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<rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" version="2.0">  <channel> <title>globorural</title> <link>https://globorural.globo.com/</link> <description>Notícias sobre agronegócio, agricultura, pecuária, cotações, sustentabilidade, previsão do tempo, como plantar, criar e fazer e o mundo do campo.</description> <language>pt-BR</language> <copyright>© Copyright Globo Comunicação e Participações S.A.</copyright> <atom:link href="https://pox.globo.com/rss/globorural/" rel="self" type="application/rss+xml"/> <image> <url>https://s2-home-globo.glbimg.com/02STlZZgd_48kL_lkpEIbvukPM4=/144x0/http://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afd7a7aa13da4265ba6d93a18f8aa19e/pox/gcom.png</url> <title>globorural</title> <link>https://globorural.globo.com/</link> <width>144</width> <height>144</height> </image>  <item> <title>Frio persiste no Sul, e tempo firme predomina no país nesta quarta; veja a previsão</title>  <atom:subtitle>Previsão do tempo indica chuva concentrada no extremo Norte, litoral do Nordeste e áreas do Sudeste</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/previsao-do-tempo/noticia/2026/07/frio-persiste-no-sul-e-tempo-firme-predomina-no-pais-nesta-quarta-veja-a-previsao.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/previsao-do-tempo/noticia/2026/07/frio-persiste-no-sul-e-tempo-firme-predomina-no-pais-nesta-quarta-veja-a-previsao.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/fbZKK6MWbPfPRj8l8TdIUduNxu0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/9/j/IQeqtaSqGQtD9Jpw2v4g/globo-rural-26-.png" /><br /> ]]>    A quarta-feira (8/7) será de tempo estável na maior parte do Brasil. As chuvas permanecem concentradas no extremo norte da região Norte e na faixa litorânea do Nordeste, além de atingirem áreas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e da faixa leste de São Paulo, segundo indica o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 
O tempo continua frio na região Sul e no sul de Mato Grosso do Sul , com possibilidade de geadas em parte dessa área. As maiores temperaturas do país continuam concentradas entre o Norte, Nordeste e norte do Centro-Oeste.
+Veja a previsão do tempo para a sua cidade 
Sul
O aviso de geada para o Sul se amplia nesta quarta e atinge grande parte da região, com exceção do extremo norte do Paraná, do extremo sul do Rio Grande do Sul e da faixa litorânea dos três Estados. 
As mínimas ficam próximas de 0°C nas serras gaúcha e catarinense, enquanto as máximas chegam a 24°C no extremo norte do Paraná. No oeste paranaense, a atenção fica para o tempo seco e a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30% durante a tarde.
Sudeste
O tempo segue firme na maior parte da região, com chuva isolada prevista para a faixa leste de São Paulo e para os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Em Minas Gerais, o dia será de tempo estável e apenas variação de nebulosidade. 
O tempo fica frio em parte da região. As mínimas variam entre 10°C no sul de Minas Gerais e 14°C em boa parte de São Paulo e máximas em 30°C no noroeste mineiro.
Centro-Oeste
O tempo permanece firme no Centro-Oeste, sem previsão de chuva em todos os Estados da região. O destaque continua sendo a baixa umidade relativa do ar, que varia entre 20% e 30% durante a tarde, principalmente em Mato Grosso e Goiás. 
No entanto, no sul de Mato Grosso do Sul, as temperaturas mínimas ficam entre 6°C e 10°C nas primeiras horas do dia, refletindo a influência da massa de ar frio, com possibilidade de geada.
Nordeste
As chuvas diminuem no Recôncavo Baiano, mas continuam ocorrendo de forma isolada ao longo do litoral norte da região. 
No interior, o tempo permanece quente e seco, com umidade relativa do ar entre 20% e 30%, especialmente no Maranhão, Piauí, sul do Ceará, oeste de Pernambuco e oeste da Bahia.
Norte
As pancadas de chuva continuam concentradas no norte do Amazonas, Roraima, Amapá e faixa norte do Pará, principalmente durante a tarde. 
Nas demais áreas da região, o tempo permanece firme, com umidade abaixo de 30% no sul do Pará e no Tocantins.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/fbZKK6MWbPfPRj8l8TdIUduNxu0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/9/j/IQeqtaSqGQtD9Jpw2v4g/globo-rural-26-.png" medium="image"/>   <media:description>Alertas climáticos para a quarta-feira (8/7)</media:description>   <media:credit>Inmet</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 20:27:42 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Conab publica edital para armazenagem de farelo de soja</title>  <atom:subtitle>O período para envio das propostas vai de 6 a 31 de julho de 2026</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/especiais/caminhos-da-safra/noticia/2026/07/conab-publica-edital-para-armazenagem-de-farelo-de-soja.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/especiais/caminhos-da-safra/noticia/2026/07/conab-publica-edital-para-armazenagem-de-farelo-de-soja.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/2PR37-EVzVeqH0Vlk-23d_bfnv0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2022/v/Q/o01o67RzynybW9oxFE4Q/2016-01-05-farelo-de-soja-united-soybean-board.jpg" /><br /> ]]>    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou nesta terça-feira (7/) a abertura do edital de chamamento público para selecionar empresas produtoras de farelo de soja interessadas em utilizar suas Unidades Armazenadoras (UAs).
Segundo a companhia, apenas poderão participar empresas produtoras de farelo de soja devidamente registradas e que cumpram as exigências sanitárias e regulatórias do Ministério da Agricultura e Pecuária. O produto ofertado também deverá atender aos padrões de identidade e qualidade estabelecidos pela Portaria nº 795/1993, ser acondicionado em sacas de 50 quilos e apresentar validade mínima de 75 dias na data do depósito.
O período para envio das propostas vai de 6 a 31 de julho de 2026. As empresas habilitadas poderão depositar o farelo de soja nas unidades indicadas no edital para comercialização junto a clientes interessados na compra do produto. A seleção terá validade de 12 meses, contados a partir da assinatura do contrato.
Ao todo, o edital prevê cinco lotes regionais com armazéns estruturados, e as empresas poderão apresentar propostas para um ou mais lotes. O Lote 1 abrange as unidades de Irecê, Itaberaba e Ribeira do Pombal, na Bahia. O Lote 2 corresponde à unidade de Brasília, no Distrito Federal.
Já o Lote 3 reúne os armazéns de Goiânia, Pontalina e São Luís de Montes Belos, em Goiás. O Lote 4 contempla Floriano, Parnaíba, Picos, Teresina (Distrito Industrial) e Teresina (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima – RFFSA), no Piauí. Por fim, o Lote 5 inclui Assú, Caicó, Currais Novos, Mossoró, Natal (Caiapós), Natal (Jerônimo Câmara) e Umarizal, no Rio Grande do Norte.
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Uma ideia em avaliação no momento é propor juros de 4%, 6% e 8% para operações na linha especial de crédito para renegociação de dívidas de pequenos, médios e grandes produtores, respectivamente. As taxas estão abaixo das sugeridas nesta terça-feira (7/7) pelo Ministério da Fazenda, de 6%, 9% e 12%. A FPA não abre mão de juros de um dígito ou, no máximo, 10%, disseram fontes a par das discussões, e quer chegar a, ao menos, dez anos de prazo total, incluídos dois de carência.
A proposta do governo estabeleceu teto de R$ 8 milhões para a renegociação dos débitos por CPF, inclusive as dívidas oriundas de Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas em favor de instituições financeiras. A FPA quer ampliar o limite de financiamento para R$ 10 milhões.
O governo teria concordado em manter o teto de cooperativas agropecuárias em R$ 50 milhões. As organizações poderiam ainda acessar esses recursos e repassar aos cooperados, nas mesmas condições de prazos e juros. 
O principal avanço foi na questão das garantias. O governo topou manter no texto a previsão de aporte em fundo garantidor e ainda sugeriu uma flexibilização na regulamentação do crédito rural, para que os bancos possam reaproveitar garantias com a proporcionalidade da dívida.
Atualmente, as operações de crédito rural exigem garantias de 100% a 130% do financiamento. Muitos produtores comprometem a propriedade inteira em um só empréstimo. A ideia, na prática, é que o imóvel ou outra forma de garantia real com valor superior ao passivo possa ser "fracionado" e comprometido proporcionalmente apenas até o montante da dívida. 
Houve consenso no enquadramento de quem teve perdas de ao menos 30% em duas safras entre 2019 e 2025 causadas por mudanças climáticas. Ainda não houve solução, porém, para as dívidas privadas e oriundas de perdas geradas por movimentos de mercado. A contraproposta da FPA deve incluir que esses débitos possam ser renegociados com juros "livres", mas com limitação atrelada à Selic, para que não sejam cobradas taxas próximas de 20% dos produtores, o que tornaria a renegociação inviável.
Poderiam ser encaixados nos juros livres limitados à Selic os débitos de produtores que extrapolarem o limite fixado para financiamento. Se o teto ficar em R$ 8 milhões, por exemplo, os valores excedentes poderiam ser renegociados, mas com taxas maiores.
A proposta também deve incluir a possibilidade de renegociar operações em inadimplência até maio de 2026. O projeto de lei 5.122/2023, em tramitação no Congresso Nacional, prevê a inclusão de débitos nessa situação até abril de 2026. A expectativa com a aprovação da renegociação gerou uma nova onda de atrasos em pagamentos de parcelas com vencimentos nos últimos meses, informaram os principais bancos e cooperativas financeiras do país.
Ao apresentar a proposta na reunião de mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou aos parlamentares que falava em nome do governo, do Poder Judiciário e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O recado transmitido à bancada ruralista foi de que se não houver acordo para encaminhar uma proposta com "equilíbrio fiscal", o projeto de lei 5.122/2023 não será pautado. Mesmo que haja pressão pela aprovação, o Supremo Tribunal Federal (STF) será acionado e concordará com a derrubada de uma eventual medida aprovada pelo Congresso Nacional.
A aliados, o presidente da Câmara, Hugo Motta, tem reiterado que o texto aprovado pelo Senado Federal para a renegociação de dívidas "extrapolou a responsabilidade fiscal". Segundo fontes, ele avalia também que uma MP seria a melhor solução.
A ideia é apresentar o texto ao Ministério da Fazenda até a noite desta terça-feira (7/7). Se houver consenso, o governo pode editar uma Medida Provisória ou encaminhar um projeto de lei para tramitar em regime de urgência no Congresso Nacional.
Mudanças
O líder do governo na Câmara, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), disse que a reunião de mais cedo resultou na inclusão de três medidas que não constavam da proposta inicial. A primeira trata da flexibilização das garantias exigidas pelos bancos, com a criação de um fundo garantidor, o reaproveitamento das garantias já vinculadas a financiamentos anteriores e a atualização do valor dessas garantias conforme o saldo devedor efetivo. 
Segundo ele, a medida permitirá a liberação de bens atualmente vinculados a operações antigas e facilitar o acesso dos agricultores às novas linhas de crédito para renegociação com custos financeiros menores.
Houve também a inclusão da possibilidade de as cooperativas acessarem os recursos do programa, desde que repassem aos produtores as mesmas condições oferecidas pelo governo. E foi incorporada o refinanciamento das CPRs que se enquadrarem nas regras de perdas por clima entre 2019 e 2025.
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De acordo com a entidade, o mercado dos Estados Unidos responde por cerca de 25% das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos. Em 2025, o setor exportou US$ 13,2 bilhões. A balança comercial entre Brasil e EUA no setor tem déficit de US$ 1,2 bilhão.
Patrícia Gomes, diretora de comércio exterior da Abimaq, ressalta que a maioria das vendas são intercompany, ou seja, entre empresas do mesmo grupo. 
“Hoje, 82% das exportações é feito intercompany. Então, a decisão de uma imposição de tarifa, ela afetaria as empresas americanas, no mercado americano. Qualquer efeito sobre o setor vai provocar uma desorganização na cadeia, trazendo prejuízo para os dois países”, afirmou Gomes. 
Nesta terça-feira (7/7), as audiências ouviram representantes dos setores de máquinas e equipamentos, calçados, madeira, papel e celulose, mineração e siderurgia, cerâmica, entre outros. 
Na segunda-feira, as audiências foram concentradas em representantes do agronegócio. 
Café solúvel
No painel voltado ao café, o Cecafé, a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e a National Coffee Association (NCA), dos Estados Unidos, defenderam manter a isenção da tarifa de 25% sobre os cafés verde, torrado e moído e estender o benefício ao café solúvel. 
A Abics defendeu em sua apresentação que o produto é fundamental para diversos setores da economia americana, incluindo bebidas prontas para consumo, produtos de panificação, confeitaria, laticínios e serviços de alimentação institucional. A entidade citou estudos que apontam crescimento anual de 5,6% entre 2025 e 2030 no mercado americano de café pronto para consumo. 
A Abics salientou a necessidade de garantir abastecimento estável e acessível de café solúvel. Segundo a associação, o Brasil responde por 22% das importações americanas de café solúvel, somando 15,5 mil toneladas por ano. 
Cerca de 11% da população nos EUA consome café solúvel diariamente, a um custo de US$ 0,06 a US$ 0,07 por xícara. A tarifa adicional de 25% pressiona as margens das empresas e pressiona a inflação no país. 
“México e Brasil respondem por quase 60% do total das importações, sendo que os preços mexicanos são cerca de 1,5 vez mais altos que os brasileiros”, afirmou Fabio Sato, diretor de relações institucionais da Abics, Fabio Sato, que participou da audiência. Ele acrescentou que Colômbia, Vietnã e Indonésia, fornecedores alternativos, não conseguem suprir a oferta brasileira e mexicana.
Mel
O setor exportador de mel, que também é investigado baseado na Seção 301, também participou das audiências na segunda-feira. O Brasil exporta em torno de 40 mil toneladas de mel orgânico por ano para os Estados Unidos, que não tem produção local dessa categoria de mel. O setor já está sujeito a uma taxa de importação de 12,5% e, com a sobretaxa de 25% proposta pela administração Trump, a taxação chega a 37,5%.
“O Brasil atende 75% da demanda, é o principal fornecedor de mel orgânico para os Estados Unidos”, disse João Marcelo Messas, diretor da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), que participou das audiências. A Abemel estima que cada dólar de mel orgânico importado se transforma em US$ 5,50 em negócios para a economia americana. 
Messas disse estar otimista com o andamento da investigação pelo USTR. “Eu vejo um cenário otimista, no sentido de que fizemos o nosso papel. Cumprimos os prazos, respondemos os questionamentos de forma muito esclarecedora, que foi muito bem recebida pelo comitê que avaliou a gente”, afirmou. 
Messas acrescentou que, além de ter o apoio durante a audiência do setor exportador brasileiro, empresas que estão sendo impactadas nos Estados Unidos também defenderam a isenção da tarifa de 25%. “Vejo com bons olhos tudo o que aconteceu, mas ainda sem garantia de que a gente vai ter uma definição a nosso favor”, ponderou Messas.
Arroz
A indústria do arroz também participou do primeiro dia de audiências. Andressa Silva, diretora executiva da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), disse que o ambiente na audiência foi receptivo. 
O setor foi questionado por que o arroz americano não substitui o brasileiro e a Abiarroz observou que o arroz brasileiro atende um perfil específico de consumidores. “Falamos sobre os potenciais impactos sobre pequenas e médias empresas americanas que atendem ao nicho de comunidade latina, bem como toda a cadeia de valor envolvida de logística, transporte, armazenagem e o potencial aumento de custo para o consumidor americano”, disse Silva.
Desmatamento e etanol
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que foi representada por Fernanda Maciel Carneiro, rebateu que o desmatamento ilegal está concentrado em uma área isolada e não representa a agropecuária brasileira. A CNA apresentou dados indicando que o desmatamento na Amazônia Legal reduziu 56% entre 2011 e 2025. 
No segmento de biocombustíveis, o governo americano acusa o Brasil de prejudicar o comércio de etanol com aplicação de tarifas. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) alegou que a tarifa brasileira sobre o etanol importado segue a regra de Nação Mais Favorecida da OMC e que não se trata de uma retaliação aos Estados Unidos. 
A União Nacional do Etanol de Milho (Unem), por sua vez, defendeu que o etanol americano perdeu espaço no Brasil por causa do câmbio, dos custos logísticos e da expansão acelerada da indústria de etanol de milho no mercado doméstico.
O USTR tem até o dia 15 para tomar a sua decisão final com base na investigação da Seção 301.
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O projeto conta com investimento total de R$ 1,4 milhão, financiado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), com assistência da Fundação de Desenvolvimento de Pesquisa do Agronegócio (Fundepag). 
A coordenadora do projeto no Nutec, Antônia Fádia Valentim de Amorim, explica que o objetivo é desenvolver e validar, em escala piloto, um sistema integrado capaz de transformar resíduos orgânicos de origem agroindustrial e de esgoto sanitário em biometano com pureza mínima de 90% de metano. 
"O biogás bruto gerado pela decomposição de matéria orgânica contém grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) e sulfeto de hidrogênio (H2S), compostos que reduzem o poder energético do gás e corroem equipamentos, inviabilizando seu uso direto", observa. 
"Nesse contexto, o Nutec lidera o desenvolvimento de tecnologias de baixo custo para remover esses contaminantes e elevar o biogás ao nível de biocombustível comercializável", complementa. 
A iniciativa está sendo executada na unidade piloto do Nutec, em Fortaleza, e já conta com infraestrutura instalada de biodigestores de 1.000 litros, laboratórios analíticos e sistemas de monitoramento de gases. 
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/nF5xqHBimR6JC1XXXa2_ipFVX1M=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/r/7/4ilCNHQxSAqeJTNPp6vQ/biometano.jpg.jpeg" medium="image"/>   <media:description>O projeto conta com investimento total de R$ 1,4 milhão</media:description>   <media:credit>Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 19:48:55 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Grãos fecham o dia em alta na bolsa de Chicago</title>  <atom:subtitle>Cotações de soja, milho e trigo avançaram nesta terça-feira</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/graos-fecham-o-dia-em-alta-na-bolsa-de-chicago.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/graos-fecham-o-dia-em-alta-na-bolsa-de-chicago.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/vh4gWap3WsVGm-DPIosUfJSnpng=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/l/m/KimlVrQji5GDft4UAdIA/50164084738-d03ec84e28-c.jpg" /><br /> ]]>    Os preços de soja, milho e trigo fecharam a sessão desta terça-feira (7/7) em alta na bolsa de Chicago. O destaque do dia foi o milho, com valorização de mais de 1%.
O contrato para setembro do cereal, o mais negociado, subiu 1,25% e ajustou para US$ 4,43 por bushel. Para dezembro, a alta foi de 1,42%, com o grão valendo US$ 4,64 o bushel.
No mercado de soja, o contrato para agosto de 2026 subiu 0,82% e encerrou cotado a US$ 11,93 por bushel. Os lotes para setembro tiveram valorização de 0,51%, a US$ 11,87 por bushel.
O trigo para setembro teve alta de 0,73% e encerrou a sessão valendo US$ 6,14 por bushel. O contrato com vencimento em dezembro de 2026 teve alta de 0,84% e encerrou a sessão cotado a US$ 6,33 por bushel.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/vh4gWap3WsVGm-DPIosUfJSnpng=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/l/m/KimlVrQji5GDft4UAdIA/50164084738-d03ec84e28-c.jpg" medium="image"/>   <media:description>O destaque do dia foi o milho, com valorização de mais de 1%</media:description>   <media:credit>Wenderson Araujo/CNA</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 19:46:07 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Morre Ademerval Garcia, ex-presidente do Fundecitrus</title>  <atom:subtitle>Ex-dirigente teve papel importante no apoio à pesquisa dentro do segmento</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/laranja/noticia/2026/07/morre-ademerval-garcia-ex-presidente-do-fundecitrus.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/laranja/noticia/2026/07/morre-ademerval-garcia-ex-presidente-do-fundecitrus.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/oAQe_GkHiuV0fkExSwUdD8EaDQs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/k/o/Bk3aYWSHONIpD5pAlZaA/whatsapp-image-2026-07-07-at-15.30.37.jpeg" /><br /> ]]>    Faleceu, nesta terça-feira (7/7), o pesquisador e ex-presidente do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), Ademerval Garcia. A informação foi divulgada pela entidade que representa a citricultura.
“O Fundecitrus manifesta solidariedade aos familiares e amigos de Ademerval Garcia e presta homenagem à sua visão, liderança e contribuição para a história da instituição e da citricultura brasileira. Seu legado permanece vivo na ciência produzida, no conhecimento compartilhado e nos avanços que continuam fortalecendo o setor”, manifestou, em nota, o Fundecitrus.
Garcia teve papel importante no apoio àademerva pesquisa dentro do segmento. Presidente do Fundecitrus entre 1994 e 2004, foi responsável pela criação do Departamento Científico da instituição.
Foi nesta época que colaborou com o pesquisador francês Joseph Marie Bové, na produção científica sobre a citricultura.
“Esse trabalho, que incluiu a consolidação de parcerias com centros de pesquisa e desenvolvimento do Brasil e de outros países, lançou as bases para que a instituição conquistasse reconhecimento internacional”, destacou a nota do Fundecitrus.
O momento considerado mais simbólico desse desenvolvimento científico do Fundecitrus aconteceu no ano 2000, quando os pesquisadores concluíram o sequenciamento genético da Xylella fastidiosa, a primeira decodificação do genoma de um fitopatógeno da qual se tinha registro até então.
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/oAQe_GkHiuV0fkExSwUdD8EaDQs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/k/o/Bk3aYWSHONIpD5pAlZaA/whatsapp-image-2026-07-07-at-15.30.37.jpeg" medium="image"/>   <media:description>Ademerval Garcia foi pesquisador e ex-presidente do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus)</media:description>   <media:credit>Fundecitrus/Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 18:56:15 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Custo de confinamento atinge menor nível do ano no Sudeste em junho</title>  <atom:subtitle>Movimento reflete principalmente ajustes nos preços dos insumos da dieta</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/pecuaria/boi/noticia/2026/07/custo-de-confinamento-atinge-menor-nivel-do-ano-no-sudeste-em-junho.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/pecuaria/boi/noticia/2026/07/custo-de-confinamento-atinge-menor-nivel-do-ano-no-sudeste-em-junho.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/8Vyfc0EyNVVThVeP8JNxUdHw36E=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/F/Y/6A9dubQhe2IB8L2gHGTQ/48989607851-ee24119f83-k.jpg" /><br /> ]]>    O custo de confinamento de gado recuou em junho no Brasil, com destaque para o Sudeste, onde o indicador atingiu R$ 11,79 por cabeça ao dia, queda de 2,23% em relação a maio e o menor patamar de 2026, segundo levantamento da Ponta Agro. O movimento reflete principalmente ajustes nos preços dos insumos da dieta, apesar de pressões pontuais em alguns componentes.
No Centro-Oeste, o custo alimentar ficou em R$ 12,91 por cabeça ao dia, com leve alta de 0,62% no mês. Ainda assim, a região registrou redução de 9,93% no custo da arroba produzida, que caiu para R$ 186,36, impulsionada pela melhora na eficiência produtiva e pelo menor custo da dieta ao longo do trimestre.
No Sudeste, apesar da queda do custo diário, o custo da arroba produzida subiu 2,13%, para R$ 199,29, refletindo o impacto combinado da queda no preço do boi gordo e do perfil dos animais abatidos.
A retração no Sudeste foi puxada principalmente pela queda dos insumos proteicos, que recuaram 2,83% frente à média trimestral. O caroço de algodão foi o principal destaque negativo, com queda de 19,8%. Já os energéticos tiveram leve alta de 1,44%, com o milho grão seco subindo 7,0% na comparação com a média de abril a junho.
Os volumosos subiram 15,80% no Sudeste, influenciados pelo encarecimento das silagens, movimento parcialmente compensado pela queda no preço do bagaço de cana.
No Centro-Oeste, o custo da dieta ficou 4,16% abaixo da média trimestral, com queda dos volumosos (-37,13%) e dos energéticos (-8,25%). O milho caiu 8,0%, enquanto os proteicos ficaram praticamente estáveis (+0,50%).
Mesmo com a queda da arroba do boi gordo, de 5,69% no Centro-Oeste (R$ 323,50) e de 3,35% no Sudeste (R$ 331,50), a atividade manteve rentabilidade. O lucro por cabeça ficou em R$ 1.053,25 no Centro-Oeste (+1,56%) e em R$ 1.007,41 no Sudeste (-10,36%).
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/8Vyfc0EyNVVThVeP8JNxUdHw36E=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/F/Y/6A9dubQhe2IB8L2gHGTQ/48989607851-ee24119f83-k.jpg" medium="image"/>   <media:description>Mesmo com a queda da arroba do boi gordo, a atividade manteve rentabilidade</media:description>   <media:credit>Wenderson Araujo/CNA</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 18:33:39 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Governo propõe juros maiores e prazo menor para renegociação de dívidas rurais</title>  <atom:subtitle>Ainda não houve definição se será apresentada uma Medida Provisória pelo governo ou um projeto de lei para tramitar em regime de urgência</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/credito-e-investimento/noticia/2026/07/governo-propoe-juros-maiores-e-prazo-menor-para-renegociacao-de-dividas-rurais.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/credito-e-investimento/noticia/2026/07/governo-propoe-juros-maiores-e-prazo-menor-para-renegociacao-de-dividas-rurais.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/b8cMkSi5dEVJJQ5MCOIYnGABKlM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2022/K/l/kov5liRKS7HxerKdsxlQ/2018-12-18-ballots-1195036-960-720.jpg" /><br /> ]]>    A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) não concordou com a proposta de renegociação de dívidas rurais apresentada nesta terça-feira (7/7) pelo Ministério da Fazenda. Houve divergência sobre as taxas de juros, prazo de pagamento, as regras de enquadramento e a abrangência dos débitos contemplados, se apenas agricultores afetados por clima ou também por movimentos de mercado e preços. Mesmo assim, houve avanços em relação às conversas anteriores entre parlamentares e Executivo.
A FPA vai se reunir para debater alterações na proposta. A expectativa é que novas conversas com a equipe econômica ocorram ainda nesta terça-feira para definir o texto. Ainda não houve definição se será apresentada uma Medida Provisória pelo governo, com vigência imediata, ou um projeto de lei para tramitar em regime de urgência, em um acordo com o Congresso Nacional.
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), ressaltou que a aprovação do projeto de lei 5.122/2023, que trata de uma renegociação mais ampla, não foi descartada ainda.
“A gente não chegou a conclusões, não chegamos a acordos. Apresentamos ao ministro [da Fazenda, Dario Durigan] e ao líder do governo [deputado Paulo Pimenta] as nossas preocupações quanto a essa alteração estrutural nessa renegociação e agora nós vamos nos reunir novamente a tarde, fazer as nossas contas, entender quais são os números”, disse Lupion após o encontro. “Lembrando que não há qualquer tipo de acordo sobre o fim do 5.122 ou aprovação de uma medida provisória”, completou.
A proposta apresentada pela Fazenda prevê seis anos para pagamento e mais dois de carência, com total de oito anos, abaixo dos 13 anos previstos no PL 5.122/2023, que consideram dez anos de reembolso e até dois de carência. Os juros sugeridos pela equipe econômica são de 6%, 9% e 12%. A proposta em tramitação no Congresso define taxas de 3,5%, 5,5% e 7,5%.
O custo estimado está perto de R$ 1,5 bilhão ao ano nas contas da Fazenda com a equalização dos juros das novas operações. A proposta em tramitação no Congresso, defendida pelo setor e pela FPA, poderia gerar custo de R$ 139,8 bilhões em 13 anos, nas estimativas da equipe econômica do governo. Já a bancada ruralista calcula em R$ 65 bilhões no período.
O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), coordenador institucional da FPA, disse que é possível construir uma proposta intermediária. Quanto ao prazo, a ideia seria chegar a oito anos de pagamento e dois anos de carência, com total de dez anos, disse o parlamentar.  
Fontes afirmaram que a FPA defendeu o teto de financiamento de até R$ 10 milhões por produtor, proposta que será estudada pelo ministro Dario Durigan.
O Ministério da Fazenda também concordou em manter no texto a previsão de um novo fundo garantidor, para reforçar as garantias das operações aos produtores endividados. No curto prazo, no entanto, a sugestão é revisar e reaproveitar garantias que já foram vinculadas a financiamentos anteriores. A medida é avaliada como positiva pelo setor produtivo e a FPA.
A proposta da Fazenda mantém a previsão de atender produtores que tiveram perdas de renda de, no mínimo, 30% em duas safras entre 2019 e 2025.
Outro debate ainda não resolvido é a inclusão de dívidas oriundas apenas de perdas climáticas ou também por movimentos de mercado, como a diminuição dos preços das commodities agrícolas.
A proposta deve considerar dois cronogramas diferentes, disse Alceu Moreira. Um para produtores que tiveram perdas por conta do clima e outro para as dívidas por motivos mercadológicos.
Houve avanço para a inclusão de dívidas privadas na proposta de renegociação. A ideia é que os produtores possam emitir novas Cédulas de Produto Rural (CPRs) para abater as dívidas oriundas desses títulos, em uma espécie de “mata-mata”, com juros e condições diferentes das dívidas bancárias.
O funding, ou seja, a fonte de recursos que será usada para fazer a renegociação deverá ser mantida de acordo com o PL 5.122, com a possibilidade de uso de fundos supervisionados por unidades do Ministério da Fazenda, de fontes do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) e de outras fontes definidas pelo Poder Executivo.
“O que nós temos que entender é que hoje nós estamos num embate político, é um embate político do da compreensão do governo de que não tem condições de aprovar na câmara o texto, aceitar a aprovação na câmara do texto do 5.122 e nós não aceitamos que o texto do 5.122 não vale”, disse Lupion, presidente da FPA.
O líder do governo, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ressaltou que a proposta deveria focar apenas em quem teve perdas pelo clima. “Como líder do governo, estou empenhado em construir esse consenso. Nas propostas que tenham por objetivo abrir o escopo do projeto para todos os produtores e produtoras do Brasil, de minha parte, não vai ter concordância”, disse o parlamentar após a reunião.
Ele ressaltou que houve avanços. “Nós conseguimos avançar em vários pontos, principalmente do ponto de vista de flexibilizar garantias para poder garantir que mais produtores possam acessar as linhas de refinanciamento das dívidas”, afirmou Pimenta.
Participaram da reunião 13 parlamentares da bancada ruralista. Pelo governo, além do ministro da Fazenda, Dario Durigan, estiveram presentes o secretário-executivo do ministério, Rogério Ceron, a secretária de Política Econômica, Débora Freire, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Guilherme Mello, e o assessor parlamentar da Fazenda, Wagner Primo.
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/b8cMkSi5dEVJJQ5MCOIYnGABKlM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2022/K/l/kov5liRKS7HxerKdsxlQ/2018-12-18-ballots-1195036-960-720.jpg" medium="image"/>   <media:description>Houve divergência sobre as taxas de juros, prazo de pagamento, as regras de enquadramento e a abrangência dos débitos contemplados</media:description>   <media:credit>Pixabay/Joelfotos/Creative Commons</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:38:31 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>LS Tractor anuncia aporte de R$ 20 milhões e mudança na presidência no Brasil</title>  <atom:subtitle>O investimento se soma aos R$ 40 milhões que a empresa já aplicou no Brasil</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/maquinas-agricolas/noticia/2026/07/ls-tractor-anuncia-aporte-de-r-20-milhoes-e-mudanca-na-presidencia-no-brasil.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/maquinas-agricolas/noticia/2026/07/ls-tractor-anuncia-aporte-de-r-20-milhoes-e-mudanca-na-presidencia-no-brasil.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/ysucEYhtJrOzcXpJH6I04fYiESg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/1/B/2lvi62QcWaWzI2u02Drg/lstractor.png" /><br /> ]]>    A multinacional sul-coreana LS Tractor anunciou um novo aporte de R$ 20 milhões para os próximos dois anos. O investimento se soma aos R$ 40 milhões que a empresa já aplicou no Brasil. Segundo a companhia, os recursos vão financiar a modernização e a ampliação do portfólio de produtos, dos sistemas de tecnologia da informação (TI), da infraestrutura e da capacidade operacional.
Além do novo aporte, a multinacional anunciou mudanças na liderança da operação brasileira, com a chegada oficial de Bono Kim à presidência da LS Tractor Brasil. O executivo possui mais de duas décadas de experiência internacional nas áreas de vendas, marketing, estratégia de negócios e gestão nos setores de máquinas agrícolas e industriais. Com a nova gestão, a empresa projeta ampliar em 50% sua receita no Brasil entre 2026 e 2028.
“Estamos entrando em uma significativa fase de investimentos. O Brasil não é um mercado de curto prazo para a companhia. É uma base estratégica de longo prazo”, afirmou Bono Kim, em nota. Segundo a empresa, os investimentos e a mudança na liderança integram uma estratégia de nacionalização da operação brasileira.
A companhia afirma investir na nacionalização de processos, na adaptação dos equipamentos às condições do campo brasileiro e no fortalecimento de uma rede de concessionárias preparada para oferecer atendimento especializado em todas as regiões. Ainda de acordo com a multinacional, a unidade brasileira abastece atualmente mais de 20 países da América Latina e da África, exportando tratores desenvolvidos para atender a condições de trabalho semelhantes às encontradas no campo brasileiro.
A LS Tractor também informa que pretende continuar investindo na modernização da estrutura local, no desenvolvimento de novos produtos e na ampliação da capacidade operacional. Segundo a companhia, essas iniciativas fazem parte da estratégia para consolidar o Brasil como um dos principais polos da empresa no mundo.
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/ysucEYhtJrOzcXpJH6I04fYiESg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/1/B/2lvi62QcWaWzI2u02Drg/lstractor.png" medium="image"/>   <media:description>Segundo a LS Tractor, os recursos vão financiar a modernização e a ampliação do portfólio de produtos</media:description>   <media:credit>Divulgação/ LS Tractor</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:34:02 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Café arábica ‘devolve’ parte da alta de segunda e cai mais de 9% em NY</title>  <atom:subtitle>Operadores do mercado seguem acompanhando os efeitos do clima no Brasil e ajustam posições</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/commodities-agricolas-cotacoes-nova-york-cacau-cafe-acucar-suco-laranja-algodao.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/commodities-agricolas-cotacoes-nova-york-cacau-cafe-acucar-suco-laranja-algodao.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/ss-v_1NDkG0ehSr_mnFfxlElljs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2022/F/r/4xwlimS4CxBzpc8MnsAA/2015-07-20-cafe-edit.jpg" /><br /> ]]>    O café arábica fechou com queda de pouco mais de 9% nesta terça-feira (7/7), na bolsa de Nova York, ‘devolvendo’ parte dos ganhos da sessão de segunda (6/7). O contrato para setembro de 2026, o mais negociado neste momento, caiu 9,24% e fechou a US$ 3,17 por libra-peso. Para dezembro de 2026, a cotação ficou em US$ 3,05 por libra-peso, queda de 9,06%.
O mercado segue acompanhando o clima sobre as regiões produtoras, especialmente no Brasil. A ocorrência do fenômeno climático El Niño, que traz incertezas para a safra brasileira, levando à volatilidade, em um cenário que já é de estoques baixos, limitando oferta e demanda pelo produto.
Na segunda-feira, os preços tiveram a maior alta diária dos últimos 26 anos, com os principais contratos entre US$ 3,30 e US$ 3,45 por libra-peso.
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Nesta terça-feira, as cotações já abriram em baixa, com setembro a US$ 3,48 e dezembro a US$ 3,31 por libra-peso. Nas mínimas do dia, os dois contratos chegaram a valer US$ 3,16 e US$ 3,02, respectivamente, reduzindo parte das perdas ao longo da sessão, até o fechamento.
A queda na sessão não foi suficiente para reverter o cenário de alta acumulada para o produto. O Valor Data mostra alta de 6,71% em uma semana para o contrato de setembro e de 7,67% nos lotes para dezembro. Em um mês, as valorizações são de 30,81% e de 29,4%, respectivamente.
Cacau
Os preços do cacau fecharam em alta de mais de 1%, nesta terça-feira (7/7). O contrato com vencimento em setembro ajustou para US$ 5.759 por tonelada (+1,14%). O contato para dezembro de 2026 encerrou a sessão em US$ 5.874 por tonelada (+ 1,22%).
Açúcar
Os preços do açúcar caíram. O contrato para outubro de 2026 fechou em baixa de 0,53%, a 15,14 centavos de dólar por libra-peso. Os lotes para março de 2027 ajustou para 16,06 centavos de dólar por libra-peso (-0,31%).
Suco de laranja
Os preços do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) também encerraram a sessão em queda. O contrato para setembro de 2026 ajustou para US$ 1,56 por libra-peso (-6%). Os lotes para novembro caíram 5,76%, para US$ 1,59 por libra-peso.
Algodão
O preço do algodão encerrou a sessão em alta, nesta terça-feira (7/7). O contrato com vencimento em dezembro, com maior volume negociado, ajustou para 81,29 centavos de dólar por libra-peso (+3,82%).  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/ss-v_1NDkG0ehSr_mnFfxlElljs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2022/F/r/4xwlimS4CxBzpc8MnsAA/2015-07-20-cafe-edit.jpg" medium="image"/>   <media:description>Café arábica em MInas Gerais. Cotação internacional caiu, nesta terça-feira</media:description>   <media:credit> Alexandre Soares/Emater-MG</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:15:19 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>El Niño forte preocupa com risco de perdas, mas especialistas descartam colapso</title>  <atom:subtitle>Fenômeno pode ficar 'muito forte' a partir de outubro</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/noticia/2026/07/el-nino-forte-preocupa-com-risco-de-perdas-mas-especialistas-descartam-colapso.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/noticia/2026/07/el-nino-forte-preocupa-com-risco-de-perdas-mas-especialistas-descartam-colapso.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/pOYjkHfrJJMKazuWQSVzcNXwlXg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/n/e/3hEShBRQO61Z1zdyBqoA/17agr-100-metrica-b12-img01.jpg" /><br /> ]]>    A possibilidade de um El Niño muito forte acende um alerta para o agronegócio brasileiro, especialmente por causa dos riscos de calor intenso, irregularidade das chuvas e impactos sobre culturas sensíveis. 

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta para possibilidade de um episódio muito forte do fenômeno no segundo semestre, com mais de 60% de chances da intensidade se concretizar entre outubro e dezembro de 2026.

De acordo com o pesquisador do Observatório de Bioeconomia do FGV Agro, Eduardo Assad, em mesa redonda sobre os impactos do fenômeno promovida pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) nesta terça-feira (7/7), nos últimos dez anos ocorreram três episódios muito fortes de El Niño. 
“Em eventos anteriores, como os registrados em 2015 e 2024, algumas regiões registraram perdas de até 10% na produção agrícola. Caso o fenômeno ganhe intensidade, os principais riscos incluem ondas de calor e redução das chuvas em parte do país, que certamente impactam a produção agrícola”, explica

O pesquisador ressalta que, do ponto de vista fisiológico, soja e milho estão entre as culturas mais vulneráveis aos efeitos do calor e da irregularidade das chuvas. No Sudeste, café e laranja também aparecem entre as atividades mais sensíveis.
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Para o coordenador do FGV Agro, Guilherme Bastos, a principal preocupação está concentrada entre julho e setembro. “É neste período em que a irregularidade das chuvas pode comprometer o início do plantio da soja e aumentar a necessidade de replantio”, diz. Em 2024, cerca de 2,9 milhões de hectares precisaram ser replantados em decorrência de problemas climáticos.
Além dos impactos sobre a soja, Bastos destaca que atrasos na semeadura também podem comprometer a janela ideal de plantio do milho segunda safra. Ainda assim, ele ressalta que o fenômeno não deve provocar um colapso na produção brasileira de grãos. 
Assad também chamou atenção para os riscos sobre a pecuária, especialmente em Mato Grosso, onde as ondas de calor podem afetar diretamente os animais. “Uma das medidas mais simples para reduzir esse problema é ampliar o plantio de árvores nas propriedades, proporcionando sombra ao rebanho”, afirma.
Os especialistas também chamam atenção para a baixa preparação dos municípios brasileiros diante dos riscos climáticos. Segundo Bastos, 87% dos municípios não possuem estrutura adequada para enfrentar os impactos do El Niño, enquanto 78% apresentam deficiência na preparação para secas e 72% para enchentes.
Como medida de adaptação, Bastos defende a ampliação do seguro rural. “O seguro é o melhor instrumento que o produtor pode ter para se preparar, isso não resolve o problema mas garante uma sustentabilidade financeira para continuar sua atividade agropecuária”, defende o pesquisador.
Nesse sentido, ele criticou a pouca ênfase dada ao tema no atual Plano Safra. “O Plano Safra praticamente não faz menção ao seguro rural. Os recursos são insuficientes. Por isso, defendo uma participação maior dos Estados no custeio do seguro", concluiu.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/pOYjkHfrJJMKazuWQSVzcNXwlXg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/n/e/3hEShBRQO61Z1zdyBqoA/17agr-100-metrica-b12-img01.jpg" medium="image"/>   <media:description>Soja, milho, café e laranja devem ser as culturas mais afetadas, segundo Eduardo Assad</media:description>   <media:credit>Rogerio Vieira/Valor</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:48:31 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Já viu isso? Clube que revelou Haaland premia jogador com 100 cenouras</title>  <atom:subtitle>Alfred Scriven, de 28 anos, se destacou no empate em 1 a 1 com o Sandnes Ulf</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/noticia/2026/07/ja-viu-isso-clube-que-revelou-haaland-premia-jogador-com-100-cenouras.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/noticia/2026/07/ja-viu-isso-clube-que-revelou-haaland-premia-jogador-com-100-cenouras.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/kBtJwowCjxrRex0kxoJoZvUcd7M=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/X/Y/rW0mo2RhqAisVeUU5QWA/1-11-.jpg" /><br /> ]]>    Enquanto a maioria dos clubes pelo mundo costuma premiar o melhor jogador de uma partida com troféu, medalha e dinheiro, o Bryne, da Noruega, prefere valorizar a tradição agrícola da região, localizada no sudoeste do país europeu, presenteando quem se destaca com produtos ligados ao agronegócio.
No último domingo (5/7), mesmo dia em que o atacante Erling Haaland, a maior revelação da história do Bryne, marcou os dois gols da vitória da seleção norueguesa sobre o Brasil, por 2 a 1, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o clube presenteou um de seus atletas com nada menos que 100 cenouras.
O escolhido foi Alfred Scriven, centroavante de 28 anos. Ele marcou o gol do empate por 1 a 1 com o Sandnes Ulf, na 14ª rodada da segunda divisão nacional, e, ao fim da partida, posou para uma foto segurando dois grandes feixes da hortaliça. 
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A ação curiosa não é novidade. Desde 2025, quando retornou à elite após duas décadas, o Bryne adotou a estratégia de premiar os destaques dos jogos como mandante com ovos, cordeiro, caixas de morangos, litros de leite, couve-flor, repolho, alho-poró, mel, maçãs, batatas e queijos. 
O rebaixamento para a segunda divisão ao fim da temporada não encerrou a iniciativa. Mantida em 2026, a tradição ganhou novos produtos, como pepino, linguiça, brócolis e tomate, além de ter sido estendida à equipe feminina. 
A escolha dos itens pelo primeiro clube de Haaland na carreira está relacionada diretamente à região de Jæren. A área é considerada uma das mais importantes do setor agrícola da Noruega, com forte produção de leite, carnes, cereais e hortaliças.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/kBtJwowCjxrRex0kxoJoZvUcd7M=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/X/Y/rW0mo2RhqAisVeUU5QWA/1-11-.jpg" medium="image"/>   <media:description>Alfred Scriven comemora o gol e depois posa com as cenouras</media:description>   <media:credit>Reprodução/@brynefotbal</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:41:01 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Com El Niño forte no radar, café tem alta histórica; ouça o comentário</title>  <atom:subtitle>Grão subiu mais de 16% em uma única sessão da Bolsa de Nova York</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/podcasts/cbn-agro/noticia/2026/07/com-el-nino-forte-no-radar-cafe-tem-alta-historica-ouca-o-comentario.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/podcasts/cbn-agro/noticia/2026/07/com-el-nino-forte-no-radar-cafe-tem-alta-historica-ouca-o-comentario.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/oO6nXY5tACTs2ega4cYCkpICM9g=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/e/v/J4RLR8RI2Nx9XNKniACA/002-4-.jpg" /><br /> ]]>    O café começou a semana fazendo história na Bolsa de Nova York. A valorização foi puxada pela preocupação dos investidores com a chegada de um El Niño forte, que pode afetar a próxima safra brasileira, que é a maior do mundo e responsável por abastecer diversos mercados.
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e
Preocupação com El Niño faz café registrar alta de 16% em Nova York
*Ouça o CBN Agro de segunda a sexta-feira, por volta de 5h50, no CBN Primeiras Notícias, e às terças-feiras, por volta de 13h10, no CBN Brasil.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/oO6nXY5tACTs2ega4cYCkpICM9g=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/e/v/J4RLR8RI2Nx9XNKniACA/002-4-.jpg" medium="image"/>    <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:14:26 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Entregas de fertilizantes cresceram 1,6% no primeiro quadrimestre</title>  <atom:subtitle>Resultados refletem o crescimento acumulado de janeiro a março devido à safrinha de milho</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/insumos/noticia/2026/07/entregas-de-fertilizantes-cresceram-16percent-no-primeiro-quadrimestre.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/insumos/noticia/2026/07/entregas-de-fertilizantes-cresceram-16percent-no-primeiro-quadrimestre.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/gtlt_buc05unwxWwqK8Ovb1jkmA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/J/A/IdtrVTRZawO2kYGoBEHg/gettyimages-1411603350.jpg" /><br /> ]]>    As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro totalizaram 12,3 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre deste ano, informou a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). O volume representa um crescimento de 1,6% em relação a igual período do ano passado. 
De acordo com a entidade, os resultados refletem o crescimento acumulado de janeiro a março devido à safrinha de milho. No mês de abril, as entregas somaram 2,54 milhões de toneladas, uma queda de 6% na comparação com o mesmo mês de 2025. 
Mato Grosso concentra a maior quantidade no quadrimestre, com 3,06 milhões de toneladas, seguido por São Paulo (1,39 milhão), Paraná (1,33 milhão), Goiás (1,31 milhão), e Minas Gerais (1,05 milhão).
Já a produção nacional de fertilizantes intermediários registrou 1,92 milhão de toneladas no primeiro quadrimestre, queda de 14,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. No mês de abril, foram 510 mil toneladas, queda de 9,2%. 
Segundo a Anda, essa queda se deve principalmente à alta do enxofre, insumo necessário para a produção dos fosfatados. 
"Cabe esclarecer que, apesar dos reforços da Anda junto às empresas, em função de mudanças na estrutura societária e/ou retomada de produção em ativos, nem toda produção nacional foi capturada no primeiro quadrimestre", informou a associação. 
As importações alcançaram 11,21 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre, retração de 0,4%, e 3,05 milhões de toneladas em abril, alta de 10,4%. 
Pelo porto de Paranaguá ingressaram 2,84 milhões de toneladas de janeiro a abril, redução de 6,5%. Um quarto do total importado pelo Brasil passa pelo terminal. 
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Às 11h04, os vencimentos da soja para agosto recuavam 0,17%, a US$ 11,82 o bushel. A perspectiva de aumento na demanda chinesa pela oleaginosa americana e as condições climáticas nos Estados Unidos, com uma onda de calor no Meio Oeste, fortaleceram os preços no overnight. Entretanto, o fato de o mercado ter avançado expressivos 4% nesta segunda-feira (6/7) pesou para a virada de posições e uma queda técnica nesta sessão.
Apesar da baixa, a consultoria Granar vê continuidade na tendência positiva também influenciada pela deterioração nas condições da safra americana. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) ajustou ontem de 65% para 64% a estimativa sobre a proporção de soja em bom/excelente estado, em comparação com 66% na mesma época em 2025 e 66% estimados pelo mercado. 
Os lotes de milho com entrega para setembro marcavam baixa de  0,17%, negociados a US$ 4,3750 o bushel. "O mercado oscila entre a possibilidade de lucros dos investidores e a continuidade da compra de contratos diante das condições ambientais que podem acelerar o déficit hídrico em grande parte das áreas produtoras de grãos dos Estados Unidos, devido às previsões de altas temperaturas", disse a Granar em relatório. 
A consultoria ressalta que há expectativas de chuvas para as lavouras dos EUA, mas que podem ser insuficientes para a fase de desenvolvimento do milho desta safra. 
Em seu relatório semanal, ontem o USDA manteve a proporção de milho bom/excelente em 67%, mas manteve essa proporção distante dos 74% do mesmo período do ano passado e em linha com os 67% estimados pelos operadores. 
Na mesma linha, os contratos futuros de trigo com entrega para setembro operavam em queda de 0,20%,  a US$ 6,1275 o bushel.
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O autor costumava viajar para os locais que serviam de cenário às suas histórias em busca de inspiração e de vivência. Grande parte de seus enredos nasceu das experiências que acumulou ao longo da vida, sobretudo da relação que manteve com o campo.
“Na dramaturgia, nem tudo é imaginação. Muito é vivência, buscamos o personagem em seu habitat. Eu gosto [do formato] de saga porque dá condição de fazermos novela e história” - Benedito Ruy Barbosa
Nascido em Gália, no interior de São Paulo, em abril de 1931, passou a infância na vizinha Vera Cruz, região de cafezais que concentrava grande número de imigrantes japoneses e italianos. Após a morte do pai e diante da necessidade de sustentar a família, mudou-se para a capital paulista, onde trabalhou no Banco de Boston.
Depois dessa experiência, seguiu para a zona rural do Paraná e passou dois anos na comercial Antônio Perez. Foi nesse período que escreveu seu primeiro romance, “Fogo Frio”, adaptado posteriormente para uma peça dirigida por Augusto Boal e encenada em 1959 no Teatro de Arena. A montagem conquistou o principal prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte.
“Fogo frio é porque a geada queima a plantação. Em 1952, aconteceu uma grande geada que dizimou os cafezais de Maringá, Marialva e Mandaguarí. Foi um desastre. Eu, primeiro, fiquei extasiado de ver a beleza de todo aquele verde coberto com um lençol branco. Quando o sol esquentou, queimou todo o café. Tiveram que erradicar aqueles cafezais” - Benedito Ruy Barbosa
O sucesso da obra lhe rendeu um convite para atuar como roteirista na agência J. W. Thompson. Em 1971, escreveu a novela “Meu Pedacinho de Chão”, produzida em parceria com a Globo e exibida simultaneamente nas duas emissoras. Foi a primeira novela em que conseguiu transportar para a televisão o universo de sua infância.
“Com ela, pude provar que podia se fazer uma novela enfocando uma temática rural brasileira. Porque eu falava de técnica de plantio, vacinação, Moral e Cívica” - Benedito Ruy Barbosa
Em 1976, assinou contrato com a Globo para escrever “O Feijão e o Sonho”, novela que marcou o início de sua bem-sucedida trajetória na faixa das 18h. A partir dali, consolidou uma sequência de enredos que transformou o universo rural na principal marca de sua dramaturgia.
Abaixo, relembre algumas das novelas mais marcantes escritas por Benedito:
Meu Pedacinho de Chão (1971)
Foi a primeira grande incursão de Benedito Ruy Barbosa pelo universo rural. A novela se passa em uma pequena comunidade do interior e já trazia elementos que se tornariam uma das marcas registradas do autor: a vida no campo, a relação entre pequenos produtores e fazendeiros, os costumes do interior e personagens profundamente ligados à terra. A trama ganhou uma adaptação, exibida pela rede Globo, em 2014.
Cabocla (1979)
Ambientada nos anos 1920, mostra um Brasil rural dominado pelos coronéis e pelas disputas políticas no interior. As fazendas, a criação de animais, o trabalho no campo e a cultura cabocla ajudam a retratar um país em que a vida girava em torno da produção agrícola e do poder dos grandes proprietários de terra.
Paraíso (1982)
Entre fazendas, peões e paisagens do interior, Benedito misturou romance, religiosidade popular e folclore. A novela ajudou a popularizar lendas sertanejas e mostrou como a fé e as tradições fazem parte da rotina de muitas comunidades rurais.
Sinhá Moça (1986)
A trama levou o público para dentro das fazendas de café do interior paulista nos últimos anos da escravidão. Além da história de amor entre Sinhá Moça e Rodolfo, a novela mostrou como funcionavam as grandes propriedades cafeeiras, a vida dos barões do café e as mudanças que transformaram o campo brasileiro com a chegada da abolição.
Pantanal (1990)
Gravada quase inteiramente em locações, a produção mostrou a rotina das fazendas de gado, das comitivas, dos peões pantaneiros e o ritmo ditado pelas cheias e secas da região. A fauna e a flora ganharam tanto destaque quanto os personagens, e a obra ajudou a despertar o interesse nacional pela conservação do Pantanal e pela cultura pantaneira. Mais de 30 anos depois, a história voltou à TV em um remake exibido em 2022, adaptado por Bruno Luperi, neto de Benedito Ruy Barbosa.
Renascer (1993)
Desta vez, o cenário foi o sul da Bahia. A novela mergulhou no universo das fazendas de cacau, mostrando desde o cultivo e a colheita até a importância econômica da cultura para a região. Também retratou os coronéis do cacau, as disputas familiares e os desafios enfrentados pelos produtores rurais. Em 2024, a trama ganhou uma nova versão, também escrita por Bruno Luperi, levando novamente para o horário nobre a cultura cacaueira e os conflitos retratados por Benedito Ruy Barbosa para uma nova geração de telespectadores.
O Rei do Gado (1996)
Durante a exibição deste clássico das telenovelas, o público acompanhou o cotidiano das grandes fazendas, as comitivas conduzindo boiadas, os leilões de gado e a paixão dos pecuaristas pelo rebanho. Ao mesmo tempo, Benedito colocou em horário nobre um tema que raramente aparecia na televisão: os conflitos por terra, a reforma agrária e a realidade dos trabalhadores rurais.
Terra Nostra (1999)
A novela contou a história dos milhares de italianos que cruzaram o oceano para trabalhar nas lavouras de café após a abolição da escravidão. Além do romance entre Matteo e Giuliana, apresentou a rotina das fazendas paulistas, o sistema de colonato e a contribuição dos imigrantes para o desenvolvimento da agricultura no Brasil.
Esperança (2002)
Também inspirada na imigração italiana, mostrou como muitas famílias buscaram uma nova vida no Brasil trabalhando primeiro nas fazendas e, depois, acompanhando as transformações econômicas do país durante a década de 1930. A novela retrata as colônias agrícolas e os desafios de quem construiu uma nova história no campo brasileiro.
Velho Chico (2016)
A última novela escrita por Benedito Ruy Barbosa, teve o Rio São Francisco como grande protagonista. A trama mostrou a importância do rio para a agricultura, a pesca, a pecuária e para a vida das comunidades ribeirinhas. Também abordou temas como irrigação, seca, uso da água e preservação ambiental.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/uo8Xf02C5WgavGfI4uah7BBe_3g=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/A/f/mT3Vt1Q0mYV8O4QjFlsQ/captura-de-tela-2026-07-07-113227.jpeg" medium="image"/>   <media:description>Benedito Ruy Barbosa morreu nesta terça-feira, aos 95 anos</media:description>   <media:credit>Cícero Rodrigues/Globo/MemóriaGlobo</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:39:40 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Receita com exportação de suco de laranja recuou 30% na safra 2025/2026</title>  <atom:subtitle>Valor dos embarques foi de US$ 2,38 bilhões; queda é creditada à retração da demanda global</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/laranja/noticia/2026/07/receita-com-exportacao-de-suco-de-laranja-recuou-30percent-na-safra-20252026.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/laranja/noticia/2026/07/receita-com-exportacao-de-suco-de-laranja-recuou-30percent-na-safra-20252026.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/Sg6DAY3j7LBNALnQdYc8Bm5FpXQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2022/S/U/IviH3vTdizvyLuqN0XjA/2014-01-29-dsc1124-1.jpg" /><br /> ]]>    As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram a safra 2025/2026 com volume praticamente estável e uma grande queda na receita. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior compilados pela CitrusBR, os embarques totalizaram 746,9 mil toneladas, alta de 0,2% sobre a temporada anterior.
Já a receita ficou em US$ 2,38 bilhões, o que representa uma queda de cerca de 30% sobre os US$ 3,42 bilhões computados na safra 2024/2025.
O desempenho é creditado à queda na demanda global. “O resultado é reflexo dos altos preços das safras anteriores, que fizeram com que o consumidor procurasse opções mais baratas, além de problemas na qualidade do produto decorrentes dos efeitos do clima e do greening na temporada passada”, analisou, em nota, o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.
Na Europa, principal mercado histórico do suco brasileiro, o volume recuou 10,9% na comparação anual, de 376,5 mil para 335,2 mil toneladas de FCOJ equivalente. A receita caiu para cerca de US$ 1,11 bilhão, retração de aproximadamente 38% ante os US$ 1,78 bilhão da safra 2024/25, combinando menor volume com forte compressão de preços.
A participação do bloco no volume total exportado recuou de cerca de 50% para próximo de 45%, abrindo espaço para o avanço dos Estados Unidos e de outros mercados ao longo da safra 2025/26.
Já os Estados Unidos seguiram em trajetória de crescimento e passaram a responder por quase 48% do volume total exportado, ante cerca de 40% na safra anterior, consolidando-se como o principal destino individual do suco de laranja brasileiro. O país importou 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente na safra 2025/26, alta de 16,3% frente às 305,8 mil toneladas da safra 2024/25.
Em receita, no entanto, os embarques somaram cerca de US$ 1,08 bilhão, recuo de 20,6% ante os US$ 1,36 bilhão do período anterior.
China e Japão
Na China, o volume subiu 26%, de 20,1 mil para 25,5 mil toneladas de FCOJ equivalente, com a receita avançando de forma mais discreta, 1%, para cerca de US$ 70,3 milhões ante os US$ 69,6 milhões da safra anterior. 
O Japão registrou a maior retração entre os principais destinos: o volume importado caiu 28,6%, de 20,1 mil para 14,3 mil toneladas de FCOJ equivalente, enquanto a receita recuou 45,9%, para aproximadamente US$ 58,9 milhões ante os US$ 108,9 milhões da safra 2024/25, resultado da combinação entre menor volume e forte desconto nos preços praticados no mercado japonês.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/Sg6DAY3j7LBNALnQdYc8Bm5FpXQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2022/S/U/IviH3vTdizvyLuqN0XjA/2014-01-29-dsc1124-1.jpg" medium="image"/>   <media:description>Vendas do produto ao exterior totalizaram 746,9 mil toneladas</media:description>   <media:credit>Globo Rural</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:35:43 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Por onde anda? Ídolo da Argentina, Batistuta é fazendeiro e produz soja, milho e girassol</title>  <atom:subtitle>Ex-atacante comanda propriedade rural que aposta na tecnologia</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/noticia/2026/07/por-onde-anda-idolo-da-argentina-batistuta-e-fazendeiro-e-produz-soja-milho-e-girassol.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/noticia/2026/07/por-onde-anda-idolo-da-argentina-batistuta-e-fazendeiro-e-produz-soja-milho-e-girassol.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/TfIqWAMlD5tzcpjQ_5wrkEIkiwA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/C/E/IXH4QFRFqnJ3idAppBsQ/1-10-.jpg" /><br /> ]]>    Se hoje Lionel Messi é o grande símbolo da seleção argentina, na década de 1990 e início dos anos 2000 esse papel pertencia a Gabriel Batistuta. Conhecido como "Batigol", o ex-atacante disputou três Copas do Mundo (1994, 1998 e 2002) e foi o maior artilheiro da história da equipe por mais de 20 anos, até ser superado, em 2016, pelo atual camisa 10 da Albiceleste. 
Após encerrar a carreira nos gramados, em 2005, aos 36 anos, Batistuta trocou o protagonismo no futebol por uma rotina bem diferente: a administração de uma fazenda na província de Santa Fé, a 450 quilômetros de Buenos Aires.
Na propriedade de aproximadamente 20 mil hectares, ele cultiva soja, milho e girassol, além de investir na pecuária, conforme informações do jornal iProfesional. Outra curiosidade é a presença frequente em feiras e eventos do agronegócio, onde compartilha experiências e debate os desafios enfrentados pelos produtores rurais.  
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“A consolidação de Batistuta como empresário também possui um forte componente de compromisso regional. Sua presença não só gera empregos diretos na produção de culturas-chave para a balança comercial da Argentina, como impulsiona a demanda por serviços especializados. Seu compromisso com a modernização reflete uma visão contemporânea da agricultura”, destaca a imprensa local.  
Em março deste ano, durante uma palestra na Expoagro, uma das principais feiras do agronegócio da Argentina, Batistuta comparou a rotina no campo à vivida durante a carreira como jogador de futebol.
“Muitas coisas semelhantes acontecem: decisões sob pressão, resiliência quando você preparou tudo e as coisas não saíram como o esperado... O produtor acorda todos os dias com um objetivo claro: produzir. Ele decide o que plantar, qual tecnologia usar e se dedica totalmente sem saber o que acontecerá em oito meses”, disse.
Ainda relacionando as duas atividades, destacou que a principal lição em comum é a capacidade de seguir em frente diante das dificuldades, sejam elas dentro das quatro linhas ou lidando com a terra.  
O importante não é cair, porque todos nós caímos. O importante é se levantar rapidamente. Se você fez tudo ao seu alcance, pode dormir em paz. E no dia seguinte, você tenta de novo. 
A Argentina na Copa do Mundo
Batistuta marcou 56 gols com a camisa da Albiceleste e agora acompanha a trajetória da nova geração na Copa do Mundo de 2026 como torcedor. A seleção comandada por Lionel Scaloni enfrenta o Egito nesta terça-feira (7/7), às 13h (de Brasília), pelas oitavas de final, e busca a classificação para seguir sonhando com o quarto título mundial depois das conquistas em 1978, 1986 e 2022.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/TfIqWAMlD5tzcpjQ_5wrkEIkiwA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/C/E/IXH4QFRFqnJ3idAppBsQ/1-10-.jpg" medium="image"/>   <media:description>Ídolo argentino encerrou a carreira nos gramados em 2005</media:description>   <media:credit>Reprodução/@gabrielbatistutaok</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 13:25:29 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Como é feito o chocolate? Conheça o processo do início ao fim</title>  <atom:subtitle>Produto passa por diversas etapas até chegar às prateleiras dos supermercados</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/cacau/noticia/2026/07/dia-do-chocolate-saiba-como-e-feito-do-inicio-ao-fim.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/cacau/noticia/2026/07/dia-do-chocolate-saiba-como-e-feito-do-inicio-ao-fim.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/wjnZlqQUkEQi_xE0qkPqiN3Rztk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/z/r/MY0eYPRYiveFddoy7Ctg/imagens-dudu-4-.png" /><br /> ]]>    Nesta terça-feira, 7 de julho, é comemorado o Dia do Chocolate. Consumido nos quatro cantos do mundo, seja branco, ao leite, amargo ou de qualquer outro tipo, o alimento virou uma paixão brasileira pela perfeita combinação entre aroma e sabor.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), a produção de chocolates no Brasil avançou de 806 mil toneladas em 2024 para 814 mil toneladas em 2025.
Diante dos números expressivos, você já se perguntou como o chocolate é feito?
A Globo Rural foi em busca da resposta e conversou com Ivan Blumenschein, sócio e diretor de produção da Nugali Chocolates, situada em Pomerode (SC). O especialista destaca as sensações de prazer e bem-estar provocadas pelo consumo da iguaria milenar. 
“O chocolate é um produto mágico e tem história em vários povos. Ele é saboroso e possui uma série de propriedades que dão sensações agradáveis, como o vinho, a cerveja e o café, que também são especiais. E, principalmente, quando tem alto teor de cacau sendo feito com qualidade, apresenta uma série de aspectos positivos para a saúde. É um alimento completo e prazeroso”.
Fabricação de chocolate
Divulgação/Nugali Chocolates
Como é feito o chocolate?
A colheita do cacau é o primeiro passo no processo de fabricação do chocolate. Os frutos do cacaueiro são abertos com um facão, que quebra a casca, mas não atinge a amêndoa, a matéria-prima para o chocolate. Ela é aromática, amarga e oleosa e em nada lembra a deliciosa iguaria que irá se transformar.
“Os cacauicultores procuram os frutos maduros. Eles juntam o cacau colhido em uma localidade e iniciam o processo de corte. A semente e a mucilagem (ou cacau mole) são aproveitadas, enquanto a casca é descartada” explica Ivan. 
No Brasil, Bahia e Pará são os maiores produtores de cacau, seguidos por Espírito Santo, Rondônia, Amazonas e Mato Grosso. O  país ocupa o sétimo lugar no ranking mundial, com a colheita de quase 300 mil toneladas por ano, conforme dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A colheita depende da região. Na Bahia, a principal safra acontece no fim do ano, enquanto no Pará ela é realizada durante a transição do primeiro para o segundo semestre. E, seis meses depois, ainda acontece a “safrinha”, chamada de temporão. 
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Chocolates fabricados pela Nugali
Divulgação/Nugali Chocolates
Fermentação
Nesse processo da fabricação do chocolate, a semente do cacau é colocada em caixas de madeira para fermentar e impedir a germinação, chamados “cochos”. Com as próprias leveduras do cacau, a reação química deixa o produto, inicialmente, alcoólico. Depois, fica ácido. A fermentação dura em torno de uma semana e desenvolve o sabor da amêndoa do cacau, essencial para um chocolate de alta qualidade.
Ainda durante o processo é realizada a prova de corte, onde os produtores cortam as amêndoas para avaliar o interior. É possível identificar a mudança de cor (ficam mais marrons) e forma no interior da semente.
Secagem
Após a fermentação, as sementes do cacau são transferidas para assoalhos de madeira e telhado corrediço, conhecidos como “barcaças”. O material é espalhado no chão e seca com a luz direta do sol por alguns dias. Nesse processo, a umidade do produto diminui consideravelmente.
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Armazenamento
Com as amêndoas secas, o próximo passo é armazenar para o transporte até as fábricas de chocolate. A Nugali, empresa de Santa Catarina, por exemplo, compra cacau de cooperativas da Bahia e do Pará.
“São escolhidos só os frutos maduros. Depois, é tomado o cuidado de abri-los ao mesmo tempo, para que a fermentação não comece em momentos diferentes. Tudo isso é trabalhoso. E ainda tem a secagem ao sol", conta. Por isso, não é cobrado o preço de um cacau comum. 
"Quando você faz um produto de qualidade, a qualidade dos insumos também é fundamental”, defende Blumenschein.
Torra
Ao chegar na fábrica, o primeiro passo é torrar o cacau. Quando ele é de qualidade, o processo pode ser leve e suave. O tempo e a temperatura são bem controlados, assim como o resfriamento, para assegurar o desenvolvimento dos sabores da amêndoa.
Remoção da casca e pré-moagem
Após a torra, as amêndoas passam por um quebrador, e a casca das amêndoas é removida por um sistema de ventilação. As amêndoas limpas e quebradas, É o denominadas “nibs”, são móidas e se tornam “massa de cacau”. Esse  seria um chocolate 100% cacau. Puro.
Qual será o tipo de chocolate?
Neste processo, é preciso definir qual será o produto feito para adicionar os demais ingredientes: ao leite, amargo, branco? 
“Quanto mais cacau, melhor, principalmente pelo ponto de vista nutricional. Tradicionalmente, também usamos o extrato natural de baunilha. É o único aromatizante que faz parte da tradição do bom chocolate. Natural, é claro”, conta Ivan Blumenschein. 
Conchagem
O processo com a massa de cacau retira a acidez e a umidade, desenvolvendo o aroma e o sabor conhecidos do chocolate ao deixar o produto em movimento e na presença de ar quente. Os ácidos evaporam após algumas horas. 
Refino
A mistura pronta passa por uma moagem meticulosa, triturando as partículas até que a textura do chocolate na boca seja aveludada e cremosa.
Temperagem
O chocolate já pronto passa por um choque térmico, conhecida como “temperagem”, para a cristalização acontecer corretamente, o que vai dar ao chocolate a consistência e brilho desejados.
A partir daí, o chocolate temperado é moldado em barras, tabletes ou casquinhas de bombons. Após ir para o molde, o produto é resfriado a uma temperatura de 8ºC em um túnel de resfriamento. A manteiga de cacau presente no cacau forma cristais e deixa o chocolate sólido.
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No mês passado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que compradores chineses assumiram o compromisso de adquirir 200 mil toneladas de soja americana.
Após o encontro entre o presidente Donald Trump e Xi Jinping, a Casa Branca anunciou que a China concordou em comprar pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas, além de adquirir, no mínimo, 25 milhões de toneladas de soja por ano até 2028. A Bloomberg destaca, no entanto, que Pequim ainda não confirmou os números divulgados pelos Estados Unidos.
No início deste ano, a China comprou 12 milhões de toneladas de soja americana depois de interromper as aquisições por boa parte da temporada. Segundo a Bloomberg, o país adotou essa estratégia para preservar um instrumento de negociação nas discussões sobre tarifas comerciais.
Na semana passada, o Ministério do Comércio da China informou que Pequim e Washington negociam a redução de tarifas sobre alguns produtos agrícolas para preservar a trégua comercial firmada no ano passado. Recentemente, Trump afirmou que espera se reunir novamente com Xi Jinping em setembro.
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A desvalorização nesta terça-feira acontece com investidores realizando lucros após a alta causada por receios sobre impactos do El Niño no grão. Os lotes com entrega para setembro caem 4,77%, para US$ 3,3375 a libra-peso.
Cacau
O cacau também opera em queda depois de valorizar na terça-feira. Os contratos da amêndoa com vencimento em setembro de 2026 recuam 1,35%, cotados a US$ 5.617 a tonelada.
Açúcar
O açúcar opera em leve baixa na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro de 2026 têm baixa de 0,46%, negociados a US$ 15,15 a libra-peso.
Algodão
Já o algodão opera em alta. Os papéis da pluma com entrega para dezembro de 2026 avançam 1,41%, cotados a 77,80 centavos de dólar por libra-peso.
Suco de laranja
Por fim, os contratos de suco de laranja concentrado e congelado operam em baixa. Os papéis mais negociados, com vencimento em setembro de 2026, estão cotados a US$ 1,6325 libra-peso, com recuo de 2,10%.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/qx3gF1EQ_tqc6iL8p_9Q7Kj9YPE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/A/D/b7fKuLTM6NkDmBJYRw8A/51323650252-2287c9e9fa-c.jpg" medium="image"/>   <media:description>Desvalorização do café acontece com investidores realizando lucros </media:description>   <media:credit>Wenderson Araujo/CNA</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 12:48:00 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Preços do etanol caíram no primeiro trimestre da safra</title>  <atom:subtitle>Cotações do açúcar mostram reação no início de julho</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/biocombustiveis/noticia/2026/07/precos-do-etanol-cairam-no-primeiro-trimestre-da-safra.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/biocombustiveis/noticia/2026/07/precos-do-etanol-cairam-no-primeiro-trimestre-da-safra.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/0AODW5cjAcrEL8XDTkT4sZpx_gM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/Z/b/e9jpMpQxiy48tIWo4tlw/saiba-as-diferencas-entre-etanol-anidro-e-hidratado.jpg" /><br /> ]]>    O primeiro trimestre da safra 2026/27 encerrou com queda nos preços dos etanóis anidro e hidratado em São Paulo. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a maior oferta de etanol de cana-de-açúcar e de milho, favorecida pelo avanço da safra, pressionou as cotações. 
Segundo o indicador Cepea/Esalq, a média do hidratado nos meses de abril, maio e junho foi de R$ 2,3510 por litro, forte recuo de 13,1% (em termos reais, valores deflacionados pelo IGP-M) em relação à observada no mesmo período do ano passado. Quanto ao anidro, considerando-se apenas o mercado físico, a retração foi de 12,4%, com média de R$ 2,6868 por litro. 
Em junho, usinas tiveram dificuldades em seguir com as atividades industriais por conta das paralisações em algumas semanas do mês, devido às chuvas, e os preços ofertados chegaram a subir em alguns períodos. Por outro lado, algumas unidades produtoras tiveram liquidez mais limitada, chegando a registrar preços mais baixos.
Já a postura das distribuidoras seguiu cautelosa, com compradores adquirindo volumes pequenos. Segundo o Cepea, quantidades maiores foram fechadas em períodos anteriores.
Açúcar
Neste começo de julho, as cotações do açúcar vêm registrando recuperação pontual no mercado físico paulista. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso vem das chuvas, que paralisaram as atividades, e de sinais de reação nos valores externos da commodity.
Na segunda-feira (6/7), o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal branco registrou o preço médio de R$ 91,94 a saca de 50 quilos, uma alta de 0,73% desde o início do mês. Ainda assim, na média da última semana, os preços registraram queda frente à do período anterior, o que sugere que a incerteza quanto à tendência dos valores no mercado à vista permanece.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/0AODW5cjAcrEL8XDTkT4sZpx_gM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/Z/b/e9jpMpQxiy48tIWo4tlw/saiba-as-diferencas-entre-etanol-anidro-e-hidratado.jpg" medium="image"/>   <media:description>Maior oferta de etanol favorecida pelo avanço da safra, pressionou as cotações</media:description>   <media:credit>Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 12:43:35 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Vendas de trigo estão lentas no mercado brasileiro</title>  <atom:subtitle>As moageiras indicam estar abastecidas e sem necessidade de adquirir grandes volumes no curto prazo</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/trigo/noticia/2026/07/vendas-de-trigo-estao-lentas-no-mercado-brasileiro.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/trigo/noticia/2026/07/vendas-de-trigo-estao-lentas-no-mercado-brasileiro.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/A8D_trkA1Y5SooCHSmqcMASXL_Q=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/T/i/ABAOJCSBS20TdzXM1Raw/24160040o.jpg" /><br /> ]]>    A oferta restrita de trigo nesta época do ano mantém a liquidez reduzida no mercado físico nacional, afirma o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). As moageiras indicam estar abastecidas e sem necessidade de adquirir grandes volumes no curto prazo, priorizando negociações de lotes da safra nova, com entrega prevista entre setembro e outubro de 2026. 
Já os vendedores que ainda dispõem de volumes, sobretudo em São Paulo, onde a disponibilidade é mais escassa, buscam negociar a preços mais elevados, sustentando as cotações no Estado, conforme apontamento do Cepea.
No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, o indicador Cepea/Esalq registrou, nesta segunda-feira (6/7), a cotação de R$ 1.324,01 a tonelada para o trigo brando, queda de 0,41% desde o início de julho. No Paraná, o trigo pão ou melhorador estava cotado a R$ 1.363,13 a tonelada, recuo de 0,40% na mesma comparação.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/A8D_trkA1Y5SooCHSmqcMASXL_Q=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/T/i/ABAOJCSBS20TdzXM1Raw/24160040o.jpg" medium="image"/>   <media:description>Vendedores de trigo que ainda dispõem de volumes buscam negociar a preços mais elevados</media:description>   <media:credit>Paulo Kurtz/Embrapa Trigo</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 12:11:37 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Cultivo de oliveiras e produção de azeite avançam no Paraná</title>  <atom:subtitle>Estado possui 140 hectares de olivais, mas a perspectiva é de aumento do plantio</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/noticia/2026/07/cultivo-de-oliveiras-e-producao-de-azeite-avancam-no-parana.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/noticia/2026/07/cultivo-de-oliveiras-e-producao-de-azeite-avancam-no-parana.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/G7yqh_uQZX3h5ShJcRQJ7I1x7TU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/A/5/mNoBl4SyO8xVpKa6dAww/oliveiras-produtor-marcio-thomaz-foto-lucas-thomaz-06.jpeg" /><br /> ]]>    Já presente nos Estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo, a olivicultura, produção de oliveiras para fabricação de azeites, começa a ganhar força também no Paraná.  Hoje, são 140 hectares cultivados de forma comercial e para pesquisas no Estado, mas a perspectiva é de aumento do plantio.  A área atual é o dobro da cultivada há dez anos, quando os plantios comerciais começaram a se expandir.
Foi entre 2017 e 2021 que novos produtores entraram na atividade, e o cultivo alcançou 100 hectares, segundo o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná). Agora, a expectativa é que, no médio prazo, os consumidores possam contar com um portfólio de azeites de oliva paranaenses, diz Laís Adamuchio de Oliveira, assessora estadual de projetos do IDR-Paraná.
Entre os produtores que se movimentam para colocar azeite no mercado está  Márcio Thomaz, da cidade de Irati.  “A cultura tem muito potencial”, avalia. Ele implantou o pomar em 2020, com 6 mil pés de oliveiras distribuídos em 18 hectares  na propriedade e usou mudas de oito variedades. Com plantio e produção escalonada, Thomaz colheu os primeiros frutos em 2025. Foram cerca de 3 mil quilos, que renderam a produção experimental de 500 litros de azeite de oliva.
“Este ano promete, porque o clima está ajudando”, projeta o agricultor, que investiu na construção de um lagar, instalação destinada ao processamento das azeitonas para extração do azeite.
Com processo de liberação para a comercialização do produto em andamento no Ministério da Agricultura e Pecuária, Thomaz espera em breve poder lançar o Azeite Cruz de Malta, que leva o nome da propriedade.   Segundo ele, até o momento, todo o investimento na atividade foi feito com recursos próprios. “Esperamos a comprovação de que a região é propícia para a olivicultura, a fim de obter acesso a linhas de crédito”, diz.
Produção experimental de azeite de Márcio Thomaz
Lucas Thomaz
De acordo com o IDR-Paraná, há hoje no Estado 69 municípios aptos  ao cultivo de oliveiras. O que eles têm em comum é a combinação entre altitude - 800 m a 1.200 m acima do nível do mar - e disponibilidade de horas de frio durante o outono e o inverno - com 400 a 1000 horas de frio, inferiores a 12,5° C, acumuladas entre abril e julho -, fator indispensável para o desenvolvimento adequado e uma boa floração das plantas. 
O instituto lançou um boletim técnico em junho, em parceria com a Embrapa, com as informações sobre os riscos climáticos para a cultura, períodos mais adequados para o plantio  e sobre as cultivares mais adaptadas à região.
Segundo Laís Adamuchio de Oliveira, a publicação preenche uma das principais lacunas da cadeia produtiva: a falta de informações regionalizadas sobre o cultivo da espécie. Além do boletim, o instituto solicitou ao Ministério da Agricultura o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura, o que pode viabilizar opções de crédito aos produtores. Será o primeiro zoneamento para olivicultura do Brasil.
Ela  afirma que é cedo para estimar o quanto a área deve crescer, mas diz que há um esforço coletivo para ampliar a produção estadual. “Os materiais genéticos recomendados para a região têm foco na produção de azeite de oliva. A meta é que os produtores possam apostar na produção autoral, com certificação, pois identificamos que há mercado para isso”, acrescenta.
Outro projeto para incentivar a produção do azeite com assinatura paranaense, de acordo com a assessora, prevê a implantação de uma rota de turismo rural nas regiões de olivicultura.
 Conforme dados do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), o Brasil produz pouco mais de 1% do volume de azeite consumido no mercado doméstico, que é de 100 milhões de litros ao ano. O restante é importado, principalmente de países da Europa, além de Argentina e Chile.
Embora haja entusiasmo com cultura no Paraná, Marcos Wrege, pesquisador da Embrapa Florestas e um dos autores do boletim técnico, observa que há desafios: “No Brasil, as condições para o cultivo de oliveiras são marginais, não são as mais adequadas como na região do Mediterrâneo”. Ainda assim, lembra, há áreas com microclimas favoráveis.
Wrege também aponta a necessidade de um amplo programa de melhoramento genético da espécie para aumentar a produtividade dos olivais no país. “Atualmente, todo o material genético que utilizamos vem da Europa e isso não é o ideal”, avalia.
João Thadeu Loureiro, de Palmas (PR), cultiva oliveiras há cinco anos
Arquivo pessoal
O produtor João Thadeu Loureiro, de Palmas (PR), cultiva oliveiras há cinco anos. Hoje, ele tem 9 hectares plantados e planeja ampliar para 12 no próximo ano. Com 2 mil pés de quatro variedades, ele comemora o primeiro ano de produção de azeitonas em 2025, que resultou em cerca de 100 litros de azeite de oliva. 
A meta, segundo Loureiro, é produzir 5 mil litros de azeite dentro de dois anos. A extração do azeite é feita em Campo Erê, município catarinense próximo a Palmas. “Esperamos em breve poder comercializar o azeite da marca Família Loureiro”, diz.
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A preocupação é válida. Afinal, os cerca de 9 bilhões de litros do etanol de milho em 2025 já respondem por mais de 25% da oferta nacional do produto. Em 2015, apenas 10 anos atrás, o volume era de 0,14 bilhões de litros e representava cerca de 0,5% da oferta. Um crescimento vertiginoso. E, com fôlego para crescer.
Conhecendo o conceito básico de oferta e demanda, o que pensa o produtor de cana? “Então se não tivesse essa 'turma do milho', era para os 'nossos' preços estarem melhores.” A resposta é óbvia: sim. Por mais que diversos fatores interfiram no preço, a relação entre oferta e demanda continua soberana.
Esse sentimento de “nós contra eles”, no entanto, é imaturo. Minar oportunidades de outras cadeias agrícolas e lamentar a perda da exclusividade, ou melhor, a falta dela, não parece coerente.

Globo Rural
Por mais que haja ajuste de oferta, com entrada e saída de produtores em um ambiente em que prevalece a eficiência, o cenário não deveria ser encarado como concorrência, mas como aliança. Uma relação com objetivo comum: estimular o consumo. E as oportunidades são diversas. A seguir, elenco pelo menos três:
I) Consumo interno. Os veículos flex fuel representam cerca de 75% da frota circulante leve do Brasil. Desses, apenas 35% optam por etanol em vez da gasolina. Posto de outra forma a cada 4 veículos que você vê andando na rua, 3 deles podem escolher com o que vão abastecer. Apenas 1 escolhe o etanol.
E por qual razão? Não vende, por que não tem? Ou se tem, está caro? Ambos. Realmente, regiões fora do eixo de produção de cana (e note como o milho ajudou a reduzir parte desse problema), como o norte e sul do país, enfrentam desafios/custos de logística e, portanto, de disponibilidade e que acabam encarecendo o produto. 
Daí esbarramos na paridade dos 70% diante da gasolina. E por mais que essa diferença, muitas vezes, desfavoreça o etanol por poucos pontos percentuais, a escolha acaba sendo para o derivado do petróleo.
Mas, apesar dos desafios regionais, muito da não adoção do etanol é comportamental. Infelizmente, o nosso biocombustível carrega algumas heranças negativas. Que ele corrói o motor e que o carro não pega no frio, talvez sejam as mais famosas. Verdade? Se você estiver parado nas décadas de 80 e 90, sim. Nos dias de hoje? Não tem o menor sentido. O avanço tecnológico ao longo das décadas de 2000 e 2010 permitiu que muitas das dificuldades iniciais, inclusive as citadas, fossem superadas.
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II) Consumo mundial. Além do Brasil, quem consome etanol carburante no mundo? E não estou falando do consumo direto — chegar no posto e pedir para completar com etanol. Isso, é praticamente exclusividade nossa. Estou falando do consumo indireto: mistura à gasolina. Poucos. Dos 195 países do mundo, apenas 15 fazem o uso de etanol misturado à gasolina. E, mesmo assim, normalmente em percentuais tímidos, entre 5% e 10%, cercados de restrições e exceções. Muito distante dos cerca de 30% praticados por nós.
O motivo é simples: eles não possuem etanol. Mas quem não tem, compra. Hoje exportamos apenas 5% do que produzimos.
III) Uso em novos segmentos. E não me refiro necessariamente ao SAF e ao biobunker — combustíveis de aviação e marítimo, respectivamente. Me refiro a algo mais próximo: a própria agricultura. Dentro do setor do agrícola, quais equipamentos utilizam etanol?
Ainda que nos últimos anos, pesquisas e alguns lançamentos de motores agrícolas tenham avançado, parece pouco diante dos mais de 50 anos desde o Proálcool. Produzimos etanol há décadas. Mas ainda utilizamos pouco dele para movimentar a própria cadeia que o produz.
O etanol de milho realmente mudou a dinâmica da oferta e trouxe impactos ao setor sucroenergético. Mas talvez o maior erro seja responder mais oferta com disputa interna. Em vez de discutir de onde vem a oferta, talvez devêssemos discutir de onde virá a próxima demanda e como ampliá-la.
*João Rosa Botão, diretor do Pecege Consultoria e Projetos
As ideias e opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusivo de seu autor e não representam, necessariamente, o posicionamento editorial da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/Hkr_3l9ql7NseDGZQKsG5DuCmMQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/s/G/6KIkQyTXW8SkZJAWVc0Q/camila-biral-1-.png" medium="image"/>    <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 10:00:36 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Preço do boi gordo começa a semana estável na maior parte do país</title>  <atom:subtitle>Mesmo com a virada do mês, o mercado de carne bovina esteve fraco e com valores mais baixos</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/pecuaria/boi/noticia/2026/07/preco-do-boi-gordo-comeca-a-semana-estavel-na-maior-parte-do-pais.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/pecuaria/boi/noticia/2026/07/preco-do-boi-gordo-comeca-a-semana-estavel-na-maior-parte-do-pais.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/TiXK1XzyGubOYrz_jGsoXfAwcyo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/H/D/ABP036SIeu4pgv2Sf3Ow/48989775867-24b81da936-k.jpg" /><br /> ]]>    O mercado pecuário começou a semana com poucas mudanças de preços pelo Brasil, segundo a Scot Consultoria. Parte da indústria frigorífica estava fora das compras de bovinos. As unidades que estavam ativas trabalhavam com as mesmas referências do fim da semana passada.
Nesta segunda-feira (6/7), das 33 regiões monitoradas pela Scot, 24 não tiveram alterações no preço do boi gordo em relação à sexta-feira. Foram registradas quedas no norte de Minas Gerais, Três Lagoas (MS), Cuiabá (MT), norte, sudeste e sudoeste de Mato Grosso, oeste da Bahia e sul e norte do Tocantins.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 333 a arroba para o pagamento a prazo. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não tiveram mudanças.
No Estado de São Paulo, havia compradores ofertando preços menores nesta segunda-feira, destaca a Scot. Contudo, apesar da pressão, negócios em patamares inferiores não foram fechados, com uma postura firme da ponta vendedora.
Em relação às vendas internas de carne bovina, mesmo com a virada do mês, o mercado esteve fraco e com queda no preço das carcaças, afirma a Scot. O atacado acompanhou o ritmo lento do varejo, com poucos pedidos de distribuição e com sobras no estoque. Com o recebimento dos salários, a expectativa era de que a demanda aumente e o mercado melhore.
No mercado externo, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou nesta segunda-feira que foram exportadas 45,169 mil toneladas de carne bovina in natura nos três primeiros dias úteis de julho. O volume corresponde a uma média diária de embarques de 15,056 mil toneladas.
O preço médio pago por tonelada segue em patamar elevado, atingindo US$ 6.383,70. Em julho do ano passado, esse valor foi de US$ 5.549,40. Trata-se do segundo maior preço médio pago por tonelada em um mês de julho, ficando atrás apenas de julho de 2022, quando alcançou US$ 6.548,90.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), caso esse ritmo de embarques seja mantido ao longo do mês, julho poderá registrar um volume expressivo de exportações, reforçando a forte demanda internacional pela carne bovina brasileira.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/TiXK1XzyGubOYrz_jGsoXfAwcyo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/H/D/ABP036SIeu4pgv2Sf3Ow/48989775867-24b81da936-k.jpg" medium="image"/>   <media:description>Parte da indústria frigorífica estava fora das compras de animais</media:description>   <media:credit>Wenderson Araujo/CNA</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 09:50:10 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Preço da soja sobe no Brasil com demanda forte e valorização do dólar</title>  <atom:subtitle>O avanço no país acompanhou a alta nas cotações internacionais</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/soja/noticia/2026/07/preco-da-soja-sobe-no-brasil-com-demanda-forte-e-valorizacao-do-dolar.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/soja/noticia/2026/07/preco-da-soja-sobe-no-brasil-com-demanda-forte-e-valorizacao-do-dolar.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/d7jOS4gR82esE9v9JsGyigLsiGo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/8/Y/jtpCKtRZak6DgIRkSFOw/globor-07-1-.jpg" /><br /> ]]>    A semana começou com mais uma alta para o preço da soja no Brasil, com as cotações ajudadas pela demanda forte do grão nacional e pela valorização do dólar em relação ao real. Nesta segunda-feira (6/7), o indicador Cepea/Esalq, baseado nos negócios realizados no Porto de Paranaguá, registrou a cotação de R$ 139,01 a saca de 60 quilos, uma alta de 4,06%  desde o início de julho.
Das 38 praças monitoradas pela consultoria AgRural, 33 registraram altas nas cotações nesta segunda-feira, enquanto as demais tiveram estabilidade em relação à sexta-feira (3/6). Em Sorriso (MT) e em Dourados (MS), a saca apresentava o preço de R$ 118. Em Passo Fundo (RS), a cotação era de R$ 130, enquanto em Ponta Grossa (PR) estava em R$ 133. Já em Rio Verde (GO) e Balsas (MA), a cotação era de R$ 122 a saca.
O avanço no país acompanhou a alta nas cotações internacionais. Na Bolsa de Chicago, os contratos para agosto subiram 4,46%, a US$ 11,8225 o bushel,  impulsionados pela volatilidade com a volta do feriado da Independência dos Estados Unidos, o clima quente no Hemisfério Norte e a possibilidade de aumento na demanda chinesa.
“O mercado volta a ter rumores de que a China está olhando para os produtos dos Estados Unidos”, disse Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a demanda por soja no Brasil permaneceu aquecida ao longo de junho e vem ganhando ainda mais força neste início de julho. Esse cenário se deve sobretudo à valorização recente do dólar em relação ao real. Esse movimento aumenta a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, eleva os prêmios de exportação e estimula a comercialização antecipada.
Diante disso, os preços domésticos da soja em grão estão avançando, apesar das limitações impostas pela menor disponibilidade de cotas portuárias para embarques imediatos.
O Cepea observa, inclusive, que o maior interesse dos importadores pela soja brasileira tem resultado em negócios para embarques do grão em novembro. Na temporada passada, esses negócios começaram apenas em agosto e, ainda assim, já eram considerados antecipados pelo mercado. Em 2026, portanto, a comercialização avança em ritmo ainda mais acelerado.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/d7jOS4gR82esE9v9JsGyigLsiGo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/8/Y/jtpCKtRZak6DgIRkSFOw/globor-07-1-.jpg" medium="image"/>   <media:description>Preços domésticos da soja estão avançando, apesar das limitações impostas pela menor disponibilidade de cotas portuárias para embarques imediatos.</media:description>   <media:credit>Fredy Vieira/Globo Rural</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 09:05:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Belo Monte vai usar IA para monitorar peixes</title>  <atom:subtitle>Sistema em desenvolvimento deve focar identificação de  espécies migratórias e  amazônicas</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/tecnologia-e-inovacao/noticia/2026/07/belo-monte-vai-usar-ia-para-monitorar-peixes.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/tecnologia-e-inovacao/noticia/2026/07/belo-monte-vai-usar-ia-para-monitorar-peixes.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/izKVHrqU_ygTcZdEuWrNBxowVcc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/E/8/MCmoiNRBCvv9BZr7CCCw/janela-de-monitoramento-do-stp-2-.jpg" /><br /> ]]>    Um dos empreendimentos de infraestrutura mais polêmicos da história recente do Brasil, o Complexo Hidrelétrico Belo Monte, no Pará, usará inteligência artificial no monitoramento de peixes a partir de abril de 2027. Cientistas e técnicos ligados ao Instituto Atlântico estão treinando um algoritmo para contar e identificar em tempo real cada espécie que passa pelo Sistema de Transposição de Peixes (STP), mais conhecido como “escada de peixes”. 
Atualmente, uma câmera filma durante 24 horas a janela de observação, localizada abaixo do nível da superfície do rio Xingu por onde passam milhões de peixes em migração. A identificação de cada espécie, feita por amostragem, depende dos olhos humanos treinados de uma equipe de seis pessoas.
Bruno Bahiana, superintendente socioambiental e do componente indígena da Norte Energia, concessionária que opera a Belo Monte, diz que a equipe técnica assiste aos vídeos gravados e faz a contagem frame a frame. Esse processo, em operação desde 2016 na Usina Hidrelétrica Pimental, do Complexo Belo Monte, já registrou a passagem de mais de 4,3 milhões de peixes de 168 espécies diferentes.
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A automatização com a IA deve focar em espécies migratórias, como curimatás, jaraquis e pirararas, e também as espécies amazônicas de importância para a pesca local, como pacus e tucunarés. Segundo Bahiana, o monitoramento dos peixes (uma das obrigações das usinas para minimizar impactos causados com a interferência das represas hidrelétricas nos rios) já gera adaptações adicionais na rotina da operação da usina, como a implantação de grades anticardumes e operações especiais durante períodos de El Niño.
A classificação taxonômica (espécie, família e ordem) e o rastreamento dos peixes devem gerar dados considerados confiáveis para os relatórios ambientais exigidos por órgãos reguladores como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Com a maturidade técnica do projeto, espera-se uma precisão média de identificação de peixes superior a 90%.
Polycarpo Souza Neto, cientista de dados do Instituto Atlântico, diz que a visão computacional também permitirá avaliar a turbidez da água e a vazão dia e noite. O banco de dados da Belo Monte está sendo avaliado por cientistas de biologia marinha e especialistas em biomas envolvidos no projeto, que transferem o conhecimento acumulado para o modelo computacional que está sendo desenvolvido.
“Muitas espécies amazônicas têm uma similaridade grande. Para identificar exatamente qual é o peixe tem que ser especialista na área”, diz Souza Neto, acrescentando que o projeto vai gerar conhecimento e artigos científicos.
Tommaso Giarrizzo, doutor em biologia marinha pela Universidade de Bremen (Alemanha) e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), afirma, em nota,  que o sistema vai ajudar a trazer luz a importantes questões. Segundo ele, estudantes de mestrado e doutorado da UFC e de outras universidades federais, como a Universidade Federal do Pará, foram escalados para se envolver no projeto e desenvolver teses focadas tanto na criação dos modelos quanto na aplicação da IA para responder questões ecológicas fundamentais. Entre eles, os fatores que determinam a passagem das espécies pelo Sistema e a promoção da conectividade fluvial.
Tecnologias para ampliar a inteligência e a automação nas práticas de conservação ambiental são aplicadas em outros países, como Estados Unidos, Canadá, Suécia e Noruega. O Yolo (sigla em inglês para You Only Look Once, ou você só olha uma vez), algoritmo que está sendo treinado para o monitoramento, já é usado, por exemplo, para vigiar o salmão nos EUA e na Noruega. A diferença é que nos EUA a tecnologia trabalha com 15 espécies e em Belo Monte deve chegar a 60, com possibilidade de ampliação rápida para 78.
Segundo Lucélia Saraiva, gerente do projeto, o monitoramento por visão computacional faz parte de uma plataforma tecnológica desenvolvida pelo instituto para integrar todos os dados dos 49 programas socioambientais da Belo Monte, incluindo os impactos sobre os pescadores atingidos pela barragem.
Chamado de Idarsa (Inteligência de Dados para Automação de Relatórios Socioambientais), o sistema atende ao Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Norte Energia, regulado pela Aneel, com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com investimento total da ordem de R$ 7 milhões.
De acordo com Souza Neto, do Instituto Atlântico, a tecnologia de monitoramento de peixes por IA, inédita no país, poderá ser aplicada em qualquer outra barragem que tenha peixes, customizando o software para a realidade de cada usina, incluindo o treinamento do algoritmo para novas espécies regionais.
Desde sua concepção o Complexo de Belo Monte é alvo de críticas de ambientalistas e representantes de povos originários, devido aos impactos socioambientais associados ao empreendimento. Entre as principais preocupações estão os efeitos sobre comunidades indígenas e ribeirinhas e sobre a fauna aquática da bacia do rio Xingu. Segundo ambientalistas e cientistas, a instalação da usina alterou o regime de vazão do rio, o que resultou em mudanças na reprodução de peixes, além de alterar a migração e alimentação para diversas espécies.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/izKVHrqU_ygTcZdEuWrNBxowVcc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/E/8/MCmoiNRBCvv9BZr7CCCw/janela-de-monitoramento-do-stp-2-.jpg" medium="image"/>   <media:description> Belo Monte já registrou a passagem de mais de 4,3 milhões de peixes de 168 espécies diferentes</media:description>   <media:credit>Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 08:02:56 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Chuvas atrasam colheita de café e podem afetar qualidade dos grãos</title>  <atom:subtitle>Minas Gerais, o maior produtor do país, teve precipitações em excesso em junho; no Estado, 30% da área foi colhida, abaixo da média  de 40% para o período</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/cafe/noticia/2026/07/chuvas-atrasam-colheita-de-cafe-e-podem-afetar-qualidade-dos-graos.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/cafe/noticia/2026/07/chuvas-atrasam-colheita-de-cafe-e-podem-afetar-qualidade-dos-graos.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/tlTBuB1MPF7R17Y2-5EALA57x5U=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/t/B/lWfmEHSA2smpUOS2ArAg/50196804307-a8ae96777d-c.jpg" /><br /> ]]>    A colheita de café está atrasada nas principais regiões produtoras do país, reflexo de chuvas acima da média no fim de junho. Em Minas Gerais, que responde por metade da produção brasileira do grão, a colheita está em 30%, enquanto a média histórica para o período é de 40%, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). 
As chuvas de junho atrasaram a colheita no Cerrado e no sul de Minas e podem comprometer a qualidade dos grãos. A perspectiva de novas chuvas nos dias 13 e 14, já como efeito do fenômeno climático El Niño, também pode afetar a produtividade da próxima safra.
Sérgio Regina, coordenador técnico da Emater-MG, diz que, com as chuvas no inverno, os cafezais começam a florescer antes do tempo. E essas flores são derrubadas durante a colheita, afetando a produção de frutos na safra seguinte. Para a safra atual, a Emater-MG projeta produção de 31,8 milhões de sacas em Minas Gerais, acima das 25,7 milhões do ciclo passado. A previsão anterior era de 32,4 milhões de sacas nesta temporada.
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Regina afirma que o volume de café beneficiado ainda é pequeno, sendo difícil mensurar a perda de qualidade. “Quem pôde, interrompeu a colheita do café das árvores após as chuvas, para levantar o café do chão para secar. É caro, trabalhoso e atrasa a colheita”, observa. 
No Brasil, segundo o último levantamento da Safras&amp;Mercado, a colheita atingiu 52% da safra 2026/27 até o dia 1  de julho —  tinha alcançado 60% um ano antes. Conforme Gil Barabach, da Safras &amp; Mercado, houve avanço de 8 pontos percentuais em relação à semana anterior, mas esse ritmo ainda não se refletiu na oferta do grão, devido ao tempo de secagem e beneficiamento do café.
Produtores do Sul de Minas Gerais e do Cerrado Mineiro relatam aumento de queda de grãos em decorrência das chuvas e perda de qualidade, o que deve se refletir na rentabilidade. 
A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), maior cooperativa de café do mundo, informou que a colheita atingiu 24,9% da área dos cooperados até 28 de junho. No mesmo período de 2025, o índice  era de 31,4%. A colheita chegou a 30% nas Matas de Minas, 29,8% no sul do Estado, 26,5% em São Paulo, e 16,2% no Cerrado Mineiro.
A segunda maior exportadora de café do Brasil, Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), informou que a colheita atingiu 32% das 2,859 milhões de sacas  estimadas para a safra até 3 de julho. Houve avanço de 5 pontos percentuais em relação à semana anterior. Mas, no mesmo intervalo de 2025, a colheita atingia 42% do total. 
Gustavo Vieira de Carvalho mantém 550 hectares de cafezais em Capelinha, no norte de Minas Gerais, e 150 hectares em Areado, no sul do Estado. Ele diz que colheu 50% da área em Capelinha e 80% em Areado. Vieira, que também tem operação de beneficiamento e armazenagem de café de terceiros, afirma que na região de Areado a colheita dos produtores está em 30%. Com isso, o beneficiamento  está com atraso de dez dias.
“Por causa das chuvas caiu muito café no chão e há grãos brotando. Vai haver muito pouco café fino para exportação e muito café de qualidade intermediária. Por causa da umidade, há muito café riado e rio”, diz ele. Segundo a Tabela Oficial Brasileira de Classificação, o café é dividido em ordem crescente de qualidade nas categorias rio zona, rio, riado, bebida dura, mole e estritamente mole. Enquanto uma saca de café bebida dura é vendida em torno de R$ 1.650, o café rio é negociado a R$ 1.200. 
Na região do Cerrado Mineiro, a colheita também sofre atrasos devido a chuvas muito fortes que atingiram a região no fim de junho. Hemerson Bovi, produtor em Monte Carmelo, na região do Triângulo Mineiro, diz que, com a colheita mecânica, a queda de grãos fica entre 15% e 25% da produção. Mas, por causa das chuvas, alcançou 50%. 
“Nossa preocupação é tirar esse café do chão. Mas a gente ainda não conseguiu entrar com maquinário para colher porque o chão não está seco”, observa Bovi. O produtor, que cultiva 140 hectares, afirma que ele e outros cafeicultores da região enfrentam problema de fermentação do café que está no solo, o que reduz a qualidade da bebida. Ele  também vê risco de aumento na proporção de café com qualidade riado ou rio. 
Sérgio Meirelles Filho, presidente do Sindicato da Indústria de Café de Minas Gerais (Sindicafé-MG) , diz que a piora na qualidade do café, principalmente no sul do Estado, tem sido mais preocupante que o atraso da colheita. Ele observa que os primeiros cafés colhidos costumam apresentar qualidade mais alta. “Este ano, os primeiros cafés já estão com qualidade duro riado. É um café com fermentação por causa da chuva, que dá uma qualidade ruim de bebida. Qualidade ruim no começo da safra é alarmante”, afirma Meirelles.
O presidente do sindicato acrescenta que, por conta do clima mais chuvoso, muitos produtores relatam problema de mofo e podridão no café que caiu com a chuva e não foi colhido a tempo. Esses grãos são impróprios para consumo. 
Meirelles cultiva 30 hectares de café em São Gonçalo do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, e 175 hectares em Aricanduva, no Vale do Jequitinhonha. Ele informa que colheu 20% da área plantada no sul do Estado e 30% no norte e espera uma produção total de 7 mil a 8 mil sacas.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/tlTBuB1MPF7R17Y2-5EALA57x5U=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/t/B/lWfmEHSA2smpUOS2ArAg/50196804307-a8ae96777d-c.jpg" medium="image"/>   <media:description>Perspectiva de novas chuvas em lavouras de café pode afetar a produtividade da próxima safra</media:description>   <media:credit>Wenderson Araujo / CNA</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 08:02:35 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Audiência do agro sobre tarifaço tem menos tensão nos EUA </title>  <atom:subtitle>Associações que representam o agronegócio brasileiro discutiram com autoridades americanas, em Washington, a situação do comércio entre os países</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/economia/noticia/2026/07/audiencia-do-agro-sobre-tarifaco-tem-menos-tensao-nos-eua.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/economia/noticia/2026/07/audiencia-do-agro-sobre-tarifaco-tem-menos-tensao-nos-eua.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/FIt27BT6F5nBB5EfN8c0WRrucSE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/z/2/Wu4KRWQamFZDhsqPohAw/adff758e-6def-4707-b58b-461ec4548d8a.jpeg" /><br /> ]]>    Representantes do agronegócio brasileiro participaram da rodada de audiências públicas realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) nesta segunda-feira (6/7), em Washington, para discutir sobre a aplicação de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O USTR tem até o dia 15 para tomar a sua decisão final com base na investigação da Seção 301.
As audiências tiveram um tom mais técnico e menos político, diferentemente do tom adotado na primeira rodada de audiências, em setembro de 2025, disse Marcos Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). “Foi muito mais tranquilo. É outro ambiente de discussão, resultado do trabalho de comunicação do setor privado. A gente vê que existe uma janela de oportunidade para abrir espaço na lista de exceção”, afirmou Matos. 
O executivo disse que as perguntas foram mais voltadas à competitividade e à agregação de valor dos produtos brasileiros para a indústria dos Estados Unidos. 
De modo geral, os representantes do agronegócio brasileiro defenderam que os produtores brasileiros têm preços competitivos e as tarifas adicionais vão inflacionar os preços dos produtos consumidos nos Estados Unidos, podendo gerar instabilidade na oferta. 
No painel voltado ao café, o Cecafé, a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e a National Coffee Association (NCA), dos Estados Unidos, defenderam manter a isenção da tarifa de 25% sobre os cafés verde, torrado e moído e estender o benefício ao café solúvel. 
“Falamos sobre o impacto que vai ter para toda a cadeia que movimenta o café, como as bebidas prontas para beber (RTD), bebidas geladas e café solúvel, caso venha uma tarifa de 25% sobre o café solúvel, e reiterando o pedido de exclusão do produto. Foi uma defesa muito sólida”, disse José Luiz Pimenta Junior, que representou a Abics na audiência. 
Outros setores 
De acordo com representantes do agronegócio brasileiro, as críticas mais duras dos americanos foram feitas em relação ao setor de carnes e de etanol. Uma das acusações é de que o agronegócio brasileiro estaria avançando sobre áreas de desmatamento ilegal. 
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que foi representada por Fernanda Maciel Carneiro, rebateu que o desmatamento ilegal está concentrado em uma área isolada e não representa a agropecuária brasileira. A CNA apresentou dados indicando que o desmatamento na Amazônia Legal reduziu 56% entre 2011 e 2025. 
No segmento de biocombustíveis, o governo americano acusa o Brasil de prejudicar o comércio de etanol com aplicação de tarifas. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) alegou que a tarifa brasileira sobre o etanol importado segue a regra de Nação Mais Favorecida da OMC e que não se trata de uma retaliação aos Estados Unidos. 
A União Nacional do Etanol de Milho (Unem), por sua vez, defendeu que o etanol americano perdeu espaço no Brasil por causa do câmbio, dos custos logísticos e da expansão acelerada da indústria de etanol de milho no mercado doméstico.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/FIt27BT6F5nBB5EfN8c0WRrucSE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/z/2/Wu4KRWQamFZDhsqPohAw/adff758e-6def-4707-b58b-461ec4548d8a.jpeg" medium="image"/>   <media:description>USTR tem até o dia 15 para tomar a sua decisão final sobre a aplicação de taxas adicionais para exportação, com base na investigação da Seção 301</media:description>   <media:credit>Divulgação/Mapa</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 00:10:02 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Geada atinge o Sul do país nesta terça-feira; veja a previsão</title>  <atom:subtitle>Chuva fica concentrada no extremo Norte, no litoral do Nordeste e em áreas isoladas do Sudeste e Sul</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/previsao-do-tempo/noticia/2026/07/geada-atinge-o-sul-do-pais-nesta-terca-feira-veja-a-previsao.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/previsao-do-tempo/noticia/2026/07/geada-atinge-o-sul-do-pais-nesta-terca-feira-veja-a-previsao.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/HShfDcu-_2xSsw6y0xtJ3acCYXA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/l/u/SakXUAStKmdg0UNzXRGA/globo-rural-7-.png" /><br /> ]]>    O tempo firme predomina em grande parte do país nesta terça-feira (7/7). As chuvas ficam concentradas no extremo norte da Região Norte e na faixa litorânea do Nordeste, além de ocorrerem de forma isolada em áreas do Sudeste e do leste da região Sul. No Centro-Oeste, o predomínio é de sol e poucas nuvens.
Os principais destaques do dia são os avisos de geada na região Sul, a baixa umidade relativa do ar em áreas do Centro-Oeste, interior do Nordeste, Tocantins, sul do Pará e extremo noroeste de Minas Gerais, além da queda das temperaturas no sul de Mato Grosso do Sul após a passagem de uma frente fria, alerta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 
Sul
Há previsão de geada em praticamente todo o Rio Grande do Sul, com exceção da faixa litorânea. As mínimas podem chegar a -3°C nas serras gaúcha e catarinense, enquanto as máximas alcançam entre 22°C e 24°C no extremo norte do Paraná.
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A passagem de um sistema frontal durante a madrugada favorece chuva isolada no leste do Paraná e no nordeste de Santa Catarina. Nas demais áreas, o tempo permanece firme, com predomínio de sol. 
Sudeste
Há possibilidade de chuva isolada entre a manhã e a tarde no sul e leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e centro-sul do Rio de Janeiro. 
As temperaturas mínimas ficam em 10°C no sul de Minas Gerais e em 16°C em grande parte do Estado de São Paulo, enquanto as máximas chegam a 30°C no noroeste mineiro e no Rio de Janeiro.
Centro-Oeste
O tempo permanece firme e sem previsão de chuva em toda a região. O dia será de sol e poucas nuvens, com destaque para a baixa umidade relativa do ar, que deve ficar entre 20% e 30% durante a tarde, principalmente no centro-norte de Mato Grosso e em áreas de Goiás. 
Nordeste
A chuva permanece restrita à faixa litorânea, com destaque para o Recôncavo Baiano, onde são esperados os maiores acumulados. 
No interior, o tempo continua quente e seco, com umidade relativa do ar entre 20% e 30%, especialmente no Sertão. As menores umidades são previstas para Maranhão, Piauí, sul do Ceará, oeste de Pernambuco e oeste da Bahia. 
Norte
O calor e a umidade favorecem pancadas de chuva, principalmente durante a tarde, no norte do Amazonas, Roraima, Amapá e faixa norte do Pará. Há aviso de chuvas intensas para o norte do Amazonas e Roraima. Nas demais áreas, o tempo segue estável. 
As mínimas ficam em torno de 18°C em Rondônia, Acre e sul do Tocantins. Já no sul do Pará e no Tocantins, além das máximas entre 34°C e 36°C, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30%.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/HShfDcu-_2xSsw6y0xtJ3acCYXA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/l/u/SakXUAStKmdg0UNzXRGA/globo-rural-7-.png" medium="image"/>   <media:description>Previsão para geadas na terça-feira (7/7)</media:description>   <media:credit>Inmet</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 22:38:38 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Grãos sobem em Chicago com influência do clima e volta do feriado nos EUA</title>  <atom:subtitle>Soja, milho e trigo avançaram na sessão desta segunda-feira</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/graos-sobem-em-chicago-com-influencia-do-clima-e-volta-do-feriado-nos-eua.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/graos-sobem-em-chicago-com-influencia-do-clima-e-volta-do-feriado-nos-eua.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/FbqGRlaByKabl6ZHTZbEHTStGJg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/A/K/fHBxXhQNaNq0iZvoCfsw/wisconsin-landscape-scenic-sky-preview.jpg" /><br /> ]]>    Por mais uma sessão, a soja registrou alta na bolsa de Chicago. Nesta segunda-feira (6/7), os contratos para agosto subiram 4,20%, a US$ 11,84 o bushel, impulsionados pela volatilidade com a volta do feriado da Independência dos Estados Unidos, o clima quente no Hemisfério Norte e a possibilidade de aumento na demanda chinesa. 
"O mercado volta a ter rumores de que a China está olhando para os produtos dos Estados Unidos", disse Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural. 
Em relação ao clima, o especialista observa que há sinais de ondas de calor no Meio Oeste americano e na Europa, que podem afetar as condições da oferta de grãos. 
"Esses fatores que estão para cima são catalisados, ou seja, impulsionados ainda mais pela volta do feriado prolongado (nos EUA). Todo 4 de julho é marcado por uma volatilidade muito agressiva", acrescentou.  
Milho
O milho avançou na bolsa de Chicago, em um dia de forte volatilidade nos mercados com a volta do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos. Os lotes com entrega para setembro fecharam em alta de 3,61%, negociados a US$ 4,3825 o bushel.
Além disso, uma onda de calor no Hemisfério Norte levantou dúvidas sobre a oferta dos produtores dos EUA e Europa. Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural, afirma que o calor intenso deve permanecer no Meio Oeste americano. 
"A Europa também está com uma onda de calor extremamente forte e pode impulsionar maior importação de soja, mais milho, tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos por causa do clima", disse o especialista.
Segundo ele, o milho francês está em uma das piores condições da história, abaixo da média de 2020 a 2025.
Trigo
No mercado do trigo na bolsa de Chicago, os preços subiram com o sentimento de que a oferta do cereal será menor no curto prazo. Os contratos futuros com entrega para setembro fecharam em alta de 2,38%,  a US$ 6,14 o bushel.
Boletim da T&amp;F Consultoria Agroeconômica ressalta que há fatores fundamentais sustentando a valorização do trigo, como a redução de área e de estoques de trigo nos EUA, divulgada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) na semana passada.
Ainda segundo a consultoria, a área menor e outro grande produtor de trigo do mundo, o Canadá, e ainda rumores sobre importações do cereal feitas por países do Oriente Médio favoreceram a movimentação dos preços.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/FbqGRlaByKabl6ZHTZbEHTStGJg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/A/K/fHBxXhQNaNq0iZvoCfsw/wisconsin-landscape-scenic-sky-preview.jpg" medium="image"/>   <media:description>Ondas de calor no Meio Oeste americano e na Europa podem afetar as condições da oferta de grãos</media:description>   <media:credit>Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 20:10:29 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Preocupação com El Niño faz café registrar alta de 16% em Nova York</title>  <atom:subtitle>Açúcar, algodão e cacau também tiveram ganhos, enquanto o suco de laranja recuou</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/preocupacao-com-el-nino-faz-cafe-disparar-15percent-em-nova-york.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/preocupacao-com-el-nino-faz-cafe-disparar-15percent-em-nova-york.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/m4KwD9xnH9PxUMW9yVatrVpcrXs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/c/c/Ay6EAIR3GujUJ658KLZA/41207213455-15c69d0a8a-c.jpg" /><br /> ]]>    O café arábica disparou nesta segunda-feira (6/7) na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega para setembro subiram 16,19%, para US$ 3,4995 a libra-peso, o maior avanço diário desde julho de 2000, quando o salto foi de 17,8% em uma sessão. Com o aumento, o preço da commodity alcançou o patamar mais elevado desde 8 de janeiro de 2026, de acordo com o Valor Data. O mercado operou o dia todo no campo positivo, em meio a preocupações sobre o impacto do fenômeno climático El Niño para a safra brasileira. 
“O café foi visto como um ativo de oportunidade, porque o El Niño está vindo forte e aquela disponibilidade que o mercado achou que teria de imediato por causa de projeções otimistas da safra brasileira não está se concretizando na prática”, disse Antônio Pancieri Neto, corretor da Painel do café, em análise. 
Além disso, o excesso de chuvas em Minas Gerais afetou o andamento da colheita, colocando também dúvidas sobre a qualidade do café que está sendo colhido. "Juntamos a isso temores sobre os efeitos do El Niño forte e estoques da ICE pressionados", afirmou Geraldo Isoldi, analista da corretora Terra Investimentos. 
Segundo o especialista, este cenário causou uma inversão na posição dos fundos em Nova York, que estavam vendidos e viraram para comprados. "Essa volatilidade e inversão do mercado também acabam formando a tempestade perfeita para essa alta forte e estoques da ICE pressionados", acrescentou. 
Apesar dos temores relacionados ao El Niño, não há perspectiva de mais danos para os cafezais no curto prazo. Nesta época do ano, a cultura pode ficar mais suscetível a riscos de geadas nas regiões produtoras do Brasil. 
De acordo com a Terra Investimentos, não há "indicativo de frio extremo ou danos às plantas nesta semana". "O foco do mercado e do produtor continua sendo a evolução da colheita e a secagem dos grãos", informou Isoldi, lembrando que, até o momento, as expectativas para a produção ainda seguem bem altas.
A estimativa mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada em maio, mostra que a produção brasileira de café pode alcançar 66,7 milhões de sacas em 2026. O número, se confirmado, representará um incremento de 18% em relação ao volume colhido na temporada passada, segundo a Conab. Também será o maior resultado já registrado na série histórica. 
Cacau
O cacau disparou na bolsa de Nova York no primeiro pregão da semana, novamente com as atenções do mercado voltadas aos impactos do El Niño e seus fenômenos para a produção. Os contratos para setembro fecharam em alta de 13,07%, a US$ 5.694 a tonelada.
De acordo com análise do site Mercado do Cacau, os futuros reagiram aos possíveis efeitos do El Niño para a produção na Costa do Marfim, maior produtor global da amêndoa.
A publicação segue dizendo que as primeiras avaliações da temporada 2026/27 indicam que diversas regiões produtoras marfinenses apresentam quantidade de frutos abaixo do esperado para esta época do ano. Além disso, tanto a safra intermediária quanto o desenvolvimento inicial da safra principal estão atrasados em relação aos ciclos anteriores.
Diante desse contexto, analistas projetam que a produção do país fique entre 1,7 milhão e 1,8 milhão de toneladas na temporada 2026/27, que se inicia em outubro. O volume, se confirmado, ficaria abaixo das 2,2 milhões de toneladas registradas na safra 2025/26. 
“Além dos prejuízos imediatos, o excesso de umidade aumenta o risco de proliferação de doenças fúngicas e pragas justamente durante as fases mais sensíveis de formação e maturação das vagens, elevando ainda mais as preocupações quanto ao potencial produtivo da próxima safra”, destaca o site especializado. 
Açúcar
O preço futuro do açúcar subiu na bolsa de Nova York após duas baixas consecutivas. Os lotes do demerara para outubro avançaram 2,49%, a 15,22 centavos de dólar a libra-peso.
Algodão
Os preços futuros do algodão se valorizaram na bolsa de Nova York. Os lotes com vencimento em dezembro, os mais negociados atualmente, fecharam em alta de 1,53%, a 78,30 centavos de dólar a libra-peso.
Suco de laranja
Os contratos de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) fecharam a sessão na bolsa de Nova York com preços em queda. Os lotes do produto para setembro recuaram 2,54%, a US$ 1,6675 a libra-peso.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/m4KwD9xnH9PxUMW9yVatrVpcrXs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/c/c/Ay6EAIR3GujUJ658KLZA/41207213455-15c69d0a8a-c.jpg" medium="image"/>   <media:description>Preocupações sobre o impacto do fenômeno climático El Niño na safra brasileira aumentaram as cotações do café</media:description>   <media:credit>Tony Oliveira / CNA</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 20:05:34 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Colheita de café avança no Cerrado Mineiro, mas ainda está atrasada</title>  <atom:subtitle>A ausência de chuvas na última semana permitiu o avanço das operações no campo</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/cafe/noticia/2026/07/colheita-de-cafe-avanca-no-cerrado-mineiro-mas-ainda-esta-atrasada.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/cafe/noticia/2026/07/colheita-de-cafe-avanca-no-cerrado-mineiro-mas-ainda-esta-atrasada.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/ijVIco8L2gKVTpGXlIdSDu-KnrI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/y/e/hlfx7mRWCdaYHwfw1hxA/caf-e.png" /><br /> ]]>    A colheita de café arábica na região de abrangência da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), segunda maior cooperativa exportadora de café do Brasil, atingiu 32% do total de 2,859 milhões de sacas de 60 quilos estimado para a safra 2026/27 até sexta-feira passada (3/7). Houve avanço de cinco pontos percentuais em relação ao volume colhido na semana anterior. 
Em comparação com o mesmo período de 2025, no entanto, a colheita está mais lenta. Há um ano, a região do Cerrado Mineiro estava 42% colhida.
Segundo boletim da Expocacer, a ausência de chuvas na última semana permitiu o avanço das operações no campo, favorecendo também a secagem de frutos nos terreiros. Até o dia 3 de julho, 18% do volume colhido foi beneficiado, apresentando um rendimento médio de 520 litros por saca. 
A Expocacer ressaltou que houve queda de frutos em algumas lavouras por causa das chuvas nas semanas anteriores. A cooperativa estima que esse café de chão represente, em média, 30% da produção total até o fim da safra, considerando as perdas decorrentes da colheita mecanizada e do repasse manual. 
A Expocacer também relatou desenvolvimento da ferrugem em algumas lavouras, por causa da alta umidade, e da phoma, por conta do clima mais ameno e maior umidade. 
Nos primeiros dias de safra, os cafés apresentaram, em média, 15% de catação, com boa qualidade de bebida. 
Para esta semana, a cooperativa observou que há previsão de tempo firme, com máximas entre 26ºC e 27ºC, e mínimas entre 11ºC e 13ºC, e baixa umidade, o que deve favorecer a secagem natural dos cafés.
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/ijVIco8L2gKVTpGXlIdSDu-KnrI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/y/e/hlfx7mRWCdaYHwfw1hxA/caf-e.png" medium="image"/>   <media:description>Na área da atuação da Expocacer, colheita do café atingiu 32% da área</media:description>   <media:credit>Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:29:22 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>El Niño é ponto de atenção na safra de verão, diz Sicoob</title>  <atom:subtitle>Cooperativa mantém plano de expansão no crédito rural mesmo com alta na inadimplência</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/credito-e-investimento/noticia/2026/07/el-nino-e-ponto-de-atencao-na-safra-de-verao-diz-sicoob.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/credito-e-investimento/noticia/2026/07/el-nino-e-ponto-de-atencao-na-safra-de-verao-diz-sicoob.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/iURMK3MWcF3atYH_qxNODzcezzw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/X/q/ezydS5TNmo5DIdaBBnVw/image00002-6.jpg" /><br /> ]]>    Mesmo com boa parte da carteira de crédito rural fora de regiões potencialmente afetadas por adversidades climáticas oriundas do El Niño neste ano, o Sicoob reforçou a atenção para a ocorrência do fenômeno climático na próxima safra de verão. A cooperativa também reservou parte do funding para eventuais renegociações de financiamentos de produtores impactados pelo clima.
Raphael Silva de Santana, gerente de Agronegócios da cooperativa financeira, disse que a oferta de crédito para a safra 2026/27 foi calibrada e poderia ser maior que os R$ 70 bilhões anunciados nesta segunda-feira (6/7) se não houvesse perspectiva de um super El Niño no país.
“Colocamos uma projeção robusta de crescimento, de R$ 60 bilhões para R$ 70 bilhões [da safra 2025/26 para 2026/27], mas já contando que pode ter problemas em algumas áreas. O crescimento [da oferta de recursos] poderia ser ainda maior, liberar até mais do que os R$ 70 bilhões”, afirmou em coletiva de imprensa mais cedo.
Ele relatou que os Estados de maior atuação do Sicoob não devem ser afetados pelo El Niño, como Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Rondônia, São Paulo e Goiás. No Rio Grande do Sul, por outro lado, a presença da cooperativa ainda é recente. Apenas R$ 2 bilhões devem ser direcionados para financiamentos aos produtores gaúchos.
“É um cenário complicado e complexo de El Niño, mas onde ele vai prejudicar mais o país não são áreas onde o Sicoob tem atuação forte. No Rio Grande do Sul, a nossa exposição não é tão alta. Em Mato Grosso, onde pode ter algumas situações de seca, a atuação também é recente”, disse Santana.
Tobias Fragoso, superintendente Financeiro do Sicoob, reforçou que faz parte do planejamento de cada Plano Safra a reserva de valores para eventuais prorrogações ou renegociações de parcelas de produtores rurais afetados por frustrações de safra e renda em função do clima.
“Todo Plano Safra no Sicoob é planejado com muita antecedência. Há recursos destinados a renegociações em função de eventos climáticos, existe uma reserva de funding para esse tipo de situação”, disse, na coletiva.
O Sicoob também aposta em instrumentos de gestão de risco climático, com a oferta de seguro rural para pecuária, maquinário e porteira fechada. A falta de anúncios sobre a subvenção às apólices foi sentida pela cooperativa
Por atuar com o público da agricultura familiar, a cooperativa também é operadora do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), mas tem tentado migrar as operações para outras ferramentas, como o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Testes foram feitos no fim da safra 2025/26 para a apresentação, em breve, de novos modelos para experiência melhor dos cooperados com o seguro, disse Raphael Silva de Santana, gerente de Agronegócios.
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Inadimplência 
A carteira de agronegócios do Sicoob não passou imune pela alta na inadimplência que assola o mercado de crédito rural. O índice mais que dobrou nos últimos quatro anos, e passou de 0,8% em 2022 para 2% em 2026, patamar considerado “respeitável” pelo diretor-presidente, Marco Aurélio Almada. Mesmo assim, a cooperativa vê espaço para crescer. 
“Diante da adversidade, alguns agentes financeiros se retraem. Quando eles se retraem, os tomadores de crédito ficam em dificuldades. O Sicoob, por ser uma cooperativa, parte do ponto de vista do produtor rural, que precisa do crédito”, disse Almada. “Ainda que de maneira mais contida, vamos continuar avançando no crédito rural”, completou.
A carteira de agronegócios do Sicoob é de R$ 95 bilhões. Desses, R$ 3,5 bilhões estão em operações com atrasos de pagamentos superiores a 90 dias. “É uma inadimplência que o Sicoob nunca teve no crédito rural, mas ainda muito menor do que a do mercado”, disse Raphael Silva de Santana, gerente de Agronegócios da cooperativa.
Ele mencionou ainda a alta nos pedidos de prorrogação de operações, que saltou de R$ 960 milhões na safra 2024/25 para R$ 1,6 bilhão em 2025/26. “Ainda enxergamos que estamos bem posicionados em relação ao mercado”, completou.
A alta na inadimplência já gerou reflexos na atuação da cooperativa. Apesar de ter expandido a oferta de crédito em quase 18%, para R$ 70 bilhões na safra 2026/27, o foco será nos recursos controlados, abastecidos com fontes direcionadas e com taxas de juros fixas, e na expansão de 35% do montante equalizado, de R$ 14,4 bilhões no ciclo 2025/26 para R$ 19,4 bilhões agora.
O crédito concedido por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs), financiadas a taxas de mercado e que concentram a maior parte do endividamento da carteira, vai diminuir quase 35%. “Sabemos da importância dos recursos livres, mas nossa maior inadimplência foi em CPR. Naturalmente, recua essa carteira. Nos recursos controlados, do Pronaf e Pronamp, a inadimplência ficou estável”, relatou Santana.
O diretor-presidente, Marco Aurélio Almada, disse que é feito um esforço para que o cooperado não fique desassistido em momentos de turbulência. “O agente de mercado é muito sensível a hipóteses de inadimplência e isso gera transtornos para quem precisa continuar desenvolvendo seu negócio”, disse. “A inadimplência preocupa, é respeitável, mas ela ainda permite que a gente possa continuar avançando com negócio de crédito rural. Historicamente, é na adversidade que o cooperativismo faz a diferença”, completou.
A alta da inadimplência do crédito rural comprime mais o resultado do agente financeiro do que em outras modalidades, como dos financiamentos para pessoas físicas ou jurídicas, disse Almada. Como a maior parte das operações com o setor agropecuário são com os recursos controlados do Plano Safra, o spread bancário é “tabelado” e não há margem para embutir a conta dos atrasos de pagamento nos juros cobrados dos produtores.
“Nas modalidades de pessoa física e jurídica, o spread é solto. Se sobe a inadimplência, reprecifica-se, coloca-se o preço que inclui a inadimplência alta na conta e pulveriza-se essa inadimplência com o conjunto dos tomadores. No crédito rural, o spread é tabelado” disse. 
Mesmo assim, a meta é expandir a oferta dos recursos na safra 2026/27, para o cooperado ter “continuidade” na atividade rural. Apesar do estreitamento das margens de lucro dos produtores, Almada disse que, com exceção da cana-de-açúcar, as projeções do Sicoob mostram índices ainda positivos para o campo no novo ciclo, o que sustenta a demanda por crédito e a capacidade de suportar juros ainda altos nos financiamentos.
“Vamos continuar com nossos modelos de crédito funcionando e cuidando dos interesses do cooperado, que é ter cooperativa superavitária, mas o Sicoob renova seu compromisso de continuar como agente perene do produtor rural”, concluiu Almada.
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Juros
A queda na taxa de juros das linhas com recursos controlados do Plano Safra 2026/27 veio em linha com as perspectivas traçadas pelo Sicoob, que vai ofertar R$ 70 bilhões em financiamentos no ciclo. Mesmo assim, a avaliação interna é a de que as alíquotas continuam altas para uma atividade com margens mais estreitas e têm caráter inibidor
“Os juros altos significam despesa financeira para o tomador, não são todos os segmentos que possuem margens elevadas para sustentar esses juros elevados, ainda mais por muito tempo. Isso impacta nas margens e é inibidor”, disse Tobias Fragoso, superintendente Financeiro do Sicoob.
“Por mais que tenha caído, consideramos a taxa de juros elevada. Mas o produtor precisa de financiamento e estamos aqui para atender isso. Se já fizemos um bom Plano Safra em 2025/26, esperamos que seja melhor ainda com a queda nos juros agora”, completou.
Segundo ele, o Sicoob projetava taxa de 13% para as linhas de custeio empresarial, que ficam em 12,5%. No Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a expectativa era de um corte maior. O Plano Safra teve redução de até 1 ponto percentual para os agricultores familiares. “Está totalmente dentro da expectativa de taxas que tínhamos. O Sicoob já vinha operando com taxas abaixo do teto em várias linhas”, finalizou Fragoso.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/iURMK3MWcF3atYH_qxNODzcezzw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/X/q/ezydS5TNmo5DIdaBBnVw/image00002-6.jpg" medium="image"/>   <media:description>Oferta de crédito do Sicoob para a safra 2026/27poderia ser maior se não houvesse perspectiva de um super El Niño no país</media:description>   <media:credit>José Fernando Ogura/AEN</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:52:51 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Exportações de carne suína crescem no primeiro semestre e devem ter recorde em 2026</title>  <atom:subtitle>A receita acumulada entre janeiro e junho alcançou US$ 1,859 bilhão, alta de 7,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/pecuaria/suinos/noticia/2026/07/exportacoes-de-carne-suina-crescem-no-primeiro-semestre-e-deve-ter-recorde-em-2026.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/pecuaria/suinos/noticia/2026/07/exportacoes-de-carne-suina-crescem-no-primeiro-semestre-e-deve-ter-recorde-em-2026.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/1hseTZJXxZale695fKiE221Cp0k=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/p/b/EHxsJ6QuuSwwu9ndN4PQ/be078486-4d7a-4f31-87fa-1803358375db.png" /><br /> ]]>    As exportações brasileiras de carne suína somaram 794,2 mil toneladas no primeiro semestre de 2026, volume 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 722 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A receita acumulada entre janeiro e junho alcançou US$ 1,859 bilhão, alta de 7,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, que totalizou US$ 1,723 bilhão.
Em junho, foram exportadas 132,4 mil toneladas, queda de 3,5% na comparação com o mesmo mês de 2025. A receita no período foi de US$ 312,8 milhões, recuo de 8,4% frente aos US$ 341,7 milhões registrados um ano antes.
Entre os principais destinos em junho, as Filipinas lideraram as importações, com 23,5 mil toneladas, seguidas por Japão (17,2 mil toneladas), Chile (11,7 mil toneladas), China (11,4 mil toneladas) e Hong Kong (8 mil toneladas). Também figuram entre os principais compradores México (6,9 mil toneladas), Singapura (5,9 mil toneladas), Argentina (5,9 mil toneladas), Vietnã (5,8 mil toneladas) e Uruguai (4,7 mil toneladas).
Santa Catarina permaneceu como principal estado exportador, com 65,2 mil toneladas embarcadas em junho, seguido por Rio Grande do Sul (31,4 mil toneladas), Paraná (20,7 mil toneladas), Minas Gerais (4,1 mil toneladas) e Mato Grosso (4 mil toneladas).
De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o resultado do primeiro semestre sustenta a perspectiva de novo recorde nas exportações de carne suína em 2026. 
“O setor segue ampliando sua presença internacional por meio de uma estratégia cada vez mais diversificada, reduzindo a dependência de mercados específicos e fortalecendo sua atuação em destinos de maior valor agregado”, afirma Santin.
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/1hseTZJXxZale695fKiE221Cp0k=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/p/b/EHxsJ6QuuSwwu9ndN4PQ/be078486-4d7a-4f31-87fa-1803358375db.png" medium="image"/>   <media:description>As exportações brasileiras de carne suína somaram 794,2 mil toneladas no primeiro semestre de 2026</media:description>   <media:credit>Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:48:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Preço do feijão-carioca de melhor qualidade é sustentado por oferta restrita</title>  <atom:subtitle>Para o feijão-preto, ajustes regionais reflete diferenças na disponibilidade e na qualidade dos lotes</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/feijao/noticia/2026/07/preco-do-feijao-carioca-de-melhor-qualidade-e-sustentado-por-oferta-restrita.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/feijao/noticia/2026/07/preco-do-feijao-carioca-de-melhor-qualidade-e-sustentado-por-oferta-restrita.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/MBl9abJqf4cLCj-MJzhSnnIgT7g=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/p/H/BHARoYStGKNl14AuFIQA/50897407608-323cba9803-o.jpg" /><br /> ]]>    O mercado de feijão-carioca de melhor qualidade iniciou o mês de julho com a oferta ainda restrita, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Diante disso, pesquisadores do Cepea apontam que os valores do grão estão se sustentando, mesmo com o início da colheita das áreas irrigadas do Cerrado, cujos volumes ainda são reduzidos.
Na sexta-feira (3/7), o indicador Cepea/CNA para o feijão-carioca de qualidade superior registrou, no noroeste de Minas Gerais, a cotação de R$ 394,56 a saca de 60 quilos, uma alta semanal de 0,77%.
Para o carioca de qualidade intermediária e para o feijão-preto, o mercado segue marcado por ajustes heterogêneos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea, o que reflete diferenças na disponibilidade e na qualidade dos lotes. 
No campo, o avanço da colheita da segunda safra no Paraná do feijão-carioca, já em fase final, ocorre paralelamente ao início da oferta proveniente das áreas irrigadas de Goiás e de outras regiões do Cerrado. Segundo pesquisadores do Cepea, os primeiros lotes de melhor qualidade encontraram boa receptividade da indústria, que permaneceu ativa nas compras diante dos baixos estoques, embora mantenha atenção ao aumento gradual da disponibilidade esperado para julho. 
Quanto ao feijão-preto, cuja produção se concentra nas duas primeiras safras do ano, o encerramento da colheita no Paraná, principal Estado produtor, vem modificando gradualmente o posicionamento dos agentes consultados pelo Cepea. A menor área cultivada e as perdas de produtividade provocadas pelas adversidades climáticas mantêm os detentores dos melhores lotes firmes nas pedidas, na expectativa de novas valorizações.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/MBl9abJqf4cLCj-MJzhSnnIgT7g=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/p/H/BHARoYStGKNl14AuFIQA/50897407608-323cba9803-o.jpg" medium="image"/>   <media:description>Colheita da segunda safra do feijão-carioca avança no Paraná; trabalhos iniciam nas áreas irrigadas de Goiás e de outras regiões do Cerrado</media:description>   <media:credit>Wenderson Araujo/CNA</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:12:45 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Leilão reúne gado, itens autografados e objetos inusitados para Hospital de Câncer</title>  <atom:subtitle>Evento será realizado em 12 de julho, em Itapirapuã (GO), e toda a renda será destinada ao Hospital de Câncer Francisco Camargo, em Inhumas (GO).</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/conteudo-de-marca/pulse-brand/noticia/2026/07/leilao-reune-gado-itens-autografados-e-objetos-inusitados-para-hospital-de-cancer-1.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/conteudo-de-marca/pulse-brand/noticia/2026/07/leilao-reune-gado-itens-autografados-e-objetos-inusitados-para-hospital-de-cancer-1.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/nUWA1XkSfiEMNeBvbqCazll5uLo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/B/T/eTiIdsSh6gDey7VZ5Agw/publicador-api-globorural-pulse-brand-100-1aad4ed5-01c0-4f2d-a45a-6deb651b4b00.jpeg-20260706140851" /><br /> ]]>    Um violão autografado pelo cantor Zezé Di Camargo, uma camisa da Seleção Brasileira assinada por Amado Batista, mais de 100 cabeças de gado e dezenas de prendas doadas por produtores rurais, empresas e artistas estarão entre os itens oferecidos durante o leilão beneficente promovido pela 3M Leilões no próximo dia 12 de julho, em Itapirapuã. A programação começa ao meio dia, com almoço solidário ao valor de R$20 por pessoa, cuja arrecadação também será destinada ao Hospital de Câncer Francisco Camargo, localizado em Inhumas.
O evento reúne voluntários de diferentes setores para arrecadar recursos destinados à manutenção da unidade hospitalar, que atende pacientes com câncer e realiza exames especializados. Segundo os organizadores, profissionais envolvidos na realização do leilão, como leiloeiros, equipe operacional, funcionários, prestadores de serviço e fornecedores, participam de forma voluntária.
Além dos animais, o leilão ficou conhecido por receber doações que costumam despertar o interesse dos participantes. Em edições anteriores, uma galinha acompanhada de cem pintinhos foi arrematada por R$2 mil. Também já passaram pelo remate camisetas autografadas por Pelé e violões assinados por artistas como Leonardo, Rio Negro &amp; Solimões e Christian &amp; Ralf.
De acordo com o diretor-presidente do Grupo Scatena &amp; Filhos e da 3M Leilões, Guilherme Scatena Neto, a mobilização se mantém, porque muitas pessoas da região já acompanharam de perto o trabalho desenvolvido pelo hospital.
"Todo o trabalho realizado no leilão é voluntário e a arrecadação é destinada integralmente ao hospital. Sempre que precisamos da instituição, encontramos atendimento. Essa é uma forma de contribuir para que esse serviço continue funcionando", afirma.
Scatena cita um episódio ocorrido no fim de 2023 para explicar o envolvimento da organização com a causa. Segundo ele, a sogra de um funcionário da empresa enfrentava dificuldades para conseguir atendimento oncológico durante uma paralisação em Goiânia. Após contato com a direção do Hospital de Câncer Francisco Camargo, a paciente foi recebida na unidade de Inhumas, passou por avaliação médica e, diante da necessidade de tratamento intensivo, foi encaminhada para outra unidade hospitalar. Embora ela tenha falecido poucos dias depois, toda a assistência e o transporte foram oferecidos sem custos para a família.
A expectativa da organização é repetir o desempenho das edições anteriores, que já arrecadaram mais de R$350 mil em diferentes anos. Antes da pandemia, um dos leilões promovidos pelo grupo destinou aproximadamente R$388 mil ao hospital.
Os organizadores também continuam recebendo doações de animais e outros bens que possam ser leiloados. Objetos de coleção, peças autografadas, equipamentos, produtos e outros itens podem integrar o remate e ampliar a arrecadação destinada ao atendimento de pacientes oncológicos.
3M Leilões: @3mleiloes  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/nUWA1XkSfiEMNeBvbqCazll5uLo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/B/T/eTiIdsSh6gDey7VZ5Agw/publicador-api-globorural-pulse-brand-100-1aad4ed5-01c0-4f2d-a45a-6deb651b4b00.jpeg-20260706140851" medium="image"/>   <media:description>Gado em Itapirapuã é um dos itens leiloados no evento beneficente.</media:description>   <media:credit>Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:09:10 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>São Martinho anuncia pagamento de R$ 69,9 milhões em dividendos</title>  <atom:subtitle>As ações da companhia passam a ser negociadas “ex-dividendos” a partir desta segunda-feira (6/7)</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/negocios/noticia/2026/07/so-martinho-anuncia-pagamento-de-r-699-milhes-em-dividendos.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/negocios/noticia/2026/07/so-martinho-anuncia-pagamento-de-r-699-milhes-em-dividendos.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/BUJda_Qb4O9eheFWKzt9Vw00FQA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/A/u/qBUzmBScSBpgjA57FVvg/smto-boa-vista-scaled.jpg" /><br /> ]]>    A São Martinho fará o pagamento de R$ 69,91 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,21659225816 por ação, conforme aprovado em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada na última sexta-feira (3/7).  
Segundo comunicado, os dividendos terão como base a posição acionária de 3 de julho de 2026 e serão pagos em 21 de julho. As ações da companhia passam a ser negociadas “ex-dividendos” a partir desta segunda-feira (6/7).
Em agosto do ano passado, a companhia já havia pago R$ 128,68 milhões em juros sobre capital próprio (JCP). Com o novo anúncio, o total de dividendos alcançou R$ 198,59 milhões, equivalentes a R$ 0,61526771526 por ação, desconsideradas as ações em tesouraria. 
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/BUJda_Qb4O9eheFWKzt9Vw00FQA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/A/u/qBUzmBScSBpgjA57FVvg/smto-boa-vista-scaled.jpg" medium="image"/>   <media:description>Usina Boa Vista da São Martinho</media:description>   <media:credit>Wikimedia Commons</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:41:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Desembolso do Sicoob cresceu 7% na safra passada, para R$ 59,5 bilhões </title>  <atom:subtitle>Cooperativa financeira alcançou uma fatia de cerca de 8% do mercado de crédito rural do país</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/credito-e-investimento/noticia/2026/07/desembolso-do-sicoob-cresceu-7percent-na-safra-passada-para-r-595-bilhoes.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/credito-e-investimento/noticia/2026/07/desembolso-do-sicoob-cresceu-7percent-na-safra-passada-para-r-595-bilhoes.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/VrzJzVaBaH2Zrmq25uAKDWhkRmY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/q/U/YVLDIdR2uZvTpYtyO5Bw/sicoob-arenito.png" /><br /> ]]>    O Sicoob desembolsou R$ 59,5 bilhões em financiamentos rurais na safra 2025/26, alta de quase 7% ante os R$ 55,4 bilhões do ciclo 2024/25. Com o desempenho, a cooperativa financeira alcançou uma fatia de cerca de 8% do mercado de crédito rural do país. Antes, o índice estava em 7%.

Ao considerar as Cédulas de Produtor Rural (CPRs), o market share vai para 9%, disse Raphael Silva de Santana, gerente institucional de Agronegócios da instituição, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (6/7), em Brasília (DF).

O desempenho do ciclo encerrado na semana passada reafirma a presença do Sicoob entre pequenos e médios produtores. Cerca de 63% das operações atenderam esse público em 2025/26, com ticket médio de R$ 155,3 mil. 
Leia também: 
Sicoob vai ampliar em 18% recursos para o Plano Safra 2026/27

“Mesmo em um ciclo marcado por taxas de juros elevadas e maior seletividade no crédito, o modelo cooperativista do Sicoob manteve o ritmo de concessões e a capilaridade, reafirmando seu compromisso com a produção agrícola em todo o território nacional”, informou a instituição.

Na safra 2025/26, 28% das operações foram destinadas à pecuária, principalmente bovinocultura. Cerca de 40% foram direcionados à agricultura, com destaque para soja, café, cana-de-açúcar e milho, além de uma parcela sem direcionamento específico, com 32% das operações.

O ticket médio das operações em geral, ao considerar também os grandes produtores, foi de R$ 305,4 mil, queda de 0,5% em relação à safra passada. Foram 194,7 mil contratos nos 12 meses.

Do montante total, foram R$ 21,4 bilhões para custeio, R$ 11,5 bilhões para investimentos, R$ 4,6 bilhões para comercialização e R$ 2,7 bilhões para industrialização. Outros R$ 19,3 bilhões foram desembolsados por CPRs e giro rural.

Na safra 2025/26, R$ 8,2 bilhões foram liberados em operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 10,7 bilhões no Programa Nacional de Apoio a Médios Produtores (Pronamp) e R$ 40,5 bilhões aos demais produtores.

Em relação às atividades financiadas, a pecuária lidera, com R$ 9,5 bilhões, seguida da cafeicultura (R$ 5,2 bilhões), soja (R$ 3,4 bilhões), leite (R$ 1,6 bilhão), compra de tratores (R$ 1,5 bilhão), correção de solo (R$ 703 milhões) e armazenagem (R$ 73,2 milhões). Outros R$ 35,3 bilhões foram de livre aplicação.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/VrzJzVaBaH2Zrmq25uAKDWhkRmY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/q/U/YVLDIdR2uZvTpYtyO5Bw/sicoob-arenito.png" medium="image"/>   <media:description>Ticket médio das operações foi de R$ 305,4 mil</media:description>   <media:credit>Sicoob/Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:37:26 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Sicoob vai ampliar em 18% recursos para o Plano Safra 2026/27</title>  <atom:subtitle>Projeção é de liberação de cerca de R$ 70 bilhões, sendo R$ 32 bilhões para operações de custeio</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/credito-e-investimento/noticia/2026/07/sicoob-vai-ampliar-em-18percent-recursos-para-o-plano-safra-202627.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/credito-e-investimento/noticia/2026/07/sicoob-vai-ampliar-em-18percent-recursos-para-o-plano-safra-202627.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/IfXX1dfr8PjPysvFBa3VPV95b3w=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/3/K/zi4JB9SritJ17gSa7fLg/solucao-de-plantio-trator-mf-e-plantaderia-momentum.jpg" /><br /> ]]>    O Sicoob anunciou nesta segunda-feira (6/7) que vai liberar cerca de R$ 70 bilhões em crédito rural na safra 2026/27. A projeção é quase 18% maior comparada à temporada anterior, quando foram liberados R$ 59,5 bilhões em financiamentos ao setor agropecuário – próximo da meta de R$ 60 bilhões anunciada em julho do ano passado.
A expectativa é que R$ 32 bilhões sejam destinados às operações de custeio, R$ 18,7 bilhões para investimentos, R$ 1,9 bilhão para industrialização e R$ 4,3 bilhões à comercialização. O restante, de R$ 12,6 bilhões, tem aplicação livre, principalmente via Cédulas de Produto Rural Financeiras (CPRF) e giro rural.
Na divisão por porte, quase 40% dos recursos devem contemplar pequenos e médios produtores, com destaque para R$ 11,5 bilhões em operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e R$ 15,8 bilhões via Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores (Pronamp).
Atividades
Cerca de 40% dos recursos (R$ 27,8 bilhões) devem ser destinados ao financiamento da atividade agrícola, com foco em soja e café, e 28% na pecuária, especialmente na bovinocultura, com R$ 19,5 bilhões. Do montante total, R$ 12,6 bilhões serão aplicados em operações de CPRF para diversos produtos, uma queda de 34,2% em relação à safra passada.
O Sicoob destacou que os números demonstram comprometimento da instituição de ser um “agente perene” do crédito rural e de atender a demanda dos cooperados, disse Marco Aurélio Almada, diretor-presidente da cooperativa financeira, em coletiva de imprensa. 
Segundo o executivo, o Sicoob tem conseguido expandir a oferta de crédito para "não deixar o produtor rural na mão", mesmo diante de um momento desafiador, com o crescimento da inadimplência e os juros ainda altos.
"Quem acompanha o segmento de perto, vê que está tendo muita mudança entre os agentes que se disponibilizam para atender o produtor rural. Vemos o principal agente financiador retraindo, e o produtor rural não pode ficar na mão", afirmou. Na semana passada, o Banco do Brasil anunciou oferta menor de recursos para a safra que começou em 1º de julho.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/IfXX1dfr8PjPysvFBa3VPV95b3w=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/3/K/zi4JB9SritJ17gSa7fLg/solucao-de-plantio-trator-mf-e-plantaderia-momentum.jpg" medium="image"/>   <media:description>Quase 40% dos recursos devem contemplar pequenos e médios produtores</media:description>   <media:credit>Massey Ferguson/Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:29:05 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Colheita da safrinha de milho chega a 30% da área no Centro-Sul do país</title>  <atom:subtitle>Levantamento da AgRural aponta acréscimo em relação ao mesmo período do ano passado</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/milho/noticia/2026/07/colheita-da-safrinha-de-milho-atinge-30percent-da-area-no-centro-sul.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/milho/noticia/2026/07/colheita-da-safrinha-de-milho-atinge-30percent-da-area-no-centro-sul.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/URgr5HIcpSN2ZUck_wrXXBhFt6I=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/5/4/2YshDoR8CWJkJB9kuk3Q/51970317574-958bcc19aa-k.jpg" /><br /> ]]>    A colheita da safrinha de milho 2026 chegou a 30% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil, contra 22% na semana anterior e 28% um ano atrás, segundo levantamento da AgRural.

Com menos chuva nos últimos dias, os trabalhos ganharam mais ritmo em Mato Grosso, que segue isolado na liderança, e em Goiás. Ainda assim há problemas de qualidade causados pela umidade durante a colheita. 

Nos demais Estados, a redução das chuvas também foi benéfica, mas a umidade dos grãos ainda é muito alta e limita o avanço da colheita.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/URgr5HIcpSN2ZUck_wrXXBhFt6I=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/5/4/2YshDoR8CWJkJB9kuk3Q/51970317574-958bcc19aa-k.jpg" medium="image"/>   <media:description>Com menos chuva nos últimos dias, os trabalhos ganharam mais ritmo em Mato Grosso</media:description>   <media:credit>Wenderson Araújo/CNA</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:26:47 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Exportação de carne bovina cresceu 15,5% no primeiro semestre</title>  <atom:subtitle>Receita somou US$ 1,975 bilhão no período, avanço de 38,1%, segundo a Abiec</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/pecuaria/boi/noticia/2026/07/exportacao-de-carne-bovina-cresceu-155percent-no-primeiro-semestre.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/pecuaria/boi/noticia/2026/07/exportacao-de-carne-bovina-cresceu-155percent-no-primeiro-semestre.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/Ie1fRx-7W6jXvpuu5oL5xmwMxYw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/v/O/REmxZbS7OkIhC9SUrmwg/3-1-.jpg" /><br /> ]]>    As exportações de carne bovina do Brasil alcançaram 317,3 mil toneladas em junho, alta de 16,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. A receita somou US$ 1,975 bilhão no período, avanço de 38,1%. O desempenho consolidou o melhor resultado mensal da série histórica, superando os recordes registrados em maio tanto em volume quanto em receita, informou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) hoje (6/7), com base em dados do governo federal.

Com isso, o país acumulou 1,705 milhão de toneladas embarcadas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 15,5% comparado ao mesmo intervalo de 2025, enquanto o faturamento totalizou US$ 9,85 bilhões, alta de 36,2%.  

Os avanços vêm em meio a uma corrida por vendas para a China dentro da cota com tarifa reduzida, de 1,1 milhão de toneladas. Segundo a Abiec, a China liderou as compras de carne bovina brasileira no semestre, com 794,7 mil toneladas, um crescimento de 24% em volume.  
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O faturamento obtido com as exportações aos chineses atingiram US$ 4,87 bilhões de janeiro a junho, aumento de 49,4%.

A China também se manteve como principal destino da proteína no mês de junho, responsável por 161,9 mil toneladas, aumento de 19% no comparativo anual, e US$ 1,08 bilhão em receita, com crescimento de 39,5%. 

Os Estados Unidos, segundo maior cliente do Brasil no segmento, elevaram as compras no semestre, mas reduziram o volume adquirido em junho. 

No mês passado, o volume enviado ao mercado norte-americano atingiu 26,4 mil toneladas, redução de 8,3%. A receita, porém, somou US$ 192,9 milhões, alta de 16,4%. 

No semestre, os Estados Unidos aparecem logo atrás da China, como destino de 205 mil toneladas e US$ 1,35 bilhão, alta de 13% em volume e de 29,8% em valor. 

Outros mercados
Em junho, o Chile ocupou o terceiro lugar, com 12,9 mil toneladas, crescimento de 67,5%, e US$ 81,7 milhões, avanço de 56,8%. O México apareceu na quarta posição, com 11,8 mil toneladas, aumento de 153,9%, e receita de US$ 74 milhões, alta de 136,6%.

A Indonésia aparece na quinta posição, com 10,6 mil toneladas, seguida por Hong Kong (10 mil toneladas), Arábia Saudita (9 mil toneladas), União Europeia (8,2 mil toneladas), Rússia (8,1 mil toneladas) e Filipinas (6,5 mil toneladas). Em receita, a União Europeia figurou como o quarto principal mercado do mês, com US$ 75,2 milhões, atrás apenas de China, Estados Unidos e Chile.

Já no primeiro semestre, o Chile importou 70,7 mil toneladas, gerando US$ 420,2 milhões, crescimento de 20% em volume e de 33,2% em receita. A Rússia adquiriu 62,2 mil toneladas, com receita de US$ 284,1 milhões, alta de 53,8% em volume e de 58,9% em valor. 

Segundo a Abiec, a União Europeia, terceiro maior destino em valor para a carne bovina brasileira no semestre, importou 51,2 mil toneladas e movimentou US$ 452,3 milhões, crescimento de 18,2% em volume e de 53,5% em valor.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/Ie1fRx-7W6jXvpuu5oL5xmwMxYw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/v/O/REmxZbS7OkIhC9SUrmwg/3-1-.jpg" medium="image"/>   <media:description>Foram 1,705 milhão de toneladas embarcadas de janeiro a junho</media:description>   <media:credit>Canva/Creative Commons</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:02:33 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Soja, milho e trigo têm alta na bolsa de Chicago</title>  <atom:subtitle>Maior procura chinesa pelo grão americano aumenta o preço da oleaginosa</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/soja-milho-e-trigo-tem-alta-na-bolsa-de-chicago.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/soja-milho-e-trigo-tem-alta-na-bolsa-de-chicago.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/qCshBGGGD2J96L4rDLMBOo9MTFs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/O/u/5PacqdSNq3LZ7mxKHnvw/foto-1-soja.jpg" /><br /> ]]>    O preço do milho opera em alta nesta manhã de segunda-feira (6/7) na bolsa de Chicago. Os contratos com entrega para setembro de 2026 sobem 2,96%, cotado a US$ 4,3525 o bushel.

Segundo a consultoria Barchart, o movimento é comum após o feriado da Independência dos Estados Unidos, com o grão também impulsionado por chuvas nas lavouras americanas.

Soja

A soja também opera em alta nesta manhã. Os contratos com entrega para agosto de 2026, de maior volume negociado, sobem 2,68%, cotado a US$ 11,67 o bushel.

A maior procura chinesa pelo grão americano está aumentando o preço da oleaginosa, segundo a Barchart.

Trigo

Por fim, o trigo também sobe. Os contratos para setembro de 2026 avançam 1,29%, cotados a US$ 6,07 o bushel.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/qCshBGGGD2J96L4rDLMBOo9MTFs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/O/u/5PacqdSNq3LZ7mxKHnvw/foto-1-soja.jpg" medium="image"/>   <media:description>Contratos de soja com entrega para agosto de 2026, de maior volume negociado, sobem 2,68%</media:description>   <media:credit>Foto: Canva/Creative Commons</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 14:52:42 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Carne bovina teve melhor primeiro semestre da história; ouça o comentário</title>  <atom:subtitle>Foram 1,7 milhão de toneladas exportadas entre janeiro e junho e uma média mensal de quase 284 mil toneladas</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/podcasts/cbn-agro/noticia/2026/07/carne-bovina-teve-melhor-primeiro-semestre-da-historia-ouca-o-comentario.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/podcasts/cbn-agro/noticia/2026/07/carne-bovina-teve-melhor-primeiro-semestre-da-historia-ouca-o-comentario.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/Typ9MukLwFX6rBCDL1l06XdeRnc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/o/o/WVlLFCTZ6focXUVRuF7Q/frigorifico.jpg" /><br /> ]]>    Com o recorde mensal alcançado em junho, as exportações brasileiras de carne bovina fecharam o primeiro semestre de 2026 em 1,7 milhão de toneladas e uma média mensal de embarques de quase 284 mil toneladas. Entre janeiro e junho, o faturamento foi de quase 10 milhões.
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e
Brasil exportou quase US$ 10 bilhões de carne bovina em 2026
*Ouça o CBN Agro de segunda a sexta-feira, por volta de 5h50, no CBN Primeiras Notícias, e às terças-feiras, por volta de 13h10, no CBN Brasil.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/Typ9MukLwFX6rBCDL1l06XdeRnc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/o/o/WVlLFCTZ6focXUVRuF7Q/frigorifico.jpg" medium="image"/>    <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 14:32:35 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Preço da soja avança no Brasil, com demanda aquecida</title>  <atom:subtitle>Cenário se deve sobretudo à valorização do dólar frente ao real, segundo o Cepea</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/soja/noticia/2026/07/preco-da-soja-avanca-no-brasil-com-demanda-aquecida.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/soja/noticia/2026/07/preco-da-soja-avanca-no-brasil-com-demanda-aquecida.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/0WPu5wrvuIypgsCV908Ho54-yrQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/0/S/6b3AOsRDmVBAZsr9APDw/bio2.png" /><br /> ]]>    A demanda por soja no Brasil permaneceu aquecida ao longo de junho e vem ganhando ainda mais força neste início de julho. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse cenário se deve sobretudo à valorização do dólar frente ao real, movimento que aumenta a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, eleva os prêmios de exportação e estimula a comercialização antecipada.

Diante disso, os preços domésticos da soja em grão estão avançando, já com alta acumulada de 1,40% em julho, cotado a R$ 135,45 a saca de 60 kg no Porto de Paranaguá. A alta acontece apesar das limitações impostas pela menor disponibilidade de cotas portuárias para embarques imediatos.

O Cepea observa, inclusive, que o maior interesse dos importadores pela soja brasileira tem resultado em negócios para embarques do grão em novembro. De acordo com o Centro de Pesquisas, na temporada passada, esses negócios começaram apenas em agosto e, ainda assim, já eram considerados antecipados pelo mercado. Em 2026, portanto, a comercialização avança em ritmo ainda mais acelerado.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/0WPu5wrvuIypgsCV908Ho54-yrQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/0/S/6b3AOsRDmVBAZsr9APDw/bio2.png" medium="image"/>   <media:description>Saca está cotada a R$ 135,45 no Porto de Paranaguá</media:description>   <media:credit>Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 14:10:41 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Café e cacau abrem semana em forte alta na bolsa de Nova York</title>  <atom:subtitle>Mercado voltou a atenção ao grão após preocupações com os efeitos do El Niño na safra brasileira</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/cafe-e-cacau-abrem-semana-em-forte-alta-na-bolsa-de-nova-york.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/cafe-e-cacau-abrem-semana-em-forte-alta-na-bolsa-de-nova-york.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/S2rAyfDvsbSrTW5RjDFgCSyN10o=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/J/Z/obEnIbSMSrfzLAH19dBw/dia-nacional-do-cafe.png" /><br /> ]]>    O preço do café opera em forte alta nesta manhã de segunda-feira (6/7) na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega para setembro de 2026 sobem 4,81%, cotados a US$ 3,15 a libra-peso.

Para Antônio Pancieri Neto, corretor da Painel do café, o mercado voltou a atenção ao grão após preocupações com os efeitos do El Niño na safra brasileira. “O café foi visto como um ativo de oportunidade, porque o El Niño está vindo forte e aquela disponibilidade que o mercado achou que teria de imediato por causa de projeções otimistas da safra brasileira não está se concretizando na prática”, explica.

Segundo a análise da Barchart, a estrutura de preços segue invertida (backwardation), indicando um cenário de oferta apertada e demanda firme no longo prazo. Esse desequilíbrio continua dando suporte às cotações, mantendo o movimento de valorização dos contratos futuros.

Cacau

O cacau também amanhece em forte valorização. Os contratos da amêndoa com vencimento em setembro de 2026 avançam 8,18%, cotados a US$ 5.446 a tonelada.

O mercado segue monitorando as condições das lavouras na África Ocidental, principal região produtora do mundo, diante de incertezas sobre a produção da safra.

Açúcar

O açúcar opera em leve alta na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro de 2026 sobem 0,32%, negociados a US$ 15,82 a libra-peso.

Algodão

O algodão também opera em alta. Os papéis da pluma com entrega para dezembro de 2026 avançam 1,57%, cotados a 78,32 centavos de dólar por libra-peso.

Suco de laranja

Por fim, os contratos de suco de laranja concentrado e congelado operam em alta. Os papéis mais negociados, com vencimento em setembro de 2026, estão cotados a US$ 1,7150 a libra-peso, com avanço de 0,23%.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/S2rAyfDvsbSrTW5RjDFgCSyN10o=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/J/Z/obEnIbSMSrfzLAH19dBw/dia-nacional-do-cafe.png" medium="image"/>   <media:description>Lotes de café com entrega para setembro de 2026 sobem 4,81%</media:description>   <media:credit>Canva/Creative Commons</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 13:57:40 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Exportações de carne de frango tiveram melhor primeiro semestre da história</title>  <atom:subtitle>Embarques alcançaram 2,936 milhões de toneladas, número 12,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/pecuaria/aves/noticia/2026/07/exportacoes-de-carne-de-frango-tiveram-melhor-primeiro-semestre-da-historia.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/pecuaria/aves/noticia/2026/07/exportacoes-de-carne-de-frango-tiveram-melhor-primeiro-semestre-da-historia.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/Cr8l0S2vlHsVST439QiIDoL_DgY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/l/O/2IWbf8R6m1hsUN69uuKA/21.jpg" /><br /> ]]>    As exportações brasileiras de carne de frango registraram alta de 40,6% em junho, informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Foram 482,8 mil toneladas durante o mês passado considerando todos os produtos, entre in natura e processados.  

A receita obtida com os embarques somou US$ 985,5 milhões, 54,7% acima do registrado no mesmo período do ano passado. 

Com isso, o primeiro semestre de 2026 foi o melhor da história das exportações brasileiras de carne de frango tanto em volume quanto em receita, segundo a ABPA. 

Entre janeiro e junho, os embarques alcançaram 2,936 milhões de toneladas, número 12,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em receita, o crescimento acumulado alcança 17%, com US$ 5,7 bilhões.

A China manteve a liderança entre os principais destinos, seguida por Japão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, União Europeia, África do Sul e México.

Os embarques do segmento avançaram apesar do ambiente de tensões geopolíticas e desafios logísticos com o conflito no Oriente Médio. 

"Mesmo diante desse cenário, o Brasil ampliou significativamente sua presença em mercados estratégicos e de valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, ao mesmo tempo em que manteve forte presença no Oriente Médio e expandiu oportunidades em mercados emergentes", disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/Cr8l0S2vlHsVST439QiIDoL_DgY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/l/O/2IWbf8R6m1hsUN69uuKA/21.jpg" medium="image"/>   <media:description>Embarques do segmento avançaram apesar do ambiente de tensões geopolíticas e desafios logísticos</media:description>   <media:credit>Canva/Creative Commons</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 13:31:11 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Preços do milho voltam a subir no Estado de São Paulo</title>  <atom:subtitle>Alta ocorre devido à posição de vendedores, atentos às condições climáticas e às valorizações internacionais</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/milho/noticia/2026/07/precos-do-milho-voltam-a-subir-no-estado-de-sao-paulo.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/milho/noticia/2026/07/precos-do-milho-voltam-a-subir-no-estado-de-sao-paulo.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/saL4hQQhFNBOFNyHibRH1DA80Q8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/f/5/8oASC2Ro6ZsaIaI3HCtA/img-1315.jpg" /><br /> ]]>    Os preços do milho voltaram a subir ao longo da semana passada no Estado de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a alta ocorre devido à posição firme de vendedores, que estão atentos às condições climáticas e às valorizações internacionais. 

Além disso, os valores também foram influenciados pelos estoques reduzidos e pela necessidade imediata de abastecimento. Consumidores voltaram a negociar volumes para entrega no curto prazo e aceitam pagar preços mais elevados no mercado físico, enquanto aguardam o avanço da colheita da segunda safra, que deve aumentar a oferta.

Na sexta-feira (3/7), o indicador do milho do Cepea, baseado na região de Campinas (SP), registrou a cotação de R$ 64,05 a saca de 60 quilos, uma alta de 0,74% nos três primeiros dias úteis de julho. No entanto, as cotações seguem em queda na maior parte do País, sobretudo em regiões do Centro-Oeste, refletindo o avanço da colheita da segunda safra. 

Ainda assim, compradores indicam que estão abastecidos e, com isso, limitam as aquisições no curto prazo, priorizando apenas necessidades imediatas e restringindo reações nos preços.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/saL4hQQhFNBOFNyHibRH1DA80Q8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/f/5/8oASC2Ro6ZsaIaI3HCtA/img-1315.jpg" medium="image"/>   <media:description>Na sexta-feira (3/7), Cepea registrou a cotação de R$ 64,05</media:description>   <media:credit>Cassiane Rigon/Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:32:30 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Oferta de mandioca segue abaixo das expectativas do mercado</title>  <atom:subtitle>Produtores têm priorizado o plantio ou permanecido mais retraídos nas vendas, em razão da baixa rentabilidade</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/hortifruti/noticia/2026/07/oferta-de-mandioca-segue-abaixo-das-expectativas-do-mercado.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/hortifruti/noticia/2026/07/oferta-de-mandioca-segue-abaixo-das-expectativas-do-mercado.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/M85EOGe_phGTTuzPdDapGTTkCMk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/9/o/M0XHCAQNqtVi5iGOPiSw/industrializacao-de-mandioca-no-parana-foto-jose-fernando-ogura-arquivo-aen.jpg" /><br /> ]]>    Apesar das melhores condições climáticas, a oferta de raiz de mandioca continuou abaixo das expectativas na última semana, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Produtores têm priorizado o plantio – com a separação de manivas e o preparo do solo – ou permanecido mais retraídos nas vendas, em razão da baixa rentabilidade, sobretudo das raízes de primeiro ciclo. Como consequência, os preços seguiram em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. 

Nas próximas semanas, a oferta de mandioca poderá continuar mais limitada nas regiões produtoras do Centro-Sul. Pesquisadores do Cepea indicam que esse cenário está relacionado à redução gradual da disponibilidade de raízes de segundo ciclo, ao avanço do plantio e às condições climáticas.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/M85EOGe_phGTTuzPdDapGTTkCMk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/9/o/M0XHCAQNqtVi5iGOPiSw/industrializacao-de-mandioca-no-parana-foto-jose-fernando-ogura-arquivo-aen.jpg" medium="image"/>   <media:description>Processamento de mandioca no Paraná</media:description>   <media:credit>José Fernando Ogura/AEN</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:28:19 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Colheita menor deve levar importação de trigo a nível recorde</title>  <atom:subtitle>Argentina segue como principal exportadora, favorecida pela proximidade e pelo fato de fazer parte do Mercosul</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/trigo/noticia/2026/07/colheita-menor-deve-levar-importacao-de-trigo-a-nivel-recorde.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/trigo/noticia/2026/07/colheita-menor-deve-levar-importacao-de-trigo-a-nivel-recorde.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/1f_J1uzReYCNU9pfUTx73A4jrtU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/I/J/CwAuAASyi1aky2NU82ag/mc-240722-0030-1-.jpg" /><br /> ]]>    A queda na produção de trigo no Brasil na safra atual deve fazer a importação do cereal bater recorde este ano, segundo analistas.
A Safras&amp;Mercado prevê que o volume pode alcançar 8,9 milhões de toneladas,  superando o recorde de 7,1 milhões de toneladas da temporada 2006/07. Em abril, a Safras havia projetado 8,2 milhões de toneladas. Na TF Consultoria Agroeconômica, a expectativa é de que as compras no exterior somem entre 6,5 milhões  e 7,2 milhões de toneladas. Já a StoneX não vê recorde e estima a importação  entre 6 milhões e 6,5 milhões de toneladas. A Conab prevê quase 7 milhões de toneladas.
A Argentina segue como principal exportadora de trigo para o Brasil, favorecida pela proximidade geográfica e pelo fato de fazer parte do Mercosul — o que significa isenção de imposto —, e pelos custos logísticos mais baixos.  
No Moinho Herança Holandesa, em Ponta Grossa (PR), a importação de trigo deve girar em torno de 20% do que será processado, de acordo com Cleonir Vitório Ongaratto, gerente de negócios. Além de receber o trigo produzido pelos cooperados da Frísia, Castrolanda e Capal, assim como de outras origens do Paraná e de São Paulo, o moinho deve importar mais cereal da Argentina e do Paraguai.
Os moinhos também absorvem os custos maiores com matéria-prima de qualidade, embalagens e frete. Por isso, temos que sacrificar margens para permanecer vendendo.
Com capacidade de moagem de 12 mil toneladas/mês, o moinho tem no portfólio farinhas destinadas à indústria de panificação e padarias, além do varejo, e tem como mercado principal o Estado de São Paulo, seguido por Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Além da necessidade ampliar a importação, a qualidade do cereal nacional é outra preocupação no Moinho Herança Holandesa.
Segundo Luis Henrique Alves, especialista em originação do trigo da empresa, os eventuais efeitos do El Niño na colheita do trigo podem impactar não só a produtividade mas, principalmente, a qualidade do trigo. “Esse é o principal desafio da indústria, que precisa manter o padrão na farinha, sem apresentar variações no produto final”, afirma.
Segundo o analista da Safras&amp; Mercado Elcio Bento, a preocupação não é com abastecimento, mas com os custos maiores da importação. “Faltar trigo não falta, há alternativas no mercado internacional. A grande questão é o preço que o trigo importado chegará ao Brasil, e esse custo vai definir o preço interno”, avalia.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/1f_J1uzReYCNU9pfUTx73A4jrtU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/I/J/CwAuAASyi1aky2NU82ag/mc-240722-0030-1-.jpg" medium="image"/>   <media:description>Lavoura de trigo recém-plantada no Rio Grande do Sul</media:description>   <media:credit>Arquivo pessoal</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:03:22 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>El Niño e alta de custos desestimulam  o plantio de trigo no país</title>  <atom:subtitle>Fenômeno climático tem potencial também para afetar a qualidade do cereal nacional</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/trigo/noticia/2026/07/el-nino-e-alta-de-custos-desestimulam-o-plantio-de-trigo-no-pais.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/trigo/noticia/2026/07/el-nino-e-alta-de-custos-desestimulam-o-plantio-de-trigo-no-pais.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/RM8PoyFppAfVjgt7w0vmlYOzllg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/v/G/MOGoZGTueUNmgODrFVuw/mc-240722-0001-1-.jpg" /><br /> ]]>    A safra brasileira de trigo em 2026 deve registrar uma das maiores retrações dos últimos anos. A combinação entre preços pouco atrativos, aumento dos custos de produção, dificuldade de acesso ao crédito e a previsão de um ano de El Niño desestimulou o plantio em praticamente todos os Estados produtores. Além da redução de área, especialistas afirmam que o clima ainda pode comprometer a produtividade e a qualidade dos grãos, elevando a necessidade de importações.
Segundo o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área plantada com a cultura no Brasil em 2026, semeada em grande parte entre abril e julho, deve encolher 13,4% em relação ao ano passado, atingindo 2,117 milhões de hectares.
A estimativa da consultoria Safras&amp; Mercado é de uma queda maior, de 17%, saindo de 2,3 milhões para 1,9 milhão de hectares. Com isso, a produção nacional pode cair 26,8%, de 8,12 milhões para 5,9 milhões de toneladas.
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 “O comportamento é praticamente unânime em todos os Estados produtores: redução de área, menor produção e expectativa de perdas de produtividade”, afirma Élcio Bento, analista da Safras &amp; Mercado.
“Os preços não têm atraído o produtor, e outras culturas estão oferecendo uma relação de risco e retorno mais favorável. Além disso, o produtor do Sul vem de sucessivas quebras de safra, tanto no verão quanto no inverno, e está mais receoso em investir no trigo”, diz Jonathan Pinheiro, analista de inteligência de mercado da StoneX.
No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional de trigo, onde agricultores enfrentam uma grave crise de endividamento após várias safras de verão com problemas climáticos,  a queda deve ser ainda mais drástica. A Emater-RS, empresa pública de extensão rural do Estado, estima o plantio de 814 mil hectares com o cereal em 2026, um tombo de 30% em comparação com os 1,16 milhão de hectares da safra passada, e a menor área  desde 2019.
Os prognósticos para o clima são um dos principais fatores para a redução. Com o fenômeno El Niño, o inverno gaúcho deverá ter temperaturas e precipitações acima da média, situação que deverá se acentuar na primavera, segundo Flávio Varone, agrometeorologista da Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi). 
Isso (clima) se refletirá em desafios no fim do ciclo da safra de inverno, já que o excesso de chuvas prejudica a qualidade do grão e atrapalha a colheita.
A previsão faz com que os produtores fiquem mais cautelosos em investir na cultura, como é o caso de João Carlos Bilibio, de Ciríaco (RS). Enquanto no ano passado ele plantou 140 hectares de trigo, em 2026 vai dedicar apenas 25 hectares para o cultivo.
“Como este ano vai ser de chuvarada, dificilmente o trigo vai ter qualidade. Isso desanima, porque o custo da lavoura foi muito alto, adubação está cara, e o preço do grão está muito baixo”, afirma Bilibio. “Além disso, tem o problema do seguro. O particular não vale a pena, e a gente não se encaixa  no Proagro. Então não temos incentivo para plantar trigo”, lamenta.
O Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária)  é uma espécie de seguro rural público para pequenos e médios produtores. Ele garante o pagamento dos empréstimos de custeio agrícola em caso de frustrações de safras devido a adversidades climáticas ou pragas.
Rentabilidade em baixa
A expectativa de menor rentabilidade com o trigo,  por causa da queda dos preços e da alta dos custos de produção, especialmente de fertilizantes, é outro fator de desestímulo ao plantio.
“Fiz conta de tudo que é lado, e a matemática é exata. O trigo acabou se tornando, na ponta do lápis, uma cultura com uma grande probabilidade de não deixar rentabilidade nenhuma. Pelo contrário, há grande chance de deixar prejuízo na atividade”, afirma Tales Pezzini, produtor em Santa Bárbara do Sul (RS). Em 2025, ele plantou 490 hectares de trigo. Nesta safra, não irá semear um único talhão com o cereal.
O El Niño foi fator determinante para Pezzini não investir no trigo neste ano. “Quando olho dados de produtividade dos anos anteriores, dificilmente vou conseguir produzir mais do que 50 sacas por hectare de trigo. Se partir do princípio que vou conseguir a mesma coisa, e o meu custo de produção está em 60 sacas por hectare, não vale investir”, diz.
Pessimismo no Paraná
No Paraná, a previsão de um El Niño forte também preocupa os produtores, que devem reduzir o plantio. A estimativa no Estado é de plantio de 722 mil hectares, 12% menos que os 820 mil hectares da temporada anterior, conforme a Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
O agrônomo Gernold Schartner, gerente de duas fazendas em Palmeira e Tibagi, na região dos Campos Gerais, observa que a chuva pode ser muito prejudicial à cultura. “Chuvas intensas, durante a colheita, são mais problemáticas do que a geada no inverno. O trigo não vai bem com umidade em excesso, o que pode resultar em perda de qualidade e preço”, avalia.
As duas propriedades administradas por Schartner somam, juntas, 900 hectares semeados com culturas de inverno para colheita. Até a safra 2024, o trigo era o principal produto. Desde o ano passado, a cevada vem ganhando espaço. “Neste ano, devido ao aumento dos custos dos insumos e das previsões do El Niño, ficamos com 80% da área de cevada e 20% de trigo”.
As projeções para o clima também devem afetar a produtividade. Segundo o agrônomo, a expectativa é ficar dentro da média da região, estimada em 4.200 quilos  por hectare. Na safra passada, o clima contribuiu e a produtividade foi excelente, observa Schartner, chegando a 5.800 quilos por hectare. “Mas o preço não ajudou e o resultado foi suficiente apenas para cobrir os custos de produção, com pouco lucro”, afirma.
A rentabilidade baixa do trigo aponta para um cenário negativo para a cultura, na avaliação do  agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab.
“Os custos de produção estão praticamente no mesmo patamar da safra anterior, porém, não houve recuperação dos preços, que tiveram recuo de 25% no ano passado e estão ainda menores neste ano. Assim, o produtor não tem muita opção e, para reduzir o risco, diminuiu a área de trigo ou deixou de plantar”, afirma.
Além do El Niño, Godinho destaca que há preocupação no Estado com a ocorrência de geadas, que podem afetar o desenvolvimento da planta.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/RM8PoyFppAfVjgt7w0vmlYOzllg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/v/G/MOGoZGTueUNmgODrFVuw/mc-240722-0001-1-.jpg" medium="image"/>   <media:description>Lavoura de trigo recém-plantada no Rio Grande do Sul</media:description>   <media:credit>Arquivo pessoal</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:03:21 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Canola ganha espaço no Rio Grande do Sul como alternativa ao trigo</title>  <atom:subtitle>Segundo a Emater-RS, a expectativa é de que a área da cultura dobre neste ano</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/trigo/noticia/2026/07/canola-ganha-espaco-no-rio-grande-do-sul-como-alternativa-ao-trigo.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/trigo/noticia/2026/07/canola-ganha-espaco-no-rio-grande-do-sul-como-alternativa-ao-trigo.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/OeopzM07_MXBBG0wt1LXgSEvJEA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/C/I/CjKjL1SHyyAzc4AXZzig/tales-pezzini-de-santa-barbara-do-sul-rs-produtor-plantou-a-sua-primeira-lavoura-de-canola-em-2026-credito-arquivo-pessoal.jpg" /><br /> ]]>    Diante dos preços do trigo considerados pouco atrativos e da expectativa de uma colheita de cereal de menor qualidade  devido aos efeitos do El Niño, produtores gaúchos apostam na canola como fonte de renda na safra de inverno. Segundo a Emater-RS, a expectativa é de que a área da cultura dobre neste ano, alcançando o recorde de 353.397 hectares, alta de 102,64% sobre  2025.
A rentabilidade da canola em relação ao trigo é o principal atrativo para os produtores. “O trigo depende muito das condições de mercado para sua implantação e para a venda. Já a canola tem um modelo atrelado às indústrias de biocombustíveis compradoras da produção, que ajudam a subsidiar a lavoura e já negociam antecipadamente os preços pagos, o que atrai os produtores”, explica Alencar Rugeri, gestor da área de culturas anuais da Emater-RS.
Um dos produtores que estão investindo na oleaginosa pela primeira vez é Tales Pezzini, de Santa Bárbara do Sul (RS). Neste ano, em sua propriedade, não será plantado nenhum hectare de trigo, mas foram semeados 130 hectares de canola. Ele teve  apoio técnico da 3tentos, empresa para a qual venderá a produção.
Segundo Pezzini, enquanto o valor do trigo não deve cobrir os custos de produção em 2026, a canola garante a renda. “Devo ter um custo travado de 18 sacas por hectare, enquanto a expectativa é de colher de 30 a 35 sacas por hectare”, destaca.
Neste ano, a 3tentos está incentivando o plantio de mais de 100 mil hectares de canola no Rio Grande do Sul, segundo o diretor de Operações da empresa, Luiz Augusto Dumoncel. A colheita será entregue na fábrica de Ijuí (RS), que recebeu um investimento de R$ 60 milhões para produzir biodiesel a partir da oleaginosa.
A 3tentos projeta receber cerca de 100 mil toneladas de canola por ano, volume que pode resultar em 40 mil toneladas de óleo destinadas à fabricação de biodiesel. “Acreditamos que canola tenha potencial de se aproximar de 1 milhão de hectares no Rio Grande do Sul nos próximos três a cinco anos, a depender da efetivação da lei Combustível do Futuro”, afirma.
Área de trigo menor
Na Agropecuária Piraju, de São Luiz Gonzaga (RS), a família Piccoli, que costumava plantar cerca de 800 hectares de trigo, reduziu a área para 500 hectares nesta safra. Em compensação, a lavoura de canola, que em 2025 era de 200 hectares, alcançará para 350 hectares. Além disso, foram plantados 100 hectares de carinata, oleaginosa usada para fabricação de combustível de aviação, conta o produtor Marcondes Piccoli.
“Optamos por canola e carinata pela liquidez e pela possibilidade de valorização devido ao uso para biocombustíveis. Esses produtos estão ganhando o gosto do produtor porque o investimento é menor e a chance de rentabilizar é maior”, observa.
Segundo  Piccoli, uma vantagem da canola e da carinata  é que ambas têm um seguro condizente com o custo de produção. “Hoje o seguro de trigo garante o pagamento de 27 a 32 sacas por hectare. Mas o custo de produção está acima de 40 sacas, então o que se recebe não garante a conta da lavoura”, diz.
“Enquanto isso, o seguro da canola é de umas 20 sacas por hectare, enquanto o custo fica em torno de 15 sacas. Ou seja, mesmo que você tenha perda, ainda vai ter receita. No trigo, se perder tudo, você fica no prejuízo”, afirma Piccoli.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/OeopzM07_MXBBG0wt1LXgSEvJEA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/C/I/CjKjL1SHyyAzc4AXZzig/tales-pezzini-de-santa-barbara-do-sul-rs-produtor-plantou-a-sua-primeira-lavoura-de-canola-em-2026-credito-arquivo-pessoal.jpg" medium="image"/>   <media:description>Tales Pezzini plantou a sua primeira lavoura de canola em 2026</media:description>   <media:credit>Arquivo pessoal</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:03:21 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Extremos de frio e calor marcam o clima nos próximos dias; veja a previsão</title>  <atom:subtitle>MetSul indica atuação de ar mais quente em áreas do Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/previsao-do-tempo/noticia/2026/07/extremos-de-frio-e-calor-marcam-o-clima-nos-proximos-dias-veja-a-previsao.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/previsao-do-tempo/noticia/2026/07/extremos-de-frio-e-calor-marcam-o-clima-nos-proximos-dias-veja-a-previsao.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/TqMd4a2TpWuICTJzo_xoyztjVHw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/k/S/akACjvTYyTo00n4NATDQ/pomar-inverno.jpg" /><br /> ]]>    Os brasileiros devem enfrentar extremos de frio e calor nas próximas semanas, segundo a MetSul Meteorologia. A previsão do tempo indica temperaturas abaixo do normal ao Sul do país e a atuação de ar mais quente em áreas do Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. 
A projeção do instituto indica que o Rio Grande do Sul deve continuar enfrentando temperaturas abaixo da média histórica, o que vem sendo observado desde a primeira semana de maio, com custos períodos de temperaturas mais elevada. 
Em maio e junho, o Rio Grande do Sul registrou 27 dias com marcas negativas. Em julho, dois dos primeiros cinco dias do mês tiveram temperaturas abaixo de zero. 
+Veja como fica o tempo na sua cidade
"As projeções dos modelos analisadas pela MetSul Meteorologia indicam que haverá o ingresso de duas novas massas de ar frio no Sul do Brasil nos próximos dez dias. Não serão intensas, entretanto vão manter a alta frequência de dias com temperatura baixa e o elevado número de jornadas com mínimas negativas e geada", explica o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall. 
A nova incursão de ar frio irá ingressar no Sul do país entre segunda-feira (6/7) e terça-feira (7/7). 
Na região central do país, a realidade é distinta, segundo a MetSul. Devem prevalecer as altas temperaturas, com marcas acima da média histórica em Estados como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Tocantins e parte do Nordeste. 
"Os modelos meteorológicos projetam que o ar quente sobre o Brasil Central e parte do Norte e o Nordeste do Brasil não apenas devem persistir como tende a se intensificar com indicativo de uma atmosfera ainda mais quente na região depois do dia 10 de julho", resume Nachtigall.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/TqMd4a2TpWuICTJzo_xoyztjVHw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/k/S/akACjvTYyTo00n4NATDQ/pomar-inverno.jpg" medium="image"/>   <media:description>Em maio e junho, o Rio Grande do Sul registrou 27 dias com marcas negativas</media:description>   <media:credit>ABPM/Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 03:00:29 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Menino troca coleção de carrinhos por garnizés e cuida de mais de 20 aves </title>  <atom:subtitle>Garoto de sete anos transforma paixão em rotina, responsabilidade e sonho para o futuro</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/noticia/2026/07/menino-troca-colecao-de-carrinhos-por-garnizes-e-cuida-de-mais-de-20-aves.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/noticia/2026/07/menino-troca-colecao-de-carrinhos-por-garnizes-e-cuida-de-mais-de-20-aves.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/8fba2HPrGnNt0U9VuvncVMAlQJI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/0/r/RH5GaPSFafHPXaev0CFw/2-5-.jpg" /><br /> ]]>    Durante a infância, é comum que bolas, bonecos e videogames façam parte do universo das crianças entre uma lição e outra da escola e, principalmente, nos fins de semana. Para um menino de Santa Terezinha do Progresso (SC), no entanto, a diversão fica no galinheiro e tem penas, bico e asas.   
Apaixonado por garnizés, Luiz Miguel Nohatto Lorenzetti, de sete anos, costuma dizer que trocou a coleção de carrinhos pelo cuidado com os animais. De acordo com a mãe, Karine Nohatto, o pequeno ganhou um casal de aves de um amigo da família e, desde então, a criação não parou de crescer. Hoje, o espaço já abriga mais de 20 garnizés. 
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“Ele convive com os bichinhos desde bebê, especialmente cavalos, que sempre fizeram parte da sua vida. Mas foi por volta dos três anos que surgiram os garnizés. Na época, foi presenteado com um galo fino, mas a ave era muito grande e ele mal conseguia segurá-la. Então, a pessoa que deu resolveu presenteá-lo com um casal de garnizés. Foi aí que tudo começou”, conta à Globo Rural.
A relação de Luiz Miguel com os garnizés vai muito além da admiração. Os animais fazem parte da rotina e também das responsabilidades do dia a dia. Quando não está na escola, prepara a alimentação, oferece água e recolhe os ovos para o consumo da família. 
“Como o meu filho estuda à tarde, ele sabe que, quando chega em casa, precisa tratar as aves. E isso é feito com a nossa orientação e auxílio, mas ele gosta muito mesmo. E como elas ficam soltas ao redor da casa, ele também brinca de fazendinha, constrói gaiolas e as inclui nas brincadeiras, muitas vezes, junto com os amigos”.
Outra curiosidade é que a rotina com as aves ganhou espaço e fama nas redes sociais. Por lá, o menino ficou conhecido como “Piá do Ganizé”, apelido que surgiu pelo costume de sempre levar uma das aves para eventos de cavalgada.
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"Aquilo que aparece nos vídeos é exatamente o dia a dia dele. Não imaginávamos que teria uma repercussão tão grande e que tantas pessoas se encantariam com a história e com a relação dele com os animais. Estamos muito surpresos", diz Karine.
Planos para o futuro
Com apenas sete anos, ainda é cedo para decidir qual profissão seguir quando for adulto, mas o garoto garante que já sabe a resposta. Apaixonado pelos garnizés, ele tem dois sonhos, revela a mãe: cursar medicina veterinária e ampliar a criação na propriedade da família em Santa Catarina. 
“Ele diz que quer ter aves de vários tamanhos, cores e raças. Quer ser fazendeiro também, porque ama cavalos”.
A convivência e o cuidado com os animais mostram que o desejo do filho para o futuro não é passageiro e reforçam o que realmente o faz feliz neste momento.
“O Luiz Miguel não tem muito hábito de ficar em telas, mas, quando assiste televisão ou usa a internet, procura conteúdos sobre aves, curiosidades e cuidados com os animais”, finaliza.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/8fba2HPrGnNt0U9VuvncVMAlQJI=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/0/r/RH5GaPSFafHPXaev0CFw/2-5-.jpg" medium="image"/>   <media:description>Luiz Miguel Nohatto Lorenzetti, de Santa Terezinha do Progresso (SC), prepara a alimentação das aves, oferece água e recolhe os ovos</media:description>   <media:credit>Arquivo pessoal</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sun, 05 Jul 2026 11:00:44 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Agricultora trocou cultivo de soja pela produção de alfafa no Paraná: 'Não tinha liquidez'</title>  <atom:subtitle>Rita Webler, de Cascavel, concluiu que havia alta demanda pela forrageira, que hoje é a principal atividade agrícola da fazenda</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/noticia/2026/07/agricultora-trocou-cultivo-de-soja-pela-producao-de-alfafa-no-parana-nao-tinha-liquidez.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/noticia/2026/07/agricultora-trocou-cultivo-de-soja-pela-producao-de-alfafa-no-parana-nao-tinha-liquidez.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/xT_KlvDiXVpUC-ilVL3UnMc0ZsA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/j/w/QhPgMJTgK0Q8LCCro4xg/producao-de-alfafa-produtora-rita-webler-foto-arquivo-pessoal-ok.jpeg" /><br /> ]]>    Insatisfeita com os resultados das lavouras de soja e milho, a produtora Rita Webler, de Cascavel (PR), optou por uma mudança inusitada: trocou as culturas tradicionais pela produção de alfafa. O desafio incluiu adaptação, busca por conhecimento técnico e planejamento. “Com o sistema anterior, eu não tinha liquidez. A produtividade não justificava o negócio, pois o custo de produção da soja e do milho deixava uma margem muito pequena”, comenta Rita.
Atrelado a esse cenário, o alto patamar das taxas de juros do crédito rural, para ela, inviabilizavam novos investimentos. “Na soja e no milho, eu não conseguia investir em tecnologia nem crescer. A gente não define preço de venda e fica muito refém do mercado”, analisa. 
Após uma breve pesquisa, Rita concluiu que havia alta demanda de alfafa, porém nenhuma produção na região. Decidiu fazer uma experiência, e o primeiro plantio da cultura ocorreu em 2017, em pequenas áreas, já com ampliação no ano seguinte.
Atualmente, o cultivo é feito em 75 hectares e consiste na atividade agrícola principal da Fazenda Três Gerações. A produção anual é de aproximadamente 33 mil quilos por hectare, e o feno é destinado à alimentação de gado leiteiro e equinos do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com planos de expansão.
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Com a nova cultura, Rita diz que passou a trabalhar com maior previsibilidade de produção, planejamento comercial e possibilidade de agregar valor dentro da propriedade. “Foi muito estudo e preparação para conseguir viabilizar a atividade. Hoje eu consigo trabalhar com produtividade, preço e planejamento, com fluxo mensal de rendimento e apoio ao capital de giro do meu negócio”, comenta. 
Ela também destaca que a cultura permite o manejo biológico e foliar, sem uso de defensivos químicos, o que trouxe benefícios como mais qualidade de vida ao ambiente de trabalho e a retomada do cultivo de frutíferas na propriedade.
Rita com o filho Mathias e a sobrinha Tatiane
Arquivo pessoal
A alfafa é uma cultura perene oriunda da Ásia. Na lavoura, segundo Rita, são oito cortes por ano, com intervalos maiores no inverno. Após o corte, são realizados a secagem e o enfardamento em bolas, para produção de feno ou pré-secado. O processo transforma a planta fresca em um alimento rico em proteínas para animais e ocorre com o uso de máquinas agrícolas para cortar, secar, enrolar e vedar a forragem.
Desafios para diversificar
Em 2025, o Paraná teve uma área plantada de alfafa de 4.227 hectares, com produção de 67,1 mil toneladas. A cultura movimentou um total de R$ 103,2 milhões no Estado, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab). As regiões de Cornélio Procópio, Jacarezinho e Ponta Grossa são as principais produtoras estaduais.
Em Cascavel, onde está localizada a propriedade da Rita, a implantação da cultura foi uma novidade. Para ampliar a área de produção e dar sequência ao novo modelo de negócio, ela comenta que contou com financiamento do BRDE por meio do Pronamp, linha de crédito voltada ao fortalecimento de médios produtores rurais. Os recursos foram utilizados na aquisição de um trator para atender a expansão da atividade.
“Como a alfafa ainda é uma atividade pouco comum, muitos bancos não enxergavam viabilidade, mesmo com os números e o planejamento apresentados”, relata. A produtora afirma que o crédito permitiu manter o planejamento da propriedade em andamento justamente em um momento de expansão. “Eu tinha ampliado a área com recursos próprios, mas precisava do equipamento para conseguir operar essa nova estrutura”, explica.
Rita também destaca a dificuldade enfrentada por produtores que buscam diversificar culturas fora do modelo tradicional de commodities. “Os produtores querem fazer diferente, mas ainda existe pouca informação, pouco apoio técnico e dificuldade para acessar crédito quando a atividade foge do padrão de soja e milho”, relata.
Carmem Truite, gerente operacional de convênios e produtores rurais do BRDE, comenta que, muitas vezes, o produtor precisa diversificar para crescer na atividade agrícola. “Avaliamos projetos inovadores, independentemente do porte, do pequeno ao grande produtor”, afirma. 
Ela explica que a instituição conta com agrônomos nas equipes de análise de crédito, o que aumenta a segurança na avaliação de propostas que fogem da “cartilha tradicional”. Nesse âmbito, projetos destinados a culturas como bicho-da-seda, cogumelo, araucária e pinhão e remineralizador para agricultura regenerativa já tiveram liberação de recursos por meio da instituição.
Na Fazenda Três Gerações - denominação que faz referência à mãe de Rita, já falecida, a ela e ao filho Mathias, que ainda é criança, mas já acompanha os passos da mãe no meio agrícola -, a produtora tem como braço direito a sobrinha Tatiane, que atua do trabalho com as máquinas no campo até a comercialização.
Em 2025, o Paraná teve uma área plantada de alfafa de 4.227 hectares
Arquivo pessoal  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/xT_KlvDiXVpUC-ilVL3UnMc0ZsA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/j/w/QhPgMJTgK0Q8LCCro4xg/producao-de-alfafa-produtora-rita-webler-foto-arquivo-pessoal-ok.jpeg" medium="image"/>   <media:description>Produção anual é de aproximadamente 33 mil quilos por hectare</media:description>   <media:credit>Arquivo pessoal</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sun, 05 Jul 2026 10:45:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Café especial impulsiona renda e turismo rural em Minas Gerais</title>  <atom:subtitle>Produtores aumentam renda ao investir na torrefação e na venda direta ao consumidor</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/cafe/noticia/2026/07/cafe-especial-impulsiona-renda-e-turismo-rural-em-minas-gerais.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/cafe/noticia/2026/07/cafe-especial-impulsiona-renda-e-turismo-rural-em-minas-gerais.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/XOLVvxbkrsGZZcGpFmyizhLGqCw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/G/J/uqSBMuR3KCdntE0nGyag/assistencia-tecnica.jpg" /><br /> ]]>    Além das paisagens montanhosas, das trilhas e do pão de queijo, os turistas que visitam Minas Gerais agora encontram mais um atrativo: os cafés especiais. A verticalização da cadeia produtiva e o surgimento de marcas próprias transformaram a bebida em uma nova experiência turística em regiões produtoras.
Em localidades como Caparaó e Alto Jequitibá, produtores contam com o apoio do Programa de Verticalização da Cadeia Produtiva do Café, desenvolvido pela Emater-MG. A iniciativa orienta famílias rurais em etapas como torra, moagem, criação de rótulos e comercialização do próprio café, agregando valor ao produto e ampliando as fontes de renda.
Dos grãos à marca própria
Em Caparaó, nas Matas de Minas, Luiza Lacerda e a família aumentaram a renda depois de investir na torrefação e passar a vender diretamente ao consumidor por meio da marca Os de Lacerda. “Fizemos um investimento de aproximadamente R$ 100 mil para adquirir os equipamentos e montar toda a estrutura física necessária. Esse investimento veio da própria atividade. Foi financiado com os recursos obtidos pela venda dos grãos, sem investimento externo”, explica.
A família produz cerca de 200 sacas de café por ano e acumula premiações pela qualidade dos grãos.
Luiza Lacerda aumentou a renda depois de investir na torrefação 
Arquivo pessoal
Segundo Luiza, a decisão de investir na torrefação surgiu da necessidade de aumentar a margem de lucro. Ela explica que, quando o produtor vende para torrefações e cafeterias, parte do valor fica com o transporte, a industrialização e a comercialização até o consumidor final.
“Ao passarmos a vender o produto já torrado, conseguimos chegar diretamente ao consumidor. Assim, parte da renda que antes ficava com outros elos da cadeia passou a permanecer dentro da propriedade”
Hoje, uma saca de café cru é vendida entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, segundo Lacerda. “A mesma saca, depois de torrada, pode gerar cerca de R$ 8 mil em vendas. Considerando despesas como embalagem, por exemplo, conseguimos praticamente dobrar o retorno, saindo de cerca de R$ 3 mil para algo em torno de R$ 6 mil. Isso representa um aumento próximo de 40% em relação à renda anterior”.
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Atualmente, cerca de 80% da produção ainda é comercializada em grão cru. Mesmo assim, Luiza afirma que a equipe, formada por oito pessoas, amplia gradualmente a participação do café torrado nas vendas.
Além do apoio da Emater, a demanda dos consumidores também incentivou a mudança. “Nossa família participa de muitos concursos e, quando chegamos às finais ou conquistamos destaque, as pessoas passam a procurar o café daquele produtor específico”, conta.
Família lançou a marca "Os de Lacerda"
Divulgação/Emater-MG
Ela explica que muitas torrefações compram o café da família e o comercializam com suas próprias marcas, embora a identificação dos produtores apareça nas embalagens. “Os visitantes vinham até a propriedade, experimentavam o café e queriam levar um pacote para casa ou comprar para presentear alguém. Foi assim que identificamos esse público”.
Turismo rural como novo negócio
Hoje, a propriedade também recebe turistas. A própria família organiza as visitas e conduz as atividades. “Recebemos visitantes e oferecemos experiências completas que incluem passar um dia na lavoura, colher café, conhecer todo o processo de produção e degustar os produtos”.
Os roteiros incluem ainda passeios pela propriedade e experiências gastronômicas ligadas ao universo do café. 
Em Alto Jequitibá, também nas Matas de Minas, uma trajetória semelhante impulsionou o surgimento do “Café com Sonhos”, experiência de turismo rural criada pela produtora Silmara Emerick e sua família, que também receberam apoio da Emater-MG. “Os turistas visitam a torrefação, conduzida pelos meus filhos. Eles acompanham a torra do café e conhecem a etapa de embalagem para entender um pouco da nossa rotina. Depois, voltam para a varanda da casa e experimentam diferentes cafés produzidos aqui”.
Silmara Emerick criou a experiência de turismo rural "Café com Sonhos"
Divulgação/Emater-MG
Atualmente, a propriedade integra a Rota do Caparaó Mineiro, circuito voltado ao turismo de experiência e aos cafés especiais. A família também recebeu capacitação do Sebrae.
“O café especial trouxe outras oportunidades. Primeiro vieram os cafés especiais, depois a torrefação, as vendas para cafeterias e torrefações, e agora estamos ingressando no turismo rural”.
Segundo Silmara, cerca de 30% da produção de cafés especiais já é comercializada diretamente ao consumidor.
Premiações abriram caminhos
Antes de investir nos cafés especiais, Silmara trabalhava apenas com o café convencional vendido como commodity. “A propriedade onde moro veio dos meus pais e essa sempre foi a nossa atividade”.
Em 2019, ela decidiu testar o potencial da fazenda para a produção de cafés especiais. Pouco tempo depois, os resultados começaram a aparecer. Os grãos produzidos na propriedade conquistaram classificações em concursos regionais e nacionais, dando origem à marca Café da Silmara.
“Quando começamos a ser premiados, nossa perspectiva de vida na roça mudou completamente. Passamos a pensar seriamente na produção de cafés especiais. Nos anos seguintes continuamos sendo premiados, em 2020 e 2021. Meus filhos acompanharam esse processo e começaram a se interessar pela torrefação do café”.
Silmara Emerick e sua família
Arquivo pessoal
Com os recursos obtidos pela venda do café torrado, a família montou sua própria estrutura de torrefação. “Hoje são meus filhos, Alisson e Henrique, que cuidam da torrefação. Eu dou suporte nas vendas. Além disso, eles cuidam das embalagens e do empacotamento. Na verdade, trabalhamos todos juntos”, conta.
Silmara afirma que o marido, Charles, também contribuiu para ampliar a produção ao adaptar uma máquina utilizada no processo. “Essa adaptação nos ajudou muito nos processos produtivos e permitiu aumentar o volume de café especial produzido. Antes era uma quantidade pequena”.
Hoje, as experiências oferecidas aos visitantes incluem degustações guiadas, nas quais os participantes tentam identificar os diferentes perfis sensoriais dos cafés produzidos na propriedade.
“O mercado de cafés especiais ainda está em expansão, mas cresceu bastante desde quando começamos. Tenho percebido um aumento constante nas vendas. Cada vez mais clientes compram nosso café e voltam a comprar. Temos percebido uma fidelização crescente.”
Segundo a produtora, a assistência técnica da Emater teve papel decisivo na profissionalização do negócio. “Inclusive nos nossos pacotinhos de café, a Emater nos orientou a colocar as informações necessárias nos rótulos”, afirma.
Máquina de torrefação
Arquivo pessoal
Para Silmara, o principal benefício da verticalização está em manter dentro da propriedade a renda gerada ao longo de toda a cadeia produtiva.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/XOLVvxbkrsGZZcGpFmyizhLGqCw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/G/J/uqSBMuR3KCdntE0nGyag/assistencia-tecnica.jpg" medium="image"/>   <media:description>Agricultores familiares aumentam renda com investimento em torrefação e venda direta de café em Minas Gerais</media:description>   <media:credit>Divulgação/Emater-MG</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sun, 05 Jul 2026 10:30:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Versátil e popular: saiba como plantar dracena  </title>  <atom:subtitle>Facilidade de cultivo e pouca exigência de manejo é um dos aspectos que favorece o cultivo da espécie</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/como-plantar/noticia/2026/07/versatil-e-popular-saiba-como-plantar-dracena.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/como-plantar/noticia/2026/07/versatil-e-popular-saiba-como-plantar-dracena.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/TYmSqJjPRPVTqX8VXFwN5Nxyi64=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/c/e/Dy0SydQNaDyjvzAwlNCQ/pexels-rrodriguesim-32803565.jpg" /><br /> ]]>    A aparência tropical, a fácil manutenção e a longa vida útil são características que incluem a dracena (Dracaena) entre as plantas ornamentais que os consumidores mais procuram para compor jardins ou ambientes internos de casas, escritórios e hotéis, entre outros estabelecimentos. Com mais de 100 espécies e variedades, essa folhagem exótica é um elemento bastante comum em projetos profissionais de paisagismo e decoração de interiores em todo o território nacional.
Cultivada em vaso ou diretamente no solo, a dracena é uma opção recorrente de compradores que buscam uma planta bonita e que não exija muitos cuidados, e, também, de produtores de espécies ornamentais, que apostam na beleza de uma cultura resistente, rústica e perene. Integrante da família Asparagaceae, a dracena é nativa de climas do continente africano, com destaque para a Ilha de Madagascar, e do sul da Ásia.
Por ser bastante popular, a dracena é uma boa opção de geração de receita, mas ela também oferece outras vantagens para o agricultor que planeja se dedicar ao seu plantio e diversificar o portfólio da atividade como floricultor. Um desses atrativos é o baixo custo inicial do plantio, um bom chamariz para produtores que têm orçamento limitado. 
Em muitos casos, o uso de um sombrite já é suficiente para garantir boas condições de crescimento da planta, diferentemente do que ocorre com outras folhagens ornamentais, que dependem de infraestrutura robusta, como estufas ou tratos mais delicados.
Dada a rusticidade da espécie, a pouca exigência de manejo é mais um aspecto que favorece o cultivo da dracena; essa característica permite à planta se adaptar a diferentes condições climáticas e se propagar em qualquer região do país. O plantio não exige grandes áreas e pode ocorrer em zona rural ou urbana; além disso, a cultura se desenvolve com vigor em pequenos quintais de residências, chácaras, sítios e demais propriedades familiares. 
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A propósito, como a dracena tem mercado consolidado e alta aceitação, seu cultivo não precisa necessariamente ocorrer em larga escala, o que faz da planta uma alternativa atraente para produtores da agricultura familiar que buscam opção de investimento agrícola que tenha bom potencial de rentabilidade.
Outra característica atrativa é a perenidade da cultura, que pode seguir produtiva por vários anos. É possível, além disso, aproveitar folhas e hastes da planta no segmento de corte para elaboração de arranjos florais destinados a eventos particulares, como festas de casamento, bodas e aniversários, e corporativos, a exemplo de grandes reuniões, apresentações, workshops, seminários e congressos. 
O uso de folhagem de corte assegura, também, a renovação da oferta dos brotos, estendendo a produção sem que seja necessário fazer replantio com frequência.
Início
A dracena tem grande diversidade de espécies e variedades ornamentais, o que permite atender a diferentes perfis de consumidores. Há plantas de pequeno, médio e grande portes, e as cores incluem tons avermelhados, verde e bordô, variações rajadas e folhas com tamanhos e formatos específicos. Escolha as que podem ter mais demanda no mercado local.
Ambiente
Por ser uma planta tropical, a dracena prefere locais quentes, úmidos e com meia sombra ou luminosidade filtrada. Entretanto, por ser também rústica, ela se adapta facilmente a lugares com diferentes condições climáticas. Evite, porém, exposição excessiva ao sol forte, que pode causar queimaduras nas folhas, e onde há falta de luz, já que o ambiente escuro prejudica o desenvolvimento da cultura.
Propagação
Em geral, ocorre por meio de mudas, o método mais rápido e seguro para quem deseja iniciar a produção comercial. Compre mudas de viveiros especializados e de produtores de plantas ornamentais certificados, escolhendo materiais sadios, com boa formação e folhas sem manchas ou sinais de pragas. Se for trabalhar com folhagem para corte, utilize estacas de 15 a 40 centímetros sem aproveitamento estético, mas saudáveis, para obter matrizes por meio de estaquia.
Plantio
Pode começar em pequenas áreas e até mesmo em fundos de quintal, desde que  o vaso ou solo tenha boa drenagem. O encharcamento prejudica o desenvolvimento das raízes. Antes do plantio, incorpore matéria orgânica; a terra deve ser fértil e leve. Não há necessidade de estruturas sofisticadas – em muitos casos, uma cobertura com tela de sombreamento 60% oferece a proteção adequada.
Espaçamento
Deve ser de acordo com a variedade que o produtor escolher e com o objetivo da produção – paisagismo, planta de vaso ou folhagem de corte. As covas podem ser abertas em tamanho suficiente para acomodar o torrão das mudas sem apertar as raízes.
Cuidados
Indicam-se irrigações após o plantio, mas sem exageros; a finalidade é manter o solo levemente úmido. A dracena tolera períodos curtos de seca depois que estiver estabelecida, mas cresce melhor com regas regulares. Além de uso para multiplicação da planta, a poda serve também para ajudar a manter um aspecto ornamental e estimular a brotação. 
Aproveite para retirar as folhas secas. Na adubação, utilize produtos orgânicos (bokashi) ou químicos (fórmula N-P-K na combinação 10-10-10, 14-14-14 ou 20-20-20), sempre seguindo as orientações do fabricante.
Produção
Também ocorre de acordo com a finalidade comercial. Para plantas em vasos, o tempo depende do tamanho para o qual houver mais demanda no mercado, podendo variar de três meses a até três anos. Já na produção de folhagem para arranjos, o produtor pode iniciar os cortes após o pleno desenvolvimento de hastes e folhas. Esse tempo vai de quatro a 12 meses, a depender da espécie.
Mais informações
Solo: fértil e bem drenado;
Clima: tropical, mas adapta-se bem a diferentes condições climáticas, com exceção de locais com geadas ou temperatura abaixo de 5ºC;
Área mínima: pode ser plantada em vaso;
Venda: a partir de três meses, no caso de plantas de vaso; com quatro meses, é possível dar início aos cortes das hastes, no caso de folhagens para arranjos;
Custo: mudas com mais de 40 centímetros custam a partir de R$ 15.
Consultoria: Ricardo Tadeu de Faria é professor de Floricultura, Paisagismo e Cultura de Tecido Vegetal do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Rodovia Celso Garcia Cid, PR-445, KM 380, Caixa Postal 10011, CEP 86057-970, Londrina (PR), TELs. (43) 99107-4100 e (43) 3371-5980; e Bruno Melegari de Souza Almeida é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Agronomia da UEL, Cel/Whatsapp (43) 98806-4355, e-mail bruno.melegari@uel.br;
Onde Comprar: de viveiristas profissionais e com referência no mercado.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/TYmSqJjPRPVTqX8VXFwN5Nxyi64=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/c/e/Dy0SydQNaDyjvzAwlNCQ/pexels-rrodriguesim-32803565.jpg" medium="image"/>   <media:description>Com mais de 100 espécies e variedades, essa folhagem exótica é um elemento bastante comum em projetos profissionais de paisagismo e decoração de interiores</media:description>   <media:credit>Pexels</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sun, 05 Jul 2026 10:15:11 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Recorde nas exportações incentiva investimentos entre produtores de frango</title>  <atom:subtitle>Em maio de 2026, Brasil registrou US$ 1 bilhão em faturamento com vendas para o exterior</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/feiras/noticia/2026/07/recorde-nas-exportacoes-incentiva-investimentos-entre-produtores-de-frango.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/feiras/noticia/2026/07/recorde-nas-exportacoes-incentiva-investimentos-entre-produtores-de-frango.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/Zrm_Kucs_7QdTKSDUnINxkqKQuE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/d/w/1UBYKoRkOzeGoPxszuLg/manoel-agiane-4-.jpg" /><br /> ]]>    Durante quatro anos, de 1996 a 1999, Manoel e Agiane Toda trabalharam intensamente no Japão, economizando ao máximo para juntar dinheiro suficiente para investir no Brasil. Quando retornaram, consideraram que o melhor a fazer seria adquirir um pedaço de terra no município de Tamarana, norte do Paraná, onde poderiam instalar aviários para frangos.
Atualmente, eles alojam 120 mil animais, que recebem, em sistema de integração, com um dia de vida, e criam até o peso de aproximadamente 3,4 quilos, em um ciclo que varia de 42 a 45 dias.
O casal continua trabalhando muito. Os dois adotam todos os cuidados necessários para que as aves se desenvolvam com saúde e segurança. Todos os dias, às 6h, Agiane já está dentro da granja. Manoel é o encarregado de manter a temperatura ideal, principalmente no inverno, quando os pintinhos precisam de 33°C para ficarem confortáveis. Na madrugada, ele abandona os cobertores para verificar como está a lenha no aquecedor. Kauã Toda, 21 anos, trabalha com os pais. “Granja é para os fortes”, resume Agiane.
Animados com os bons resultados recentes, eles planejam investir mais de R$ 180 mil para trocar o sistema de aquecimento, substituindo a lenha pelo gás liquefeito de petróleo (GLP).
“É preciso ter dedicação para manter a boa ambiência e a sanidade dos animais, mas tudo está valendo a pena”, destaca Manoel Toda.
As boas perspectivas do mercado de frango foi um dos fatores que levou a dentista Juliana Rosa a deixar Curitiba, a capital do Paraná, há quatro anos. Ao lado do marido, o funcionário público Fernando Araújo, ela se mudou para o norte do Estado. Eles investiram em dois aviários, cada um com capacidade para alojar 42 mil aves, no município de Santo Inácio.
Dentista Juliana Rosa deixou Curitiba para investir na criação de frango na região norte do Paraná
Sérgio Ranalli
Da rotina de atendimentos a pacientes no consultório à administração da propriedade rural, a mudança foi drástica, mas Juliana diz que está feliz em sua nova fase profissional. “Os investimentos foram altos e os desafios são muitos todos os dias, mas acreditamos no futuro com o frango”. Atualmente, para montar um aviário com capacidade para 42 mil aves o investimento fica na casa de R$ 3 milhões.
+ Produtores de frango concentram a atenção em biosseguridade
Os produtores foram ouvidos na 1a Feira Aves Seara, realizada na última semana em Arapongas, no Paraná. Convidado para a palestra de abertura do evento, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, destacou que a projeção de produção de carne de frango em 2026 no Brasil é de 15,6 milhões de toneladas, número apenas 2% superior ao ano passado, contudo o horizonte mostra que até 2033 o consumo global de proteína de frango crescerá 22%.
Em maio de 2026, pela primeira vez o faturamento brasileiro com vendas de carne de frango para o exterior superou a marca de US$ 1 bilhão (US$ 1,009 bilhão), resultado 36% superior a maio de 2025.
1ª Feira de Aves Seara reuniu produtores e lideranças em Arapongas (PR)
Sérgio Ranalli
Santin acrescentou que vê com otimismo a abertura para os próximos anos de grandes mercados que ainda não compram em larga escala do Brasil, como Índia, Nigéria, Paquistão e Bangladesh. O país já vende carne de frango para 153 mercados.
“O nosso produtor é vocacionado, é dedicado, gosta do que faz. Eles me perguntam se o filho poderá ficar no negócio. Eu digo que sim, porque o mundo precisa do Brasil”, ressaltou o presidente da ABPA em entrevista à Globo Rural.
Promotora do evento, que reuniu 1,6 mil produtores com os quais trabalha em sistema de integração, a Seara exporta carne de frango para mais de 60 países. Antônio Ribas Júnior, diretor executivo de agro e CIEX da empresa que integra o Grupo JBS, destacou que a parceria com homens e mulheres que se dedicam à criação das aves deve ser fortalecida para acompanhar o aumento da demanda mundial por essa proteína.
Antônio Ribas Júnior é diretor executivo de agro da Seara
Sérgio Ranalli
“Nosso lema é: ‘o que o mundo quer consumir, nós vamos produzir’. E isso acontece em parceria com os produtores. Mostramos que é seguro investir nessa cadeia, porque é uma questão de soberania nacional. Nenhum país consegue se manter se faltar comida nos pratos das pessoas. Faremos isso, cada vez mais, absorvendo tecnologias, chegando à eficiência na produção que garante a sustentabilidade”, enfatizou Ribas Júnior.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/Zrm_Kucs_7QdTKSDUnINxkqKQuE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/d/w/1UBYKoRkOzeGoPxszuLg/manoel-agiane-4-.jpg" medium="image"/>   <media:description>Manoel e Agiane Toda trabalham com aviários em Tamarana, no norte do Paraná</media:description>   <media:credit>Sérgio Ranalli</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sun, 05 Jul 2026 10:00:40 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Resíduos de soja e cacau são transformados em insumos para indústrias</title>  <atom:subtitle>Tecnologia isola substâncias que são valiosas para cosméticos, alimentos e suplementos</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/tecnologia-e-inovacao/noticia/2026/07/residuos-de-soja-e-cacau-sao-transformados-em-insumos-para-industrias.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/tecnologia-e-inovacao/noticia/2026/07/residuos-de-soja-e-cacau-sao-transformados-em-insumos-para-industrias.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/NRA4FwU7D7tpfovwJ895wi2Blxg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/h/Y/5cAvvlRuOgxgvQH4neDw/unicamp-pesquisador-soja-e-cacau-divulgacao.jpg" /><br /> ]]>    Resíduos agroindustriais que normalmente seriam descartados podem ganhar uma nova destinação e se transformar em ingredientes valiosos para diferentes setores da economia. É o que mostra uma pesquisa desenvolvida por cientistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que criou ferramentas para aproveitar subprodutos da soja e do cacau na produção de compostos destinados às indústrias de alimentos, cosméticos e suplementos nutricionais.
O trabalho, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), utilizou tecnologias inovadoras e de baixo impacto ambiental para extrair substâncias bioativas presentes no farelo de soja e nas cascas das amêndoas de cacau. Entre elas estão as isoflavonas, reconhecidas por seus benefícios à saúde, especialmente para as mulheres, além da teobromina, cafeína e compostos fenólicos.
A proposta dos pesquisadores foi substituir métodos convencionais, que frequentemente demandam o uso de solventes tóxicos e geram maior impacto ambiental, por alternativas mais eficientes e sustentáveis, alinhadas aos princípios da economia circular.
Um dos focos do estudo foi o farelo de soja, subproduto amplamente disponível após a extração do óleo. Embora rico em isoflavonas — compostos naturais com estrutura química semelhante ao estrogênio —, sua utilização em produtos de maior valor agregado ainda enfrenta desafios tecnológicos.
Tradicionalmente, a separação dessas moléculas é realizada por processos demorados e dependentes de solventes químicos agressivos. Para superar essa limitação, os pesquisadores da Unicamp combinaram o uso de solventes ecológicos sob alta pressão com ondas ultrassônicas, acelerando a extração dos compostos.
“Nossa pesquisa buscou resolver essa questão aplicando uma tecnologia inovadora e sustentável, que combina solventes ambientalmente amigáveis sob alta pressão com ondas ultrassônicas para intensificar a extração”, explica Pedro Henrique Santos, engenheiro de alimentos do Laboratório Multidisciplinar de Alimentação e Saúde (LabMAS) da Unicamp.
Após a etapa de extração, a equipe utilizou uma enzima capaz de converter as isoflavonas em formas mais facilmente absorvidas pelo organismo humano, conhecidas como genisteína e daidzeína. Segundo Santos, a combinação dos dois processos permitiu obter um extrato rico em compostos bioativos já em sua forma ativa, reduzindo o tempo de processamento e eliminando a necessidade de reagentes poluentes.
A junção das duas etapas resultou em um extrato totalmente rico em isoflavonas já na forma ativa, em menos tempo do que os métodos tradicionais e de maneira 100% sustentável. "Além disso, o farelo remanescente manteve seu elevado teor proteico, podendo ser destinado à alimentação animal ou à produção de suplementos vegetais", destaca o pesquisador.
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Cascas de cacau se tornam novos produtos
Outra frente da pesquisa concentrou-se no aproveitamento das cascas das amêndoas de cacau, um resíduo abundante na cadeia produtiva do chocolate. Apesar de apresentarem aroma semelhante ao dos nibs de cacau, essas cascas possuem elevado teor de fibras e, por isso, costumam ser descartadas.
Para os pesquisadores, no entanto, o material representa uma fonte promissora de compostos bioativos de interesse para as indústrias alimentícia, cosmética e farmacêutica.
“O material contém substâncias com potencial de aplicação em diferentes setores, especialmente por seus efeitos benéficos à saúde. Nossa intenção foi desenvolver um processo capaz de extrair e concentrar esses compostos de maneira seletiva”, explica Felipe Sanchez Bragagnolo, engenheiro de processos e biotecnologia do LabMAS. O estudo contou ainda com a colaboração de pesquisadores da Universidad Politécnica de Madrid, na Espanha, e do Future Industries Institute, da Universidade da Austrália do Sul.
Para realizar a extração, a equipe utilizou um sistema operando sob altas pressões, no qual água e etanol — considerados solventes seguros e ambientalmente amigáveis — atravessam as cascas do cacau, removendo os compostos de interesse.
Em seguida, a solução passa por um sistema de separação que organiza os compostos de acordo com suas características químicas. Dessa forma, os pesquisadores conseguiram obter diferentes frações enriquecidas em teobromina, cafeína e compostos fenólicos.
Além de gerar ingredientes com potencial comercial, a tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores pode contribuir para aprimorar o controle de qualidade de matérias-primas vegetais.
“Conseguimos verificar, em menos etapas, quais compostos estão presentes e em que quantidade. Isso abre possibilidades tanto para o monitoramento da qualidade dos materiais quanto para o uso direcionado das frações obtidas”, afirma Bragagnolo.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/NRA4FwU7D7tpfovwJ895wi2Blxg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/h/Y/5cAvvlRuOgxgvQH4neDw/unicamp-pesquisador-soja-e-cacau-divulgacao.jpg" medium="image"/>   <media:description>Tecnologia usa solventes ambientalmente amigáveis, afirma o pesquisador Pedro Henrique Santos</media:description>   <media:credit>Unicamp/Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sun, 05 Jul 2026 09:45:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Na comissão de Ancelotti, Taffarel também investe no mercado de vinhos </title>  <atom:subtitle>Ex-goleiro da Seleção comanda empresa de importação de bebidas italianas</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/negocios/noticia/2026/07/na-comissao-de-ancelotti-taffarel-tambem-investe-no-mercado-de-vinhos.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/negocios/noticia/2026/07/na-comissao-de-ancelotti-taffarel-tambem-investe-no-mercado-de-vinhos.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/718snmR0J0V_cRz3x3IcSyRfgEA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/A/M/wBCwRASF6ko4APefvhQA/2-6-.jpg" /><br /> ]]>    Claudio André Mergen Taffarel é reconhecido como o goleiro que parou a Itália na final da Copa do Mundo de 1994 e ajudou a Seleção Brasileira a conquistar o tetracampeonato. Hoje, o jogador continua ligado aos italianos mas, agora, de uma forma diferente e sem relação com o futebol. A história, desta vez, envolve o agronegócio. 
Há cerca de oito anos, o atual preparador de goleiros da comissão técnica de Carlo Ancelotti decidiu transformar a paixão adquirida durante a passagem pelo Parma, clube da primeira divisão italiana, em um negócio no setor vitivinícola. Ao lado da esposa, Andrea, e do filho, Claudio, ele criou a Italy Import, empresa sediada em Porto Alegre que importa vinhos da Itália. 
Segundo Taffarel, a ideia é oferecer aos clientes brasileiros rótulos diferentes e que são produzidos por vinícolas que priorizam a qualidade e a autenticidade em todas as etapas do processo de fabricação. 
“Depois de viver na Itália por tantos anos e conhecer de perto a cultura, os vinhos e os produtores, nos pareceu que trabalhar no Brasil com produtos italianos seria uma atividade prazerosa e natural. Tudo o que a gente escolhe trazer para o Brasil vem de uma relação direta com o produtor, de várias provas, degustações e de um constante acompanhamento do amadurecimento do vinho. Não vendemos teoria, nossos vinhos são realmente nossas escolhas”, destaca ele no site oficial.
A seleção da Italy Import é ampla e contempla espumantes, vinhos brancos, rosés e tintos produzidos a partir de 31 variedades de uva. Os rótulos têm origem em 20 vinícolas distribuídas por 10 regiões italianas, como Toscana, Piemonte, Vêneto e Puglia, o que evidencia a diversidade dos terroirs e das tradições vitivinícolas do país. 
“Nos emociona saber que muitos dos nossos vinhos chegaram ao Brasil pela primeira vez pelas nossas mãos. São apostas que, uma a uma, foram dando certo. Vinhos que só a gente tem”.
Assim como as variedades de uva são inúmeras e atendem aos mais diversos gostos, os preços também variam, com rótulos comercializados entre R$ 99 a R$ 3,6 mil.
O mais caro do catálogo é o Poggio di Sotto Brunello di Montalcino 2019, considerado um dos vinhos mais renomados da Itália e chamado até de “Santo Graal” pela elegância e pureza. Com teor alcoólico de 14% e feito a partir da variedade Sangiovese, ele apresenta aroma que combina frutas vermelhas silvestres, flores secas, trufas, couro e tabaco doce e toque de especiarias orientais.
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Segundo o governo gaúcho, a proposta está em análise, e a previsão é de que o resultado seja divulgado até o fim de julho. 
O Fundo de Perdas e Danos (Loss and Damage Fund), criado no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), apoia países na recuperação de perdas causadas por eventos climáticos extremos. O mecanismo é administrado provisoriamente pelo Banco Mundial e visa financiar ações de reconstrução e recuperação ambiental.
A proposta foi elaborada pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com apoio técnico da Secretaria da Agricultura. 
Entre as ações previstas estão a restauração de 3.240 hectares de matas ciliares, a recuperação de 3 mil hectares de solos agrícolas degradados, a restauração de 500 hectares de pomares de citros no Vale do Caí e a capacitação de 2 mil produtores em agricultura climaticamente inteligente e gestão de riscos. 
As enchentes de 2024 atingiram mais de 2,3 milhões de pessoas em 470 municípios do Rio Grande do Sul e provocaram prejuízos superiores a R$ 8,5 bilhões à agropecuária gaúcha. 
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/XUqQxSWviJzS9U3km9DAoVmXCz4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/a/Y/Q7MmeEQIec9nAzhIYe2A/mc-240605-0001.jpg" medium="image"/>   <media:description>Entre as ações previstas estão a restauração de 3.240 hectares de matas ciliares, a recuperação de 3 mil hectares de solos agrícolas degradados</media:description>   <media:credit>Marcelo Curia / Globo Rural</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sun, 05 Jul 2026 09:15:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Copa do Mundo: confira como fazer muffin de chocolate verde e amarelo</title>  <atom:subtitle>Uma fornada com 15 unidades leva em torno de uma hora de preparo</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/receitas/noticia/2026/07/copa-do-mundo-confira-como-fazer-muffin-de-chocolate-verde-e-amarelo.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/receitas/noticia/2026/07/copa-do-mundo-confira-como-fazer-muffin-de-chocolate-verde-e-amarelo.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/12zZkqAzaOSz9OTwq_6-_dBPeXs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/t/R/2bBoD9ROmeUBCyexY3eg/240-f-606505577-9yz47lprnh19zf4yo3r2jg2cpqdyzimy.jpg" /><br /> ]]>    O jogos de mata-mata na Copa do Mundo trazem aquele "frio na barriga". Para aliviar o nervosismo dos torcedores ao longo do jogo, as receitas também entram em campo. Os muffins de chocolate além de prático e saboroso para essas ocasiões, combinam massa macia, gotas de chocolate e a crocância do biscoito. Confira o preparo da Piraquê para o doce, em uma receita especial para torcer pela Seleção Brasileira.
Ingredientes
1 embalagem de biscoito maizena;
4 ovos;
1 xícara (chá) de creme de leite;
½ xícara (chá) de margarina, derretida;
1 colher (sopa) de baunilha;
1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo;
2 xícaras (chá) de açúcar;
2 colheres (sopa) de chocolate em pó;
1 colher (chá) de sal;
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio;
1 colher (sopa) de fermento em pó;
1 xícara (chá) de gotas de chocolate.
Para decorar os muffins
2 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro.
Modo de Preparo
Em uma tigela média, junte os ovos, o creme de leite, a manteiga ou margarina e a baunilha, mexa delicadamente e reserve. Leve ao processador o biscoito e bata até obter uma farofa;
Em uma tigela funda, junte a farofa de biscoito, a farinha de trigo, o açúcar, o chocolate em pó e o sal, misture bem, faça uma cova no centro e acrescente os ingredientes líquidos já misturados;
Dilua o bicarbonato de sódio em ½ xícara (chá) de água morna, adicione na massa, acrescente o fermento em pó e ½ xícara (chá) de gotas de chocolate, mexa bem até envolver todos os ingredientes e despeje em forminhas untadas com manteiga ou margarina e enfarinhadas;
Retire do forno, espere amornar e decore com açúcar de confeiteiro;
Para deixar a mesa ainda mais no clima da torcida, capriche na decoração dos muffins com confeitos e outros detalhes criativos. Sirva a seguir.
Dica: Querendo preparar os muffins com outros recheios, retire o chocolate em pó da massa e as gotas de chocolate e substitua por 4 colheres (sopa) de geléia de sua preferência.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/12zZkqAzaOSz9OTwq_6-_dBPeXs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/t/R/2bBoD9ROmeUBCyexY3eg/240-f-606505577-9yz47lprnh19zf4yo3r2jg2cpqdyzimy.jpg" medium="image"/>   <media:description>É possível substituir o chocolate para sabores diversos de geleia e obter muffins diferenciados</media:description>   <media:credit>Divulgação/Piraquê</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sun, 05 Jul 2026 09:00:56 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Primeiro clube de Haaland é o mais agro do mundo; entenda por quê</title>  <atom:subtitle>Bryne, da Noruega, troca troféus e medalhas por ovos, cordeiro, linguiça e leite</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/cultura/noticia/2026/07/primeiro-clube-de-haaland-e-o-mais-agro-do-mundo-entenda-por-que.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/cultura/noticia/2026/07/primeiro-clube-de-haaland-e-o-mais-agro-do-mundo-entenda-por-que.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/APKZVw-0CrkwPXopYlADRQzVLgo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/Q/u/2DqZgkTCi7K93cr1DUcw/1-7-.jpg" /><br /> ]]>    Adversária do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo, a Noruega tem Erling Haaland como principal estrela e aposta de gols para avançar de fase neste domingo (5/7), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Uma curiosidade sobre o atacante é o seu primeiro time, o Bryne. O clube norueguês é considerado o mais agro do mundo. Você sabe por quê? 
A explicação está na forma como a diretoria premia os jogadores que se destacam nas partidas do campeonato nacional. O Bryne valoriza a forte tradição agrícola da região e, por isso, distribui itens pouco convencionais em vez dos tradicionais troféus e medalhas. Em 2025, as ações criadas viralizaram no mundo da bola, rendendo projeção internacional não apenas pelo fato de ser o ex-clube do craque do Manchester City. 
O primeiro atleta do elenco a estrear a inusitada premiação foi o goleiro Jan de Boer. Mesmo com a derrota do Bryne para o FK Bodø/Glimt, por 1 a 0, o arqueiro foi eleito o melhor em campo após defender um pênalti e fazer outras intervenções importantes. Como recompensa, voltou para casa com quatro bandejas de ovos. 
Depois, foi a vez do zagueiro Alex Kryger, autor do primeiro gol na vitória por 3 a 1 sobre o Haugesund: ele recebeu um cordeiro vivo. Entre risadas e expressões de surpresa, o defensor parecia não acreditar que havia ganhado um filhote de ovelha (assista abaixo).
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A lista de itens agrícolas não parou por aí. Nas partidas seguintes, o clube norueguês também distribuiu caixas de morangos, litros de leite, madeira para lareira, couve-flor, 500 quilos de cenoura, repolho, aveia, alho-poró, mel, grama, maçãs, batatas e queijos.
O rebaixamento para a segunda divisão ao fim da temporada não colocou fim à iniciativa. A tradição, mantida para 2026, ganhou a inclusão de novos produtos, como pepino, linguiça, brócolis e tomate, e também foi ampliada para a equipe feminina.
Equipe feminina do Bryne também recebe as "premiações"
Reprodução/@brynefotbal
A relação entre Haaland e o Bryne
Apesar de defender a seleção da Noruega na Copa do Mundo, Erling Haaland nasceu em Leeds, na Inglaterra, em julho de 2000. O pai, Alf-Inge Haaland, defendia o clube inglês na época e retornou ao país europeu quando o filho tinha três anos.
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Foi na cidade localizada no sul da Noruega que Haaland cresceu e deu os primeiros passos no futebol. Antes dos 10 anos, ingressou nas categorias de base do Bryne, onde permaneceu até 2015, ano em que estreou profissionalmente na segunda divisão.
Depois de deixar o Bryne, passou por Molde, Red Bull Salzburg, Borussia Dortmund e, atualmente, veste a camisa do Manchester City FC.
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Muito antes de chegar ao Brasil, o bacalhau já fazia parte da história da Noruega. Desde a Era Viking, pescadores secavam o peixe para conservá-lo durante as longas viagens marítimas. No século XVII, os holandeses levaram à cidade portuária de Kristiansund a técnica de salgar e secar o peixe, conhecida como clipfish, que passou a integrar a produção norueguesa.
Na virada do século XVIII, os escoceses adotaram a técnica e impulsionaram sua expansão comercial. Durante muito tempo, Kristiansund concentrou a produção de bacalhau no país. Mas, com o fortalecimento das frotas pesqueiras, esse protagonismo migrou para a região litorânea de Ålesund, localizada a cerca de 600 quilômetros de Oslo.
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Foi nesse contexto que o Brasil passou a fazer parte dessa história. Segundo Randi Bolstad, do Conselho Norueguês da Pesca no Brasil e Caribe, a relação comercial entre os dois países acompanha a tradição do próprio bacalhau. “Podemos dizer que é um casamento de quase 200 anos no comércio de bacalhau”, brinca.
“O Brasil sempre teve um papel muito importante para a Noruega nesse comércio. Embora os portugueses já levassem bacalhau para o Brasil, a exportação direta começou em 1842, quando o primeiro navio saiu da Noruega rumo ao Brasil. Depois de entregar o bacalhau, ele retornou carregado de café. Esse foi o início da relação comercial direta entre os dois países”
Mas, afinal, bacalhau é um único tipo de peixe? De onde surgiu esse nome? Quais são seus benefícios para a saúde? A Globo Rural reúne, a seguir, essas e outras curiosidades sobre um dos alimentos mais tradicionais da culinária brasileira. 
1. Bacalhau não é um único peixe
Apesar de muita gente acreditar que o bacalhau é uma única espécie de peixe, o nome se refere, na verdade, a diferentes espécies do gênero Gadus. Além do bacalhau-do-Atlântico, também conhecido como bacalhau-da-Noruega (Gadus morhua), o grupo inclui o bacalhau-do-Pacífico (Gadus macrocephalus) e o bacalhau-da-Groenlândia (Gadus ogac).
2. De onde vem o nome?
Na Noruega, o bacalhau fresco recebe o nome de torsk, palavra derivada do nórdico antigo turskr, uma contração de turrfiskr, que significa "peixe seco". Já skrei, nome dado ao bacalhau-da-Noruega (Gadus morhua) durante sua migração anual, vem da palavra skrida, que significa "vagar".
3. A brisa do mar também participa da produção
Após a pesca, os produtores penduram o skrei em grandes varais para secar naturalmente. Durante esse processo, a brisa salgada do mar ajuda na desidratação do peixe e contribui para sua conservação, mantendo uma técnica tradicional utilizada há séculos na Noruega.
4. Bacalhau com soda cáustica?
Um dos pratos mais tradicionais do Natal norueguês leva bacalhau tratado com soda cáustica. Entre novembro e dezembro, o lutefisk ganha espaço nas mesas do país. No preparo, o peixe passa por uma solução de soda cáustica, permanece de molho para remover completamente a substância e, depois, é cozido no vapor até se desfazer em lascas.
Ao final do processo, o alimento adquire uma aparência e uma textura gelatinosas, mas pode ser consumido com segurança, sem riscos à saúde.
5. Um verdadeiro gigante dos mares
As espécies de bacalhau costumam medir cerca de um metro de comprimento. O maior exemplar é o bacalhau-do-Atlântico (Gadus morhua), que pode ultrapassar 1,50 metro de comprimento e atingir até 50 quilos.
6. Rico em proteínas e vitaminas
Cerca de 30% da composição do bacalhau corresponde a proteínas, nutrientes importantes para a renovação das células do organismo. O pescado também é fonte de vitaminas do complexo B, que auxiliam o metabolismo energético e contribuem para o funcionamento adequado do corpo.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/YPj65vShrLUBuWPCR0lNvSGfMsw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/H/I/aVUgT3SEKzKSJqCiE3eA/bacalhau-credito-envato-3.jpg-1-.jpg" medium="image"/>   <media:description>Nome se refere, na verdade, a diferentes espécies do gênero Gadus</media:description>   <media:credit>Envato</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sun, 05 Jul 2026 03:00:10 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Entenda por que foram encontrados traços de 25 agrotóxicos no Rio Tietê</title>  <atom:subtitle>Pesquisadores identificaram substâncias em concentrações acima dos limites permitidos pela legislação</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/especiais/um-so-planeta/noticia/2026/07/entenda-por-que-foram-encontrados-tracos-de-25-agrotoxicos-no-rio-tiete-1.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/especiais/um-so-planeta/noticia/2026/07/entenda-por-que-foram-encontrados-tracos-de-25-agrotoxicos-no-rio-tiete-1.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/SdoP_10Zro1JuplSd9wx8B39t74=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/t/W/wy4J8XRfGv81zul54tzg/expedicao-tiete-5o-dia-1o-ponto-4172.jpg" /><br /> ]]>    As tentativas de despoluir o Rio Tietê, um dos maiores símbolos de São Paulo, têm surpreendido especialistas não pelos avanços na retirada de poluentes, mas pelos materiais encontrados. Além de cocaína, microplásticos e fármacos, uma pesquisa da ONG SOS Mata Atlântica, em parceria com quatro universidades, identificou 25 tipos de agrotóxicos espalhados ao longo do rio e de seus afluentes.
Os pesquisadores realizaram o estudo durante uma expedição de cinco dias, no ano passado, e coletaram amostras em 14 pontos, da nascente, na região serrana de Salesópolis, até a foz, no encontro com o rio Paraná, em Itapura. Segundo a equipe, tanto os materiais identificados quanto as concentrações registradas reforçam que os investimentos destinados à despoluição do rio, como o programa Integra Tietê, do governo de São Paulo, ainda não têm sido suficientes para conter as diferentes fontes de contaminação. Entre elas, chamaram atenção os agrotóxicos encontrados ao longo de praticamente todo o curso do Tietê.
De acordo com Cesar Pegoraro, biólogo da Fundação SOS Mata Atlântica, o estudo aponta duas possíveis origens para a presença dos agrotóxicos. “A principal, especialmente nas áreas rurais e mais agrícolas, está diretamente relacionada aos insumos utilizados nas lavouras pelo agronegócio”, explica.
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Os pesquisadores também encontraram resíduos em regiões mais urbanizadas, possivelmente associados a produtos de uso doméstico, como inseticidas, ou ao controle da vegetação urbana. 
“Muitas cidades utilizam herbicidas, como o glifosato, para esse fim. Embora ele também seja empregado na agricultura, as maiores concentrações que encontramos estavam associadas principalmente às monoculturas de cana-de-açúcar e soja no interior de São Paulo"
Segundo Pegoraro, dos 25 agrotóxicos identificados, uma parcela significativa apareceu em concentrações acima dos limites permitidos pela legislação. “O que mais chamou atenção foi a atrazina. Trata-se de um agrotóxico proibido na União Europeia desde 2004 e que, em alguns trechos analisados, apareceu em concentrações até 25 vezes superiores ao limite permitido pela legislação brasileira."
Coleta durante primeiro dia de expedição
SOS Mata Atlântica
A atrazina está entre os agrotóxicos mais utilizados no Brasil para o controle de gramíneas e ervas daninhas de folha larga. A norma brasileira de qualidade da água para consumo humano estabelece o valor máximo permitido (VMP) de 2,0 µg/L para a substância e seus metabólitos.
A ausência de barreiras
Pegoraro explica que os agrotóxicos provavelmente chegam ao rio por meio da lixiviação, processo em que a água da chuva infiltra-se no solo, dissolve minerais e nutrientes e os transporta. “Uma coisa bastante perceptível durante o estudo é que as lavouras mecanizadas já não contam com curvas de nível. Essas estruturas funcionam como barreiras naturais para conter o excesso de água da chuva ou da irrigação. Hoje, a mecanização exige terrenos mais planos”, conta.
Além disso, ele afirma que a ausência de mata ciliar em muitos trechos elimina outra barreira natural importante contra a lixiviação. “Por isso, acreditamos que boa parte dos agrotóxicos chegue ao rio tanto por esse processo quanto pelo escoamento superficial da água”, explica. “Também sabemos que, nesse processo de mecanização, há um uso crescente da pulverização por drones e, em alguns casos, ainda por aviões. Quando essa aplicação ocorre em dias de vento ou em áreas muito próximas ao rio, ela pode gerar contaminação direta dos corpos d'água”, acrescenta.
Pegoraro relata que, ao deixar o Alto Tietê e entrar no Médio Tietê, em direção ao interior do Estado, a equipe começou a observar concentrações elevadas de agrotóxicos na água. “Em alguns momentos um produto aparecia com maior prevalência; em outros, outro composto se destacava. Mas a presença desses resíduos foi constante até a foz do Tietê", conta sobre o rastro de agrotóxicos.
Análises iniciais
SOS Mata Atlântica
No Baixo Tietê, a equipe encontrou poucas áreas protegidas, poucos remanescentes florestais e pouca mata ciliar ao longo do rio. “Esse é um fenômeno interessante porque mostra uma relação entre a perda de qualidade ambiental e a presença de determinados produtos na água", explica.
Para entender a relação entre a paisagem e a contaminação, a equipe realizou um levantamento do uso do solo com apoio do MapBiomas e de imagens de satélite, identificando as atividades predominantes em cada trecho do Tietê. Segundo Pegoraro, a análise confirmou a forte presença da atividade agrícola nas regiões mais contaminadas.
"Quando analisamos o Médio e o Baixo Tietê, verificamos que o uso predominante do solo está ligado ao agronegócio, especialmente às monoculturas, muito mais do que à pecuária. Existe, portanto, uma associação direta entre a ocupação econômica dessas regiões e o tipo de poluição encontrado no rio"
Os gargalos na classificação da água
Durante a pesquisa, o Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP observou que o trecho entre Pirapora do Bom Jesus e Barra Bonita apresentou o maior nível de contaminação. Nesse percurso, a água entra classificada como de qualidade “ótima” e sai enquadrada como “regular”.
Pegoraro explica que a classificação de boa ou ótima qualidade se baseia no Índice de Qualidade da Água (IQA), que considera alguns parâmetros, mas não inclui agrotóxicos, fármacos e outras substâncias.
"O principal risco é que esse índice serve de base para a captação de água destinada ao abastecimento público, à irrigação e à criação de animais. Muitas cidades ao longo do Tietê utilizam o rio como manancial, e toda essa captação se apoia nesses parâmetros”
Segundo ele, quando a equipe ampliou a análise para além do IQA, identificou elementos presentes no rio que a legislação não considera. “Isso acaba produzindo uma espécie de falso positivo: a água recebe uma classificação de boa qualidade, mas sem que sejam levados em conta contaminantes importantes, como os agrotóxicos”.
A prevenção e a coletividade
Pegoraro explica que os métodos convencionais de tratamento de água não conseguem remover esses compostos. “Portanto, quando pensamos no uso dessa água, estamos tratando um recurso que continua contendo substâncias que os processos tradicionais não conseguem retirar."
Segundo ele, dois caminhos são essenciais para evitar a poluição: investir em ações preventivas e fortalecer o controle ambiental. "Mais importante do que discutir como tratar um rio poluído é pensar em como evitar a poluição desde o início. Nenhuma atividade humana deveria representar risco de contaminação da água. Essa é uma questão básica para a existência humana e para a continuidade das próprias atividades produtivas”, comenta.

SOS Mata Atlântica
Depois desse primeiro passo, ele defende melhorias no controle ambiental. “Os produtores rurais podem recompor a mata ciliar e utilizar os agrotóxicos de acordo com as normas técnicas. Também precisamos buscar métodos mais eficientes de tratamento da água", explica. "Mesmo quando contaminada, essa água continua sendo utilizada para fins nobres: abastecimento público, irrigação, criação de animais e processos industriais. Por isso, não é interessante que nenhum desses setores tenha contato com água contaminada por qualquer tipo de resíduo”, conclui.
Pegoraro afirma que, diante desse cenário, a SOS Mata Atlântica defende o princípio da precaução. “Nossa preocupação é justamente impedir que todos esses produtos identificados no estudo acabem presentes em um patrimônio coletivo tão importante quanto a água”.
Contraponto
A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) afirmou, em nota, que o estudo realizado pela SOS Mata Atlântica em parceria com universidades evidencia a complexidade histórica da bacia hidrográfica, onde vivem cerca de 28 milhões de habitantes, o equivalente a aproximadamente 60% da população paulista. “Nesse contexto, o Programa IntegraTietê, lançado em 2023, foi concebido justamente para integrar ações de saneamento, recursos hídricos, meio ambiente, drenagem, logística e governança, e tem alcançado resultados expressivos na recuperação do rio e seus afluentes”, afirmou.
Segundo a pasta, nos últimos dois anos, a carga de poluição transportada pelo Rio Tietê caiu 21%, passando de 219 para 173 toneladas por dia, uma redução de 46 toneladas diárias. “Nos afluentes monitorados pela Cetesb, sete em cada dez quilômetros quadrados analisados apresentaram evolução positiva na qualidade da água, com redução da concentração média de Carga Orgânica Total (COT)”.
A Secretaria informou que uma das principais frentes do Programa IntegraTietê é a universalização da coleta e do tratamento de esgoto. “Desde a desestatização, a Sabesp conectou mais de 1,5 milhão de domicílios ao sistema de tratamento de esgoto, beneficiando mais de 3,8 milhões de pessoas”, afirmou, em nota. 
“O ritmo atual representa aceleração operacional sem precedentes e supera, em menos de um ano, o volume de conexões realizadas ao longo de anos do programa Novo Rio Pinheiros”
Além disso, a Semil informou que intensificou as ações de recuperação física dos rios. “Também foram intensificadas as ações de recuperação física dos rios. Em 2025, foram removidos 2,3 milhões de m³ de sedimentos do Tietê e do Pinheiros, com investimentos de R$ 365,1 milhões. Desde 2023, já foram retirados 5,96 milhões de m³, o equivalente a 82% da meta de 7,2 milhões de m³ prevista até o fim de 2026”.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/SdoP_10Zro1JuplSd9wx8B39t74=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/t/W/wy4J8XRfGv81zul54tzg/expedicao-tiete-5o-dia-1o-ponto-4172.jpg" medium="image"/>   <media:description>Registro feito durante quinto dia de expedição</media:description>   <media:credit>SOS Mata Atlântica</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sun, 05 Jul 2026 03:00:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Embrapa dá posse a novo diretor de negócios</title>  <atom:subtitle>Nomeação enfrentou resistências políticas no governo e demorou quase dois meses</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/noticia/2026/07/embrapa-da-posse-a-novo-diretor-de-negocios.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/noticia/2026/07/embrapa-da-posse-a-novo-diretor-de-negocios.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/H7ncOGYUektmo0xpzufGFfSWb60=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/D/M/bO9VjORAO9OA7xB17cOA/1783110335189.jpg" /><br /> ]]>    O pesquisador Alexandre Alonso tomou posse nesta semana no cargo de diretor de Negócios da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Servidor há 15 anos, ele havia sido indicado pelo conselho de administração (Consad) da estatal em abril, mas a nomeação enfrentou resistências políticas no governo, como mostrou a reportagem.
“Este é um momento muito significativo para mim. Assumir essa missão não representa apenas ocupar uma nova função, mas dar continuidade a uma trajetória construída ao longo de muitos anos dentro da própria Embrapa, especialmente na interface entre ciência, inovação, parcerias e geração de valor para a sociedade”, escreveu Alonso em uma rede social.
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A criação da diretoria de Negócios foi aprovada na Assembleia-Geral Ordinária da Embrapa de abril deste ano após tramitação no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A estruturação da área terá “ênfase em modelos inovadores de captação de recursos e na definição de fluxos e políticas de distribuição que fortaleçam a Embrapa como empresa única”, diz ata da reunião mais recente do Consad. A medida foi contestada pelo sindicato de empregados da estatal.
O foco da diretoria será no relacionamento com o setor privado e na geração de novas fontes de financiamento, para evitar a dependência exclusiva do orçamento público. A criação foi ideia do ex-presidente do Consad da Embrapa, Carlos Augustin, que queria dar “um pingo de capitalismo” para a empresa. A intenção é destravar novas parcerias e a arrecadação de recursos privados para o financiamento da pesquisa agropecuária pública.
Engenheiro agrônomo e doutor em genética e melhoramento, Alonso foi pré-selecionado pelo Consad da Embrapa em 29 de abril para o cargo de diretor de Negócios. Apenas em 18 de junho, depois da publicação da reportagem e quase dois meses depois, o nome do servidor foi encaminhado pelo Ministério da Agricultura à Casa Civil para nomeação. A posse ocorreu na quinta-feira (2/7) na sede da empresa, em Brasília.
“Acredito profundamente na agenda de negócios, inovação e captação de recursos. Acredito que ela pode fortalecer a Embrapa, ampliar o alcance da nossa ciência e abrir novas possibilidades para que a empresa cumpra ainda melhor sua missão pública”, escreveu Alonso. “Na Embrapa, a agenda de negócios deve estar a serviço da missão institucional, contribuindo para dar mais sustentabilidade, mais alcance e mais impacto ao trabalho que realizamos em benefício do Brasil”, completou.
Antes, Alonso foi chefe-geral da Embrapa Agroenergia por seis anos e quatro meses. A unidade será chefiada agora pelo pesquisador Bruno Laviola, que era chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/H7ncOGYUektmo0xpzufGFfSWb60=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/D/M/bO9VjORAO9OA7xB17cOA/1783110335189.jpg" medium="image"/>   <media:description>Alexandre Alonso tomou posse na quinta-feira na diretoria de negócios da Embrapa</media:description>   <media:credit>Arquivo pessoal</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sat, 04 Jul 2026 15:23:55 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Frigoríficos consideram cota encerrada e deixam de exportar carne para China</title>  <atom:subtitle>Com embarque de 158,3 mil toneladas em junho, volume anual foi 100% preenchido, diz setor</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/noticia/2026/07/frigorificos-consideram-cota-encerrada-e-deixam-de-exportar-carne-para-a-china.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/noticia/2026/07/frigorificos-consideram-cota-encerrada-e-deixam-de-exportar-carne-para-a-china.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/Typ9MukLwFX6rBCDL1l06XdeRnc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/o/o/WVlLFCTZ6focXUVRuF7Q/frigorifico.jpg" /><br /> ]]>    O Brasil exportou 158,3 mil toneladas de carne bovina in natura para a China em junho. Nos cálculos do setor frigorífico e de analistas de mercado, a quantidade – recorde para esse ano – esgotou a cota brasileira de 1,1 milhão de toneladas para 2026. A expectativa é que as vendas para o principal cliente sejam totalmente paralisadas a partir deste mês e retornem apenas em outubro para que o produto não seja sobretaxado em 55%.
Em relatório publicado neste sábado (4/7), a consultoria Safras &amp; Mercados disse que as exportações de junho representam o "esgotamento oficial" da cota brasileira já que o volume embarcado no último bimestre de 2025 (quase 326 mil toneladas) precisa ser considerado. 
No acumulado do ano, os frigoríficos brasileiros já exportaram 774,1 mil toneladas de carne bovina in natura para a China. Para contabilizar a cota, no entanto, os chineses consideram a data de chegada dos produtos lá e incluem cargas que saíram do Brasil nos últimos meses de 2025.
Até maio, o Brasil havia preenchido 65,4% da cota, com a entrada de 723,7 mil toneladas de carne bovina in natura na China, segundo dados oficiais de Pequim. Ao considerar a quantidade embarcada em maio e junho (mais de 313,1 mil toneladas) e parte das 135 mil toneladas enviadas em abril e que ainda não foram internalizadas, a avaliação no mercado é que o volume total autorizado já foi 100% atingido.
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A viagem de navio das cargas de carne bovina dura cerca de 40 dias entre Brasil e China. Executivos do setor frigorífico apostam que apenas no fim de agosto será declarado oficialmente o preenchimento da cota, mas as vendas serão encerradas para evitar a taxação. Volumes exportados dentro da cota pagam tarifa de 12%. Fora da cota, há sobretaxa de 55%, com total de 67%, o que torna os negócios “inviáveis”, segundo a indústria brasileira.
"Com as contas que temos, até o fim de agosto vai atingir os 100%. Por isso, todo mundo parou de produzir e já atingiu os 100% da cota com os volumes exportados em junho", afirmou uma fonte do setor.
De olho nesse avanço do preenchimento da cota, diversos frigoríficos começaram a adequar suas produções, com a redução do ritmo de abates ou a concessão de férias coletivas aos funcionários, como mostrou a reportagem.
“A produção de carne para a China já começou a brecar e estamos começando a sentir desaceleração nos embarques”, disse Lygia Pimentel, CEO da consultoria Agrifatto.
Para o analista Fernando Iglesias, da consultoria Safras &amp; Mercado, algumas cargas embarcadas nos últimos dias poderão ser sobretaxadas. “Vemos a cota preenchida e tenho a percepção que diante do avanço das exportações para a China, o que veremos daqui para a frente é que algum produto que está em trânsito vai exceder esse volume de cota e vai ser tarifado em 55%. As indústrias já estão paralisando, adotando postura mais comedida em relação ao mercado chinês agora”, disse à reportagem.
Há um estranhamento no mercado sobre a demora do Ministério do Comércio da China (Mofcom) em emitir o alerta de preenchimento de 80% da cota brasileira. “Temos um ambiente hoje em que o sentimento geral na indústria e no mercado em si é que não há mais produto a ser exportado. Qualquer remessa vai ser sobretaxada, só falta internalização na China e os devidos alertas”, afirmou Iglesias.
No relatório, a consultoria chama a atenção para a lentidão da China em emitir os alertas de preenchimento da cota em relação ao Brasil. "Existem gargalos na internalização do produto pelas autoridades chinesas, o que explicaria tamanha demora", diz o texto. Segundo a empresa, o dado de exportação de julho será fundamental para ter o entendimento de como a dinâmica das exportações brasileiras vai se comportar. "A boa notícia está no avanço da demanda para os Estados Unidos, Hong Kong, Uruguai e Argentina, os últimos três são sintomas de triangulação para atingir o mercado chinês de maneira indireta", completa o documento.
Comportamento das empresas
No setor frigorífico, a avaliação é que praticamente todas as unidades habilitadas para a China vão encerrar a produção e o embarque de carne bovina in natura para lá entre julho e setembro. Alguns cortes específicos, em volumes residuais, ainda poderão ser embarcados, eventualmente, analisou uma fonte. Gorduras, por exemplo, não entram na cota. Em junho, o Brasil vendeu 3,4 mil toneladas do produto para os chineses. No acumulado do ano, foram 20,4 mil toneladas.
Lygia Pimentel, da Agrifatto, acredita que há um "espaço residual na cota" e também que vão ser exportadas algumas cargas com tarifa extra. "O mercado doméstico está bem frouxo com essa nova realidade", avaliou.
Segundo Iglesias, da Safras &amp; Mercado, julho será um mês de “mercado pressionado” pela adequação dos frigoríficos à nova realidade, sem o principal cliente nas exportações. “A movimentação do mercado está bem intensa, as indústrias têm aumentado a capacidade ociosa, reduzido abates, oferecido férias coletivas. Julho tem sido um mês de bastante pressão, que frigoríficos estão pressionando o mercado”, completou.
Não há uma lista precisa de quantos e quais frigoríficos já alteraram suas rotinas, mas a expectativa é que as 62 plantas com a habilitação ativa para venda aos chineses (cinco unidades estão suspensas) adotem alguma medida de adequação.
“Frigoríficos médios e pequenos que abatiam 1 mil cabeças passaram a abater 400, 500 cabeças de gado. Estão ajustando, adequando a produção de acordo com o mercado chinês”, concluiu Iglesias.
A expectativa de executivos em geral é que, após o preenchimento, importadores chineses voltem ao mercado brasileiro só em outubro, tendo em vista que os volumes que saírem do Brasil nos últimos meses do ano só chegarão à China no começo de 2027. A cota do ano que vem é um pouco maior, passará de 1,106 milhão de toneladas para 1,128 milhão de toneladas.
No acumulado do ano, o Brasil já exportou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina in natura, industrializada, salgada, miúdos, gorduras e tripas. O faturamento se aproxima de US$ 10 bilhões. Quase 800 mil toneladas dos produtos foram para a China.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/Typ9MukLwFX6rBCDL1l06XdeRnc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/o/o/WVlLFCTZ6focXUVRuF7Q/frigorifico.jpg" medium="image"/>   <media:description>Frigoríficos deram férias coletivas e reduziram ritmo de abates devido ao fim da cota chinesa</media:description>   <media:credit>Claudio Belli</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sat, 04 Jul 2026 15:12:55 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Brasil exportou quase US$ 10 bilhões de carne bovina em 2026</title>  <atom:subtitle>Volume embarcado aumentou 15,5% e receita cresceu 36,2% na comparação com 2025</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/noticia/2026/07/brasil-exportou-quase-us-10-bilhoes-de-carne-bovina-em-2026.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/noticia/2026/07/brasil-exportou-quase-us-10-bilhoes-de-carne-bovina-em-2026.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/J0FyKm4VDNNLrc9K0jvUoyisJAQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/B/C/RCNCHBToeHBz9fk74h3g/container-ship-g81148ac28-1280.jpg" /><br /> ]]>    Com o recorde mensal alcançado em junho, as exportações brasileiras de carne bovina fecharam o primeiro semestre de 2026 em 1,7 milhão de toneladas e uma média mensal de embarques de quase 284 mil toneladas. O faturamento dos seis primeiros meses do ano passou de US$ 9,8 bilhões. Os resultados acumulados até agora são os melhores da história para o setor frigorífico, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
O volume embarcado de janeiro a junho representa uma alta de 15,5% em relação ao mesmo período de 2025. Já a receita expandiu 36,2% na comparação com os US$ 7,24 bilhões faturados pelos exportadores de carne bovina no primeiro semestre do ano passado.
Os resultados até agora contrastam com as expectativas para o segundo semestre. A preocupação é com o esgotamento da cota chinesa, principal mercado do Brasil, e com a possível paralisação de vendas para a União Europeia a partir de 3 de setembro, por conta de regras sobre o uso de antimicrobianos nos animais.
“A média mensal de embarques no período foi de aproximadamente 284 mil toneladas, consolidando o melhor primeiro semestre da história das exportações brasileiras de carne bovina, tanto em volume quanto em valor”, disse a Abiec, em nota.
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Os dados consideram as exportações totais do setor: carne bovina in natura, industrializada, salgada, miúdos, tripas e gorduras. Ao longo de todo ano de 2025, as vendas externas foram de 3,5 milhões de toneladas e US$ 18 bilhões de faturamento, principalmente de carne in natura (3,09 milhões de toneladas e US$ 16,6 bilhões de receita).
A China liderou as compras de carne bovina do Brasil neste ano. Foram 794,7 mil toneladas e US$ 4,87 bilhões no primeiro semestre, aumento de 24% em volume e de 49,4% em valor na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 205 mil toneladas e US$ 1,35 bilhão, alta de 13% em volume e de 29,8% em valor.
Já o Chile importou 70,7 mil toneladas, negócios que renderam US$ 420,2 milhões aos abatedouros nacionais, crescimento de 20% em volume e de 33,2% em receita. A Rússia adquiriu 62,2 mil toneladas, com receita de US$ 284,1 milhões, alta de 53,8% em volume e de 58,9% em valor.
A União Europeia, terceiro maior destino em valor para a carne bovina brasileira no semestre, importou 51,2 mil toneladas e movimentou US$ 452,3 milhões, crescimento de 18,2% em volume e de 53,5% em valor.
Resultado mensal
De acordo com a Abiec, o desempenho de junho é o melhor resultado mensal da série histórica das exportações brasileiras de carne bovina. Os números superaram os recordes registrados em maio tanto em volume quanto em receita das vendas totais (in natura, industrializadas, salgadas, miúdos, tripas e gorduras).
No mês passado, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 317,3 mil toneladas, volume 16,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram embarcadas 272,2 mil toneladas. A receita obtida com as exportações somou US$ 1,975 bilhão, resultado 38,1% superior ao registrado em junho de 2025.
O produto in natura respondeu por 279,7 mil toneladas (88,1% do volume exportado) e US$ 1,83 bilhão (92,6% da receita). As carnes industrializadas representaram 8,5 mil toneladas (2,7%) e US$ 74 milhões (3,8%), seguidas por miúdos, com 20,1 mil toneladas (6,3%) e US$ 46,3 milhões (2,3%), gorduras (6,2 mil toneladas e US$ 16 milhões), tripas (2,7 mil toneladas e US$ 9,3 milhões) e carnes salgadas (131 toneladas e US$ 754 mil), informou a Abiec.
A China se manteve como principal destino da carne bovina brasileira em junho. Os asiáticos importaram 161,9 mil toneladas do produto, principalmente in natura (158 mil toneladas). As compras totais dos chineses no mês representaram aumento de 19% em relação a junho de 2025. A receita obtida pelos frigoríficos brasileiros com esses negócios, de US$ 1,08 bilhão, foram 39,5% maiores na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 26,4 mil toneladas importadas em junho, redução de 8,3%, e US$ 192,9 milhões, alta de 16,4%. O Chile aparece na sequência, com 12,9 mil toneladas, alta de 67,5% na quantidade importada, e US$ 81,7 milhões, avanço de 56,8% na receita. O México foi o quarto maior importador do mês, com 11,8 mil toneladas, incremento de 153,9% no volume comprado, e receita de US$ 74 milhões, alta de 136,6%.
Indonésia (10,6 mil toneladas), Hong Kong (10 mil toneladas), Arábia Saudita (9 mil toneladas), União Europeia (8,2 mil toneladas), Rússia (8,1 mil toneladas) e Filipinas (6,5 mil toneladas) completam a lista de principais compradores da carne bovina brasileira em junho em termos de quantidade.
Em receita, a União Europeia figurou como o quarto principal mercado do mês, com US$ 75,2 milhões, atrás apenas de China, Estados Unidos e Chile.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/J0FyKm4VDNNLrc9K0jvUoyisJAQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/B/C/RCNCHBToeHBz9fk74h3g/container-ship-g81148ac28-1280.jpg" medium="image"/>   <media:description>Exportações de carne bovina renderam US$ 9,8 bilhões de janeiro a junho de 2026</media:description>   <media:credit>Pixabay</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sat, 04 Jul 2026 15:00:34 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Exportações de carne bovina in natura batem recorde para o mês de junho</title>  <atom:subtitle>Embarques do mês trouxeram ao Brasil uma receita US$ 1,82 bilhão</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/pecuaria/boi/noticia/2026/07/exportacoes-de-carne-bovina-in-natura-batem-recorde-para-o-mes-de-junho.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/pecuaria/boi/noticia/2026/07/exportacoes-de-carne-bovina-in-natura-batem-recorde-para-o-mes-de-junho.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/IRi2DPr5lDNGiND1jxNkSeiiZ0w=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/S/S/BRY2TyRwAVKmD55bFPsA/gettyimages-1211928565.jpg" /><br /> ]]>    As exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 279,678 mil toneladas nos 21 dias úteis de junho, um recorde para o mês. A média diária embarcada foi de 13,318 mil toneladas. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em termos financeiros, os embarques de junho trouxeram ao Brasil uma receita US$ 1,82 bilhão.
O desempenho das exportações supera em 16% os embarques de junho de 2025 e em 45% os registrados no mesmo mês de 2024. Até o momento, foi a maior quantidade de carne bovina in natura embarcada ao exterior em 2026. Em comparação, o aumento foi de 21% em relação a janeiro deste ano, destaca análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O preço médio pago por tonelada segue em patamar elevado, em US$ 6.537,55, sendo, também, o maior valor pago em 2026. O resultado foi 17,3% superior ao preço pago em janeiro deste ano (US$ 5.573,20).
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/IRi2DPr5lDNGiND1jxNkSeiiZ0w=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/S/S/BRY2TyRwAVKmD55bFPsA/gettyimages-1211928565.jpg" medium="image"/>   <media:description>O preço médio pago por tonelada segue em patamar elevado</media:description>   <media:credit>Getty Images</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sat, 04 Jul 2026 10:30:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Como as cooperativas conectam o Brasil que produz ao Brasil que consome</title>  <atom:subtitle>Reconhecido mundialmente por sua eficiência, o cooperativismo é uma das forças do agronegócio brasileiro</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/opiniao/noticia/2026/07/como-as-cooperativas-conectam-o-brasil-que-produz-ao-brasil-que-consome.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/opiniao/noticia/2026/07/como-as-cooperativas-conectam-o-brasil-que-produz-ao-brasil-que-consome.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/Un_kaAIeUs8hmxyMOU5ZJdb27qg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/I/I/4TziMJTcakB4r4bBRxjQ/manoel-pereira-de-queiroz-1-.png" /><br /> ]]>    O cooperativismo é uma das expressões mais consistentes da força do agronegócio brasileiro. Em um país de dimensões continentais, com diferentes perfis de produção, climas, solos e realidades logísticas, a colaboração deixou de ser apenas um formato de organização econômica, e se consolidou como uma infraestrutura de confiança, escala e acesso, capaz de aproximar o agricultor de conhecimento, tecnologia, serviços e mercado.
O setor, reconhecido mundialmente por sua eficiência e capacidade de alimentar bilhões de pessoas, encontrou nesse movimento o seu principal acelerador de produtividade. Longe de ser apenas uma associação comercial, o sistema de cooperativas é responsável por conectar a pesquisa científica de ponta e as tecnologias de última geração diretamente ao dia a dia do produtor rural, independentemente do tamanho de sua propriedade.
O sucesso da nossa agricultura não acontece de forma isolada, pois depende de um ecossistema robusto de produção e distribuição de inovações, por meio do qual indústrias de insumos, distribuidores, startups e cooperativas trabalham em sintonia. 
É exatamente aí que essas instituições se tornam insubstituíveis, já que elas não apenas entregam o produto, mas também a recomendação agronômica precisa, o treinamento, o crédito e a segurança que o produtor precisa para mitigar os riscos de mercado e clima.

Globo Rural
A relevância desse trabalho está gravada nos indicadores econômicos brasileiros. Segundo os dados consolidados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro, divulgado pelo Sistema OCB, as cooperativas do ramo agropecuário movimentaram o valor recorde de 438,2 bilhões de reais, demonstrando a solidez financeira do setor. O modelo promove a distribuição de riqueza e o desenvolvimento regional, reunindo mais de 1,09 milhão de associados, o que equivale a cerca de 20% dos agricultores do País.
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No setor agrícola, continuidade institucional é um ativo. Organizações que resistem ao tempo acumulam conhecimento, fortalecem vínculos regionais e constroem uma relação de confiança que nenhum processo de mercado substitui com facilidade. 
Em um ambiente marcado por volatilidade climática, pressão por eficiência e exigência crescente por sustentabilidade, essa rede de apoio se torna ainda mais estratégica.
Olhando para o futuro, os desafios da agricultura moderna, que envolvem produzir mais com menos impacto ambiental, exigirão ainda mais cooperação. A conectividade no campo, a inteligência de dados e a sucessão familiar encontram nesse ambiente o ecossistema perfeito para prosperar. Afinal, a inovação só cumpre o seu verdadeiro propósito quando se torna acessível e gera prosperidade compartilhada.
É nítido que o Brasil produz mais quando consegue cooperar melhor. E é justamente nessa combinação entre confiança, inovação e organização coletiva que o cooperativismo seguirá demonstrando sua importância para o campo e para o futuro da produção nacional.
* Roberto Dib é diretor de Marketing de Clientes da Syngenta
As ideias e opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva de seu autor e não representam, necessariamente, o posicionamento editorial da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/Un_kaAIeUs8hmxyMOU5ZJdb27qg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/I/I/4TziMJTcakB4r4bBRxjQ/manoel-pereira-de-queiroz-1-.png" medium="image"/>    <category>globorural</category> <pubDate>Sat, 04 Jul 2026 10:00:40 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Espécies invasoras causam prejuízos bilionários e desafiam produtores</title>  <atom:subtitle>Pesquisadores e produtores rurais têm unido forças para tentar controlar o problema no país</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/economia/noticia/2026/07/especies-invasoras-causam-prejuizos-bilionarios-e-desafiam-produtores.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/economia/noticia/2026/07/especies-invasoras-causam-prejuizos-bilionarios-e-desafiam-produtores.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/2-CW8wKgT38_2Pjd7GJiV3yE_mQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/w/V/k4Tj76SWmgauxedItLbQ/gettyimages-1349488166.jpg" /><br /> ]]>    Já faz cerca de dez anos que o produtor Rogério da Fonseca Alves tem tido que lidar com invasões em suas terras, localizadas em Sacramento, no Triângulo Mineiro. Bandos de até 50 indivíduos têm destruído lavouras e vegetação nativa em áreas de nascentes, causando prejuízos que já chegam a R$ 3 milhões. E o agressor nem humano é: trata-se do javali, um suíno selvagem originário da Europa. 
O animal, que tem alta capacidade de adaptação e começou a aparecer no Brasil a partir da segunda metade do século XX, multiplicou-se de maneira acelerada no país, onde não tem predadores naturais. O cruzamento com suínos domésticos originou o chamado javaporco, o que ampliou ainda mais sua disseminação. 
Os impactos dessa invasão são notórios: destruição de lavouras, ataques a rebanhos, danos à vegetação nativa, degradação de nascentes e cursos d’água, além de desequilíbrios ecológicos e risco de acidentes com pessoas.
“O prejuízo é gigante. Aqui na propriedade, eles destroem as lavouras de milho e soja e, logo depois do plantio, reviram a terra para comer as sementes”, relata Alves. “Tenho uma área com nascentes, onde eles reviram a terra para achar minhocas, insetos e chafurdar na lama.” 
Entre produtores e especialistas, é particularmente grande a preocupação com os aspectos sanitários da invasão: os animais podem ser vetores de doenças como febre maculosa, peste suína africana e peste suína clássica, o que, em última instância, pode até ameaçar o status sanitário da produção brasileira.
Unha-do-diabo: originária de Madagascar, é encontrada no semiárido do Nordeste
Getty Images
O javali tornou-se um dos casos mais conhecidos de espécies exóticas invasoras presentes no Brasil, mas está longe de ser um exemplo único desse problema. Os produtores rurais, que têm tido perdas bilionárias com os intrusos biológicos – espécies que se fixam em uma região muito distante de seus locais de origem e que costumam desequilibrar a ordem ambiental, econômica e sanitária de seu novo hábitat –, são testemunhas disso.
A Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) divulgou em 2024 um estudo segundo o qual, ao longo de 35 anos (entre 1984 e 2019), pragas agrícolas e da silvicultura levaram a prejuízos de US$ 28 bilhões no agronegócio brasileiro. 
O número atesta que o impacto é gigantesco, porém é bem possível que as perdas estejam subdimensionadas, afirma Michele de Sá Dechoum, professora do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (CCB/UFSC) e uma das coordenadoras do relatório da BPBES.
“O documento identificou 476 espécies exóticas invasoras no Brasil, sendo 268 animais e 208 plantas e algas, em sua maioria nativas da África, da Europa e do Sudeste Asiático. Mas temos dados de perdas econômicas causadas por apenas 16 espécies”, diz.
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Segundo a professora, depois que as espécies invasoras se estabelecem em um local, controlá-las é uma tarefa extremamente difícil e cara. Assim, defende ela, o país tem que aumentar os investimentos em prevenção e biossegurança. 
O javali também exemplifica as dificuldades no combate aos invasores. No país, o controle da população da espécie é autorizado e regulamentado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Para fazer o abate de manejo, necessário para controlar o número de animais, é obrigatório ter registro como caçador, atirador e colecionador (CAC).
No entanto, produtores que sofrem com a ação do bicho invasor reclamam da burocracia para conseguir a autorização do uso de armas, enquanto entidades de proteção animal alegam que a autorização pode acabar sendo um instrumento para a caça de outras espécies.
Controle 
O Ministério do Meio Ambiente reconhece que a falta de controle sobre espécies exóticas invasoras é um desafio que o país ainda tem que superar. 
“Os impactos (das espécies exóticas invasoras) se manifestam em diversas frentes, com custos diretos e perda de produtividade. Espécies como o javali causam destruição direta de lavouras e predação de animais jovens. Há aumento nos custos de manejo, com a necessidade de gastos em controle químico, barreiras físicas e monitoramento constante. Insetos e fungos invasores também têm o potencial de fechar mercados internacionais para produtos brasileiros, devido à adoção de protocolos de quarentena”, disse o ministério à Globo Rural, em nota.
Especialistas acreditam que a população dessas espécies tende a crescer no país. De acordo com o relatório da BPBES, em um cenário sem grandes mudanças no quadro socioeconômico nacional, as invasões biológicas devem crescer entre 20% e 30% até o fim deste século. O aumento acompanharia a expansão do comércio e do transporte de mercadorias e pessoas.
Em uma infeliz ironia, as espécies exóticas invasoras que mais têm impactos negativos sobre o meio ambiente, a economia e a defesa sanitária do Brasil alastram-se por biomas e regiões aos quais chegaram por meio de ação humana intencional, muitas vezes para uso comercial. 
Um exemplo é o dos peixes de interesse para a pesca desportiva que hoje estão em regiões que não são seu habitat natural, como o tucunaré, originário de rios das bacias Amazônica e Tocantins-Araguaia, no Norte do país, que tem avançado nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, e o dourado, que tem origem na Bacia do Prata (que inclui o Rio Paraná), mas hoje também ocupa as águas da bacia do Rio Iguaçu.
Capim-annoni: originário do sul da África, está presente em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e na região Sul do país
Aline de Oliveira Gonzalez
Combate 
As políticas e ações do governo federal para o combate às espécies invasoras seguem as diretrizes da Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras, instituída pela Resolução Conabio nº 7, de 29 de maio de 2018. O texto prevê medidas para evitar a introdução, conter a dispersão e reduzir os impactos dessas espécies na biodiversidade. Ações de fiscalização e monitoramento ficam a cargo de Ibama e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Para reforçar o combate, o país discute atualmente a criação de duas listas de ameaças: uma reunirá espécies invasoras exóticas que já estão em ecossistemas naturais brasileiros, e a outra apresentará as espécies que devem ter prioridade nos esforços de prevenção, detecção precoce e resposta rápida.
Em dezembro de 2025, durante reunião da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), a análise da lista de espécies exóticas invasoras foi suspensa, em parte devido à pressão de representantes do setor produtivo, que dizem temer a inclusão de espécies que integram cadeias de produção comercial, como a tilápia. As discussões para a montagem da lista prosseguem.
“O setor agropecuário é favorável a ações que combatem espécies exóticas invasoras, principalmente aquelas que estão fora de controle, como javali, mexilhão-dourado e outras. Manter o controle (dessas espécies) tem custo alto para o produtor rural”, afirma Nelson Ananias, coordenador de sustentabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). 
“Mas vemos com bastante preocupação (a inclusão de) algumas espécies para as quais já se tem uma forma de plantio, criação e controle, muitas das quais até incentivadas por órgãos públicos e pelo governo, como é o caso da tilápia, que é, hoje, o carro-chefe da aquicultura brasileira.”
"O setor agropecuário é favorável a ações de combate às espécies exóticas invasoras." — Nelson Ananias, coordenador de sustentabilidade da CNA
Divulgação/CNA
Trajetória
Nem toda espécie exótica torna-se invasora, observa o engenheiro florestal Raphael Luis Matheus Batista. “Uma espécie exótica em um ambiente vai ser também invasora se ela conseguir completar seu ciclo reprodutivo sem auxílio do ser humano e vencer a competição por recursos com as espécies nativas, causando problemas e desequilíbrios ecológicos”, explica.
O especialista, que mantém um canal no YouTube chamado Guia da Floresta, com vídeos sobre botânica, nos quais fala sobre espécies vegetais, afirma que, muitas vezes, a conscientização sobre os problemas que algumas invasoras geram esbarra no “apego emocional” de parte da população. 
Ele cita a nêspera como exemplo. Originária do Sudeste Asiático, a árvore tem frutas amarelas e adocicadas, atrativos que levaram muita gente a plantar a espécie em quintais e vias e praças públicas. 
“Muitos dizem que assim elas alimentam os pássaros, a fauna, mas esses animais deveriam estar consumindo frutas nativas e espalhando sementes da nossa flora. Agora, vemos nespereiras crescendo em muitos locais e tomando espaço que poderia ser de uma pitangueira, um araçá ou de outra planta brasileira”, diz.
Raphael Luis Matheus Batista, do Guia da Floresta: "nem toda espécie exótica torna-se invasora"
Guia da Floresta/Divulgação
Em seu relatório, o BPBES usa a expressão “carismáticos” para fazer referência a plantas e animais que se espalharam fora de seu ambiente de origem por terem fins ornamentais ou de estimação. É o caso de algumas árvores, tartarugas, aves e primatas: eles se tornaram invasores de fato, mas, como se popularizaram, parte da sociedade, muitas vezes, não entende por que é preciso controlar a disseminação dessas espécies.
“Até mesmo algumas frutas, como limão, jaca e amora, são invasoras em algumas regiões, e muita gente tem uma relação afetiva com essas plantas”, afirma Raphael Batista. O engenheiro florestal ressalva, por outro lado, que não é porque essas espécies são invasoras que é preciso demonizá-las. 
“As plantas não são ruins, mas elas foram introduzidas em ecossistemas inadequados, e a gente acabou, ao longo do tempo, esquecendo toda a riqueza biológica nativa. É por isso que a educação ambiental é tão importante. Ela mostra as outras alternativas que temos para criar memórias afetivas”, completa.
O peso dos intrusos
BPBES Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos
Da prevenção ao controle
Sem o carisma de uma tartaruga exótica, mas certamente problemático, o capim-annoni é um invasor originário do sul da África, e sua primeira identificação no país ocorreu na década de 1950, no Rio Grande do Sul. A espécie entrou no Brasil com lotes de sementes de pastagens. 
Seu nome brasileiro, a propósito, faz referência ao Grupo Annoni, que chegou a comercializar sementes da gramínea como alternativa forrageira para o gado. No entanto, logo se percebeu que a planta era, na verdade, um problema para os pecuaristas.
Tucunaré-real (Cichla intermedia): originário dos rios das bacias Amazônica e Tocantins-Araguaia, está presente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste do Brasil
Getty Images
“O capim-annoni é muito fibroso, difícil de cortar e arrancar, e tem baixo valor nutricional. Ele não é adequado para gado de corte, e muito menos para gado de leite. Mas, quando se percebeu isso, ele já estava em processo de disseminação”, relata a médica-veterinária Thais Michel, que coordena a área de Defesa e Educação Sanitária Animal na Gerência Técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS). 
Dos 6,5 milhões de hectares de campos nativos que existem no estado, 2 milhões têm capim-annoni. Segundo a especialista, o problema é tão grave que já nem se pensa mais na erradicação da espécie, mas em tentar conter seu avanço.
O Restaura APA foi uma das iniciativas de combate direto à gramínea e prevenção contra sua disseminação no bioma Pampa. Coordenado pela Universidade La Salle e executado pela Emater/RS na Área de Proteção Ambiental (APA) do Ibirapuitã, o projeto recebeu financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), abrangeu 1.780 hectares e recebeu investimento de mais de R$ 3 milhões. 
O trabalho, que começou em 2020 e estendeu-se até 2024, incluiu ações como divisão das áreas em piquetes e implantação de pastoreio rotativo, controle químico seletivo com glifosato em áreas mais infestadas, introdução de espécies forrageiras não invasoras e coleta e uso de sementes de espécies campestres nativas.
O produtor Antônio Carlos Custódio Ramos, um dos participantes do projeto, segue fiel às práticas de combate à invasora. Neste ano, ele fez o controle do annoni em 150 de seus 400 hectares de campo nativo em Santana do Livramento (RS), onde cria 500 cabeças de gado para recria. “Depois que entrei no projeto, estou recebendo subsídio para o herbicida, o que é fundamental para ajudar o produtor a combater essa praga”, diz. 
Segundo o pecuarista, a diferença nas pastagens das quais já se retirou o annoni é evidente. “É impressionante a recuperação e a resiliência que tem o campo nativo”, afirma. Para Ramos, os produtores ainda têm que compreender a importância de extirpar a invasora. “Tem gente que diz que o annoni é uma salvação, porque, quando chega a época de seca, ao menos o gado tem algo para comer. Mas não podemos deixá-lo tomar conta do campo nativo”, alerta.
“Depois que as invasoras se estabelecem em um local, fazer o controle é muito difícil e caro”- Michele de Sá Dechoum, professora de Ciências Biológicas da UFSC
SABRINA STAHELIN
Aliança no controle
Para derrotar um invasor, às vezes é preciso aliar-se a outro – ao menos no campo da biologia. Essa lógica é a linha mestra de um estudo que visa combater uma praga que está devastando a carnaúba, palmeira que é um dos símbolos da Caatinga e tem grande importância econômica para muitas comunidades rurais, especialmente no interior do Ceará e Piauí. 
Nesses locais, pequenos produtores coletam as folhas da árvore, as colocam para secar e, depois, as trituram. Desse trabalho, eles extraem um pó, que é derretido para se transformar na cera da carnaúba, produto com diversos usos industriais.
O problema é que as carnaúbas vêm sendo atacadas pela unha-do-diabo, uma trepadeira originária da Ilha de Madagascar, na costa sudeste da África, e que muito provavelmente foi introduzida no Brasil no século XIX para fins ornamentais, segundo o professor Rafael Carvalho da Costa, do Centro de Ciências da Universidade Federal do Ceará (UFC). 
Como adaptou-se com facilidade ao clima local, a unha-do-diabo começou a se proliferar nos carnaubais do Nordeste. A espécie se desenvolve com rapidez, fechando o espaço da copa da palmeira, o que impede a fotossíntese e acaba levando a carnaúba à morte.
Costa cita uma pesquisa que encontrou a invasora em pouco mais de 70% das áreas com carnaúbas de 73 municípios de Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Paraíba. Atualmente, o combate à praga ocorre por meio do corte das plantas e limpeza da área com fogo (a carnaúba tem alta resistência às chamas). “Mas o controle é pontual e precisa ser repetido periodicamente”, afirma o professor.
Inimigo natural
Para enfrentar o problema, a solução talvez esteja em usar um inimigo natural da trepadeira. Um grupo de universidades brasileiras, a Associação Caatinga e o Centro Internacional de Biociência Agrícola estudam a introdução do fungo Maravalia cryspostegiae, conhecido popularmente como ferrugem, para combater a unha-do-diabo. 
O fungo, também nativo de Madagascar, já foi usado com sucesso na Austrália para resolver uma infestação semelhante com a invasora em biomas nativos.
Pesquisadores e produtores reiteram que combater espécies invasoras depois que elas se alastram é muito caro e raramente elimina o problema completamente. A prevenção costuma ser o caminho mais eficiente – e é muito melhor do que chegar ao ponto em que se precisa considerar a importação de fungo.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/2-CW8wKgT38_2Pjd7GJiV3yE_mQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/w/V/k4Tj76SWmgauxedItLbQ/gettyimages-1349488166.jpg" medium="image"/>   <media:description>Javali-euroasiático: originário da Europa e da Ásia, está presente em diversos Estados brasileiros</media:description>   <media:credit>Getty Images</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sat, 04 Jul 2026 10:00:33 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Preço do boi gordo recuou na semana e deve seguir pressionado em julho</title>  <atom:subtitle>Frigoríficos reduzem abates com proximidade do fim da cota chinesa de importação de carne bovina</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/pecuaria/boi/noticia/2026/07/preco-do-boi-gordo-recuou-na-semana-e-deve-seguir-pressionado-em-julho.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/pecuaria/boi/noticia/2026/07/preco-do-boi-gordo-recuou-na-semana-e-deve-seguir-pressionado-em-julho.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/B0p11rxilS_TZn1JcRC_GzFjlog=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/G/C/UxmUYUTACfscHxBAyjAA/dsc02792.jpg" /><br /> ]]>    O mercado do boi gordo ficou pressionado na última semana, segundo a Scot Consultoria. Mesmo com resistência dos pecuaristas e oferta de rebanhos sem folga, o baixo volume de negócios manteve o mercado frouxo e em queda. Com o pagamento dos salários, a expectativa era de aumento no consumo de carne, o que podia melhorar o mercado, mas não houve grandes mudanças.
Na sexta-feira (3/7), entre as 33 regiões monitoradas pela Scot, 23 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária. Outras dez registraram quedas nas cotações.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo, após duas quedas consecutivas, ficou estável, fixado em R$ 333 a arroba para o pagamento a prazo. As demais categorias (“boi China”, vaca e novilha) também não tiveram alterações.
No Estado de São Paulo, na comparação com o fechamento da semana anterior, as cotações do boi gordo e do “boi China” caíram 2,6%, enquanto as da vaca e da novilha recuaram 1,9% e 1,2%, respectivamente.
Segundo a consultoria Safras &amp; Mercado, o cenário traçado para o mês de julho ainda é de pressão de baixa, considerando as estratégias que vêm sendo adotadas pela indústria frigorífica devido ao preenchimento precoce da cota de exportação de carne bovina para a China. 
“A redução de abates em nível nacional tem sido a estratégia recorrente, ajustando a produção em linha com um ambiente em que o grande importador de carne bovina do Brasil vai se ausentar de maneira parcial e temporária do mercado”, afirma Fernando Iglesias, analista da Safras.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/B0p11rxilS_TZn1JcRC_GzFjlog=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/G/C/UxmUYUTACfscHxBAyjAA/dsc02792.jpg" medium="image"/>   <media:description>Mesmo com resistência dos pecuaristas e oferta de rebanhos sem folga, o baixo volume de negócios manteve o mercado frouxo e em queda</media:description>   <media:credit>Thiago de Jesus</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sat, 04 Jul 2026 09:50:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Empresa agrega valor às hortaliças com cadeia de produção verticalizada</title>  <atom:subtitle>Modelo integra cultivo protegido, planejamento escalonado e venda direta</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/hortifruti/noticia/2026/07/empresa-agrega-valor-as-hortalicas-com-cadeia-de-producao-verticalizada.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/hortifruti/noticia/2026/07/empresa-agrega-valor-as-hortalicas-com-cadeia-de-producao-verticalizada.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/Ox7zi8Il_PNQaTvl0PM5DHm6Tcg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/B/p/ivBQAWROAizyQ1z5nv8g/img-2966.jpg" /><br /> ]]>    Para eliminar a dependência de intermediários, a Mikami Agrobusiness, de Louveira (SP) adotou um modelo diferente do tradicional para os produtores de hortifrútis. A empresa verticalizou praticamente toda a cadeia de produção, com parcerias para a distribuição de insumos e sementes, até a venda direta ao consumidor em hortifrútis e restaurante próprios.
Segundo o proprietário Ricardo Mikami, a estratégia foi construída ao longo de três gerações de produtores e permitiu à empresa ganhar maior controle sobre a qualidade e a comercialização dos produtos. “Pegamos todos os elos da cadeia produtiva das hortaliças. Produzimos, comercializamos em nosso próprio hortimercado e ainda temos o restaurante, onde o consumidor pode encontrar os produtos que cultivamos”, afirma.
Hoje, a propriedade trabalha com cerca de 70 itens diferentes, entre alfaces, repolho, brócolis, alho-poró, salsão e morango, produzidos nos 40 mil m² de área cultivada na propriedades. Aproximadamente 97% da produção é destinada aos canais próprios de venda, como a Quitanda QMaria, em Vinhedo (SP), nome em homenagem a mãe de Ricardo. 
O modelo permite agregar valor ao produto final, apoiado em rastreabilidade, certificações, análises microbiológicas e comunicação direta com os consumidores. “Não vendemos apenas uma alface. Mostramos como ela é produzida, a qualidade da água utilizada, os acompanhamentos técnicos e todo o processo envolvido”, explica Mikami.
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A busca por qualidade e regularidade também levou a empresa a investir em cultivo protegido. A produção de tomate, carro-chefe da empresa, que começou a campo aberto nas gerações anteriores, migrou gradualmente para estufas, hoje a Mikami produz 180 toneladas de tomate italiano todo ano. “O cliente quer o produto independentemente de estar chovendo ou fazendo frio. A estufa reduz as variáveis de produção, protege contra chuva, granizo e excesso de sol, permitindo maior previsibilidade e qualidade”, destaca.
Para manter essa regularidade, a empresa trabalha com um planejamento escalonado da produção. Segundo o gerente de produção, Juliano Godoi, novos lotes de tomate são implantados a cada 20 dias. “Temos oito setores de tomate em diferentes estágios de desenvolvimento para evitar qualquer ruptura no abastecimento”, afirma.
Além do planejamento, a escolha das variedades também é estratégica. Godoi explica que a empresa testa constantemente novos materiais, buscando unir produtividade, resistência e aceitação pelo consumidor. 
Parte desse resultado está associada à cultivar Strongton, da Basf, atualmente utilizada em toda a produção de tomate italiano da empresa. Segundo Juliano Godoi, a variedade foi adotada após uma série de testes realizados na propriedade e se destacou por entregar frutos com melhor enchimento ao longo de toda a planta, uma dificuldade recorrente enfrentada anteriormente. Além do desempenho agronômico, o material também apresentou características valorizadas pelo mercado consumidor.
Rafael Massafera, representante técnico de vendas da Basf, destaca que a escolha da cultivar levou em consideração não apenas a produtividade, mas também a qualidade percebida pelo consumidor final. “Como eles acompanham toda a cadeia, conseguem enxergar o que acontece dentro da estufa e também na gôndola. O material trouxe produtividade, resistência e qualidade comercial, que é o que o cliente procura”, afirma.
Outro desafio constante da horticultura é o manejo fitossanitário. A engenheira agrônoma Débora Yuassa explica que a mosca-branca está entre as principais ameaças à produção.
Por ser uma praga polífaga, o inseto está presente durante todo o ano e pode causar prejuízos tanto pela sucção da seiva quanto pela transmissão de vírus que reduzem a produtividade das plantas. “A mosca-branca pode comprometer o desenvolvimento da cultura e ainda prejudicar a qualidade dos frutos por favorecer o aparecimento de fumagina, um fungo que escurece a superfície dos produtos”, explica.
Para enfrentar o problema, a propriedade realiza monitoramento semanal das áreas cultivadas. A partir dos levantamentos, são definidas as estratégias de manejo, combinando cultivo protegido, rotação de produtos e uso racional de defensivos. 
O monitoramento ganha ainda mais importância diante das previsões climáticas para os próximos meses. Segundo Débora Yuassa, a possibilidade de um evento de El Niño com temperaturas mais elevadas pode favorecer o desenvolvimento de insetos e pragas e aumentar a pressão sobre as lavouras. “As pragas em geral são muito mais complicadas no verão porque o ciclo delas encurta. Se realmente tivermos um cenário mais quente, teremos um desafio muito grande pela frente”, afirma.
*O jornalista viajou a convite da Basf  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/Ox7zi8Il_PNQaTvl0PM5DHm6Tcg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/B/p/ivBQAWROAizyQ1z5nv8g/img-2966.jpg" medium="image"/>   <media:description>Ricardo Mikami faz parte da terceira geração da família de produtores de hortaliças</media:description>   <media:credit>Luiz Eduardo Minervino</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sat, 04 Jul 2026 09:30:11 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Brasil x Noruega: conheça o Skolebrød, tradicional 'pão da escola' norueguês</title>  <atom:subtitle>Pão doce recheado faz parte da cultura alimentar de crianças e adultos no país escandinavo</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/receitas/noticia/2026/07/brasil-x-noruega-conheca-o-skolebrod-tradicional-pao-da-escola-noruegues.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/receitas/noticia/2026/07/brasil-x-noruega-conheca-o-skolebrod-tradicional-pao-da-escola-noruegues.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/h2dTHiT7R2LAlg6PODSAvvttjno=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/c/s/8Vo3xzRfK8hZYgaMr4Nw/traditional-norwegian-school-bread-skolebrd-1738257566.jpg" /><br /> ]]>    O confronto entre as seleções de Brasil e Noruega na Copa do Mundo neste domingo (5/7) também é uma oportunidade para conhecer um doce tradicional da culinária nórdica. Chamado Skolebrød, "pão da escola", em tradução literal, o pão doce é preparado com massa macia, recheio de creme de baunilha e cobertura de glacê e coco ralado. 
Presente nas padarias e nos lanches escolares do país, a receita atravessa gerações e segue como um dos símbolos da confeitaria norueguesa. Conheça essa receita tradicional e aprenda o passo a passo para prepará-la em casa.  Receita por Tasting Table. 
Ingredientes
Creme
¼ xicara de açucar;
1 colher de sopa de amido de milho;
1 xícara de leite; 
3 gemas de ovo;
1 colher de sopa de manteiga;
2 colheres de chá de essência de baunilha;
Pão doce 
3 copos de farinha de trigo;
1 packet (2 ¼colher de chá)  de fermento químico;
⅓ copo de açúcar;
1 ¼ colher de chá de cardamomo;
1 ovo;
1 copo de leite morno;
5 colheres de sopa de manteiga em temperatura ambiente.
Cobertura (Calda)
1 xícara de açúcar de confeiteiro;
1½ colher de sopa de água;
1 xícara de coco ralado adoçado.
Modo de preparo
Creme de confeiteiro (recheio)
Em uma panela média, misture com um batedor o açúcar, o amido de milho, o leite e as gemas até ficar homogêneo;
Leve ao fogo médio-baixo, mexendo sempre, até começar a ferver;
Depois que levantar fervura, cozinhe por cerca de 1 minuto, até o creme engrossar;
Retire do fogo, adicione a manteiga e a baunilha e misture até ficar liso;
Transfira o creme para uma tigela pequena e cubra a superfície diretamente com filme plástico (isso evita que forme uma película);
Leve à geladeira até a hora de usar.
Massa:
Na tigela de uma batedeira com gancho para massas (ou em uma tigela grande, se for sovar à mão), coloque a farinha, o fermento, o açúcar e o cardamomo. Misture bem;
Acrescente o ovo, o leite morno e a manteiga;
Sove a massa por aproximadamente 10 minutos, até que fique lisa e desgrude das laterais da tigela;
Coloque a massa em uma tigela levemente untada e cubra com filme plástico;
Deixe crescer em um local aquecido até dobrar de volume (cerca de 1 hora).
Modelagem
Divida a massa em 12 partes iguais;
Forre duas assadeiras com papel manteiga ou tapetes de silicone;
Modele cada pedaço em uma bolinha lisa e distribua nas assadeiras;
Com o dedo ou com as costas de uma colher, faça uma cavidade no centro de cada bolinha;
Cubra novamente com filme plástico;
Deixe crescer em local aquecido até quase dobrar de tamanho (45 a 60 minutos);
Pré-aqueça o forno a 200°C (400°F);
Coloque o creme de confeiteiro nas cavidades das massas usando um saco de confeitar ou uma colher;
Asse por 13 a 15 minutos, ou até que os pães estejam dourados;
Deixe esfriar completamente.
Cobertura
Em uma tigela pequena, misture o açúcar de confeiteiro com a água até formar uma calda lisa;
Espalhe ou despeje a cobertura sobre os pães já frios;
Polvilhe o coco ralado por cima.
Armazenamento
Sirva imediatamente ou conserve em um recipiente hermético por 1 a 2 dias em temperatura ambiente ou 3 a 4 dias na geladeira.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/h2dTHiT7R2LAlg6PODSAvvttjno=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/c/s/8Vo3xzRfK8hZYgaMr4Nw/traditional-norwegian-school-bread-skolebrd-1738257566.jpg" medium="image"/>   <media:description>Skolebrød doce tradicional Norueguês</media:description>   <media:credit>Tasting Table</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Sat, 04 Jul 2026 09:01:11 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Craque da Colômbia, James Rodríguez vende café e lançou edição especial na Copa</title>  <atom:subtitle>Jogador possui ligação de longa data com a cafeicultura, considerada uma paixão nacional no seu país</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/cafe/noticia/2026/07/craque-da-colombia-james-rodriguez-vende-cafe-e-lancou-edicao-especial-na-copa.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/cafe/noticia/2026/07/craque-da-colombia-james-rodriguez-vende-cafe-e-lancou-edicao-especial-na-copa.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/ZIhx7UIVevS7tAFcKpDkQXPTbOk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/1/m/l9WEsMTgO4J8pBdK59ww/james-2.avif" /><br /> ]]>    Além de liderar a seleção colombiana dentro de campo, o jogador James Rodríguez também tem um papel de destaque em outro símbolo nacional da Colômbia: o café. Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, o camisa 10 colocou seu nome em uma edição especial da bebida criada em parceria com a tradicional marca Juan Valdez, uma das maiores representantes do café colombiano no mundo.
Batizada de 10 Coffee, a marca do jogador lançou uma edição comemorativa para o Mundial sob o slogan "El 10 se prepara con Juan Valdez", unindo duas paixões colombianas: futebol e café. Além da Colômbia, o produto chegou nos Estados Unidos e no México, duas das sedes da Copa do Mundo 2026.
Produzido com grãos 100% colombianos, o café foi desenvolvido para valorizar a origem do produto e o trabalho dos cafeicultores do país. Segundo a marca, a bebida apresenta notas de açúcar mascavo, maçã e physalis, características associadas a cafés especiais.
A iniciativa faz parecer que James entrou recentemente no setor, mas sua relação com o café começou muito antes desta Copa. Em 2017, o jogador adquiriu participação na rede Café Dos Molinos, fundada em Ibagué, cidade onde cresceu. Com o passar dos anos, ampliou sua participação até assumir o controle integral da empresa, que expandiu sua atuação para outras cidades colombianas.
Além do marketing
Diferentemente de atletas que apenas licenciam o nome para produtos, James construiu uma presença consistente no setor cafeeiro. O café se tornou um dos principais pilares de seus investimentos fora do futebol, ao lado de negócios ligados a bebidas, imóveis e agroindústria.
A escolha não é por acaso. A cafeicultura ocupa um lugar central na economia colombiana e envolve mais de 500 mil famílias produtoras. O país está entre os maiores exportadores mundiais de café e transformou a bebida em um de seus principais símbolos culturais.
James e a Colômbia entram em campo nesta sexta-feira (3/7), contra Gana, pela fase 16 avos da Copa do Mundo. A partida se inicia às 22h30min. 
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Até então, a previsão era de que a primeira etapa de implementação começasse neste mês de julho. Com o adiamento, o início ficou para janeiro de 2027. A etapa final de execução, que começaria em janeiro de 2028, só deve ter início em julho daquele ano. Entre os signatários do TAC da Carne Legal estão JBS, Minerva, Marfrig, Frigol e outras empresas produtoras de carne bovina.  
Pelo TAC, as empresas, que reúnem em torno de 100 plantas frigoríficas da Amazônia, nos estados do Pará, Mato Grosso, Acre, Tocantins, Rondônia e Amazonas, se comprometeram a implementar sistemas para verificar se seus fornecedores, diretos e indiretos, estão livres de desmatamento ilegal, sobreposição com terras indígenas e unidades de conservação, embargos ambientais ou se constam na lista suja do trabalho escravo. 
O ofício assinado pelo procurador da República Ricardo Augusto Negrini na quarta-feira (1/7) começou a ser enviado a frigoríficos na quinta-feira (2/7), conforme disse Negrini ao Valor.
“O adiamento é para dar mais tempo aos produtores rurais de conhecerem a nova regra e se prepararem para lidar com ela, já que na prática eles poderão ser bloqueados pelo frigorífico no futuro se fizerem compras de fazendas com ilegalidades”, disse Negrini. 
Metodologia de controle de indiretos
As novas regras, estabelecidas pelo MPF em março, focam no fornecedor indireto de primeiro nível, ou seja, fazendas que tenham realizado movimentação de bovinos ou bubalinos para o fornecedor direto nos dois anos anteriores à compra do lote pelo frigorífico. 
Ainda ficam de fora os chamados fornecedores indiretos de segundo nível como, por exemplo, pecuaristas que fornecem bezerros para outros fornecedores indiretos, como propriedades de recria, que engordam os bezerros até determinado peso para então vendê-los aos terminadores de gado, que vendem o animal para o frigorífico. No ofício, o Ministério Público diz que em “futuras versões do protocolo”, poderão incluir o controle dos indiretos “para além do primeiro nível”, sem dar previsão de quando isso pode vir a ocorrer. 
Segundo dados do Grupo de Trabalho dos Fornecedores Indiretos (GTFI) da cadeia bovina, formado em 2015 por frigoríficos, varejistas, bancos e organizações não-governamentais, no Pará apenas 8% do desmatamento vem de fornecedores indiretos do segundo nível. 
Na fase inicial aplicável aos fornecedores indiretos de primeiro nível, que ocorrerá a partir de janeiro 2027 ao longo de todo o ano, as vendas de fornecedores indiretos aos diretos serão contabilizadas para que comecem a ser apuradas “contaminações” do fornecedor direto, ou seja, irregularidades de seus fornecedores. Nesta etapa, ainda não serão aplicados bloqueios aos fornecedores diretos dos frigoríficos.
No futuro, serão alvo de bloqueios os fornecedores diretos do qual o frigorífico tenha comprado gado nos 12 meses anteriores, que tenham recebido volume “significativo” de gado irregular de um fornecedor indireto. Em 2027, “significativo” equivalerá a superior a 30% do volume comprado pelo fornecedor direto ou 50 cabeças de gado - o que for menor. Os porcentuais serão reduzidos progressivamente nos anos seguintes. 
A partir de janeiro de 2028, terminada a fase de transição, o Sistema de Monitoramento de Fornecedores Indiretos vai começar a identificar periodicamente transações relevantes, analisar sua conformidade socioambiental e encaminhar aos frigoríficos relatórios preliminares de fornecedores indiretos, ainda em caráter “exclusivamente informativo”.
Somente a partir de julho de 2028 começarão a ser encaminhados aos frigoríficos os Relatórios de Alerta sobre Fornecedores Indiretos (RAFIs), com a aplicação de fato do bloqueio dos fornecedores diretos da empresa quando houver irregularidades em seus indiretos. 
Se o fornecedor direto de um frigorífico for bloqueado por um alerta do MPF, o frigorífico só poderá voltar a fazer negócios com ele se justificar a transação com base nas regras de desbloqueio, segundo o MPF. 
Para isso, terá de comprovar a requalificação do fornecedor indireto irregular, que a transação irregular ocorreu há mais de 24 meses da data de compra do gado pelo frigorífico ou a apresentação de certidões emitidas por plataformas como Agro Brasil + Sustentável, Selo Verde, Passaporte Verde ou outras que venham a ser aceitas pelo Ministério Público, atestando a regularidade socioambiental dos indiretos nas datas das transações.
“Algumas plataformas públicas que permitem aos produtores consultar essa legalidade ainda estão em desenvolvimento. E ainda é necessário que os frigoríficos aprofundem o trabalho com seus fornecedores para divulgação e operacionalização das novas regras”, explicou Negrini.
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/5ILxuMeD9fiF2gwj8CFs57Vf-js=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/e/c/UaBYE4SVAKJlrYEJYY9g/39591182284-520b219a91-c.jpg" medium="image"/>   <media:description>Fornecedores indiretos são fazendas que fornecem bezerros ou gado magro para pecuaristas que vendem aos frigoríficos gado pronto para abate</media:description>   <media:credit>Wenderson Araujo/CNA</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 21:17:01 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Massa de ar polar mantém frio intenso no fim de semana; veja a previsão</title>  <atom:subtitle>Precipitações ficam restritas ao extremo Norte e ao litoral do Nordeste e Sudeste, enquanto o interior do país segue com tempo seco</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/previsao-do-tempo/noticia/2026/07/massa-de-ar-polar-mantem-frio-intenso-no-fim-de-semana-veja-a-previsao.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/previsao-do-tempo/noticia/2026/07/massa-de-ar-polar-mantem-frio-intenso-no-fim-de-semana-veja-a-previsao.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/fOL5oZ-6hnaNV1LLjoxZnz6rZug=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/B/q/GhzT8YRBaXBH8IEHJ6rA/clouds-5416914-1280.jpg" /><br /> ]]>    A massa de ar polar continua influenciando o tempo no Brasil durante o fim de semana, mantendo o frio intenso no Sul e provocando queda de temperatura também em áreas do Centro-Oeste, Norte e Sudeste, aponta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Já as pancadas de chuva seguem restritas ao extremo norte do país e à faixa litorânea do Nordeste e do Sudeste, enquanto o interior brasileiro permanece com predomínio de tempo seco.
Sul
No sábado (4/7), o tempo segue estável na maior parte da região Sul, com previsão de chuva isolada apenas entre o litoral do Paraná e o norte do litoral de Santa Catarina. 
A massa de ar polar mantém as temperaturas muito baixas, com geada generalizada entre a madrugada e o início da manhã nas serras gaúcha e catarinense. As mínimas ficam abaixo de 0°C nessas áreas, enquanto as máximas não passam de 12°C na maior parte da região, chegando a 24°C no extremo noroeste do Paraná.
No domingo (5/7), o frio perde força gradualmente, mas ainda há possibilidade de geada nas serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A partir da tarde, áreas de instabilidade voltam a provocar chuva isolada no centro-sul do Rio Grande do Sul. 
Nas demais áreas, o tempo permanece firme, com aumento gradual das temperaturas. As máximas chegam a 16°C na maior parte da região e a até 26°C no noroeste do Paraná.
Sudeste
No final de semana, a entrada de umidade do oceano mantém condições para chuva isolada no litoral de São Paulo e, entre o fim da tarde e a noite, no litoral do Rio de Janeiro. Nas demais áreas, o tempo permanece estável. 
O frio ainda predomina nas primeiras horas do dia, com mínimas entre 5°C e 7°C no sul de Minas Gerais, Vale do Paraíba, Região Metropolitana de São Paulo, regiões serranas do Rio de Janeiro e Espírito Santo e no Caparaó. 
Centro-Oeste
O tempo permanece firme e sem previsão de chuva em toda a região. A massa de ar frio mantém as temperaturas mais baixas, principalmente em Mato Grosso do Sul, enquanto a tarde segue quente e seca, com umidade relativa do ar entre 20% e 30%, especialmente em Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. 
Nordeste
A chuva permanece restrita à faixa litorânea, com previsão de maiores acumulados entre Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. No interior, o tempo segue seco e quente, com baixa umidade do ar durante a tarde. 
As mínimas variam entre 9°C e 12°C no interior da Bahia, enquanto as máximas chegam a 35°C no interior do Piauí.
Norte
O calor e a umidade favorecem pancadas de chuva, principalmente à tarde, no norte do Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará. Nas demais áreas, o tempo permanece firme. 
Ao mesmo tempo, a friagem mantém as menores temperaturas entre Acre, Rondônia e sudoeste do Amazonas, com mínimas entre 13°C e 15°C. No Tocantins e no sudeste do Pará, as máximas chegam a 38°C, enquanto a umidade do ar fica abaixo de 30%.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/fOL5oZ-6hnaNV1LLjoxZnz6rZug=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/B/q/GhzT8YRBaXBH8IEHJ6rA/clouds-5416914-1280.jpg" medium="image"/>   <media:description>Massa de ar polar começa a se afastar do Sul no domingo</media:description>   <media:credit>Pixabay</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 20:32:42 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Colheita de milho avança, mas segue atrasada em relação à safra passada</title>  <atom:subtitle>Consultoria informa que parte das regiões produtoras registra alongamento de ciclo do grão</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/milho/noticia/2026/07/colheita-de-milho-avanca-mas-segue-atrasada-em-relacao-a-safra-passada.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/milho/noticia/2026/07/colheita-de-milho-avanca-mas-segue-atrasada-em-relacao-a-safra-passada.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/rwJC3ge-4CaAXPaDkkZ8i76xv3w=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/t/1/A2K0zsTZ2fdYQtrQZOqA/51324597613-be3d8fe893-c.jpg" /><br /> ]]>    A colheita de milho de segunda safra no Brasil chegou a 26,5% da área com a cultura, estima a consultoria Pátria Agronegócios. O ritmo do trabalho de campo ainda é mais lento que o registrado nesse mesmo período no ano passado, quando as máquinas tinha passado por 28,4% das plantações.
Em 2024, a colheita estava ainda mais avançada, em 60,4% da área. A média dos últimos cinco anos é de 37,6% colhidos nessa mesma época do ano.
Em nota, a consultoria informa que parte das regiões produtoras registra alongamento de ciclo do milho. Os grãos demoram mais para secar no campo, retardando o ponto de colheita.
“Maiores avanços seguem concentrados em MT e TO, enquanto no centro-sul do país os trabalhos ainda caminham em fase inicial”, avalia a consultoria 
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/rwJC3ge-4CaAXPaDkkZ8i76xv3w=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/t/1/A2K0zsTZ2fdYQtrQZOqA/51324597613-be3d8fe893-c.jpg" medium="image"/>   <media:description>Os grãos de milho demoram mais para secar no campo, retardando o ponto de colheita</media:description>   <media:credit>Wenderson Araujo/CNA</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 20:25:59 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Dívida no campo: o agricultor tem o direito de alongar a dívida, mas o banco não conta isso para ele</title>  <atom:subtitle>Inadimplência no agro bate recorde de 8,1% e o setor lidera os pedidos de recuperação judicial. A lei garante ao produtor o direito de alongar a dívida com até 3 anos de carência e prazo de até 10 anos para pagar, mas a maioria nem sabe que isso existe.</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/conteudo-de-marca/pulse-brand/noticia/2026/07/divida-no-campo-o-agricultor-tem-o-direito-de-alongar-a-divida-mas-o-banco-nao-conta-isso-para-ele-1.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/conteudo-de-marca/pulse-brand/noticia/2026/07/divida-no-campo-o-agricultor-tem-o-direito-de-alongar-a-divida-mas-o-banco-nao-conta-isso-para-ele-1.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/NHZJ4gZWeHoh2f5lgsgZSQb6csw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/M/e/CFvInQSCOvA1e3sBLdVw/publicador-api-globorural-pulse-brand-100-9d7318e2-6e63-4f5b-aff0-e7c819641cf1.png-20260703171208" /><br /> ]]>    Se você é produtor e está com dívida apertando, presta atenção: existe um direito previsto em lei que pode dar fôlego ao seu caixa, e quase ninguém te conta sobre ele. Chama-se alongamento da dívida rural. Na prática, ele permite empurrar o vencimento da dívida para frente, ganhar até 3 anos de carência para voltar a pagar e parcelar o saldo em até 10 anos, mantendo as condições do contrato original. O banco, porém, costuma oferecer outra coisa no balcão: uma renegociação que parece igual, mas que, no fim, sai bem mais cara.
E o problema é grande. A inadimplência no agronegócio chegou a 8,1% no segundo trimestre de 2025, segundo a Serasa Experian, o maior índice já registrado. No mesmo ano, o agro liderou os pedidos de recuperação judicial no país, com 743 empresas, 30,1% do total nacional. Mesmo com safra forte e exportação aquecida, cada vez mais produtor está recorrendo à Justiça para reorganizar conta. A explicação não está na lavoura. Está no jeito como o campo se endividou e em como esses contratos vêm sendo renegociados sob pressão.
Alongar a dívida e renegociar com o banco não são a mesma coisa
Essa é a confusão que mais custa dinheiro ao produtor. Alongar a dívida é um direito do crédito rural: você estica o prazo, ganha carência e continua pagando com base nas condições que já tinha. A renegociação que o gerente oferece é outra história. Ali, na maioria das vezes, o banco monta um contrato novo, joga juros sobre juros do período atrasado, inclui multas e tarifas que poderiam ser questionadas, embute seguro que ninguém pediu e ainda faz o produtor abrir mão do direito de discutir os termos antigos.
Para quem tem crédito rural subsidiado, como Pronaf, Pronamp ou linhas do Plano Safra, isso é ainda mais sério. Aceitar uma renegociação comum pode significar perder benefícios garantidos por lei: a taxa subsidiada, a carência e as condições amarradas ao ciclo da safra. Quando o contrato é "reembrulhado" desse jeito, esses direitos somem sem o produtor perceber.
"O produtor que está num momento difícil precisa entender uma coisa: o gerente do banco não é o consultor financeiro dele. O gerente é o vendedor do banco. Quando ele oferece uma renegociação, está batendo a meta dele, não defendendo a sua lavoura. Alongar a dívida do jeito certo é direito do agricultor. Aceitar qualquer proposta no balcão, sem olhar o contrato, é cair numa armadilha", afirma Cassiane Rodrigues, advogada especialista em conflitos bancários e sócia do Rodrigues &amp; Scola Advogados, escritório reconhecido em 2026 como Melhor Escritório de Direito do Consumidor do Brasil no Prêmio Law Summit, promovido pela ADVBOX em Gramado.
O que é o alongamento da dívida rural, em palavras simples
Imagine que a conta venceu e não tem como pagar agora. O alongamento rural permite, por lei, adiar esse vencimento, ganhar tempo antes de voltar a pagar e diluir o valor em parcelas mais longas. Em vez de fechar a torneira do produtor, ele dá tempo para a próxima safra entrar e o caixa respirar.
Feito da forma certa, com apoio jurídico, o produtor pode conseguir até 3 anos de carência para só então recomeçar a pagar a dívida e parcelar o saldo em até 10 anos, preservando os valores do contrato original em vez de embutir juros e encargos novos. É o oposto da renegociação de balcão: o mesmo objetivo, ganhar prazo, mas sem virar mais uma camada de dívida em cima da dívida que já existe.
A diferença, portanto, não está em alongar ou não alongar. Está em quem conduz esse alongamento e com base em quais direitos. Conduzido por quem entende de crédito rural, ele vira fôlego real. Feito às pressas no banco, vira cilada.
A lei está do lado do produtor
Esse direito não é favor nem manobra. É previsto em lei e cada vez mais reconhecido pela Justiça. O Superior Tribunal de Justiça já decidiu que contratos firmados em momentos de instabilidade fora do normal podem ser revistos quando se tornam pesados demais para uma das partes, com base em regras do Código Civil que existem há décadas. Em bom português: quando algo grave e imprevisível desequilibra o contrato, é possível corrigir.
E no campo isso acontece o tempo todo. Quebra de safra, preço de commodity despencando de uma hora para outra, juros que dobraram em poucos meses, tudo isso pode pesar contra o produtor de forma injusta e abrir espaço para revisar ou alongar a dívida em condições mais justas.
"O produtor rural tem direitos que muitas vezes ele nem sabe que existem. O pior cenário é o agricultor sufocado aceitar qualquer proposta antes de descobrir o que ele já tem na mão. Isso é assunto de advogado especialista no tema, não de contador e muito menos de despachante", explica Cassiane Rodrigues.
O que fazer antes de assinar qualquer proposta do banco
Antes de aceitar qualquer renegociação, o produtor pode seguir três passos simples. Primeiro, juntar todos os contratos dos últimos cinco anos: financiamentos, renegociações anteriores, seguro agrícola, cédulas de produto rural e qualquer papel do banco ligado à atividade. Segundo, levar tudo isso para um advogado que entenda de crédito rural e contrato bancário. Terceiro, só depois desse diagnóstico decidir o caminho: alongar a dívida, revisar o contrato ou, se for o caso, partir para a Justiça.
Muitas vezes, o que aparece nessa análise surpreende o próprio produtor: juros cobrados em cima de juros, tarifas que nunca foram combinadas, encargos que não se sustentam e até valores pagos a mais que podem voltar para o bolso dele. Aquilo que o banco apresenta como "a única saída" costuma ser apenas uma das saídas, e quase nunca a melhor.
A safra 2025/2026 vem num cenário de juro alto e custo de produção pressionado, com contratos antigos ainda em vigor. Para o produtor que se reconhece nesse aperto, o recado é direto: você não está sozinho, existe saída na lei, mas ela exige orientação certa. Sentar sozinho com o gerente, no momento da pressão, é trocar um problema de safra por um problema bem maior lá na frente. E, no campo, problema de longo prazo costuma custar caro.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/NHZJ4gZWeHoh2f5lgsgZSQb6csw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/M/e/CFvInQSCOvA1e3sBLdVw/publicador-api-globorural-pulse-brand-100-9d7318e2-6e63-4f5b-aff0-e7c819641cf1.png-20260703171208" medium="image"/>   <media:description>Cassiane Rodrigues, advogada especialista em conflitos bancários e sócia do Rodrigues &amp; Scola Advogados</media:description>   <media:credit>Arquivo Pessoal</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 20:12:25 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Brasil corre contra o tempo para manter clientes europeus; ouça o comentário</title>  <atom:subtitle>Governo reforça fiscalização para atender às normas europeias e manter o acesso ao mercado internacional</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/podcasts/cbn-agro/noticia/2026/07/brasil-corre-contra-o-tempo-para-manter-clientes-europeus-ouca-o-comentario.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/podcasts/cbn-agro/noticia/2026/07/brasil-corre-contra-o-tempo-para-manter-clientes-europeus-ouca-o-comentario.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/Typ9MukLwFX6rBCDL1l06XdeRnc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/o/o/WVlLFCTZ6focXUVRuF7Q/frigorifico.jpg" /><br /> ]]>    Diante da decisão do mercado europeu de retirar o Brasil da lista de fornecedores a partir de setembro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) implementou, nesta semana, novas regras de fiscalização. Cassiano Ribeiro comenta sobre as medidas que visam atender às exigências da União Europeia para o controle do uso de antimicrobianos na produção de carnes e produtos de origem animal. Saiba mais. 
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Governo estabelece novas normas de exportação de carnes à União Europeia
*Ouça o CBN Agro de segunda a sexta-feira, por volta de 5h50, no CBN Primeiras Notícias, e às terças-feiras, por volta de 13h10, no CBN Brasil.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/Typ9MukLwFX6rBCDL1l06XdeRnc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/o/o/WVlLFCTZ6focXUVRuF7Q/frigorifico.jpg" medium="image"/>    <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 19:43:14 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Em dia de feriado nos EUA, café recua na bolsa de Londres</title>  <atom:subtitle>Cotações do cacau e do açúcar avançaram nesta sexta-feira</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/em-dia-de-feriado-nos-eua-cafe-recua-na-bolsa-de-londres.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/em-dia-de-feriado-nos-eua-cafe-recua-na-bolsa-de-londres.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/2am71PhSIsKasCpqKc0iBarYOjs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/B/x/gzMkBqQVWjEQKIu3ccWw/51324394636-2b02ed6162-c.jpg" /><br /> ]]>    O café registrou baixa na bolsa de Londres. Na sessão desta sexta-feira (3/7), os contratos para setembro tiveram baixa de 1,77%, para US$ 3.716 tonelada.
As cotações registraram movimentação expressiva mesmo sem a principal referência, a bolsa de Nova York, que não registrou negócios hoje devido ao feriado bancário de Independência nos Estados Unidos. A bolsa de Chicago também não operou nesta sexta-feira.
As baixas para o grão aconteceram com investidores realizando lucros das altas nos últimos dias, segundo a Barchart.
Cacau
Os contratos para setembro do cacau fecharam em alta de 0,89%, cotado a US$ 3.742.
Os preços seguem sendo elevados pelas preocupações com chuvas intensas na Costa do Marfim e em Gana.
Açúcar
O açúcar branco fechou a sessão na bolsa de Londres com preços em leve alta. Os papéis que vencem em outubro avançaram 0,15%, cotados a US$ 475,7 a tonelada. 
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/2am71PhSIsKasCpqKc0iBarYOjs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/B/x/gzMkBqQVWjEQKIu3ccWw/51324394636-2b02ed6162-c.jpg" medium="image"/>   <media:description>As baixas para o café aconteceram com investidores realizando lucros das altas nos últimos dias</media:description>   <media:credit>Wenderson Araujo/CNA</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 19:31:12 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Clima auxilia na colheita do café, mas atraso permanece</title>  <atom:subtitle>Ritmo mais acelerado ainda não se refletiu na disponibilidade física do produto</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/cafe/noticia/2026/07/clima-auxilia-na-colheita-do-cafe-mas-atraso-permanece.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/cafe/noticia/2026/07/clima-auxilia-na-colheita-do-cafe-mas-atraso-permanece.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/LoVJA-76T910vrgnO9cKLzbJe4s=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/G/G/zJfuMlSXeaPxFULiuahg/whatsapp-image-2023-05-18-at-14.50.02-4.jpg" /><br /> ]]>    A colheita do café no Brasil avançou de forma mais consistente na última semana, favorecida pelo clima mais seco e pela elevação das temperaturas, informou o levantamento semanal da Safras &amp; Mercado. 
Conforme a consultoria, 52% da safra 2026/27 havia sido colhida até 1º de julho, oito pontos percentuais acima do registrado na semana anterior. 
No entanto, segundo o analista Gil Barabach, esse ritmo mais acelerado ainda não se refletiu na disponibilidade física, devido ao tempo necessário para secagem e beneficiamento do café.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o atraso permanece. Em 2026, nessa mesma época, o trabalho alcançava 60%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 55%. 
A colheita do café canéfora (conilon/robusta) alcança 72% da produção. Já a colheita do arábica chegou a 42% da produção. 
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/LoVJA-76T910vrgnO9cKLzbJe4s=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/G/G/zJfuMlSXeaPxFULiuahg/whatsapp-image-2023-05-18-at-14.50.02-4.jpg" medium="image"/>   <media:description>Colheita do café no Brasil avançou na última semana, favorecida pelo clima mais seco e pela elevação das temperaturas</media:description>   <media:credit>IDR-PR/Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 19:15:38 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Modrić, o menino que jogava futebol entre ovelhas e pedras, se despede das Copas</title>  <atom:subtitle>Craque croata teve infância no campo junto ao avô, assassinado durante a guerra</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/noticia/2026/07/modric-o-menino-que-jogava-futebol-entre-ovelhas-e-pedras-se-despede-das-copas.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/vida-na-fazenda/noticia/2026/07/modric-o-menino-que-jogava-futebol-entre-ovelhas-e-pedras-se-despede-das-copas.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/N7Nt9p8Yd7eIJoUAD4FHzfeta8g=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/C/I/D2s4isQAybZwDFdrp6jg/1-9-.jpg" /><br /> ]]>    A derrota por 2 a 1, de virada, para Portugal, não colocou apenas um ponto final na participação da Croácia na Copa do Mundo de 2026. A despedida foi dupla. Luka Modrić, de 40 anos, principal jogador da seleção europeia e maior ídolo da história do país, disputou, ao que tudo indica, o seu último Mundial. 
O camisa 10 encerrou, na última quinta-feira (2/7), um capítulo iniciado em 2006 marcado por feitos históricos, como o vice-campeonato em 2018, na Rússia, e o terceiro lugar em 2022, no Catar. Entre as duas edições, ainda foi eleito o melhor jogador do mundo, quebrando o domínio de dez anos de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. 
Agora, com tantas lembranças e histórias para contar, uma delas chama atenção por estar diretamente ligada ao agro: a habilidade e a paixão pelo futebol começaram a ser desenvolvidas na infância entre “ovelhas e pedras”. 
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Entenda a história
Modrić cresceu em Modrići, um pequeno vilarejo da Croácia. Como os pais trabalhavam durante o dia em uma fábrica de tecelagem, ele passou boa parte dos primeiros anos de vida ao lado do avô, Luka, de quem herdou o nome. Segundo o meio-campista, foi com ele que conheceu a simplicidade e a importância das atividades rurais no cotidiano das famílias da região. 
“Quando eu era criança, não ia para o jardim de infância, estava sempre chorando, então me levaram para a 'casa alta' dele, no sopé do Monte Velebit, na Dalmácia. Cresci com animais, gostava de puxar o rabo das cabras, acho que aprendi a jogar futebol lá, entre as ovelhas e as pedras”, revelou ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport.
A relação com o campo, no entanto, foi interrompida repentinamente em 1991, quando o avô de Modrić foi assassinado por rebeldes sérvios durante a guerra pela independência da Croácia contra a Iugoslávia. 
“Uma noite, meu avô não voltou para casa. Foram procurá-lo. Ele havia sido baleado em um campo à beira da estrada. Ele tinha 66 anos. Não tinha feito mal a ninguém. Tivemos que deixar tudo para trás de um dia para o outro, amigos, entes queridos, pertences. Nos refugiamos primeiro em Makarska, no orfanato-campo de refugiados. Depois, em Zadar”.
A tragédia familiar marcou o fim precoce daquela infância simples no interior croata. Anos depois, porém, o menino que improvisava jogos de futebol nas pastagens e terrenos pedregosos se transformaria em um dos maiores nomes da história.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/N7Nt9p8Yd7eIJoUAD4FHzfeta8g=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/C/I/D2s4isQAybZwDFdrp6jg/1-9-.jpg" medium="image"/>   <media:description>Croata foi eleito o melhor jogador do mundo em 2018</media:description>   <media:credit>Reprodução/@lukamodric10</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 19:14:04 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Valmont Irrigação anuncia novo presidente no Brasil</title>  <atom:subtitle>Marcelo Lopes assumiu o cargo; mudança na liderança ocorre em um momento de transição</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/negocios/noticia/2026/07/valmont-irrigacao-anuncia-novo-presidente-no-brasil.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/negocios/noticia/2026/07/valmont-irrigacao-anuncia-novo-presidente-no-brasil.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/fN7yRqHzGRGby6-wyMCRqKBBuOM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/9/r/a0YkCURnWYXbR1SGW0Qw/dsc-6668.jpg.jpeg" /><br /> ]]>    A Valmont, companhia global de irrigação conhecida pela marca Valley, anunciou Marcelo Lopes como novo diretor-presidente no Brasil e Cristiano Del Nero como vice-presidente de Tecnologia Internacional. Segundo a empresa, a mudança na liderança ocorre em um momento de transição, marcado pelo lançamento de novas soluções, como o Icon+, painel desenvolvido para atualizar e conectar pivôs de irrigação já instalados, e o Machine Diagnostics, voltado para a gestão de equipamentos.
Marcelo Lopes é engenheiro agrônomo formado pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Engenharia de Máquinas Agrícolas pela Esalq/USP e possui experiência no agronegócio, incluindo uma passagem anterior pela Valmont. “Nosso foco é potencializar resultados no campo por meio de soluções cada vez mais conectadas, eficientes e alinhadas às necessidades do produtor”, afirmou Lopes, em nota.
Cristiano Del Nero, que liderou a operação brasileira nos últimos anos, passa a atuar globalmente com foco na expansão e na aceleração do portfólio de tecnologia embarcada da Valmont. “A conectividade está redefinindo o campo. Nosso objetivo é liderar essa transformação, tornando a irrigação cada vez mais inteligente, integrada e orientada por dados”, reforçou, em nota.
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/fN7yRqHzGRGby6-wyMCRqKBBuOM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/9/r/a0YkCURnWYXbR1SGW0Qw/dsc-6668.jpg.jpeg" medium="image"/>   <media:description>Marcelo Lopes, diretor-presidente da Valmont Irrigação no Brasil</media:description>   <media:credit>Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 18:55:58 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Recuperação judicial do Grupo Prime é aprovada pela Justiça do Paraná</title>  <atom:subtitle>Companhia começa a renegociar dívidas de R$ 790,2 milhões com seus credores</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/negocios/noticia/2026/07/recuperacao-judicial-do-grupo-prime-e-aprovada-pela-justica-do-parana.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/negocios/noticia/2026/07/recuperacao-judicial-do-grupo-prime-e-aprovada-pela-justica-do-parana.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/pIhqkibUIL4alyHvMGfiZKDDI5U=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/h/R/dnFyiFSTOgFhVLv7wsEg/whatsapp-image-2026-07-03-at-15.26.57.jpeg" /><br /> ]]>    A Justiça do Paraná deferiu o pedido de recuperação judicial do Grupo Prime, que oferece produtos e serviços de manejo agrícola, monitoramento e cuidados do solo, manejo biológico e integração lavoura-pecuária (ILP). Com sede em Toledo (PR), o grupo começa agora a renegociar dívidas de R$ 790,2 milhões com seus credores.
A companhia atende produtores rurais em diversas regiões do país. Segundo a empresa, os juros elevados, a restrição de crédito no setor, o aumento da inadimplência e dificuldades financeiras dos produtores comprometeram o fluxo de caixa de toda a cadeia produtiva.
“Essa decisão nos traz segurança para continuar trabalhando e construir uma solução responsável junto aos nossos credores. O agronegócio atravessa um momento extremamente desafiador, marcado pelo aumento da inadimplência e pela dificuldade de acesso ao crédito”, afirmou em comunicado Luiz Eduardo Montans Braga, que foi um dos fundadores da companhia em 2013, e que atua como presidente do Grupo Prime. 
A reestruturação financeira ficou sob responsabilidade da PS Consultoria, e a condução jurídica ficou a cargo da Vaz Advogados Associados.
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/pIhqkibUIL4alyHvMGfiZKDDI5U=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/h/R/dnFyiFSTOgFhVLv7wsEg/whatsapp-image-2026-07-03-at-15.26.57.jpeg" medium="image"/>   <media:description>Com sede em Toledo (PR), Prime oferece produtos e serviços de manejo agrícola</media:description>   <media:credit>Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 18:54:58 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Justiça suspende cobrança de dívidas da Ruiz Coffees por 60 dias</title>  <atom:subtitle>Se durante esse prazo não houver acordo, a empresa pode pedir recuperação judicial</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/negocios/noticia/2026/07/justica-suspende-cobranca-de-dividas-da-ruiz-coffees-por-60-dias.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/negocios/noticia/2026/07/justica-suspende-cobranca-de-dividas-da-ruiz-coffees-por-60-dias.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/b6fNlkNyxqh1bp9K5kSua2NELpY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/u/X/RFchcMQGOAsiwmbArhNg/54153115967-398ccaf399-k.jpg" /><br /> ]]>    A Ruiz Coffees, uma das maiores produtoras de café do Brasil, obteve na Justiça uma medida cautelar que suspende, por 60 dias, a cobrança de todas as suas dívidas. A medida tem como objetivo dar prazo para negociar um acordo com os credores. Se durante esse prazo não houver acordo, a empresa pode pedir recuperação judicial na Justiça. 
O juiz Paulo Roberto Zaidan Maluf, da Vara Regional Empresarial de São José do Rio Preto (SP), concedeu a medida cautelar na segunda-feira (29/6). O processo corre em segredo de Justiça. Antes disso, no dia 24 de junho, o grupo abriu um processo de mediação com credores. 
A Ruiz Coffes alega no pedido que a combinação de altas taxas de juros, aumento dos custos financeiros, eventos climáticos adversos e crescente restrição de liquidez no mercado de capitais pressionaram cada vez mais o fluxo de caixa do setor. Esse cenário foi agravado pela concentração do vencimento de operações financeiras estruturadas, que o grupo começou a acessar em 2021. 
Segundo informou o portal The Agribiz, entre as operações com vencimento próximo estão títulos detidos por Fiagros de gestoras como Vectis, Galápagos e Suno. Os três fundos adotam a alienação fiduciária como garantia. O grupo Ruiz Coffees deu várias fazendas em alienação fiduciária, e esse tipo de garantia fica fora dos processos de recuperação judicial. Considerando apenas os CRAs, as dívidas da Ruiz Coffees giram em torno de R$ 300 milhões. 
A Ruiz Coffee foi fundada na década de 1930 por João Ruiz Lourenço, em Bálsamo (SP), já com foco na cafeicultura. O grupo tem uma  área plantada de aproximadamente 9 mil hectares de café e produção anual superior a 250 mil sacas de 60 quilos. Cerca de 40% da produção é irrigada. 
As operações estão distribuídas em Minas Gerais e Bahia, com concentração nas regiões da Canastra (MG), noroeste de Minas Gerais e oeste baiano. A empresa também tem um armazém em Piumhi (MG), com capacidade para 160 mil sacas de café. 
Com a morte do fundador, em março de 2025, o grupo passou a ser administrado pela nova geração da família, encabeçada por João Ruiz Lourenço Filho. Nathália Ruiz Lourenço Petinelli atua na área financeira, administrativa e de governança corporativa.
Em nota, a Ruiz Coffees afirmou que mantém “absoluta conformidade com as normas legais e, por essa razão, não realizará manifestações públicas detalhadas sobre procedimentos judiciais em curso que estejam submetidos a segredo de Justiça”. A empresa também informou que opera normalmente.
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/b6fNlkNyxqh1bp9K5kSua2NELpY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/u/X/RFchcMQGOAsiwmbArhNg/54153115967-398ccaf399-k.jpg" medium="image"/>   <media:description>Ruiz Coffees tem uma produção anual de café superior a 250 mil sacas de 60 quilos</media:description>   <media:credit>Wenderson Araujo/CNA</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 17:33:11 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Faturamento das cooperativas agropecuárias do RS cresceu 5% em 2025</title>  <atom:subtitle>As sobras no ramo, de R$ 1,6 bilhão, também avançaram, fechando o ano com aumento de 39%</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/cooperativas/noticia/2026/07/faturamento-das-cooperativas-agropecuarias-do-rs-cresceu-5percent-em-2025.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/cooperativas/noticia/2026/07/faturamento-das-cooperativas-agropecuarias-do-rs-cresceu-5percent-em-2025.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/6GRDA8W-dkvT-Ja0RLWBQOr9V1s=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/B/d/gIF6mkQRADbEvC6GRGkg/arquivo-cotrijal-site-68c312c1f419f.jpg" /><br /> ]]>    As 94 cooperativas agropecuárias gaúchas tiveram faturamento de R$ 52,2 bilhões em 2025, um crescimento de 5% em relação ao ano anterior. As sobras no ramo, de R$ 1,6 bilhão, também avançaram, fechando o ano com aumento de 39%. 
Os dados foram divulgados pelo Sistema Ocergs, que representa o setor cooperativista no Estado. A organização, que integra 375 cooperativas gaúchas, destaca que o ramo agropecuário representa mais da metade do faturamento total do setor, que atingiu  R$ 103 bilhões em 2025, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior.
Juntas, as cooperativas gaúchas ligadas ao agro somaram 272 mil cooperados no ano passado, um aumento de 2,78% em relação a 2024, e geraram 40,8 mil postos de trabalho. Os ativos totalizaram R$ 34,8 bilhões, alta de 2,95% em um ano, e o patrimônio líquido alcançou R$ 11,2 bilhões, com avanço de 8,74% no mesmo período.
Até 2030, o cooperativismo gaúcho pretende alcançar R$ 150 bilhões de faturamento, afirma a Ocergs. “Os próximos anos serão marcados por dois grandes movimentos. O primeiro é o avanço dos processos de industrialização e agregação de valor, permitindo que as cooperativas capturem mais oportunidades ao longo das cadeias produtivas”, destaca o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann. 
“O segundo é a consolidação do setor, impulsionada pela necessidade de ganhar escala e enfrentar com mais robustez os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela crescente competitividade global”, conclui o dirigente.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/6GRDA8W-dkvT-Ja0RLWBQOr9V1s=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/B/d/gIF6mkQRADbEvC6GRGkg/arquivo-cotrijal-site-68c312c1f419f.jpg" medium="image"/>   <media:description>Juntas, as 94cooperativas gaúchas ligadas ao agro somaram 272 mil cooperados no ano passado</media:description>   <media:credit>Cotrijal/Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:12:44 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Banco do Brasil reduz crédito ofertado para a safra 2026/27</title>  <atom:subtitle>Montante de R$ 210 bilhões será 8,7% menor do que os R$ 230 bilhões anunciados há um ano</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/credito-e-investimento/noticia/2026/07/banco-do-brasil-reduz-credito-ofertado-para-a-safra-202627.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/credito-e-investimento/noticia/2026/07/banco-do-brasil-reduz-credito-ofertado-para-a-safra-202627.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/K5VOjNjMNFen3QVGNsfSh2LqCDY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/c/g/i4ByclTSyAlq7waE2zXw/banco-do-brasil-mcamgo-abr-280620211818-2.jpg" /><br /> ]]>    O Banco do Brasil anunciou nesta sexta-feira (3/7) que oferecerá R$ 210 bilhões para financiar a safra 2026/27, que começou oficialmente no dia 1º de julho. O montante é 8,7% menor do que os R$ 230 bilhões anunciados há um ano pelo banco, e apenas 0,5% maior do que os R$ 209 bilhões efetivamente desembolsados na safra passada, que já incluem os R$ 36,6 bilhões em prorrogações por meio da MP 1.314/25.
Do total anunciado para a temporada 2026/27, cerca de R$ 40 bilhões serão destinados a pequenos e médios produtores e a maior parte, R$ 170 bilhões, para a agricultura empresarial, de acordo com comunicado do banco. Neste valor estão incluídas operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, bem como R$ 25 bilhões para a cadeia de valor. 
“Ao anunciar o Plano Safra do BB, reafirmamos a confiança como base do nosso no nosso relacionamento com os produtores rurais, por meio da concessão de crédito sustentável e responsável para apoiar financeiramente quem precisa”, afirmou na nota a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros. 
O agronegócio vem pesando sobre os resultados do Banco do Brasil. Recentemente, em evento recente com investidores, o vice-presidente financeiro do banco, Geovanne Tobias, informou que as despesas com provisões do banco para o agronegócio subiram de uma média de R$ 868 milhões no período de 2014 a 2024 para R$ 10,5 bilhões no ano passado, em virtude do aumento do endividamento e da inadimplência no setor. 
A situação decorre, entre outros fatores, de aumento de custos, queda dos preços da soja e problemas climáticos nos últimos anos. 
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/K5VOjNjMNFen3QVGNsfSh2LqCDY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/c/g/i4ByclTSyAlq7waE2zXw/banco-do-brasil-mcamgo-abr-280620211818-2.jpg" medium="image"/>   <media:description>O agronegócio vem pesando sobre os resultados do Banco do Brasil</media:description>   <media:credit>Marcelo Camargo/Agência Brasil</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:05:51 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Governo autoriza nomeação de 109 servidores para defesa agropecuária</title>  <atom:subtitle>De acordo com o ministro da Agricultura, a medida fortalecerá atuação em laboratórios, estabelecimentos, fronteiras, portos e propriedades rurais</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/economia/noticia/2026/07/governo-autoriza-nomeacao-de-109-servidores-para-defesa-agropecuaria.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/economia/noticia/2026/07/governo-autoriza-nomeacao-de-109-servidores-para-defesa-agropecuaria.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/m1mWOcnWoZRgYuh8YKvIjLM0UnY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/J/d/QYGu00Q6W0h8EUlKbRAQ/logo-nova-2-1-.png" /><br /> ]]>    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou, nesta semana, a nomeação de candidatos aprovados, mas não classificados dentro do quantitativo de vagas originalmente previsto nos concursos públicos para cargos no Ministério da Agricultura e Pecuária. Segundo nota da pasta, serão nomeados 109 candidatos, dos quais 46 para o cargo de auditor fiscal federal agropecuário, 25 para o de agente de atividades agropecuárias, 25 para agente de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal e 13 para técnico de laboratório. 
A decisão consta do Decreto nº 13.035 publicado no Diário Oficial da União. 
De acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a medida fortalecerá a atuação nos laboratórios, estabelecimentos, fronteiras, portos e propriedades rurais. 
“São estes profissionais que garantem maior celeridade e eficiência nos nossos portos e aeroportos. E garantem também a qualidade dos alimentos. E nada disso acontece por acaso. É o resultado de uma decisão política de fortalecer as instituições públicas para garantir maior efetividade nas suas ações”, afirmou o ministro na nota.
Conforme o ministério, desde 2024 o Concurso Nacional Unificado (CNU) já preencheu 440 vagas destinadas às carreiras da Defesa Agropecuária. Em 2025, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou outras 110 vagas. Com o decreto publicado nesta semana, o total chega a 659 vagas, das quais 463 já foram efetivamente providas.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/m1mWOcnWoZRgYuh8YKvIjLM0UnY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/J/d/QYGu00Q6W0h8EUlKbRAQ/logo-nova-2-1-.png" medium="image"/>   <media:description>Foram nomeados candidatos aprovados, mas não classificados dentro do quantitativo de vagas originalmente previsto</media:description>   <media:credit>Mapa / Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:24:35 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Preços das carnes batem recorde, mas índice global de alimentos cai em junho</title>  <atom:subtitle>O recuo foi puxado principalmente pela desvalorização dos cereais, do açúcar e dos produtos lácteos</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/economia/noticia/2026/07/precos-das-carnes-batem-recorde-mas-indice-global-de-alimentos-cai-em-junho.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/economia/noticia/2026/07/precos-das-carnes-batem-recorde-mas-indice-global-de-alimentos-cai-em-junho.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/jsMKzjMjYSrDh0IP9rZ2IHHaUTw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/O/X/z5m12NTZyS6q1LXSEF4Q/11.jpg" /><br /> ]]>    O índice de preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) registrou média de 130,3 pontos em junho, queda de 0,3% em relação a maio. O recuo foi puxado principalmente pela desvalorização dos cereais, do açúcar e dos produtos lácteos, que compensou as altas observadas nos óleos vegetais e nas carnes. 
Na comparação com junho de 2025, o indicador ainda ficou 1,7% acima, mas permanece 18,7% abaixo do pico histórico registrado em março de 2022.
O principal destaque do levantamento foi o índice de preços das carnes, que subiu 0,4% em junho, estabelecendo um novo recorde. A alta, segundo a FAO, foi impulsionada principalmente pela valorização da carne de frango, reflexo da forte demanda global e do aumento dos preços de exportação do Brasil, além da oferta doméstica temporariamente mais restrita após ajustes na produção.
Os preços da carne ovina também avançaram, enquanto as cotações das carnes bovina e suína recuaram.
Entre os grupos de produtos que tiveram baixa, o índice de cereais caiu 3,5% no mês, refletindo a queda dos preços internacionais do trigo e do milho diante da expectativa de ampla oferta global, segundo a agência. 
Já o índice do açúcar recuou 5,7%, influenciado pelo aumento da produção e das exportações do Brasil, favorecidas pela desvalorização do real frente ao dólar.
Ainda assim, as preocupações sobre os impactos do El Niño, sobretudo na produção de açúcar e na Índia e na Tailândia, limitam as baixas para o preço do açúcar.
Os produtos lácteos também registraram queda, de 1,5%, com recuo nas cotações de leite em pó, manteiga e queijo, em meio ao aumento da oferta exportável na Europa e nos Estados Unidos.
Em sentido oposto, o índice de óleos vegetais avançou 3,8%, impulsionado principalmente pela valorização dos óleos de palma e de canola.
Initial plugin text  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/jsMKzjMjYSrDh0IP9rZ2IHHaUTw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/O/X/z5m12NTZyS6q1LXSEF4Q/11.jpg" medium="image"/>   <media:description>A alta das carnes foi impulsionada principalmente pela valorização do frango</media:description>   <media:credit>Canva/Creative Commons</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:21:12 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Café e cacau caem na bolsa de Londres em dia de feriado nos EUA</title>  <atom:subtitle>Cotações do açúcar avançam nesta manhã</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/cafe-e-cacau-caem-na-bolsa-de-londres-em-dia-de-feriado-nos-eua.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/cafe-e-cacau-caem-na-bolsa-de-londres-em-dia-de-feriado-nos-eua.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/97ezgLulJs1nXO5ke65KGANXM18=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2022/8/Y/oTpMSdSse7W7ytTISFbw/2019-10-15-cafe-secador-robusta-rondonia.jpg" /><br /> ]]>    Nesta sexta-feira (3/7), o mercado de commodities está sem as referências das bolsas de Nova York e de Chicago, devido ao adiantamento do feriado bancário de Independência nos EUA. 
Na bolsa de Londres, o café robusta opera em baixa nesta manhã. Os lotes com entrega para setembro de 2026 caem 1,06%, cotados a US$ 3.374 a tonelada.
O mercado segue preocupado diante das chuvas em sequência sobre as lavouras de café do Brasil, o que pode atrapalhar a colheita, destaca a Barchart.
Cacau
O cacau também opera em baixa. Os contratos da amêndoa em Londres com vencimento em setembro de 2026 caem 0,54%, cotados a US$ 3.689 a tonelada.
Açúcar
O preço do açúcar avança nesta manhã. Os contratos com vencimento em agosto de 2026 sobem 0,27%, negociados a US$ 476 por tonelada.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/97ezgLulJs1nXO5ke65KGANXM18=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2022/8/Y/oTpMSdSse7W7ytTISFbw/2019-10-15-cafe-secador-robusta-rondonia.jpg" medium="image"/>   <media:description>O mercado segue preocupado diante das chuvas em sequência sobre as lavouras de café do Brasil, que podem atrapalhar a colheita</media:description>   <media:credit>Embrapa</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 13:17:53 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Colheita de laranja começa no Brasil com preços abaixo da safra passada</title>  <atom:subtitle>Mercado iniciou o ciclo com menor urgência de compra por parte das processadoras</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/agricultura/laranja/noticia/2026/07/colheita-de-laranja-comeca-no-brasil-com-precos-abaixo-da-safra-passada.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/agricultura/laranja/noticia/2026/07/colheita-de-laranja-comeca-no-brasil-com-precos-abaixo-da-safra-passada.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/2aQpMwuXbq0_QIa42GAM-Qj4AlQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/Q/O/OW5SI0TQyJPWe02oHbFw/tul0425.jpg" /><br /> ]]>    Neste mês de julho, o mercado começa a formar suas primeiras referências de preços para a laranja da nova temporada 2026/27. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações atuais estão abaixo das registradas no início da safra anterior, apesar da estimativa de menor produção.
Nesta quinta-feira (2/7), o indicador do Cepea para a laranja voltada à indústria registrou a cotação de R$ 31,25 a caixa de 40,8 quilos. Há um ano, o preço médio estava em R$ 43,91 a caixa. 
De acordo com o Cepea, a dinâmica de mercado neste ano está bastante diferente da observada no início da safra passada. Em julho de 2025, por conta dos baixos estoques, a necessidade das indústrias de assegurar matéria-prima para o processamento sustentou as negociações nos patamares médios históricos. Já nesta temporada 2026/27, o mercado iniciou o ciclo com menor urgência de compra por parte das processadoras. 
Assim, pesquisadores do Cepea avaliam que as cotações observadas neste início de julho refletem predominantemente os contratos já negociados para frutas precoces e de meia-estação, além de operações pontuais realizadas no mercado spot. 
À medida que a segunda florada avançar e o processamento industrial ganhar ritmo, o mercado deve construir referências de preços mais representativas para a safra.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/2aQpMwuXbq0_QIa42GAM-Qj4AlQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/Q/O/OW5SI0TQyJPWe02oHbFw/tul0425.jpg" medium="image"/>   <media:description>Mercado começa a formar suas primeiras referências de preços para a laranja da nova temporada 2026/27</media:description>   <media:credit>Fundecitrus / Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 12:33:17 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Preço do boi gordo cai em SP, mesmo com oferta de animais ajustada</title>  <atom:subtitle>Demanda interna esteve sem força para sustentar as cotações e a exportação perdeu pressão</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/pecuaria/boi/noticia/2026/07/preco-do-boi-gordo-cai-em-sp-mesmo-com-oferta-de-animais-ajustada.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/pecuaria/boi/noticia/2026/07/preco-do-boi-gordo-cai-em-sp-mesmo-com-oferta-de-animais-ajustada.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/0eJrX4cwfU7ftZ35ahSHH71D49o=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/W/L/eEbPTlT5S0dmdTQivOAQ/20231107-150653.jpg" /><br /> ]]>    O mercado pecuário teve mais um dia de pressão em grande parte das regiões brasileiras. Segundo a Scot Consultoria, frigoríficos ofereceram menos pela arroba, mesmo diante de uma oferta de rebanhos sem folga. A demanda interna esteve sem força para sustentar as cotações e a exportação perdeu pressão.
Nesta quinta-feira (2/7), nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo caiu R$ 2 na comparação diária, para R$ 333 a arroba. O “boi China” e a novilha também recuaram R$ 3, para R$ 338 e R$ 325 a arroba, respectivamente. Já a vaca não teve mudanças nas cotações.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot, 17 não tiveram alterações no preço do boi gordo nesta quinta-feira. Outras 12 registram quedas, e em quatro houve altas.
Em relação ao mercado atacadista, a consultoria Safras &amp; Mercado destaca que os preços da carne bovina continuaram apresentando recuo. O ambiente de negócios sugere maior fôlego durante a primeira quinzena do mês. 
O analista Fernando Iglesias, da Safras, lembra que o jogo da Seleção Brasileira no próximo final de semana é um motivador para o mercado de carnes, estimulando a reposição entre atacado e varejo. “Vale mencionar que a entrada dos salários na economia é outro elemento importante a ser mencionado, gerando efeito positivo sobre a demanda”, destaca o especialista.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/0eJrX4cwfU7ftZ35ahSHH71D49o=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2023/W/L/eEbPTlT5S0dmdTQivOAQ/20231107-150653.jpg" medium="image"/>   <media:description>Frigoríficos ofereceram menos pela arroba, mesmo diante de uma oferta de rebanhos sem folga</media:description>   <media:credit>José Florentino/Globo Rural</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 09:50:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Chicago e prêmios mantêm cotações da soja em alta no Brasil</title>  <atom:subtitle>Saca se valorizou no porto de Paranaguá e já é negociada acima da R$ 135</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/chicago-e-premios-mantem-cotacoes-da-soja-em-alta-no-brasil.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/cotacoes/noticia/2026/07/chicago-e-premios-mantem-cotacoes-da-soja-em-alta-no-brasil.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/juZ-MpUrCgDLKBks65UsasNyeHY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/a/h/KqExBSQfAT9T1W5AXDtA/axial-flow-serie-160-automation.jpg" /><br /> ]]>    Sem mudanças no quadro fundamental, prevalece a tendência de preços mais altos para a soja no mercado brasileiro. Nesta quinta-feira (2/7), o indicador Cepea/Esalq teve alta de 0,57%, a R$ 135,08 a saca. 
De acordo com Enílson Nogueira, analista da Céleres Consultoria, as movimentações recentes na bolsa de Chicago tem contribuído para a precificação no Brasil. Ontem, os contratos da soja para agosto avançaram 0,26%, a US$ 11,3625 o bushel.
Ainda segundo ele, até o final do ano, com a sustentação do prêmio da soja nos portos, ainda há espaço para novas altas das cotações no mercado interno.
Nas demais praças brasileiras monitoradas pela AgRural, em Ponta Grossa (PR), o valor da soja ficou estável em relação ao dia anterior, cotada a  R$ 131. Em Primavera do Leste (MT), o preço subiu R$ 1, a R$ 115 a saca. Em Luís Eduardo Magalhães (BA), a soja ficou estável, negociada a R$ 118.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/juZ-MpUrCgDLKBks65UsasNyeHY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/a/h/KqExBSQfAT9T1W5AXDtA/axial-flow-serie-160-automation.jpg" medium="image"/>   <media:description>Para analista, preço da soja pode subir ainda mais no mercado interno</media:description>   <media:credit>Case IH  / Divulgação</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 09:14:08 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Governo de São Paulo lança 'Rotas da Cerveja' com mais de 100 cervejarias</title>  <atom:subtitle>Projeto reúne reúne 21 destinos cervejeiros paulistas, integrando agroindústrias e turismo</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/negocios/noticia/2026/07/governo-de-sao-paulo-lanca-rotas-da-cerveja-com-mais-de-100-cervejarias.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/negocios/noticia/2026/07/governo-de-sao-paulo-lanca-rotas-da-cerveja-com-mais-de-100-cervejarias.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/DNkAJ-Hu5BjpCC-3D_M0BPs0yo0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/Z/G/Fj5jgUQti6H9uwyU1xdQ/cerveja.jpg" /><br /> ]]>    O Governo do Estado de São Paulo lançou, nesta terça-feira (1º/7), o Rotas da Cerveja de São Paulo, iniciativa que reúne sete roteiros focados em ampliar a visibilidade dos produtores e incentivar o turismo e produtores locais. Fazem parte do projeto 104 cervejarias e dois produtores de lúpulo distribuídos por 55 municípios paulistas.
Criado a partir da parceria entre as Secretarias de Agricultura e Abastecimento, Turismo e Viagens, Desenvolvimento Econômico, Casa Civil e a InvestSP o circuito faz parte programa "Rotas de São Paulo" que também possuem outros roteiros de grandes produções nacionais como:  Vinho, Café, Queijo e Cachaça .  A nova rota reúne 21 destinos cervejeiros, sendo dois especializados na produção de lúpulo e seis voltados ao turismo de negócios.
Diferentes tipos de cervejas artesanais 
Pexels
O Rota das Cervejas reúne cervejarias, pubs, bares e outros empreendimentos que oferecem visitas guiadas, degustações, harmonizações gastronômicas e experiências ligadas à cultura cervejeira. A iniciativa busca atrair visitantes interessados em conhecer de perto os processos de produção, a história das cervejarias.
Os circuitos percorrem as regiões do Noroeste Paulista, Mogiana Paulista, Campinas e Região, Circuito das Águas e Frutas, Serra do Itaqueri, Cuesta e Centro Paulista. Sorocaba e Região e Capital e Região Metropolitana. As informações sobre os estabelecimentos participantes e os itinerários estão disponíveis em um mapa interativo no site oficial do programa. 
O setor cervejeiro brasileiro vem ampliando sua presença no mercado internacional. Em 2025, o país exportou 315,5 milhões de litros de cerveja para 77 países, de acordo com o Anuário da Cerveja 2026.
As exportações somaram US$ 218,4 milhões, o maior valor da série histórica, resultado que evidencia a crescente valorização e competitividade da cerveja brasileira no mercado externo. O Brasil está entre os três maiores produtores da bebida do mundo, com 1.954 cervejarias registradas.
O lançamento do circuito também reforça a liderança de São Paulo no mercado nacional. De acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, o Estado concentra 452 estabelecimentos registrados, o maior número do país, consolidando sua posição como principal polo da produção.
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Nesta semana, o Ministério da Agricultura criou um grupo de trabalho, com a participação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para avaliar os impactos do El Niño e propor estratégias e medidas de mitigação, adaptação e proteção ao produtor rural. O colegiado deverá identificar regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno, como as culturas de soja, milho, trigo, feijão, cana, café e mandioca.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário já tenta mobilizar ajuda a comunidades rurais afetadas por chuvas intensas no Amazonas e busca recursos do Fundo Amazônia para capacitar e dar formação de brigadista a assentados da reforma agrária para atuar na prevenção e combate a incêndios na região Norte do país.
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Prognóstico recente do Inmet indica chuvas acima da média no Sul e abaixo da média no centro e no norte do Brasil no trimestre até setembro, com probabilidade de temperaturas altas no segundo semestre e a ocorrência de ondas de calor e incêndios florestais.
Os modelos também indicam probabilidade acima de 90% de permanência do El Niño até, pelo menos, o início de 2027, com alta probabilidade de ocorrência de um fenômeno “muito forte”.
Seguro rural
A falta de recursos para o seguro rural, que teve orçamento bloqueado para menos da metade (R$ 473,8 milhões), é a principal carência no cenário atual, disse uma fonte do Ministério da Agricultura, que falou sob reserva. A fonte avalia que a conjuntura pode desanimar os produtores e impactar no volume total da produção do país no próximo ciclo.
De acordo com ela, o agricultor está mais conservador e  a produção pode cair, o que poderia levar a uma alta de preços de alimentos. Em sua análise, o cenário problemático era uma “pedra cantada” há tempo. “Falta decisão política para usar os instrumentos de gestão de risco”, afirma.
No Ministério do Desenvolvimento Agrário, há uma atenção especial com o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), espécie de seguro rural público obrigatório para quem acessa financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O mecanismo ressarce pequenos produtores em caso de frustrações causadas pelo clima.
O orçamento de 2026 é de R$ 6,6 bilhões. Na avaliação da Pasta, ainda não há risco de “estouro” dessa verba. Na safra 2025/26, encerrada em junho, foi deferido o pagamento de R$ 3 bilhões em indenizações a 71 mil comunicados de perdas de agricultores que contrataram o Proagro. Cerca de metade desse valor (R$ 1,5 bilhão) foi descontado da verba orçamentária deste ano. O montante total sob cobertura do programa no ciclo chega a R$ 12,8 bilhões. 
“A pressão de eventos climáticos adversos aumentou, veio para ficar e temos que conviver com isso. Estamos monitorando. Não acreditamos no estouro do orçamento do Proagro, ainda tem espaço confortável, mas temos que monitorar para ver o que vai acontecer”, disse o diretor de Financiamento, Proteção e Apoio à Inclusão Produtiva Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, José Henrique da Silva. 
“Sabemos que a questão do clima será grave. As informações técnicas e científicas apontam que haverá problema com o El Niño, mas temos que seguir monitorando para ver”, afirmou em conversa com jornalistas após coletiva sobre o Plano de Safra da Agricultura Familiar, na quarta-feira.
Na coletiva de imprensa, a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, disse que ajustes técnicos feitos no Proagro nos últimos anos aprimoraram o programa e tornaram a ação de proteção das lavouras mais assertiva, focada em quem precisa, o que também limita os gastos. Ela citou incentivos concedidos, como alíquotas de contratação do seguro mais baixas, para agricultores que plantam com risco menor e dentro da janela indicada pela Embrapa.
Impactos do mercado
A possibilidade de oscilações de preços no mercado e de instabilidade climática levou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a pedir recentemente R$ 1,5 bilhão de suplementação orçamentária para a formação de estoques reguladores de alimentos, como arroz, milho e trigo. A estatal alegou riscos de “desorganização temporária dos fluxos de abastecimento e de eventuais choques de mercado” e que a medida ajudaria a mitigar pressões inflacionárias.
Machiaveli disse que a sugestão esbarrou em questões técnicas no governo. “Só pode ter recurso extra se tiver emergência, não pode fazer de forma preventiva”, disse. A ministra afirmou, porém, que busca mais recursos com o Ministério do Planejamento e Orçamento para lançar novos leilões de contratos de opção para compra de arroz e outras ações para aquisição de milho.
Produtores do Amazonas já relataram ao MDA a ocorrência de problemas em 16 comunidades rurais de Manaus e Presidente Figueiredo por conta do clima. Eles buscam atendimento emergencial a 960 famílias dos dois municípios e querem a destinação de quase mil cestas básicas de alimentos, 23 litros de água potável e kits de mudas de plantas nativas destinadas ao replantio e à recuperação produtiva das áreas afetadas, como açaí, tucumã, pupunha, guaraná, café, mandioca e banana.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/YzDMlqALRTD6guOjJIrHEtT__sY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/B/x/VhiTB9RTupoBTTanA4Lg/doi-resolucao-da-secretaria-de-agricultura-de-sp-agiliza-auxilio-a-produtores-rurais-atingidos-por-incendios.jpg" medium="image"/>   <media:description>Há probabilidade de temperaturas altas no segundo semestre e a ocorrência de ondas de calor e incêndios florestais</media:description>   <media:credit>Secretaria de Agricultura de SP</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:03:03 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>Itaú BBA será mais seletivo nos empréstimos ao agro</title>  <atom:subtitle>Apesar disso, instituição projeta crescimento de 10% para sua carteira de crédito no agronegócio em 2026</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/credito-e-investimento/noticia/2026/07/itau-bba-sera-mais-seletivo-nos-emprestimos-ao-agro.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/credito-e-investimento/noticia/2026/07/itau-bba-sera-mais-seletivo-nos-emprestimos-ao-agro.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/qLxsRsmfOpmew1wXtDkWdiHLGmw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/L/c/7EuIVqQXuoZY0Ky9jPdQ/gettyimages-525918093.jpg" /><br /> ]]>    Mesmo em um cenário de mais seletividade na concessão de financiamento ao campo, o Itaú BBA projeta crescimento de 10% para sua carteira de crédito no agronegócio em 2026, desconsiderando os efeitos cambiais. Esse avanço deve vir de segmentos com maior demanda por capital, como o de etanol de milho e o de esmagamento de soja, de acordo com o diretor de agronegócios da instituição, Pedro Fernandes.
“Apoiaremos aqueles clientes que a gente confia que estão fazendo a lição de casa para estarem na situação mais saudável que podem estar”, afirmou Fernandes ontem em entrevista a jornalistas, durante o seminário “Agro em Pauta”, promovido pela instituição financeira. Segundo ele, este não é o momento para “decisões de ímpeto, ou que fazem pouco sentido” e “que vão trazer risco de insolvência”.
Para a nova safra, o principal fator de risco deverá ser o clima, de acordo com os analistas do Itaú BBA. Fernandes explicou que a seletividade não significa privilegiar os produtores rurais menos expostos às intempéries, mas sim aqueles que estão fazendo a melhor gestão do seu negócio. “Está fora do nosso apetite alguém que está alavancado, enxergando o cenário de El Niño, e que decide aumentar o risco”, afirmou o executivo.
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Um El Niño intenso, conforme  relatório da instituição, poderia provocar perdas em regiões produtoras importantes, especialmente em Mato Grosso, tornando o equilíbrio global entre oferta e demanda de grãos mais sensível e abrindo espaço para reações nos preços.
“Nosso cenário-base é de um El Niño que pode trazer prejuízos para o Matopiba [confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia], com chuvas abaixo da média, eventualmente uma irregularidade no Cerrado, e também a possibilidade de chuvas acima da média no Sul”, afirmou Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA.
Projeções
O banco estima que a área de cultivo de soja na próxima safra terá um crescimento de apenas 0,5% em relação ao último ciclo. Os analistas do Itaú BBA acreditam que o Brasil deverá colher 182,4 milhões de toneladas, alta de 1,3% — abaixo das 186 milhões de toneladas estimadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Para o milho, o banco espera que os fundamentos indiquem um cenário de preços mais elevados, com perspectiva de aperto no balanço global e, sobretudo, pelo avanço do consumo doméstico para ração e etanol. A maior preocupação, é com relação à segunda safra, mais exposta aos efeitos do El Niño, uma vez que eventuais atrasos na colheita da soja podem comprometer a janela de plantio do cereal. 
A atratividade do etanol de milho, inclusive, deve fazer com que os produtores não avancem muito na área de plantio de algodão, embora o banco espere um mercado internacional mais ajustado para a pluma.
O Itaú BBA também indicou que espera uma recuperação da moagem de cana no Centro-Sul, resultando em mais produção de açúcar e etanol. Esse cenário deve manter os preços do biocombustível em baixa, já pressionados pelo avanço do etanol de milho. 
Para o cultivo de café, embora as margens ainda sejam consideradas boas em termos históricos, o banco avalia que a perspectiva de uma safra mais produtiva poderá pressionar os preços. 
Quanto à pecuária bovina, o Itaú BBA vê incertezas no curto prazo por causa das exportações à China, cuja tarifa adicional sobre a carne brasileira acima da cota pode pressionar os embarques e o mercado do boi gordo no segundo semestre.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/qLxsRsmfOpmew1wXtDkWdiHLGmw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2025/L/c/7EuIVqQXuoZY0Ky9jPdQ/gettyimages-525918093.jpg" medium="image"/>   <media:description>Pedro Fernandes: “Apoiaremos aqueles clientes que a gente confia que estão fazendo a lição de casa para estarem na situação mais saudável que podem estar”</media:description>   <media:credit>Getty Images</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:03:02 -0000</pubDate>  </item>  <item> <title>ETG instala indústria de fertilizantes em Tocantins</title>  <atom:subtitle>Empresa importará insumos pelo Porto de Itaqui e vai utilizar complexo logístico da VLI</atom:subtitle>  <link>https://globorural.globo.com/insumos/noticia/2026/07/etg-instala-industria-de-fertilizantes-em-tocantins.ghtml</link> <guid isPermaLink="true">https://globorural.globo.com/insumos/noticia/2026/07/etg-instala-industria-de-fertilizantes-em-tocantins.ghtml</guid> <description>  <![CDATA[ <img src="https://s2-globorural.glbimg.com/KU6EpNLPmSy2YpRX7l7BCmgKh04=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/U/9/gtgRkFQ6W5fMeYAp4oQA/terminal-integrador-palmeirante-credito-nabajo-filmes-.jpeg" /><br /> ]]>    A ETG, empresa global de fertilizantes, anunciou nesta quinta-feira (2/7) a implantação da sua primeira planta industrial no Brasil. A unidade será instalada em Palmeirante (TO), no Complexo Logístico da VLI, às margens do Tramo Norte da Ferrovia Norte-Sul.

Com investimento estimado em R$ 26 milhões, a unidade terá capacidade para produzir até 200 mil toneladas de fertilizantes por ano e capacidade de armazenagem de 45 mil toneladas de produto.

As obras estão previstas para começar em agosto. A unidade deve entrar em operação em fevereiro de 2027. O complexo vai receber fertilizantes importados, que chegam ao país pelo porto de Itaqui (MA). 

Segundo a companhia, a unidade industrial terá como foco atender a região conhecida como Matopiba, que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. 

“Trazemos nosso modelo de negócio que é líder de mercado na África para o Brasil, reforçando nosso compromisso de estar cada vez mais próximos dos produtores e das regiões com maior potencial de crescimento. A parceria com a VLI no Tocantins nos proporciona uma plataforma logística eficiente e competitiva. Estaremos focados em auxiliar o desenvolvimento sustentável do agronegócio no Tocantins e em todo o Matopiba”, afirmou Thiago Briso, diretor da ETG Brasil, em comunicado.

A unidade da ETG ficará instalada próxima à unidade da Mosaic, instalada em 2025 e que deve alcançar capacidade produtiva de cerca de 1 milhão de toneladas de fertilizantes por ano até 2027.

Os investimentos do setor de fertilizantes na região são um reflexo da instalação, em 2022, do corredor logístico pela VLI, com investimentos de cerca de R$ 400 milhões, realizados em conjunto com a Companhia Operadora do Itaqui (Copi). A estrutura conecta o porto maranhense ao Terminal Integrador Palmeirante (TIPA). Desde que entrou em operação, a estrutura atraiu grandes players para as áreas adjacentes ao terminal da VLI, com investimentos que chegam a quase R$ 500 milhões. 

As composições que levam os insumos para fertilizantes do Porto de Itaqui até Palmeirante trafegam no chamado frete de retorno. Ou seja, vagões que inicialmente voltariam vazios de São Luís para captar grãos nos terminais tocantinenses da VLI seguem carregados de insumos para fertilizantes.

“Ao conectar produção e mercado com eficiência, contribuímos para aumentar a competitividade dos nossos clientes e fomentar o desenvolvimento econômico local de forma sustentável”, afirmou  Carolina Hernandez, diretora-executiva comercial, de projetos e planejamento estratégico da VLI,  em comunicado.  </description>  <media:content url="https://s2-globorural.glbimg.com/KU6EpNLPmSy2YpRX7l7BCmgKh04=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2026/U/9/gtgRkFQ6W5fMeYAp4oQA/terminal-integrador-palmeirante-credito-nabajo-filmes-.jpeg" medium="image"/>   <media:description>Terminal Integrador Palmeirante (TIPA) da VLI, onde a ETG vai instalar planta industrial</media:description>   <media:credit>Nabajo Filmes</media:credit>  <category>globorural</category> <pubDate>Thu, 02 Jul 2026 22:54:05 -0000</pubDate>  </item>  </channel>  </rss>