão que já existia ao redor do mundo deveria estar acessível no Brasil. A virada não está em ter mais uma IA, mas em ter uma IA local que entenda Direito”, afirmou Rafael Grimaldi, CEO e cofundador da empresa.
Ricardo Verhaeg, Henrique Ferreira, Cauê Amaral e Rafael Grimaldi, fundadores da Inspira, que está recebendo R$ 15 mi da Cloud9 e Vivo Ventures
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A Inspira diz ter mais de 300 clientes e 17 mil usuários ativos. Entre eles estão escritórios como Pinheiro Neto, BMA, Veirano, Cescon Barrieu, Demarest e TozziniFreire, além de instituições financeiras como Itaú, BTG, XP, Inter, Goldman Sachs e Safra. A empresa também atende departamentos jurídicos corporativos, incluindo o da Vivo.
“Antes de ser um investimento, a Inspira foi uma decisão do próprio jurídico da Vivo, que já usava para jurisprudência. Isso diz mais sobre o produto do que qualquer métrica: quando os advogados mais exigentes escolhem uma ferramenta no dia a dia, a tese se valida sozinha”, disse Phillip Trauer, diretor do Vivo Ventures e da Wayra Brasil.
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Segundo a empresa, sua base reúne dados de 86 tribunais brasileiros e processa 83 milhões de decisões judiciais. A Inspira afirma que clientes registraram redução de até 90% no tempo dedicado a atividades operacionais após a adoção da plataforma.
Para Noah Stern, sócia e cofundadora da Cloud9 Capital, a oportunidade está na combinação entre o tamanho do mercado jurídico brasileiro e a adoção crescente de IA. “A Inspira já resolve a pesquisa nos principais escritórios e departamentos jurídicos do país, e agora dá um passo transformacional além dos dados, sendo a ferramenta operacional do dia a dia do advogado com IA generativa”, afirmou.
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Com os novos recursos, a empresa pretende ampliar as integrações com ferramentas já utilizadas por advogados e desenvolver novas funcionalidades para automatizar tarefas jurídicas. A estratégia também inclui expandir a base de clientes para além dos grandes escritórios e departamentos jurídicos, alcançando profissionais autônomos, instituições de ensino e órgãos públicos.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/VaYt41UyUL6VEQinMirIW9MAyvE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/l/P/WSAbuZRwCKH02Irx1E5Q/ricardo-verhaeg-henrique-ferreira-caue-amaral-e-rafael-grimaldi-fundadores-da-inspira-que-esta-recebendo-r-15-mi-da-cloud9-e-vivo-ventures.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 10 Jun 2026 10:30:34 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Panela criada por estudante, Truth estreia com fila e polêmica</title>  <atom:subtitle>Usuários do Instagram alegam semelhanças com americana Our Place, uma das inspirações do empreendedor</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/panela-criada-por-estudante-truth-estreia-com-fila-e-polemica.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/panela-criada-por-estudante-truth-estreia-com-fila-e-polemica.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/aP7mZrjnrtUtGkBIa0bB4sw0OyY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/1/S/J6AR0PSkG4rS8UVMAAtQ/felipe-valadares-guimaraes-fundador-da-truth-panela-premium-10-em-1-comparada-a-americana-our-place-nas-redes-sociais.jpeg" /><br /> ]]>    A startup brasileira de panelas Truth, criada pelo estudante brasileiro Felipe Guimarães, de 22 anos, estreia oficialmente apenas em julho, mas já começa com uma lista de espera de mais de 11 mil pessoas que disputarão as mil unidades que chegam da China no mês que vem.
Como quase todo empreendimento que é impulsionado pelas redes, esse também é revestido de polêmica. Com a ideia de carregar 10 funcionalidades num mesmo utensílio – como assar um frango no forno, servir de frigideira e para cozimento a vapor –, usuários do Instagram não poupam comparações com a marca premium Our Place, com proposta, design, materiais e marketing semelhantes.
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Nos dois casos, o exterior é de alumínio 100% reciclado, e o interior é composto por uma camada de cerâmica livre de substâncias tóxicas como PFAS, PTFE, PFOA, chumbo e cádmio de outras antiaderentes. O fundador reconhece que a americana foi uma das inspirações – não a única – surgidas nos seis meses de pesquisa com fabricantes de China, Alemanha, Itália e Indonésia, até chegar na panela autossuficiente ideal.
“A Truth é uma empresa que fala a verdade sobre os materiais, aplicando um marketing verdadeiro. O design veio de várias referências. A Le Creuset, por exemplo, é bonita, mas pesada demais” enumera Guimarães. “Vimos muitas referências dos Estados Unidos, pegamos coisas da Zara Home, para entender o que queríamos e o que não queríamos.”
Guimarães, fundador da Truth: panela premium 
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Segundo ele, o registro de desenho industrial já foi deferido e está em período de contestação antes da emissão definitiva, descartando possíveis conflitos com a Our Place ou qualquer outra marca antes do lançamento. “O design teve inspiração nela, mas fizemos estudos para não infringir nenhuma propriedade intelectual e preservar a nossa.”
À semelhança do Ford T, por enquanto, a Truth será uma empresa de produto único, pintado na cor que o cliente quiser, contanto que seja o branco-gelo Cloud Dancer, tom do ano da Pantone. “Minimalismo também é uma verdade no kitchenware”, defende Guimarães. Uma nova leva de mil panelas está prevista entre o fim de outubro e começo de novembro.
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Para essa fase inicial, ele e o sócio Gabriel Dupin colocaram R$ 20 mil do próprio bolso e levantaram R$ 200 mil com familiares e amigos, projetando uma receita de R$ 2 milhões no primeiro ano com cada panela vendida a R$ 899 diretamente ao consumidor via e-commerce próprio e quase 4 milhões de visualizações orgânicas nas redes sociais.
O estudante de Belo Horizonte desenvolveu a Truth durante sua formação em Administração - Global Business na Skema Business School, escola internacional de negócios de origem francesa – pronunciada “esquemá”, acrônimo para School of Knowledge Economy and Management. Ele está no quinto período com graduação prevista para o fim de 2027.
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Segundo ele, a criação da empresa coincidiu com o momento de colocar em prática os conhecimentos aprendidos na faculdade com suporte de professores com atuação no mercado e de disciplinas ligadas a planejamento, produção e supply chain internacional ajudaram a viabilizar a startup, incluindo o processo de importação, a previsão de demanda e a logística.
“Os próximos 24 meses serão mais difíceis porque estamos começando com pouco dinheiro, então poder contar com apoio dos professores ajuda muito”, diz o empreendedor, que espera crescer de forma orgânica no primeiro momento, sem recorrer a rodadas com fundos de venture capital.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/aP7mZrjnrtUtGkBIa0bB4sw0OyY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/1/S/J6AR0PSkG4rS8UVMAAtQ/felipe-valadares-guimaraes-fundador-da-truth-panela-premium-10-em-1-comparada-a-americana-our-place-nas-redes-sociais.jpeg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Wed, 10 Jun 2026 09:00:53 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Investida da Starboard, Maha compra fatia da Novonor em petrolífera da Venezuela</title>  <atom:subtitle>Empresa terá 40% da PetroUrdaneta, joint venture com a PDVSA e quer listar companhia nos EUA</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/maha-compra-fatia-da-novonor-e-aposta-no-petroleo-da-venezuela.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/maha-compra-fatia-da-novonor-e-aposta-no-petroleo-da-venezuela.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/3ZHMFuMzcAn-MhQWnBpPwiIW6wg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/5/9/sUkmVfQTCuZWXncsu6Vw/petrourdaneta.png" /><br /> ]]>    A Maha Capital, empresa listada na Bolsa de Estocolmo e que tem a gestora brasileira Starboard como acionista, fechou um acordo com a Novonor para adquirir a participação de 40% da companhia na PetroUrdaneta na Venezuela.
A Maha já tinha 24% de participação na empresa, que foi adquirida após exercer uma opção de compra em março por 4,6 milhões de euros, além de 18 milhões de euros a serem pagos em parcelas dependendo do atingimento de metas de produção de petróleo em até cinco anos. Agora a Maha decidiu exercer a opção para comprar os 16% restantes, totalizando uma transação de US$ 37,5 milhões. A operação está sujeita à aprovação dos órgãos regulatórios no Brasil e na Venezuela.
Maha entra no setor financeiro com aquisição de operação da Keo World
A Novonor, através da subsidiária Odebrecht E&amp;P España SL, operava a PetroUrdenta em parceria com a estatal venezuelana PDVSA, que detém os outros 60% da petroleira.
A transação marca a volta do investimento da Maha no setor de petróleo. Os acionistas da Maha fundaram a 3R Petroleum, que fez a fusão com a Enauta e formaram a Brava.  “A aquisição representa um marco importante para a empresa de energia e estamos animados com o potencial da PetroUrdaneta”, diz Roberto Marchiori, CEO da Maha ao Pipeline.
Maha assume participação de 40% da Novonor na PetroUrdaneta
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Do total de US$ 37 milhões, US$ 27,5 milhões serão pagos no fechamento da operação, que está previsto para ocorrer em até quatro meses, e os US$ 10 milhões serão quitados em até 24 meses após a conclusão da transação ou até a companhia atingir uma capitalização acima de US$ 43 milhões. A Maha pode pré-pagar esse valor antecipado se levantar capital. 
A Maha, que mudou de nome para Keo Capial AB, vai separar a empresa de energia da fintech criada com a entrada da Keo World como acionista e pretende listar a primeira em bolsa nos Estados Unidos, algo que deve levar de seis a nove meses, estima Marchiori. Até lá, a Maha pretende levantar capital através da subsidiária de energia para financiar o pagamento da compra de participação da empresa na Venezuela via dívida ou um financiamento pré-IPO.
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A Maha pretende financiar o capex para ampliar a produção de petróleo da PetroUrdaneta com o caixa gerado pela empresa de energia. Hoje a PetroUrdaneta possui seis poços de petróleo ativos na região de Maracaibo na Venezuela ao lado dos campos operados pela Chevron, com uma produção diária de 1.500 barris.
O plano da Maha é reativar os poços inativos, chegando a 40 mil barris de óleo equivalente, sendo 27 mil barris de óleo e 13 mil de gás, em cinco a seis anos. Essa produção seria maior que a da PetroRecôncavo de 24 mil barris de óleo equivalente por dia. Esse campo da PetroUrdaneta, que já chegou a produzir 250 mil barris de petróleo por dia em 1950, hoje tem uma reserva estimada de 700 milhões de barris de óleo equivalente.
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“Podemos dobrar a produção para 4 mil a 5 mil barris por dia nos primeiros dois anos apenas reativando poços de petróleo inativos e mudando os métodos de exploração, usando bombas de extração para aumentar a vasão dos poços”, diz Marchiori.
Um dos gargalos para aumentar a produção de petróleo na Venezuela é a falta de energia. A Maha acredita que pode contornar esse problema usando a produção de gás nos poços para gerar energia.  
Desse total de dividendos a receber, a Novonor tem direito a 60% e a Maha a 30%. A Maha pode comprar esse direito de receber dividendos da Novonor com um desconto de 70% dentro dos próximos três anos. 
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A Maha não descarta uma potencial venda da participação na PetroUrdaneta no futuro, mas antes precisa resolver algumas pendências como o contrato de pagamento de royalties com a Pdvsa e o pagamento de dividendos passados que a estatal venezuelana deve a Novonor, no valor de cerca de US$ 120 milhões.
A PetroUrdaneta tem como vantagem a produção de óleo leve, que pode ser misturado ao petróleo pesado e ser exportado. A intervenção dos Estados Unidos na Venezuela reduziu o risco regulatório e de novas sanções e tem atraído capital estrangeiro para o país.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/3ZHMFuMzcAn-MhQWnBpPwiIW6wg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/5/9/sUkmVfQTCuZWXncsu6Vw/petrourdaneta.png" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 09 Jun 2026 18:09:40 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Itaú quer estar 100% em nuvem até 2028 com aceleração de IA</title>  <atom:subtitle>Banco aposta em hiperpersonalização para diferenciar serviços financeiros após incorporar tecnologia</atom:subtitle>  <link>https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/itau-quer-estar-100percent-em-nuvem-ate-2028-com-aceleracao-de-ia.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/itau-quer-estar-100percent-em-nuvem-ate-2028-com-aceleracao-de-ia.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/2U9rN12Xt7lLDR4l5cthIsAddm8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/o/w/pNWqZmRZC6eMqYCbtnbg/ricardo-guerra-cio-do-itau-durante-participacao-no-web-summit-rio-2026-com-felipe-frisch.jpg" /><br /> ]]>    Após investimentos maciços em tecnologia nos últimos 15 anos, que levaram 70% da sua infraestrutura tecnológica para a nuvem, o Itaú prevê chegar a 100% de processamento em cloud antes de 2030, segundo o CIO do banco, Ricardo Guerra.
“Nossa plataforma era construída em uma arquitetura monolítica, baseada em tecnologias das décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990. Hoje, cerca de 70% da nossa plataforma já roda nesse modelo. A expectativa é chegar a 100% até 2028”, disse o executivo durante participação no Web Summit Rio.
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Itaú Ventures aposta em data center móvel para monetizar curtailment
O banco priorizou direcionar os primeiros 60% para tudo aquilo que gera dados ou entrega valor diretamente ao cliente. “Desde que atingimos esse patamar, em 2023, consideramos que nossa competitividade e capacidade de construir soluções com velocidade melhoraram muito. E isso nos deixou muito mais preparados para o mundo da IA”, disse.
Para Guerra, a popularização dos modelos de LLM, a partir do fim de 2022, acelerou uma transformação que já vinha sendo preparada internamente. “Conseguimos nos adaptar rapidamente porque havíamos feito todo esse investimento prévio em infraestrutura, cultura, liderança e modelo de trabalho.”
CIO do Itaú, Ricardo Guerra, durante participação no painel “Enterprise AI: Scaling innovation in regulated markets” do Web Summit Rio 2026
Divulgação
Hoje, o Itaú utiliza inteligência artificial em diversas frentes, incluindo análise de crédito, prevenção a fraudes, recomendações de investimentos, atendimento ao cliente e automação de processos internos. Cerca de três quartos das conversas realizadas nos canais digitais do banco já passam por motores de IA sem intervenção humana, segundo o executivo.
Entre os exemplos citados está o serviço de Pix via WhatsApp, que permite ao cliente encaminhar uma mensagem com dados de pagamento e concluir a transferência de forma conversacional. O banco também mantém mais de 100 mil clientes utilizando recomendações de investimentos por chat. “Conseguimos personalizar experiências e recomendações de forma muito mais profunda”, diz o CIO.
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Além do uso operacional da tecnologia, o Itaú vem ampliando investimentos em pesquisa. O banco criou o ICTi (Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú), que reúne cerca de 200 pesquisadores ligados a universidades como Stanford, MIT e instituições brasileiras. Atualmente, mantém cerca de 50 projetos em andamento, dos quais aproximadamente 35 estão relacionados à inteligência artificial.
“Para se manter competitivo em IA, não podemos nos dar ao luxo de ser seguidores. Precisamos experimentar tecnologia de fronteira”, declarou Guerra. O executivo também defendeu que a principal vantagem competitiva da IA para instituições financeiras estará na capacidade de compreender melhor cada cliente a partir dos dados disponíveis.
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A aposta em tecnologia própria também levou o Itaú a reduzir a terceirização no desenvolvimento de software, de mais de 40% para cerca de 10% dessa atividade. Para o executivo, a proximidade entre tecnologia e as áreas de negócio é fundamental para acelerar a entrega de soluções, especialmente na era da IA agêntica que se inicia.  </description>  <media:content url="https://s2-pipelinevalor.glbimg.com/2U9rN12Xt7lLDR4l5cthIsAddm8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_b3309463db95468aa275bd532137e960/internal_photos/bs/2026/o/w/pNWqZmRZC6eMqYCbtnbg/ricardo-guerra-cio-do-itau-durante-participacao-no-web-summit-rio-2026-com-felipe-frisch.jpg" medium="image"/>    <category>pipelinevalor</category> <pubDate>Tue, 09 Jun 2026 16:15:30 -0000</pubDate>  </item>  </channel>  </rss>